Não era morfina, mas bolsonarina na veia, a droga que deixou Bolsonaro doidão

Em sua coluna de sexta, o mestre Janio de Freitas destrinchou a nova mentira de Jair Mentira Bolsonaro, que usou a desculpa de estar sob efeito de morfina quando publicou mensagem golpista no Facebook, dois dias após a tentativa de golpe de 8 de janeiro. 

Segundo Janio, "paciente ainda necessitado de morfina não recebe alta", o que joga no chão a desculpa de Bolsonaro de que estava doidão. A substância que o endoidece é a natural, que corre em suas veias, a bolsonarina, que o faz mentir três vezes usando duas palavras, numa compulsão só comparável a que tem por rachadinha.

A coluna de Janio, originalmente no Poder360:

No mundo da mentira

Quatro anos de dominação da mentira não bastaram para atenuar os obstáculos à franqueza. Tal como, descendo da sociedade ao indivíduo, 4 horas de treinamento não bastaram para evitar que Bolsonaro se inculpasse com a própria mentira da sua inocência.

Olhar o mundo, e vê-lo, traz o risco de dizer o que foi visto. Afinal de contas, há fórmulas estabelecidas pelos setores influentes da sociedade, aplicáveis às realidades sem depender das evidências: se o conceito não convém aos setores influentes, a evidência é reformada pela mágica da mentira.

Reconhecer que Putin levou a Rússia a invadir a Ucrânia, em transgressão criminosa à Carta da ONU de que é coautora, é bem aceito. Entender que Zelensky tem parte da responsabilidade pela ação brutal contra o seu país, isso não é aceito.

Vieram de um músico e poeta, o também escritor e advogado José Paulo Cavalcanti Filho, logo no começo da guerra, estas observações decisivas:

  • a Otan, pacto militar de Estados Unidos e Europa Atlântica, “desde 1997 deu início a um programa de alargamento para o leste, Hungria, Polônia, República Checa, apesar das promessas a Gorbatchov de que isso jamais ocorreria”;
  • aos pedidos da Rússia para congelamento dessa expansão o governo americano “limitou-se a dizer: ‘Nós apoiamos a adesão da Ucrânia’. Não é posição de quem quer conversar”;
  • “Para tornar tudo ainda mais complexo, em dezembro de 2001 os Estados Unidos se retiraram do Tratado Antimísseis-ABM, firmado em 1972. Algo impensável a quem quer paz”;
  • E Zelensyy, “assim que assumiu, fez aprovar nova Constituição, determinando que seu país faria parte da Otan”;
  • “Para agravar o cenário, os Estados Unidos anunciaram a intenção de instalar um escudo antimísseis nessa Europa do Leste, em aberta violação ao Ato Fundador Rússia-Otan (assinado em 1997)”.

Em tempo: José Paulo Cavalcanti Filho não teve e não tem filiação partidária, é liberal na acepção legítima do termo.

A ajuda de guerra do governo americano à Ucrânia, em sua recente estimativa pública, estava em torno de US$ 50 bilhões. Só estão fornecidas as armas autorizáveis pelo Congresso. Para complementá-las, e para aumentar a ajuda recebida pela Ucrânia, o governo Biden pressiona e obtém o fornecimento da Europa (a Polônia, por exemplo, mandou aviões de caça americanos).

É oferecer-se a ataques furibundos, no entanto, dizer que Zelensky encaminhou a Ucrânia para a guerra, e não para acordos com a Rússia de Putin. E, com evidências oferecidas até pelo próprio Biden, que os fornecimentos bélicos dos governos americano e europeus incentivam a guerra.

A veracidade é repelida, se não convier aos regentes da sociedade, e a mentira é exigida. Na guerra deles como em nossa ilusória paz. O resultado desse costume é o espírito colonizado, uma das desgraças nacionais.

