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Objetivo do processo da África do Sul contra Israel em Haia, que o Brasil apoia, é um cessar fogo imediato. Quem é contra?

Em 29 de dezembro passado, a África do Sul entrou com uma ação no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) em Haia, pedindo duas coisas: uma investigação do comportamento de Israel que estaria cometendo genocídio em Gaza; um cessar fogo imediato. 

(1) que Israel suspenda suas atividades militares em Gaza; (2) que Israel garante que qualquer ação militar ou grupos militares irregulares cessem suas atividades; (3) que todas as medidas à disposição do Estado de Israel para prevenir um genocídio sejam tomadas. [Conjur]

O julgamento do mérito da ação no TIJ dura muitos anos, mas as decisões para impedir um possível genocídio saem em semanas. E esse é o objetivo, inclusive declarado pelo Brasil em nota:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje o embaixador da Palestina em Brasília, Ibrahim Alzeben, para discutir a situação dos palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, depois de decorridos mais de três meses da presente crise.

O presidente Lula recordou a condenação imediata pelo Brasil dos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023. Reiterou, contudo, que tais atos não justificam o uso indiscriminado, recorrente e desproporcional de força por Israel contra civis.

Já são mais de 23 mil mortos, dos quais 70% são mulheres e crianças, e há 7 mil pessoas desaparecidas. Mais de 80% da população foi objeto de transferência forçada e os sistemas de saúde, de fornecimento de água, energia e alimentos estão colapsados, o que caracteriza punição coletiva.

O presidente ressaltou os esforços que fez pessoalmente junto a vários chefes de Estado e de Governo em prol do cessar fogo, da libertação dos reféns em poder do Hamas e da criação de corredores humanitários para a proteção dos civis. Destacou, ainda, a atuação incansável do Brasil no exercício da presidência do Conselho de Segurança em prol de saída diplomática para o conflito.

À luz das flagrantes violações ao direito internacional humanitário, o presidente manifestou seu apoio à iniciativa da África do Sul de acionar a Corte Internacional de Justiça para que determine que Israel cesse imediatamente todos os atos e medidas que possam constituir genocídio ou crimes relacionados nos termos da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.

O governo brasileiro reitera a defesa da solução de dois Estados, com um Estado Palestino economicamente viável convivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas, que incluem a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital.

Com os recentes revezes internos em Israel e o aumento de protestos contra sua atuação, Netenyahu pode ter numa decisão da corte a desculpa para um cessar fogo, que, por suas declarações durante todos esses meses de massacre, ele jamais poderia tomar sem se desmoralizar por completo.

Netanyahu declarou inúmeras vezes que as ações militares de Israel só cessariam com o fim do Hamas. 

O TIJ pode lhe apontar uma saída. Mais do que isso, salvar a vida de milhares e milhares de palestinos mortos diariamente por Israel — 70% deles mulheres e crianças. Esse é o objetivo primeiro da ação da África do Sul, que o Brasil apoiou.

Quem é contra uma investigação que pode cessar o massacre é a favor do massacre, que até 27 de dezembro causou isto em Gaza:


Hoje são mais de 31 mil mortos por Israel. Cada dia conta.

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Novo presidente do Chile, Gabriel Boric surpreende na cerimônia de posse ao quebrar protocolo e saudar estátua de Allende

Em sua posse como presidente eleito do Chile ontem, Gabriel Boric, eleito por uma frente de esquerda, quebrou o protocolo e fez questão de orgulhosamente (repare no vídeo a seguir) saudar a estátua do ex-presidente chileno Salvador Allende, assassinado por um Golpe de Estado militar, que pôs no poder o facínora ditador Augusto Pinochet.

O gesto simbólico faz uma ponte, quase 49 anos após o golpe de 13 de setembro de 1973, unindo o Chile de hoje ao projeto do socialista Allende de um Chile para seu povo.

