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900 caixas com provas do mensalão tucano em Minas dormem no porão da Câmara

Documentos inéditos apresentados nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, comprovariam a existência do esquema de financiamento ilegal da campanha à reeleição do hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas Gerais em 1998 - o chamado mensalão mineiro. A informação é do Jornal da Globo.

(...) Os documentos apresentados pelo procurador agora à Justiça são resultado de perícias sigilosas solicitadas pela CPI dos Correios há cerca de um ano e meio. Então relator da CPI, o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), afirma que, no porão da Câmara, há mais de 900 caixas cheias de provas sobre o caso. Segundo ele, os documentos atestam a existência do esquema do mensalão [tucano] mineiro. (leia reportagem completa aqui).

Ano que vem o caso vai completar dez anos, e até agora nem denúncia o procurador-geral apresentou.

Ô trem mole, sô!...

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Agências de Marcos Valério também reinaram no governo Aécio

Perdidinha, tímida e escondinha, esta nota na Folha deste domingo:

Valério dominou as licitações do 1° governo Aécio
Entre 2004 e 2005, os pagamentos do governo mineiro às empresas de Marcos Valério SMPB Comunicação e DNA Propaganda somaram R$ 30,3 e R$ 8 milhões, respectivamente. Das 14 maiores campanhas publicitárias do governo em 2004, que totalizaram de R$ 21,8 milhões, SMPB e DNA ficaram com R$ 10,6 milhões (49%).

Repararam nos anos: 2004 e 2005? Como se vê, só parou porque o escândalo do chamado “mensalão do PT” estourou em 2005.

Que tal uma investigada nesses dois anos? Quem sabe o valerioduto tucano, que começou no governo Azeredo, não continuou no governo Aécio? Afinal, essa era a especialidade de Marcos Valério.

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Cacciola vem aí, e já disse que vai abrir o bico

Sexta-feira, o Ministério Público do Principado de Mônaco aprovou os documentos brasileiros para o pedido de extradição do banqueiro fujão Salvatore Cacciola. Pela rotina do Principado, os documentos devem ser enviados agora ao príncipe Albert I, que é quem dá a palavra final. E, em geral, o príncipe acata os pareceres do Ministério Público. Portanto, vem aí de volta o banqueiro que deu um prejuízo de R$ 1,5 bi ao país.

A turma tucana é que não deve estar gostando nada da brincadeira. Para quem não se lembra, na época de sua prisão Cacciola chegou a tentar um acordo com a Polícia Federal. Ele disse que contaria tudo o que sabia sobre o esquema, em troca de um abrandamento da pena. Só que ele fugiu antes, logo após uma providencial liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Agora, pense bem, meu leitor arguto: se vários integrantes do BC do governo Fernando Henrique foram condenados pela operação, sem que Cacciola abrisse o bico, imagine como ficarão as coisas, quando Cacciola finalmente abrir a boca.

Definitivamente, os tucanos estão vivendo seu inferno astral. Além do valor exorbitante dos pedágios nas rodovias, da denúncia que o Procurador Geral da República deve fazer do valerioduto tucano, a volta de Cacciola deve jogar ainda mais no ventilador tucano aquilo que os atores se desejam no início dos espetáculos.

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Valerioduto tucano pagou juiz eleitoral nomeado por FHC

PF diz que valerioduto pagava juiz que favoreceu PSDB-MG

Rogério Tolentino, advogado de Valério, recebeu R$ 302 mil quando atuou no TRE-MG

Nomeado por Fernando Henrique Cardoso em 20 de julho de 1998, Tolentino decidia sistematicamente a favor da coligação do PSDB

Reportagem de Frederico Vasconcelos, na Folha, hoje:

Rogério Lanza Tolentino, advogado do publicitário Marcos Valério, foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e recebeu dinheiro do valerioduto durante a campanha de 1998, quando o então governador Eduardo Azeredo (PSDB) tentou, sem êxito, a reeleição. Atuando como juiz eleitoral, Tolentino votou favoravelmente ao candidato tucano em decisões próximas a depósitos em sua conta e na de sua mulher.