Dizem que, apesar disso, a verdade sempre aparece. Bolsonaro dispensa esse otimismo: a mentira dele já se desmente, sempre. À Polícia Federal disse, agora, que seu vídeo de apoio aos atacantes dos palácios foi por efeito de remédio. Cloroquina, deveria ser.

O ataque foi no dia 8 de janeiro. O vídeo foi postado no dia 10, quando Bolsonaro estava sob efeito de morfina. Tarde, também, em que recebeu alta no hospital.
Paciente ainda necessitado de morfina não recebe alta. Bolsonaro, portanto, estava só sob efeito Bolsonaro.

 

O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


'As redes sociais são o nariz de um Pinóquio catastrófico'. Pinóquio é a mídia corporativa

O professor Muniz Sodré publicou em sua coluna na Folha uma crítica certeira não apenas às redes sociais. Para o professor, as redes sociais são o nariz de um Pinóquio catastrófico. Mas ele não para por aí, e mostra que o chamado jornalismo da mídia corporativa, dos jornalões, está indo pelo menos caminho em busca de views. Por isso eu acrescentei no título a informação de que Pinóquio é a mídia corporativa. As redes sociais são o nariz que as amplifica. Leia a coluna na íntegra:

O novo voo do passaralho

Uma palavra abstrusa atravessa os tempos do ofício jornalístico: passaralho. Nada elegante, mas precisa na referência vulgar à instabilidade da profissão. Desde meio século até hoje, o novato ou o veterano das redações sabe que o voo dessa ave improvável significa demissão súbita e coletiva, por motivos os mais variados. É o que tem acontecido recentemente em grandes organizações de mídia.

Se antes era apenas a decisão arbitrária do mandachuva, agora é também um dos efeitos de transformação no modelo empresarial que acompanham mudanças profundas na prática da informação pública. Primeiro vale observar que os grandes veículos (impressos, televisivos e digitais) parecem ter-se convertido ao modelo CNN: excesso de informação, sem base interpretativa capaz de articular a dispersão dos eventos noticiáveis ao real-histórico.

Numa analogia, a metástase biológica, entendida como proliferação patológica das células no câncer, pode dar uma medida do fenômeno da desinformação: a metástase informativa é a fragmentação dos fatos pela multiplicação irrelevante da notícia. Na microinformação, notícia deixa de ser projeção verossímil de um fato em função de um impulso individual, que varia do gesto bem-humorado ao boato rancoroso. Senão o surto maquinal do robô, já entre nós, precarizando a mão humana.

Essa "qualquer coisa noticiável" não é o mesmo objeto-mercadoria que faz viver o jornalismo. A modernidade da imprensa caracteriza-se por uma noticiabilidade historicamente comprometida com a sociedade civil, isto é, com a organização liberal da produção e da política. Tornar transparentes decisões do Estado, inserir o diverso na ordem dos acontecimentos, debater contradições de classe, pressionar governos são imperativos do jornalismo, que constitui a outra face da moeda democrática.

Isso sempre se fez, bem ou mal. Nesta última trilha caminha o jornalismo capaz de vender mentiras, supondo ser esse o gosto de sua audiência. O império norte-americano de Rupert Murdoch é exemplo recente. E são bastante notórios os casos brasileiros, numa conjuntura em que políticos são eleitos e mantidos nos cargos exatamente porque são mentirosos. É outra realidade, paralela, instalada pelo devir artificial do mundo. As redes sociais são o nariz de um Pinóquio catastrófico.

Trevas digitais tentam apagar o jornalismo. O passaralho, agora também tecnológico, sobrevoa cabeças patronais. Para quem mídia é só um negócio a mais, talvez pouco importe. Jornalismo, porém, é algo maior do que isso. Irá para onde vai (se for) a vida democrática. É hora então de pesquisa e de inédita parceria séria com escolas para um compromisso com vivas formas de existência além das redes.

*Sociólogo, professor emérito da UFRJ, autor, entre outras obras, de “Pensar Nagô” e “Fascismo da Cor”

O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Quinho e o buraco negro que ameaça o planeta


O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Sogra, como não amar uma mulher assim?

