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Azeredo, Aécio, Serra e as listas do Mourão e de Furnas

O governador de Minas, Aécio Neves, continua defendendo seu colega de partido, o ex-governador Eduardo Azeredo, das acusações feitas pelo procurador-geral Antonio Fernando de Souza:

“É um percalço da vida. Ele vai ter que enfrentar isso com serenidade, e acho que vai enfrentar com serenidade, adequadamente. Tenho plena confiança na honorabilidade do senador Eduardo Azeredo. Agora, numa nova etapa, ele sai da esfera política e entra na jurídica, e, se a denúncia for acatada, ele vai se defender com tranqüilidade.”

Na verdade, Aécio respira aliviado por não ter sido indiciado também, já que seu nome consta na lista do Mourão, como beneficiário de R$ 110 mil do esquema, que, segundo a denúncia do procurador-geral, desviou verbas públicas do estado de Minas Gerais para campanhas tucanas em 1998.

Quem deve estar se divertindo com isso é o governador de São Paulo, José Serra. Mas isso pode ser só por enquanto. A Polícia Federal está terminando as investigações sobre a lista de Furnas, relativa à campanha de 2002. Se for confirmada sua veracidade, Aécio e Serra vão dançar a noite dos desesperados. Aécio teria recebido R$ 5,5 milhões do esquema montado por Dimas Toledo. E Serra, à época candidato a presidente, R$ 7 milhões, R$ 3,5 mi por turno.

Sobre as listas de Mourão e de Furnas, leia mais aqui.

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Caixa 2 do PSDB: a lista do Mourão e a de Furnas

Depois do vazamento do relatório da Polícia Federal que acusa o PSDB de movimentar R$ 100 milhões (em valores da época) no caixa 2 da campanha de 98, tem muita gente confundindo a lista do Mourão (que está no relatório) com a famosa lista de Furnas (ou lista do Dimas), que anda sumida do noticiário, mas continua sendo investigada pela Polícia Federal e, mais dia menos dia, terá seu relatório concluído.

Existem muitas semelhanças entre as listas, daí provavelmente a confusão entre elas. A mais notável é a presença de grandes nomes no PSDB como principais beneficiados. A outra grande semelhança é que ambas as listas falam de desvios de verbas que teriam ocorrido no governo de Fernando Henrique Cardoso. A de Mourão, em 1998, a de Furnas, em 2002.

Mas quatro anos as separam. E muitos milhões a mais. Se na lista de Mourão, o atual governador de Minas, Aécio Neves, aparece como tendo recebido R$ 110 mil, na lista de Furnas o valor salta para R$ 5,5 milhões. José Serra, que não estava na primeira, aparece na de lista de Furnas com se beneficiado com o recebimento de R$ 7 milhões na campanha de 2002.

Quando surgiu a lista do Mourão, muitos contestaram sua veracidade. Agora, esta foi atestada pela PF. O documento é verdadeiro, embora possa ser mentiroso seu conteúdo – é o que diz o relatório da PF.

A lista de Furnas vai pelo mesmo caminho. Pelo menos um dos citados, o ex-deputado Roberto Jefferson, confirmou que recebeu o valor anotado na lista. As primeiras investigações da PF concluíram pela veracidade do documento. Vamos ver se isso será comprovado no relatório final.

As semelhanças e diferenças entre as duas listas você poderá constatar clicando nas imagens abaixo para ampliá-las. As duas primeiras formam a lista do Mourão, página 1 e página 2, respectivamente. As demais são as cinco páginas da lista de Furnas, apresentadas em ordem crescente.

Lista do Mourão:

lista do Mourão. página 1lista do Mourão. página 2

Lista de Furnas:







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‘Grande imprensa’ quer jogar valerioduto tucano nas costas de Lula

Só hoje, quatro dias depois da IstoÉ ter publicado reportagem denunciando o valerioduto tucano, e dois dias depois deste blog ter colocado um link (que estava no Consultor Jurídico, da Agência Estado! – portanto, eles sabiam) para o relatório da PF com a denúncia, é que os jornalões se moveram e publicaram reportagens sobre o assunto. Miudinhas, envergonhadas, longe da primeira página. Mas publicaram. Agora, reparem nas manchetes:

O Globo: Valerioduto mineiro será denunciado em breve
Estadão: Planalto teme ligação de Mares Guia e Azeredo
Folha: Ministro atuou no mensalão mineiro, diz PF

O Globo foi mais parcimonioso, jogando maliciosamente o foco para o valerioduto – que até o momento sempre esteve associado ao PT.

A Folha diz que ministro [de Lula] atuou no mensalão. Mas está errado. Embora sejam a mesma pessoa, quem atuou no mensalão não foi o ministro de Lula, mas o vice-governador do governo tucano de Minas e tucano do Brasil. Lula era oposição, na época, e disputava a presidência com o candidato à reeleição FHC. Portanto, a campanha de Azeredo não era só para sua reeleição, mas para a de FHC também. Logo, os R$ 100 milhões (à época) também foram utilizados na reeleição de FHC.

Já o Estadão vai além e diz que o Planalto (entenda-se governo Lula) teme ligação de Mares Guia e Azeredo. Erradíssimo. Quem deve é quem teme, e o Planalto atual não tem nada a ver com aquele esquema, que foi usado, em Minas, contra Lula, que era adversário do tucano FHC na disputa pela presidência.

O comportamento da “grande imprensa” na cobertura desse caso, esmiuçado e denunciado pelo relatório da PF, está claro: ou bem se omite ou então tenta empurrar para o governo Lula o maior escândalo de desvio de dinheiro da história do país, mais de R$ 100 milhões de valores da época (1998), o que corrigido dá quase três dos tais “mensalões” do PT.

Dinheiro que veio de empresas privadas, mas, em grande parte, dos cofres mineiros (via governo tucano do estado) e brasileiros (via governo tucano de FHC). Para financiar as campanhas à reeleição dos tucanos Azeredo e FHC. É o que mostra o relatório da PF, que está aqui, na íntegra.

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Leia relatório completo da PF sobre o valerioduto tucano em Minas

A revista IstoÉ desta semana tem uma vasta reportagem sobre o valerioduto, esquema de distribuição ilícita de dinheiro (em grande parte dinheiro público) para alimentar campanhas de tucanos e aliados ao governo de Minas em 1998.

O esquema movimentou R$ 100 milhões, quase R$ 55 milhões apenas via Marcos Valério.

Como demonstra em detalhes o relatório da Polícia Federal, foi montada uma “complexa organização criminosa” (página 2 do relatório) para lavar e distribuir dinheiro, num esquema que mostra que o escândalo do mensalão, como sempre se afirmou aqui, nasceu e se desenvolveu em ninho tucano.

São 172 páginas mostrando detalhes do esquema, que provam a veracidade da “lista do Mourão”, tão combatida no ano passado, quando foi divulgada. Nessa lista, há o nome de vários beneficiados com o esquema - inclusive o do atual governador de Minas, Aécio Neves, e o do ministro do governo Lula Walfrido dos Mares Guia - e números todo o esquema. Acusada de falsa, o relatório da PF afirma, no entanto, que a lista é verdadeira.

Uma curiosidade: quem primeiro divulgou a lista foi o lobista Nilton Monteiro. O mesmo da famosa lista de Furnas. Esta ainda está sendo investigada pela PF. Por isso, quem sabe se, mais dia menos dia, não será declarada tão verdadeira quanto a do Mourão. É esperar para ver.

Para baixar o relatório completo da Polícia Federal sobre o valerioduto tucano em Minas clique aqui.

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