Que Boric seja bem sucedido e nos aguarde ano que vem, quando em 1º de janeiro o Brasil deve voltar às mãos de Lula, um presidente comprometido com o povo brasileiro e o destino de nuestra América Latina.

Que caminhemos juntos. Viva o Chile, o Brasil, a América Latina do futuro!



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Como Brasil e Portugal derrotaram 'Itler e Marcelino' pondo fim à II Guerra Mundial


Meu avô nasceu uma região bem atrasada de Portugal, no início do século passado. Veio para o Brasil com minha avó e minha tia no início dos anos 1920, e aqui nasceu minha mãe.

Meu avô era analfabeto e morreu assim. Trabalhava como tecelão na América Fabril, aquela fábrica de tecidos cujo apito feria os ouvidos do personagem da canção de Noel Rosa.

Sua fonte de informação sobre a vida e o mundo eram o rádio e os colegas de trabalho e vizinhos de rua.

Já idoso, meu avô me contou assim os fatos da Segunda Guerra:

— Meu neto, ninguém pode com Brasil e Portugal. Na guerra, Itler e Marcelino estavam a dominar o mundo. Ninguém podia com eles. Mas foi Brasil e Portugal enviarem tropas e, pronto, acabou-se a guerra.
Ele ouvira falar da guerra (o que chegava até ele), sabia que durava, e relacionou o envio de tropas brasileiras em junho de 1944 ao fim da guerra pouco depois. Colocou Portugal com o Brasil, talvez porque na cabeça dele fossem a mesma coisa, pai e filho, embora Portugal tenha se mantido neutro durante toda a guerra.

As pessoas julgam a História pelas informações que lhe chegam, mas também por seus sentimentos e experiência de vida. 

Quando o Jornal Nacional bota no ar discurso de Bolsonaro na Hungria, em que ele mente descaradamente ao afirmar que não há desmatamento na Amazônia, penso no meu avô, analfabeto, e imagino: na palavra de quem ele acreditaria, na do Bonner ou na do presidente da República?

Quem meu avô reconheceria como autoridade?

Talvez isso explique boa parte dos votos dos que ainda reelegeriam Bolsonaro.

Temos que ter cuidado ou "Itler e Marcelino" vencem esta guerra.

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Bolsonaro e seus generais ameaçam transformar o Brasil num Afeganistão, com a cumplicidade de Lira e Aras

Todos os dias o Brasil é bombardeado por ameaças de golpe vindas de Bolsonaro ou de um de seus generais. Ora Braga Neto, até o reaparecido Heleno, que parece ter novo ânimo após o terremoto no Haiti, que deve lembrá-lo de sua passagem devastadora por lá, de funesta lembrança para o povo haitiano. 
 
Quando não são os generais, são apoiadores, como o cantor Sergio Reis, pseudo líder de uma mobilização que acabaria com o STF na semana do 7 de setembro.

O que pretendem não é nada diferente do Afeganistão dos talibãs: uma ditadura religiosa, miliciana, misógina e violenta. 
 
Tudo isso com o beneplácito do PGR Aras e do presidente da Câmara Arthur Lira. O primeiro por não ver crime algum nas palavras e atitudes de Bolsonaro e de seus generais. O segundo por não admitir e colocar em votação um dos mais de 130 pedidos de impeachment de Bolsonaro.
 
Ah, mas Mello, não tem voto na Câmara pro impeachment. Pois quero ver o Lira aceitar um pedido que seja. Vamos ver se o Brasil não vai em peso para as ruas, porque o país não aguenta mais as quase 600 mil mortes, o desemprego, a miséria, e isso seria uma saída. 
 
Quero ver os deputados não atenderem à "pressão das bases"... Ano que vem tem eleição.

Parafraseando o Haiti de Caetano. "O Afeganistão é aqui / O Afeganistão não é aqui". Ou não?






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Domingo de sol em Ipanema em plena pandemia. Confira a imagem




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Com saída de Trump, pandemia despenca nos EUA e Brasil de Bolsonaro agora é o número 1 no mundo em COVID


Com a saída de Donald Trump da presidência, os Estados Unidos entraram em novo patamar com relação ao tratamento da COVID-19.
 