Sexta-feira foi Dia da Sogra, 28 de abril. Um dia que quase nunca é lembrado e para muitos nem deveria ter sido criado. Não para mim. Eu amo minha sogra. Tudo bem, sei que é uma frase que não costuma ser enunciada. Sei que algum leitor mais cético — ou cínico, talvez — vai pensar: esse cara está planejando o crime perfeito. Vai fazer uma crônica elogiando a sogra para usar como álibi e poder matar a desgraçada tranquilamente.

Nada disso. Há todo um folclore de que as sogras são umas bruxas, que elas enchem o saco etc. Não é a minha experiência. Muito pelo contrário. Embora eu deva frisar que três horas de viagem me separam da mãe de minha mulher. E que ela não gosta muito de viajar. Nem eu.

Isso posto, passemos aos fatos. Minha experiência de vida mostra que a sogra que é verdadeiramente terrível não é a mãe dela, mas a mãe dele. As mulheres casadas podem escrever para cá dando seu depoimento. Elas invadem a casa e continuam a tratar o marmanjão como se ele ainda fosse seu filhinho, e passam o tempo todo dizendo à nora como ele gosta do bife, qual o ponto do purê de batatas, como ele gosta que a calça seja passada — com ou sem vinco —, se ele deve dormir de meias, se é alérgico a ar refrigerado, se toma um chá com alho e limão para curar gripes, tudo isso de um jeito, que “só a mamãezinha dele sabe preparar”...

Minha sogra tem essa preocupação, só que com o genro. Toda vez que eu a visito ela faz de tudo para me agradar. Se meu sogro prefere Antarctica e eu, Brahma, quando vou lá a cerveja é Brahma. Ela faz um doce de banana simplesmente delicioso. E, por saber dessa minha opinião sobre ele, sempre prepara um antes da minha chegada. Sem contar o leitão pururucando no Natal e uma farofa de miúdos genial.

Se não bastasse toda essa mordomia, ela me chama de fi-inho — assim com essa prosódia do interior de São Paulo (ela mora em Lorena)... Só quem já perdeu a mãe sabe como é gostoso ouvir de vez em quando alguém chamá-lo assim.

Mas, quem me lê falando desse modo de minha sogra pode imaginá-la uma velhinha sem muito o que fazer, cerzindo meias ou bordando toalhas em ponto de cruz. Nada mais distante da realidade.

Minha sogra é comerciante, daquelas que acordam o galo e põem a galinha para dormir. Acorda cedo, dorme cedo, e passa o dia todo agitada, para lá e para cá, trabalhando sem parar, dando ordens, comandando, como um sargento durão. Ela tem uma musculatura compacta — que sinto quando a abraço — para proteger seu frágil interior. Foi assim que ela aprendeu a sentir e a se defender da vida.

Começou a trabalhar muito cedo, ajudando os pais — também eles pequenos comerciantes e criadores — no mercado municipal. Gente da roça, ignorante (no sentido da falta de escolaridade), com padrões rígidos de comportamento. Quem viu o filme Pai Patrão, dos irmãos Tavianni, sabe do que estou falando, tem ideia de como é dura a vida dessas pessoas.

Pois a de minha sogra sempre foi assim: uma vida para o trabalho, em função da família. Primeiramente, os pais dela. Depois, seu marido, filhos e netos. Envolve-se com a vida de todos mais do que deveria, não porque ela assim o queira, mas porque sempre é solicitada.

Passou por uma das maiores provações pelas quais um ser humano pode passar — a perda de um filho —, que lhe deixou marcas que ainda hoje não conseguiu superar. Eu me recordo do sofrimento dela naquela época.

Seu único filho homem (ela tem mais três filhas), Francisco entrou em coma, após uma cirurgia. Executivo em início de carreira numa grande multinacional, ele era seu orgulho.

