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Putin: Ocidente precisa entender que o baile dos vampiros está acabando

O presidente russo Vladimir Putin, recém reeleito com uma maioria de quase 90% dos votos para um mandato de mais seis anos, até 2030, deu uma entrevista ao jornalista de um canal de TV russo Dmitry Kiselev.

Bastante autoconfiante, ainda mais agora quando poderá completar 30 anos no poder — o maior tempo de um líder russo na história daquele país, Putin voltou suas baterias para elogiar o poderio das forças russas. Segundo ele, apenas Rússia e Estados Unidos têm uma tríade nuclear, e a russa estaria bem mais desenvolvida e aparelhada.

[Uma tríade nuclear é uma estrutura de força militar de três pontas que consiste em mísseis nucleares lançados em terra, submarinos armados com mísseis nucleares e aeronaves estratégicas com bombas e mísseis nucleares. Wikipedia]

Além de contar vantagem sobre a superioridade nuclear russa, Putin não perdeu a oportunidade de criticar o Ocidente pela exploração por 500 anos de países da África, América Latina e Ásia. E terminou com um aviso, que pode ser também uma ameaça:

— O baile dos vampiros está acabando.

Assista.

 



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No Rio, Paes vence no 1º turno, diz pesquisa. Mas quem será o prefeito?

O Índice CNN, que é um agregador de pesquisas desenvolvido com a Ipespe Analítica, divulgou o resultado de seu último acompanhamento. Por ele, o atual prefeito Eduardo Paes estaria reeleito no primeiro turno, disparado na frente dos rivais.

  1. Eduardo Paes (PSD)  — 41%
  2. Alexandre Ramagem (PL de Bolsonaro) — 8%
  3. Tarcísio Mota (PSOL) — 7%
  4. Delegada Martha Rocha (PDT)   6%
  5. Otoni de Paula (MDB) — 4%

Este agregador de pesquisas utiliza um algoritmo que não se limita a uma média simples das intenções de voto, mas considera diversos fatores, como a data das entrevistas e o histórico dos institutos de pesquisa, para fornecer uma imagem mais precisa do panorama eleitoral. [Fonte]

Pelos números, a reeleição de Paes está garantida. Mas quem vai efetivamente governar a cidade do Rio por quase 3/4 do próximo mandato ainda não sabemos. 

Porque Eduardo Paes já anunciou que pretende se candidatar ao governo do Rio em 2026. Para isso terá que renunciar ao cargo em abril daquele ano. O vice vai completar o mandato. Ou seja: serão dois anos e oito meses sob administração de alguém que ainda não se sabe nem quem é.

A eleição parece definida, mas ainda não temos o prefeito para o próximo período — descontado um ano e três meses de Paes.

É muita segurança para muita incerteza. 

Por isso, a eleição para o Rio só vai esquentar mesmo a partir da definição do vice de Eduardo Paes. Como ele é um prefeito bem avaliado, adversários vão centrar fogo no vice, o que vai testar a conhecida habilidade do prefeito. 

Afinal, Paes vai estar no fio da navalha tendo que defender e justificar seu vice sem prejuízo de sua própria imagem.

A possível entrada de outros candidatos, como Romário e o ex-deputado Alexandre Molon, por exemplo, também pode aquecer a eleição. Assim como a retirada do candidatura do candidato de Bolsonaro, Alexandre Ramagem, envolvido no caso da chamada "Abin paralela".

E o PT, vai ter candidato próprio ou vai vir com a ministra e irmã de Marielle, Anielle Franco, como vice de Paes, como sonham Janja e o presidente Lula?

Sem contar o imprevisto que pode vir numa nova interferência do TRE nos últimos meses da eleição, como tem acontecido. Eduardo Paes ainda não conseguiu se livrar do processo em que é acusado de ter recebido R$ 300 mil de caixa 2 da Odebrecht em campanha, que segue no STF.

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Enquanto isso... No STF, só com traição a Constituição é respeitada


Houve traição no STF. Pelo menos é o que informam os repórteres Julia Chaib, Matheus Teixeira e Gustavo Uribe, na Folha. Segundo a reportagem do trio, os demais ministros do Supremo estão pê da vida com os ministros Fux e Barroso, que os teriam traído.
 
A reportagem informa que a possibilidade de reeleição do Botafogo Maia na presidência da Câmara e de Alcolumbre na do Senado só foi para a reunião do Plenário porque os dois ministros garantiram que votariam a favor da reeleição e contra a Constituição.
 
Porque a Constituição é claríssima, cristalina, não dá margem a dúvida. O parágrafo 4º do Artigo 57 diz:
§ 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente. 
Logo, nem Maia nem Alcolumbre poderiam ser reeleitos - o que foi afinal decidido com a traição de Fux e Barroso, que teriam voltado atrás no compromisso com a reeleição ao sentir o bafo quente das ruas de parte da sociedade.
 
No Brasil sob golpe e Bolsonaro é inacreditável que tenha que haver uma traição entre ministros do Supremo para que a Constituição seja respeitada.