Negacionista, crítico do uso de máscaras, de lockdown, do afastamento, e defensor de tratamentos que não funcionam, como a cloroquina, Trump deixou o país com mais de 4 mil mortes diárias.
 
Bastou ele sair e a nova orientação de Biden com respeito à doença - incentivo ao afastamento e ao uso de máscaras e, principalmente, uma intensa vacinação - para os Estados Unidos entregarem ao Brasil de Bolsonaro o cargo de número um entre os países com mais infectados e mortes diárias pela COVID-19.
 
Ontem, o Brasil já havia ultrapassado os EUA no número de mortes por milhão e de novos infectados em um dia. Hoje o Brasil foi além e bateu também o número de mortos em um dia: 1786 (Brasil), 1737 (EUA).
 
Durante muito tempo prevaleceu por aqui o ditado entreguista "O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil". Chegou, enfim, a hora de aplicá-lo.
 
Como mostrou a saída de Trump, o Brasil não vai conseguir sair da pandemia com Bolsonaro na presidência.
 
#ImpeachmentBolsonaroUrgente por qualquer um dos zilhões de motivos que ele deu e dá diariamente.




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Do presidente da Argentina sobre Lula: 'Visitei Lula na prisão com a plena convicção de que era uma pessoa inocente que estava presa'


O presidente da Argentina Alberto Fernández deu um depoimento sincero sobre os golpes judiciais impostos à Argentina, Brasil e Equador e sua certeza da inocência de Lula. Confira no vídeo.




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'Nossa maior contribuição para a ciência da pandemia está sendo mostrar ao mundo o preço da omissão diante de uma crise sanitária'


Coluna de Natalia Pasternak, microbiologista, presidente do Instituto Questão de Ciência, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e autora do livro "Ciência no Cotidiano" (ed. Contexto). Hoje em O Globo.
Brasil, cobaia do planeta
Quando fazemos um teste clínico controlado e randomizado, o padrão ouro para determinar se um tratamento ou medicamento funciona, sempre usamos grupos de comparação. Um grupo recebe o tratamento que queremos mesmo testar, e outro recebe um placebo — uma imitação de tratamento — e às vezes usa-se um “controle negativo”, um grupo que não recebe nada.
Esse tipo de teste vem sendo usado não só para testar medicamentos, mas também em intervenções sociais e de políticas públicas. O time agraciado pelo Prêmio Nobel de Economia de 2019 foi justamente responsável por gerar grande parte do conhecimento nessa área, mostrando que grupos randomizados, ou seja, distribuídos de forma aleatória, são um bom modo de avaliar intervenções sociais. Os nobelistas registraram casos em que a lógica da randomização e uso de controles permitiu decidir qual a melhor forma de resolver problemas em áreas como educação e saúde pública.
Para saber quais intervenções funcionam melhor contra uma pandemia, teoricamente testes randomizados seriam uma ótima solução. O problema é bastante prático: não é ético selecionar povos inteiros ao acaso, decidir que estes serão grupos de intervenção, que devem implantar medidas de segurança, e estes outros serão grupos controles, e devem deixar o vírus correr solto. No entanto, quando grupos controle se formam por acaso — ou por incompetência — temos o que alguns teóricos chamam de “experimento natural”. Considerando que as medidas a serem testadas são as quarentenárias de prevenção — uso de máscaras, higiene, distanciamento físico e social, isolamento dos doentes e rastreamento de contatos —, podemos comparar países que as implementaram, a outros que não. Sabemos que os países que tiveram sucesso no combate à pandemia foram justamente os que implantaram essas medidas cedo, com lideranças transparentes e honestas em sua comunicação. Assim foi o caso da Alemanha, Coreia do Sul e Nova Zelândia, que agora podem reabrir com segurança.
No grande experimento natural da pandemia, o Brasil chega a 100 mil mortos como um dos grupos de controle. Não um controle perfeito, porque parte da população e algumas administrações locais tentam fazer um bom trabalho. Mas a esfera federal fez, e faz, tudo o que pode para que sejamos a melhor combinação de controles placebo e negativo já vista. O Imperial College de Londres, tão criticado em certos círculos por ser, diziam, “alarmista”, tentou modelar os números da pandemia de acordo com o comportamento de governos e populações. Previu que, adotando todas as medidas recomendáveis, o Brasil poderia terminar a pandemia com 44 mil mortes. Com placebos como cloroquina, ivermectina e, agora, ozônio, já mais que “dobramos a meta”.
Nossa maior contribuição para a ciência da pandemia está sendo mostrar ao mundo o preço da omissão diante de uma crise sanitária. Somos, por graça de Jair Bolsonaro, as cobaias do planeta.




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Bolsonaro ofende a China ao chamar nosso maior parceiro comercial de 'aquele outro país'



Em seu trabalho insano e diário de destruir o Brasil, Jair Bolsonaro ofendeu ontem nosso principal parceiro comercial, a China, ao se negar até a pronunciar o nome do país, ao se referir à produção de vacinas contra a COVID-19.
"Se fala muito da vacina da Covid-19. Nós entramos naquele consórcio lá de Oxford. Pelo que tudo indica, vai dar certo e 100 milhões de unidades chegarão para nós. Não é daquele outro país não, tá ok, pessoal? É de Oxford aí."
"Aquele outro país", a China, é o maior parceiro comercial da história do Brasil. Há bastante tempo lidera como nosso principal parceiro internacional, muito bilhões de dólares acima do segundo colocado, a pátria de coração de Bolsonaro, os Estados Unidos.

Dados que retirei do próprio site da presidência da República provam isso:
A China é o maior parceiro comercial do Brasil no mundo. Desde 2009, o país asiático tomou esta posição dos EUA. Segundo o Ministério da Economia, em 2018, este comércio foi de US$ 98,6 bilhões, com superávit para o Brasil de US$ 29,2 bilhões.
São minérios, petróleo e produtos agrícolas que o mercado chinês absorve do Brasil e que, segundo o economista da Escola Nacional de Administração Pública, ENAP, José Luiz Pagnussat, impulsionaram o agronegócio brasileiro. “A China precisa de muitos produtos que o Brasil tem em abundância. O grande sucesso do agronegócio brasileiro se deve muito ao crescimento da demanda chinesa”, ressaltou o economista.
E para além do comércio, a China é um forte investidor na economia brasileira. É o chamado Investimento Estrangeiro Direto(IED), aquele que segue para atividade econômica gerando emprego e renda.  
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, junto com o Japão, a China concentra, em território brasileiro, um estoque de investimentos de US$ 100 bilhões em setores como o de telecomunicações, energia e óleo e gás natural. [Fonte: Presidência da República]
Só uma pessoa que vive de emular (com duplo sentido) o presidente Trump pode se referir dessa forma a nosso aliado e parceiro.

Além de ofender a China, Bolsonaro cometeu outro erro ao elogiar o consórcio de Oxford, porque o Brasil ainda não tem nada assinado com Oxford, as vacinas estão em fase de testes e, ao final, pode ser que a gente venha a depender da vacina produzida por "aquele outro país"...

Volto a insistir: enquanto Bolsonaro não for destituído da presidência da República, não haverá saída para o buraco em que o Brasil está metido, porque ele faz de tudo para cavar ainda mais fundo.