Todo dia, após trabalhar a manhã toda — sabe-se lá com que forças — ela, assim que acabava o almoço, pegava um ônibus na Rodoviária de Lorena e ia até São Paulo visitar o filho em coma, cheia de esperança de conseguir enxergar pelo menos uma melhora. Uma viagem de mais de duas horas, sem contar o tempo gasto da Rodoviária de São Paulo até o hospital.

Depois da visita, o longo caminho de volta, agora sem a esperança da ida, já que o filho não melhorou jamais. Depois, vinha a noite de sono inconstante, para nascer um novo dia e com ele a esperança de ver o filho bom de novo, que não se concretizou.

Pensei que ela fosse morrer no dia do enterro do Francisco. Mas — é como eu dizia — ela é desse tipo de gente da roça, com uma forte ética do trabalho de sol a sol, da galinha que hoje é brinquedo e amanhã, alimento. A vida segue, Deus quis assim, os fregueses estão na porta.

Então, ela vai de novo para a loja (hoje de artesanato), fala pelos cotovelos, conta sua vida toda para qualquer um — principalmente para falar com orgulho das filhas, dos netos, da bisneta e até dos genros... E logo pede uma licencinha para ir lá dentro, “porque vem meu genro lá do Rio, e ele adora um doce de banana que eu tô preparando pra ele”. E termina dizendo ao freguês:

- Você não liga não, não é, fi-inho?

Ela diz isso pra todos, traidora. Como não amar uma mulher assim?

[PS: Crônica originalmente publicada em 2007. Hoje, eu e a filha dela não estamos mais casados, mas estamos sempre juntos. E ela, com mais de 90 anos, já não trabalha mais. Nem tem a vitalidade e a energia que caracterizaram toda a sua vida. Mas a vejo do mesmo jeito. É como o caso de um casal britânico, que li certa vez. Estavam juntos há mais de 60 anos. Ela, com Alzheimer, estava internada numa clínica especializada. Mas o marido fazia questão de estar lá com ela. Dormia lá e vivia com ela do mesmo jeito de antes da doença. Uma vez uma das enfermeiras disse a ele: Por que o senhor não sai, deixe ela aqui com a gente, ela já nem se lembra do senhor? Ele respondeu: — Mas eu lembro. É isso: eu lembro.]

O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Artevillar e os que são contra o PL2630, das Fake News


O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Permitir mentiras de parlamentares e religiosos nas redes é assassinar o PL das Fake News

De recuo em recuo o relator do PL 2630, o PL das Fake News, deputado Orlando Silva, está criando um dromedário onde se queria um cavalo e a árvore do projeto está com tantos jabutis pendurados que periga desabar ou, coisa pior, o tiro sair pela culatra e só garantir a liberdade nas redes para políticos e religiosos. E mais: Globo e a chamada mídia comercial, que estão em ataque frontal para encabrestar o presidente Lula, podem abocanhar milhões em verbas publicitárias das redes sociais.

A ideia que originou a criação do PL 2630 era simples: proibir e responsabilizar as redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, WhatsApp, Telegram etc.) pela disseminação de fake news, hoje uma terra de ninguém. Ou melhor, na dependência do humor dos proprietários dessas redes, como o arrogante bilionário dono do Twitter, Elon Musk, que responde às alegações de fake news com emojis de cocô.

Orlando Silva já cedeu e as novas exceções no PL abrem caminho para que congressistas e líderes religiosos distribuam fake news e ataques de ódio nas redes impunemente. Os políticos, baseados na liberdade de opinião, e os religiosos, tipos como Malafaia, Feliciano (que soma os dois lados, político e religioso) podem falar o que quiserem, alegando que é sua ideologia política ou confissão religiosa.

Os veículos de mídia saltaram em cima em cima do Google, Facebook etc. querendo abocanhar as verbas publicitárias. Falam até em quase R$300 milhões que lhes seria devido.