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Lula: 'Se eu tivesse que citar um erro, é o de não ter assumido que eu era candidato em 2014 e não assumi porque gosto da Dilma, respeito ela'



Lula reconhece erros na montagem de 2014


Na entrevista que concedeu a Mino Carta e Sergio Lirio, de CartaCapital, o presidente Lula confirmou o que muitos comentavam nos bastidores. Sim, ele tinha desejo de voltar à presidência em 2014 e só não o fez em respeito à presidenta Dilma e seu direito de pleitear a reeleição.
CC: O senhor se dá conta de que, se tivesse dito para a Dilma quando foi reeleita: “Eu vou ser o seu chefe da Casa Civil”, no lugar de fazer isso quando já era tarde, as coisas seriam diferentes?
Lula: No Palácio do Planalto, em nenhum palácio do mundo, cabem dois presidentes. É preciso saber as circunstâncias que, naquela época, depois da 1 hora da manhã, eu ter dito “sim”. Não achava conveniente politicamente, pois entraria como o salvador da pátria. Mas não vamos discutir isso agora, é desagradável. Se eu tivesse que citar um erro, é o de não ter assumido que eu era candidato em 2014 e não assumi porque gosto da Dilma, respeito ela e democraticamente ela tinha o direito de ser candidata. Depois, querer governar no lugar, não dá, na minha cabeça não dá. Não fizemos política corretamente. A Dilma, o PT, eu, todos erramos e colhemos o que plantamos. A direita ensandecida agora pretende destruir o pouco que tínhamos conquistado na área social.
Assista a seguir a entrevista completa e leia a transcrição na CartaCapital.




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¿Por qué no te callas, Gustavo Franco?

O jornal O Globo está fazendo uma série de reportagens sobre a Reforma Constitucional na Venezuela. O tema hoje é a nova redação para o artigo 318, que cuida do Banco Central.

Para comentá-lo, o jornal convidou dois economistas, ex-presidentes do BC brasileiro: Carlos Langoni e Gustavo Franco.

É como se perguntassem a duas zebras o que elas pensam do leão. O resultado não foi outro: pau no artigo.

Em certo trecho de seu depoimento, Gustavo Franco diz que “isso cai no ridículo. Não há nada parecido no mundo”.

Eu já acho que outras coisas parecem ridículas e que não existe no mundo nada parecido a elas. Por exemplo: Em que outro país, que tenha uma mídia decente (o que não é o caso do nosso), Franco estaria dando entrevista sobre o BC alheio? Num país desses, ele estaria virado para a parede, com um chapéu cônico sobre a cabeça, onde estaria escrito “BC donkey”.

Quando esteve à frente do BC no governo FHC, Franco quase quebrou o país, teimando no real supervalorizado, dando uma de Napoleão de hospício, bancando o valente com o exército (o dinheiro) dos outros (no caso, o nosso, do Brasil).

Mais adiante, Gustavo Franco afirma que o fato de o BC venezuelano ficar subordinado ao presidente pode provocar o enriquecimento ilícito de Chávez e de pessoas ligadas a ele.

Mas, o que ele tem a dizer sobre acusações feitas por Luis Nassif em seu livro Cabeças de Planilha? Nassif afirma categoricamente que André Lara Rezende, da mesma equipe de que Gustavo fazia parte – operava com o dólar nas duas pontas: dentro do governo, estabelecendo a política econômica, e no mercado, ganhando rios de dinheiro com o dólar.

Até hoje não há notícia de que ele tenha processado Nassif. Ou que alguém da equipe – Franco, por exemplo - o tenha defendido.

Quem fez o papel de bode na sala, como Franco quando esteve à frente do BC, segurando a desvalorização do real para garantir a reeleição de FHC, deveria ao menos tomar cuidado ao usar a palavra ridículo.

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Ainda sobre a emenda do terceiro mandato

Continua a discussão sobre a emenda que permitiria que Lula disputasse um terceiro mandato em 2010. O presidente já disse que é contrário á idéia. Mas há quem goste dela. E também quem não goste. Mas daí a chamá-la de antidemocrática, de ataque à Constituição, vai uma diferença enorme.

Um dos que abrem a boca e empinam o peito para criticar a idéia é o senador tucano Arthur Virgílio, aquele que se candidatou a governador em seu estado, o Amazonas, e foi menos votado que candidatos que se elegeram deputados federais.

No entanto, esse mesmo Virgílio, em 1997, falava assim sobre a possibilidade de um referendo para autorizar um segundo mandato para FHC (lembrem-se que, na época, a reeleição era proibida):

"Com o referendo, a aprovação da reeleição será uma barbada."

Então, como já perguntei aqui outro dia, por que naquela época pôde e agora não? Se a maioria do Congresso decidir pela medida, onde isso fere a democracia? Se a medida for levada a uma consulta popular e a população aprová-la, onde isso fere a democracia? Se Lula vier a se candidatar e vencer mais uma vez nas urnas, onde isso fere a democracia?

O que fere a democracia é comprar votos para a emenda da reeleição, como confessou Ronivon Santiago, na que favoreceu Fernando Henrique.

Se for a vontade da maioria do Congresso, se for a vontade de Lula e da população, onde seria antidemocrático um terceiro mandato?

Antidemocrático é a oposição sem voto querer ganhar no grito, tentar derrubar um presidente eleito, como ameaçaram várias vezes no passado, até com a participação da OAB, com um processo de impeachment.

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Por que FHC pôde e Lula não?

É impressionante a hipocrisia demo-tucana e a cara de pau de seus arautos, pitblogueiros, “grande imprensa” etc., ao falar em golpe, quando alguns deputados da base aliada pensam num plebiscito para que seja decidido pelo povo se quer ou não a possibilidade de um terceiro mandato para o presidente Lula.

Por que só agora falam em Constituição, cláusula pétrea, em golpe de Estado? Não foi exatamente o que fez Fernando Henrique Cardoso, quando, num lance inédito, que nem os militares ousaram fazer durante a ditadura militar, rasgou a Constituição – com 200 mil Reai$ motivos, segundo o ex-deputado Ronivon Santiago - em busca do segundo mandato, que acabou conquistando nas urnas?

Se não foi pecado mortal Fernando Henrique emendar o primeiro mandato com um segundo, por que o será agora emendar o segundo de Lula com um terceiro, se isso for aprovado pelo Congresso e depois pela população nas urnas?

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‘Grande imprensa’ quer jogar valerioduto tucano nas costas de Lula

Só hoje, quatro dias depois da IstoÉ ter publicado reportagem denunciando o valerioduto tucano, e dois dias depois deste blog ter colocado um link (que estava no Consultor Jurídico, da Agência Estado! – portanto, eles sabiam) para o relatório da PF com a denúncia, é que os jornalões se moveram e publicaram reportagens sobre o assunto. Miudinhas, envergonhadas, longe da primeira página. Mas publicaram. Agora, reparem nas manchetes:

O Globo: Valerioduto mineiro será denunciado em breve
Estadão: Planalto teme ligação de Mares Guia e Azeredo
Folha: Ministro atuou no mensalão mineiro, diz PF

O Globo foi mais parcimonioso, jogando maliciosamente o foco para o valerioduto – que até o momento sempre esteve associado ao PT.

A Folha diz que ministro [de Lula] atuou no mensalão. Mas está errado. Embora sejam a mesma pessoa, quem atuou no mensalão não foi o ministro de Lula, mas o vice-governador do governo tucano de Minas e tucano do Brasil. Lula era oposição, na época, e disputava a presidência com o candidato à reeleição FHC. Portanto, a campanha de Azeredo não era só para sua reeleição, mas para a de FHC também. Logo, os R$ 100 milhões (à época) também foram utilizados na reeleição de FHC.

Já o Estadão vai além e diz que o Planalto (entenda-se governo Lula) teme ligação de Mares Guia e Azeredo. Erradíssimo. Quem deve é quem teme, e o Planalto atual não tem nada a ver com aquele esquema, que foi usado, em Minas, contra Lula, que era adversário do tucano FHC na disputa pela presidência.

O comportamento da “grande imprensa” na cobertura desse caso, esmiuçado e denunciado pelo relatório da PF, está claro: ou bem se omite ou então tenta empurrar para o governo Lula o maior escândalo de desvio de dinheiro da história do país, mais de R$ 100 milhões de valores da época (1998), o que corrigido dá quase três dos tais “mensalões” do PT.

Dinheiro que veio de empresas privadas, mas, em grande parte, dos cofres mineiros (via governo tucano do estado) e brasileiros (via governo tucano de FHC). Para financiar as campanhas à reeleição dos tucanos Azeredo e FHC. É o que mostra o relatório da PF, que está aqui, na íntegra.

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Governador tucano é cassado por crime eleitoral. E Lula com isso?

Cásio Cunha Lima e Lula

Governador da Paraíba, o tucano Cássio Cunha Lima foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Segundo reportagem do G1, Portal de notícias da Globo, os juízes decidiram pela inelegibilidade do tucano por três anos e o multaram em R$ 100 mil. Cunha Lima pode recorrer ao TSE.

Os juízes entenderam que houve crime eleitoral na distribuição de 30 mil cheques da fundação de ação comunitária, a FAC, durante a campanha eleitoral de 2006, quando Cássio Cunha Lima concorria à reeleição ao governo do Estado.

O escândalo da compra de votos na Paraíba foi denunciado aqui no Blog, numa cena de quase pastelão.

Agora, vem o novo escândalo: para ilustrar a reportagem da cassação de Cunha Lima, o G1 coloca uma foto do governador com quem... adivinhem... exatamente, Lula.

Por que não ao lado de um correligionário, um Alckmin, um Serra, um Aécio, um Tasso? Porque aí não seria a Globo.

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