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Ex-aliado, senador Major Olímpio mostra planilha como prova de que Bolsonaro usa verba da COVID em troca de apoio político



O senador por São Paulo Major Olímpio foi aliado de primeira hora de Bolsonaro. Mas, como outros, se afastou do presidente, quando percebeu que Bolsonaro usa no governo dos mesmos expedientes que criticava quando era deputado, entre eles o toma lá, dá cá, popularmente conhecido como compra de votos.

Em entrevista à GloboNews, Olímpio diz que governo Bolsonaro enviou representante com planilha para que senadores pegassem R$ 30 milhões cada um e usassem nos municípios que quisessem.

Essa é mais uma das razões de não haver um controle da pandemia: Bolsonaro precisa dos congressistas para fugir de um possível impeachment.

Daí que enquanto houver dinheiro o impeachment não sai.

Assista à entrevista e à exibição da planilha.





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Moro mentiu pelo menos 3 vezes aos senadores em depoimento

Lula: Não vou morrer antes de provar que Moro é mentiroso

Moro mentiu três vezes no Senado e se desmentiu um mês depois no Twitter


Em sua coluna na Folha hoje, Leandro Colon mostra que o ex-juiz Moro, atual ministro da Justiça de Bolsonaro, mentiu pelo menos três vezes no depoimento que prestou no Senado em 18 de junho.

Nas três, Moro afirmou que seu papel em relação às ações da Polícia Federal era apenas estrutural, que não tomava conhecimento das operações nem as determinava.

Leandro Colon usou como base para denunciar as mentiras de Moro o arquivo completo de áudio e as notas taquigráficas originais e oficiais das oito horas e meia do depoimento de Moro aos senadores.
Disse o ministro às 9h36 sobre o caso dos hackers: “A investigação está sendo realizada com autonomia pela Polícia Federal. Eu já disse mais de uma vez no passado: o meu papel, como ministro da Justiça, é um papel estrutural, apenas para garantir também a autonomia dos órgãos vinculados ao Ministério da Justiça. Então, eu não acompanho, pari passu, cada um desses acontecimentos.”
Ele voltou ao assunto às 11h32. “Relativamente à investigação, são duas questões: a investigação é sigilosa. Então, não se pode informar fatos relativos a essa investigação, sob risco de ineficácia; e, dois, eu, como ministro da Justiça, não tenho o papel de, vamos dizer assim, atuar nessas investigações diretamente. Meu papel é mais estrutural”, afirmou.
Às 16h48, Moro declarou aos senadores: “Eu, de todo modo, estou afastado, vamos dizer assim, da condução concreta desse inquérito. Essa é uma atribuição da Polícia Federal.”
Um mês depois, em sua conta no Twitter, Moro desmentiu Moro:
Às 14h09 do dia 24, Moro postou em sua conta no Twitter: “Parabenizo a Polícia Federal pela investigação do grupo de hackers, assim como o MPF e a Justiça Federal. Pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime.”
Na quinta (25), às 14h04, ele escreveu: “Pelo apurado, ninguém foi hackeado por falta de cautela”. O ministro telefonou para informar autoridades que foram atacadas e anunciar a destruição das mensagens. 
Ele não se afastou da investigação e ainda repassou fatos dela. O Moro do Twitter desmentiu o do Senado.
Que Moro é cínico e frio já sabíamos por todo o seu comportamento anterior em relação ao julgamento de Lula, as falsas "escusas" ao ministro Zavascki no caso do grampo, tudo isso desmentido pelas mensagens divulgadas pelas reportagens do Intercept, a partir de mensagens trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato, divulgadas por uma fonte anônima.

Agora, Leandro Colon mostra a minutagem das mentiras aos senadores da República, o que define o caráter do homem que condenou sem provas e por ato indeterminado o maior presidente da história do Brasil, segundo pesquisa popular.





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O inferno de Sarney e a alegria dos palhaços

Há um ditado que diz que a alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo. Nunca havia entendido este ditado. Até agora. Hoje quando vejo raposas lambuzadas de lama, zumbis renovados, porcos com a boca cheia de pérolas, todos com dedos lacerdistas pulando e acusando o ex-presidente Sarney das maiores e menores barbaridades – barbaridades essas que atingiriam todos eles, se fosse ligado um ventilador gigantesco sobre o cemitério de reputações do Senado; hoje, quando assisto a esse espetáculo deprimente, finalmente entendo o ditado: toda essa palhaçada é a alegria dos palhaços ao verem o circo pegar fogo, esquecendo-se de (ou querendo que esqueçamos) que fazem parte do circo.

Já os vejo todos os dias, nos corredores:

- Hoje tem marmelada?

- Tem, sim, senhor.

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A ‘grande imprensa’ e sua ‘verdade seletiva’

Senadores que investigam Renan Calheiros dizem que sofrem pressões. A “grande imprensa” acredita neles e os apóia.

Um ministro do STF diz que ele e seus pares votaram com a faca no pescoço. A “grande imprensa” o desclassifica e um pitblogueiro exige sua renúncia.

Roberto Jefferson confessa que recebeu e enfiou R$ 4 milhões em local incerto e não sabido, acusa o governo de praticar o mensalão e a “grande imprensa” dá a ele todo o crédito.

Renan denuncia negócio entre o Grupo Abril e a Telefônica. A Veja tenta desacreditá-lo, acusa-o de agir assim por vingança, pois está sendo acusado por ela de negócios escusos.

É uma lógica particular para defender seus interesses particulares.

Acredita quem quer. Ou quem, desinformado por ela, só consegue enxergar a realidade pelos olhos da mídia. Os teleguiados.

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