A liberdade de opinião para os políticos e os religiosos têm que ser restritas a suas Casas — Congresso e igrejas. Fora dali, a lei deve ser a mesma para todos. Chega de fake news e discursos de ódio, é isso o que o povo brasileiro quer. 

Ah, e também Bolsonaro réu, julgado e condenado por seus crimes — inclusive propagação de fake news, discurso de ódio e de golpe de Estado.

O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Não pode ser ministro de Lula quem compara MST a golpistas de 8 de janeiro

O ministro da Agricultura Carlos Fávaro, do PSD de Gilberto Kassab, comparou ocupações do MST à tentativa de golpe de 8 de janeiro, quando hordas bolsonaristas invadiram prédios dos Três Poderes numa tentativa de golpe de Estado.

"É papel do Estado ajudar que a reforma agrária aconteça, mas dentro da lei. Invasão de terra produtiva não é concebível. Eu comparo, e já disse isso com muita tranquilidade, ao ato repugnante da invasão do Congresso Nacional ao mesmo nível de terra produtiva. E até porque não vai surtir efeito" — disse Fávaro. [247]

A comparação do MST com os golpistas é inaceitável, ainda mais no momento em que a Câmara aprova uma CPI do MST, com a única finalidade de criminalizar nosso principal movimento de luta pela reforma agrária.

O MST não invade, ocupa. A ocupação tem uma função pedagógica de denúncia de mau uso daquela terra: ou por estar ociosa, ou por não respeitar a legislação trabalhista, ou a finalidade para que foi criada.

O MST é o maior produtor rural do Brasil, que produz aquilo que vai para nossas mesas e de modo saudável, com preocupação ecológica.

Não pode ser ministro de Lula uma pessoa que compara o MST aos criminosos de 8 de janeiro.

O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Lafa, a Cuca e o Cuca


O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Fachin ('Aha uhu, o Fachin é nosso!') é o novo relator da acusação de Tacla Duran de extorsão de Moro e Dallagnol

Por escolha da presidente do STF Rosa Weber, o ministro Edson Fachin ("Aha uhu, o Fachin é nosso!") é o novo relator do processo que trata da acusação de advogado Tacla Duran de ter sofrido extorsão do ex-juiz Sergio Moro e do ex-procurador de deus Deltan Dallagnol, atualmente senador e deputado federal, respectivamente.

Quem não se lembra de uma das mais emblemáticas conversas da Vaza Jato, em que Dallagnol comenta com seus colegas do resultado de uma conversa que tivera com o ministro Fachin?

O procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lava Jato em Curitiba, comemorou com colegas do Ministério Público o resultado de encontro com o ministro do STF (Superior Tribunal Federal) Edson Fachin: “Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso”. A mensagem foi enviada em grupo no aplicativo Telegram em 13 de julho de 2015.

A informação foi publicada nesta 6ª feira (5.jul.2019) pela revista Veja e faz parte do arquivo vazado por fonte não identificada para o site The Intercept. [Poder360]

É preciso saber qual Fachin vai relatar o caso, o lavajatista ou o que mais tarde anulou todo o julgamento de Moro.

O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Governador bolsonarista de São Paulo lança fake news contra Lula para alimentar redes golpistas

O governador bolsonarista de São Paulo Tarcísio de Freitas divulgou uma fake news em mídia oficial do estado, que afirmava que a Ucrânia havia desistido de investir US$50 bilhões de dólares no Brasil, em resposta a declarações de Lula sobre a guerra da Ucrânia. A quantia 50 vezes bilionária, que representa simplesmente 1/4 do PIB da Ucrânia, seria utilizada no projeto de construção de aviões Antonov no país. Tudo mentira. A Antonov emitiu nota em que afirma que nenhum representante da empresa negociou qualquer projeto nem qualquer quantia no Brasil.