Relatório da Polícia Federal no inquérito do valerioduto mineiro registra que, entre agosto e outubro de 1998, foram feitos cinco pagamentos no total de R$ 302.350 ao juiz e a sua mulher, Vera Maria Soares Tolentino. Para a PF, seriam "recursos de estatais desviados para o caixa de coordenação financeira da campanha".

Tolentino alega que "foi advogado da agência SMPB, de Marcos Valério, entre 1988 e 2005", e que "os pagamentos se referem a acerto de honorários que ficaram atrasados". Os depósitos na conta da mulher foram feitos "por mera comodidade ou para evitar a cobrança de CPMF". A SMPB participou da campanha de Azeredo.

Réu do mensalão do PT pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Tolentino foi juiz eleitoral no biênio 1998/2000, indicado para vaga de advogado em lista tríplice e nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 20 de julho de 1998. Advogados, juízes e promotores (ouvidos com a condição de terem os nomes preservados) dizem que Tolentino sistematicamente decidia a favor da coligação do governador tucano - o que ele nega.

Procurado pela Folha, Tolentino inicialmente informou que "não participou de qualquer julgamento referente à campanha do então candidato Eduardo Azeredo". Confrontado com registro de acórdão de julgamento em que atuou como relator, com voto a favor do tucano, modificou sua versão.

Dois episódios esvaziam as alegações do advogado. Em sessão realizada em 10 de setembro de 1998, o TRE-MG cassou liminar concedida pelo juiz relator Tolentino, que permitira a Azeredo usar o tempo de propaganda destinado a candidatos a deputado, contrariando a legislação eleitoral.

Em 28 de setembro de 1998, a coligação que apoiava Itamar Franco (PMDB-PST) manifestou ao TRE-MG "a notável evolução do entendimento" de Tolentino, que deferiu liminar favorável a tucanos quando, cinco dias antes, negara pedido semelhante a peemedebistas.

Nas sessões de 16 de setembro de 1998 e 1º de outubro de 1998, quando o TRE-MG julgou recursos sobre direito de resposta, Tolentino novamente não votou contra Azeredo.

No relatório da PF, o delegado Luís Flávio Zampronha diz que "o advogado e consultor jurídico" Tolentino foi "sistematicamente beneficiado com os recursos públicos desviados".

O delegado cita que "Marcos Valério fez, no dia 8 de setembro de 1998, a retirada da quantia de R$ 139.350 do fundo formado por recursos oriundos da Cemig e dos empréstimos concedidos pelo Banco Cidade (...), valor idêntico ao recebido no dia 18 de setembro de 1998 por Vera Maria Tolentino". E acrescenta: "Possivelmente Rogério Tolentino tentará justificar tal pagamento através de supostos serviços de consultoria jurídica, mas não terá como explicar a coincidência dos valores recebidos por sua esposa e por Marcos Valério".

O relatório cita o desvio de recursos da Comig e da Copasa, a título de apoio, sem licitação, ao "Enduro da Independência", em 1998. Foram transferidos R$ 3 milhões das duas estatais à SMPB. Essa articulação foi desmontada a partir da Representação nº 662/98, oferecida ao TRE pela coligação de Itamar, propondo ação de investigação judicial por abuso de poder econômico contra a coligação que apoiava Azeredo.

Nessa representação, Tolentino nega, mas participou de julgamento de recurso contra decisão determinando que o depoimento de Azeredo fosse tomado no Palácio da Liberdade. A representação gerou a ação civil pública por improbidade, em tramitação na Justiça Federal de MG. Na ação, Valério é defendido por Tolentino.

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Caixa 2 do PSDB: a lista do Mourão e a de Furnas

Depois do vazamento do relatório da Polícia Federal que acusa o PSDB de movimentar R$ 100 milhões (em valores da época) no caixa 2 da campanha de 98, tem muita gente confundindo a lista do Mourão (que está no relatório) com a famosa lista de Furnas (ou lista do Dimas), que anda sumida do noticiário, mas continua sendo investigada pela Polícia Federal e, mais dia menos dia, terá seu relatório concluído.

Existem muitas semelhanças entre as listas, daí provavelmente a confusão entre elas. A mais notável é a presença de grandes nomes no PSDB como principais beneficiados. A outra grande semelhança é que ambas as listas falam de desvios de verbas que teriam ocorrido no governo de Fernando Henrique Cardoso. A de Mourão, em 1998, a de Furnas, em 2002.

Mas quatro anos as separam. E muitos milhões a mais. Se na lista de Mourão, o atual governador de Minas, Aécio Neves, aparece como tendo recebido R$ 110 mil, na lista de Furnas o valor salta para R$ 5,5 milhões. José Serra, que não estava na primeira, aparece na de lista de Furnas com se beneficiado com o recebimento de R$ 7 milhões na campanha de 2002.

Quando surgiu a lista do Mourão, muitos contestaram sua veracidade. Agora, esta foi atestada pela PF. O documento é verdadeiro, embora possa ser mentiroso seu conteúdo – é o que diz o relatório da PF.

A lista de Furnas vai pelo mesmo caminho. Pelo menos um dos citados, o ex-deputado Roberto Jefferson, confirmou que recebeu o valor anotado na lista. As primeiras investigações da PF concluíram pela veracidade do documento. Vamos ver se isso será comprovado no relatório final.

As semelhanças e diferenças entre as duas listas você poderá constatar clicando nas imagens abaixo para ampliá-las. As duas primeiras formam a lista do Mourão, página 1 e página 2, respectivamente. As demais são as cinco páginas da lista de Furnas, apresentadas em ordem crescente.

Lista do Mourão:

lista do Mourão. página 1lista do Mourão. página 2

Lista de Furnas:







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Azeredo recebeu do valerioduto tucano e passou recibo com firma reconhecida

Do Alexandre Porto, do Blog do Alê:

Recibo do valerioduto tucano assinado por Azeredo

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Azeredo confirma informação do Blog do Mello: Dinheiro do valerioduto tucano irrigou campanha de FHC

Conforme afirmei aqui ‘Grande imprensa’ quer jogar valerioduto tucano nas costas de Lula, a campanha de FHC recebeu dinheiro do valerioduto tucano. Isto foi confirmado em entrevista do senador Azeredo, ontem à Folha.

FOLHA - A Polícia Federal diz que houve caixa dois na sua campanha...
EDUARDO AZEREDO -
Tivemos problemas na prestação de contas da campanha, que não era minha só, mas de partidos coligados, que envolvia outros cargos, até mesmo de presidente da República.

FOLHA - O dinheiro da sua campanha financiou a de FHC em Minas?
AZEREDO -
Sim, parte dos custos foram bancados pela minha campanha. Fernando Henrique não foi a Minas na campanha por causa do Itamar Franco, que era meu adversário, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.

Na entrevista, Azeredo deixou mal o ministro Mares Guia, ao afirmar, em diversos trechos ao longo da entrevista, que [Mares Guia] participou da campanha ao meu lado ativamente... Participou da campanha como um todo...

E ainda anunciou um solene calote no ministro:

FOLHA - Com relação ao empréstimo que o ministro Walfrido disse que pagou em seu nome por dívidas de campanha. O sr. pediu para ele?
AZEREDO -
Como não tinha e não tenho até hoje posses que me garantam tirar empréstimo bancário maior, o Walfrido é que tirou o empréstimo, com meu aval para quitar a dívida.

FOLHA - O sr. vai pagar o ministro?
AZEREDO -
Não. É uma dívida que foi quitada porque ele é meu amigo, continua sendo e tem condições de poder arcar com uma dívida dessas.

Para os apressadinhos, que querem empurrar o valerioduto tucano de Minas para o governo Lula por causa da presença do ministro Mares Guia no processo, é bom reafirmar que, embora sejam a mesma pessoa, quem atuou no mensalão não foi o ministro de Lula, mas o vice-governador do governo tucano de Minas e tucano do Brasil. Lula era oposição, na época, e disputava a presidência com o candidato à reeleição FHC. A campanha de Azeredo não era só para sua reeleição, mas para a de FHC também.

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Confirmado: ‘Grande imprensa’ quer jogar valerioduto tucano nas costas de Lula

Assim como afirmei ontem aqui na postagem ‘Grande imprensa’ quer jogar valerioduto tucano nas costas de Lula, hoje ficou comprovado que eles tentam empurrar para o governo Lula o valerioduto tucano, que movimentou R$ 100 milhões (em valores da época, 1998) no caixa 2 das campanhas majoritárias de Eduardo Azeredo e FHC.

Vamos ver como os jornalões trataram o valerioduto tucano hoje:

O Estadão foi com sede ao pote:

título: Mares Guia diz que não precisa deixar o cargo
Envolvido pela PF no mensalão mineiro, o ministro dá explicações ao Ministério Público
Empenhado em evitar que a crise do mensalão vá mais uma vez para dentro do Palácio do Planalto, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, teve de dar longas explicações...

O ministro pode até estar querendo “evitar que o mensalão mineiro vá para dentro do Palácio do Planalto”, mas o Estadão vai fazer tudo para que isso aconteça, não?

A Folha:

Relatório da PF indicia 36 por valerioduto de Minas
Outro lado: Acusados negam o envolvimento
Ministro de Lula afirma que não cogita se afastar
Nas três reportagens, o foco é Mares Guia. A última começa assim:
O ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) disse ontem que tem a solidariedade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação às denúncias de que teria atuado no mensalão mineiro.

O Globo:

título: Mares Guia pede a procurador tempo para defesa

Primeiro parágrafo: Mares Guia vai ao procurador se explicar.

Segundo parágrafo: Mais cedo, Mares Guia foi a Lula se explicar.

Terceiro parágrafo: Mares Guia declara que foi ao procurador pedir para se explicar.

Quarto e quinto parágrafos: Mares Guia fala da conversa com Lula.

Sexto e sétimo parágrafos: Mares Guia afirma que sua situação não causa constrangimentos ao governo.

Oitavo e nono parágrafos: Interlocutor e Mares Guia afirmam que Lula ficou satisfeito, prestou solidariedade.

Décimo e décimo primeiro parágrafos: Mares Guia nega que tenha participado da coordenação da campanha de Azeredo

Nos últimos quatro parágrafos, o atual primeiro vice-presidente da Câmara, o tucano mineiro Narcio Rodrigues, fala de um documento daquela época, em que solicitava dinheiro para a campanha e indicava Mares Guia como um dos coordenadores.

No último, Narcio afirma “não lembrar se o coordenador-geral da campanha era Walfrido dos Mares Guia”.

Ou seja, para o Globo, o escândalo do valerioduto tucano é o escândalo de um nome só: Walfrido dos Mares Guia. E apenas porque ele é ministro de Lula. Caso contrário, nem haveria a matéria.

Cadê a grande reportagem investigativa? Cadê os infográficos? Cadê o quem é quem no esquema? E, principalmente:
Por que ninguém na “grande imprensa” entrevistou o ex-presidente FHC? Ele também era candidato à reeleição na época, é tucano - como Azeredo e o valerioduto -, e certamente teve parte de sua campanha bancada pelo esquema. Ou os cartazes e programas de Azeredo não pediam votos para FHC?

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‘Grande imprensa’ quer jogar valerioduto tucano nas costas de Lula

Só hoje, quatro dias depois da IstoÉ ter publicado reportagem denunciando o valerioduto tucano, e dois dias depois deste blog ter colocado um link (que estava no Consultor Jurídico, da Agência Estado! – portanto, eles sabiam) para o relatório da PF com a denúncia, é que os jornalões se moveram e publicaram reportagens sobre o assunto. Miudinhas, envergonhadas, longe da primeira página. Mas publicaram. Agora, reparem nas manchetes:

O Globo: Valerioduto mineiro será denunciado em breve
Estadão: Planalto teme ligação de Mares Guia e Azeredo
Folha: Ministro atuou no mensalão mineiro, diz PF

O Globo foi mais parcimonioso, jogando maliciosamente o foco para o valerioduto – que até o momento sempre esteve associado ao PT.

A Folha diz que ministro [de Lula] atuou no mensalão. Mas está errado. Embora sejam a mesma pessoa, quem atuou no mensalão não foi o ministro de Lula, mas o vice-governador do governo tucano de Minas e tucano do Brasil. Lula era oposição, na época, e disputava a presidência com o candidato à reeleição FHC. Portanto, a campanha de Azeredo não era só para sua reeleição, mas para a de FHC também. Logo, os R$ 100 milhões (à época) também foram utilizados na reeleição de FHC.

Já o Estadão vai além e diz que o Planalto (entenda-se governo Lula) teme ligação de Mares Guia e Azeredo. Erradíssimo. Quem deve é quem teme, e o Planalto atual não tem nada a ver com aquele esquema, que foi usado, em Minas, contra Lula, que era adversário do tucano FHC na disputa pela presidência.

O comportamento da “grande imprensa” na cobertura desse caso, esmiuçado e denunciado pelo relatório da PF, está claro: ou bem se omite ou então tenta empurrar para o governo Lula o maior escândalo de desvio de dinheiro da história do país, mais de R$ 100 milhões de valores da época (1998), o que corrigido dá quase três dos tais “mensalões” do PT.

Dinheiro que veio de empresas privadas, mas, em grande parte, dos cofres mineiros (via governo tucano do estado) e brasileiros (via governo tucano de FHC). Para financiar as campanhas à reeleição dos tucanos Azeredo e FHC. É o que mostra o relatório da PF, que está aqui, na íntegra.

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Jornal Nacional não viu relatório da PF que denuncia ‘complexa organização criminosa’ dos tucanos em Minas

Não sei se eu cochilei, mas não vi nada sobre o relatório da PF na edição do Jornal Nacional de hoje. Eles dormiram? Ou fui eu? Porque não é concebível que o telejornal de maior audiência do Brasil não informe sobre o ninho onde foi chocado o valerioduto. O maior escândalo de “movimentação financeira não contabilizada” (caixa 2) da história do país.
Será que o Kamel está testando hipóteses?
- Fátima, qual é a hipótese agora?
- A de que são todos idiotas, William.
- Boa noite, Fátima.
- Boa noite, Homer.
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Estadão, Folha, O Globo: Nada sobre o valerioduto tucano em Minas

foto do dinheiro do dossiê

Não adianta procurar. Nenhum dos principais jornalões publicou uma mísera linha sobre o relatório da Polícia Federal, que vazou no final de semana, e virou capa e reportagem da IstoÉ, denunciando a “complexa organização criminosa” montada em 1998 para desviar dinheiro público e lavar dinheiro de caixa 2.

Segundo o relatório, a animada farra tucana de 1998, que envolveu dinheiro público do governo tucano de Minas e também do governo federal do tucano FHC, atingiu a fantástica soma de R$ 100 milhões. Quase o dobro do que movimentou o chamado mensalão do governo Lula (R$ 55 milhões, segundo o procurador Antonio Fernando de Souza). E 57 vezes mais que o R$ 1,75 milhão do famoso dossiê Vedoin da campanha do ano passado, que virou manchete com direito a foto da grana em todos eles.

Só para estabelecer uma comparação, a foto publicada nesta postagem é a da grana do dossiê, que foi publicada nos principais jornais, antes das eleições. Aquela distribuída à imprensa pelo famoso delegado Bruno. Agora, clique aqui e veja como seria a foto do dinheiro movimentado pelo valerioduto tucano em Minas.

Será que não publicaram porque não caberia na primeira página?

Para baixar o relatório completo da Polícia Federal sobre o valerioduto tucano em Minas clique aqui.

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