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'Você não constrói a sociedade mais desigual do mundo sem que isso seja uma obra de anos, deliberada' - Verissimo


Do mestre Luis Fernando Verissimo em sua coluna no Estadão de hoje:
Retratações

O vice-presidente Hamilton Mourão, comentando a declaração do Gilmar Mendes sobre o envolvimento dos militares no que, a cada nova contagem de mortos pelo coronavírus, mais se parece com um genocídio, disse que, se Mendes tivesse grandeza moral, deveria se retratar. Entende-se a reação dos militares à declaração do ministro do STF, que se referia ao fato de o Ministério da Saúde estar ocupado de cima a baixo por militares que, presume-se, pouco entendem do assunto, mas estão na linha de frente contra a peste mortal assim mesmo. Já na guerra de palavras entre Forças Armadas e um ministro do Supremo, talvez o problema esteja na escolha das palavras. Ninguém gosta de ser chamado de cúmplice de um massacre, Gilmar. E Mourão, antes de reclamar da falta de grandeza moral de alguém, lembre-se que jamais se ouviu qualquer tipo de autocrítica das Forças Armadas brasileiras pelos desmandos da ditadura.
Mas esse negócio de retratação é complicado. Quem deveria se retratar pela inação do Ministério da Saúde é quem demitiu um ministro que parecia competente e outro que até hoje não sabe o que lhe aconteceu e, no fim, chamou um militar para comandar outros militares, num processo de simplificação – quando em dúvida, chame um general – que tem norteado, se é que cabe o termo para descrevê-lo, um governo perdido. Quem deve se retratar é Bolsonaro & Filhos. Mas, espera lá. Quem foi que os elegeu? A culpa é da tal democracia, que inventaram quando a monarquia ia tão bem e dava bailes tão bonitos? A culpa é da República? A culpa é dos portugueses? Tinham que descobrir o Brasil, logo o Brasil?
Se um Ministério da Saúde abandonado no meio de uma pandemia à sua própria sorte, ou à sorte dos seus próprios militares, representa alguma coisa é a grande culpa da elite brasileira por tudo que ela deixou de fazer através da nossa história e pelo qual nunca se retratou. Você não constrói a sociedade mais desigual do mundo sem que isso seja uma obra de anos, deliberada, com a notória ausência de qualquer tipo de grandeza moral. 




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Estratégia de Bolsonaro para coronavírus é responsável pela tragédia na Itália que já matou 7503



Bolsonaro coloca movimentação econômica acima da vida dos brasileiros



Em 28 de fevereiro deste ano, a Itália tinha um número de mortos pelo coronavírus (17) menor do que o Brasil hoje (63), quando o primeiro-ministro resolveu adotar a medida defendida agora por Bolsonaro, de flexibilizar o isolamento e deixar a economia funcionar.

A medida foi tomada por lá. As pessoas voltaram às ruas, numa vida quase normal, como pretende Bolsonaro aqui. E a coronavírus se alastrou.


As consequências desta política de desestimular o isolamento social e a quarentena voluntária logo se revelou desastrosa. Três dias após as manobras e declarações do premiê Conte para manter o clima de normalidade em meio à pandemia o número de mortos dobrou: em 1º março, a Itália tinha 34 mortos. O balanço de vítimas fatais continuou a crescer exponencialmente, com 79 mortes em 3 de março. E o número seguiu subindo, até tornar o país em recordista de óbitos por Covid-19 no mundo, com 7.503 vítimas anunciadas nesta quarta-feira, à frente da China, epicentro da doença no mundo.
As autoridades italianas tentaram retomar uma política de quarentena e isolamento em 9 de março, quando o número de mortos chegou a 463. Diante de uma emergência epidemiológica sem precedentes, Conte anunciou que todo o país ficaria em situação de isolamento, algo que já estava ocorrendo em maior ou menor escala na Lombardia, no norte do país, e em outras 14 províncias. "Estamos ficando sem tempo”, disse o primeiro-ministro, ao anunciar que o lema a transmitir aos cidadãos é “eu fico em casa”. “É a pior crise que vivemos desde o final da Segunda Guerra Mundial”, resumiu, quando decretou o fechamento de todas as fábricas e atividades produtivas que não sejam imprescindíveis para o funcionamento do país.
A autocrítica veio de quem viu na prática os impactos da doença na população mais vulnerável. “Acho que durante todo esse tempo subestimamos a gravidade da situação”, contou por telefone Michele Lafrancesco, atendente em uma residência de idosos de Monza-Brianza, a 30 quilômetros de Milão, a repórteres do EL PAÍS.
Apesar de ter particularidade climáticas e sociais diferentes da Itália, o Brasil enfrenta uma situação semelhante, apesar de estar em outro estágio da evolução da pandemia, com 57 mortos pela doença segundo dados desta quarta-feira. O presidente Bolsonaro tem se esforçado para —contrariando a Organização Mundial de Saúde e recomendações iniciais de seu próprio Ministério da Saúde—minimizar a crise para evitar que a situação econômica se deteriore ainda mais. Ele chegou a criticar medidas “alarmistas” de alguns governadores do país e o fechamento de escolas, o que gerou um grave conflito com os políticos regionais. Os chefes dos Executivos estaduais e municipais, que lutam para conter o ímpeto do contágio e evitar a saturação do Sistema Único de Saúde, determinaram, em alguns casos, o fechamento de todos os estabelecimentos não essenciais, como foi feito por João Doria em São Paulo, o principal foco da doença no país. [El Pais]

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Votos de bolivianos no Brasil e na Argentina deram vitória a Evo no 1º turno na Bolívia

Evo Morales

Evo vence com ajuda de votos de bolivianos que vivem no exterior



Se dependesse apenas dos votos dos bolivianos que votaram no país, Evo Morales iria ao segundo turno contra Carlos Mesa. A diferença entre os dois, como apontei aqui, era pouco menor que os 10% necessários para a vitória em primeiro turno  —  9,81%.
Mas bolivianos que vivem no exterior, principalmente no Brasil e na Argentina, deram a Evo os votos necessários para sua vitória já no primeiro turno.
Considerando todas as urnas apuradas fora da Bolívia, o candidato do MAS obteve 120,647 mil votos contra 54,568 mil de Mesa.
Nos colégios brasileiros, os eleitores que experimentam desde 1º de janeiro de 2019 as políticas do governo Bolsonaro (PSL) deram 22,21 mil votos a Morales e 3,03 mil a Mesa. Na Argentina, sob o governo neoliberal de Mauricio Macri desde 2016, foram 80,42 mil votos para o atual presidente boliviano e 8,38 mil para o segundo colocado. [Brasil de Fato]
Vivendo em países que experimentaram o neoliberalismo de Macri e Bolsonaro, os bolivianos trataram de reeleger Evo Morales e não permitir que a direita chegasse ao poder na Bolívia.

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Bolsonaro compara Brasil a lixo e diz que Amazônia não é nossa

Bolsonaro discursando

Bolsonaro compara o Brasil com o que tem na cabeça


Em conversa com correligionários em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (eleito mediante fraude) reclamou dos "esquerdistas" que ficam querendo padrão da Suécia para o Brasil:
— Ô imbecil, tu acha que o da Suécia vai querer vir para esse LIXO aqui?
O "lixo" a que ele se refere é o Brasil, aquele país que ele diz que está acima de tudo (menos dos EUA, a quem ele bate continência, claro).

Como se não bastasse, ao final do vídeo, Bolsonaro afirma o seguinte:
— A Amazônia é nossa? Com todo respeito, só uma pessoa que não tem qualquer cultura fala que é. Não é mais nossa!
Ele já entregou a Amazônia pro Trump e não estamos sabendo?



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Entrevista de Lula ao 247 na íntegra

Lula com livro na mão

O "cara" (segundo Obama) continua em forma


Enquanto a crise econômica e política se alastra pelo país como as queimadas na Floresta Amazônica, o presidente Lula estuda, lê e se prepara para o papel que ainda terá a cumprir na reestruturação da vida do país, após a política de terra arrasada do governo (?) Bolsonaro.

Nesta entrevista aos jornalistas Mauro Lopes, Paulo Moreira Leite e Pepe Escobar, Lula mostra que está preparado para o que der e vier. Confira.


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