A CNN, que já havia publicado um vídeo manipulado sobre o 8 de janeiro, repercutiu a mentira, mas depois se desculpou [imagem abaixo], quando o estrago já estava feito: as redes bolsonaristas espalharam que Lula havia causado prejuízo de US$50 bilhões ao país. Aliás, esse parece ter sido o objetivo da nota do governo de SP e da matéria da CNN.

O  bolsonarista Tarcísio agiu como seu chefe Jair e não deu declaração alguma sobre o assunto. Só falta agora ele dizer que estava doidão, sob efeito de morfina...


O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Bolsonaro mentiu à PF (que novidade!): Morfina não se aplica ao problema dele

Mais uma vez Bolsonaro mente. Aliás, como não é Messias coisa nenhuma o M do meio do nome dele deveria ser de Mentira — Jair Mentira Bolsonaro. Morfina não se aplica ao problema dele.

Ontem publiquei aqui que Bolsonaro disse à PF que estava doidão de morfina quando fez postagem golpista após  a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro.

O jornal O Globo consultou especialistas e pesquisou na "Bíblia da farmacologia" e a morfina não é recomendada (aliás, é o oposto, é contraindicada) em casos como o alegado por ele à época, de "crise de obstrução intestinal".

Para a professora de farmacologia e ex-reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraya Smaili, a alegação é “estranha”.

— É uma argumentação ruim porque a morfina causa mais constipação, ao provocar uma diminuição na motilidade gastrointestinal. É muito estranho — explica.

“Os opiáceos continuam sendo agentes eficazes para causar constipação ou tratar a diarreia”, diz o livro “Goodman & Gilman, as bases farmacológicas da terapêutica”, conhecido como a “Bíblia da farmacologia”.

Mesmo que tenha sido essa a opção médica, ela não justificaria um quadro de falta de discernimento:

— Em relação ao sistema nervoso central, a morfina causa principalmente sonolência, uma certa depressão... Agora, confusão mental, só numa concentração muito alta — afirma Smaili.[Constança Tatsch, O Globo]

Bolsonaro é um mentiroso compulsivo e covarde, que, quando confrontado, põe a culpa nos outros ou se finge de doente ou doidão. 

A coisa muda de figura se o problema de Bolsonaro não fosse uma obstrução intestinal, mas um câncer no estômago, como muitos suspeitam, desde o caso da "facada". Morfina é utilizada para tratamento da dor intensa de origem oncológica...

A verdade é como a água: sempre vai encontrar uma brecha para chegar à superfície. Será o caso agora?

O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Lafa e a reação habitual do covarde criminoso que todo mundo sabe quem é


O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Bolsonaro diz à PF que estava doidão quando fez postagem golpista

Era só o que faltava. Hoje, ao prestar depoimento na Polícia Federal sobre postagem golpista em 11 de janeiro, Jair Bolsonaro amarelou. O valentão, diante da PF,  alegou que fez uma postagem golpista, três dias após a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro, sob efeito de medicamentos, "nem sabia o que estava fazendo".

A informação foi de seu antigo chefe da Secom Fábio Wajngarten [assista no vídeo abaixo], porque nem coragem de falar com a imprensa Bolsonaro teve.

O caso é que a postagem afirmava tudo aquilo que Bolsonaro sempre disse contra as urnas eletrônicas, que o TSE o prejudicou, que as eleições foram fraudadas. Todas essas outras vezes também estava sob efeito de medicamentos?

O que Bolsonaro tem se escreve com seis letras, duas delas repetidas: cagaço. Medo de ser preso e apodrecer na cadeia pelos inúmeros crimes que praticou.

Fico imaginando os milhares que foram presos, muitos que serão condenados a penas que podem chegar a 30 anos, ouvindo agora que o "Mito" arregou e alegou que estava "sob efeito de medicamentos"...

Assista ao depoimento do ex-ministro de Bolsonaro.


O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, sem popups de propaganda.
Para isso conto com sua assinatura. A partir de R$10.
Se preferir, faça uma doação via PIX para blogdomello@gmail.com

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos