Mostrando postagens com marcador campanha Bolsonaro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador campanha Bolsonaro. Mostrar todas as postagens

Jornalista que denunciou fraude das fake news de Bolsonaro dá ao TSE caminho para comprovar a fraude. É só querer

Print de tuíte de Patricia Campos Mello

Jornalista critica investigação do TSE por inútil


A jornalista Patricia Campos Mello, autora da mais importante reportagem política do ano passado, a que revelou o esquema fraudulento de distribuição de milhões de fake news pela campanha de Jair Bolsonaro, critica, em seu perfil no Twitter, a decisão do TSE de pedir registros de ligações dos donos das agências de disparos de mensagens.
Isto aqui é um escárnio. As nossas matérias mostram COM FOTOS que as agências compravam centenas de chips e registravam com CPFs de terceiros, ilegalmente, para fazer os disparos de WhatsApp. O que adianta o TSE pedir às operadoras as linhas dos sócios? 
Quem acha que os donos das agências faziam disparo em massa de fake news DA PRÓPRIA LINHA DE CELULAR??
olha só,@TSEjusbr , como eram feitos os disparos em massa. De que adianta pedir pra operadoras as linhas das agências e donos? Que tal pedir para O WHATSAPP as linhas que foram bloqueadas? ai, com metadados ou IP, da pra chegar a quem enviou.[Fonte: Perfil de PCM no Twitter]
A crítica de Patricia é procedente. É inimaginável que os proprietários das empresas utilizassem de seus próprios números de telefone para disparar as mensagens, que foram em dezenas de milhões.

Como mostra a imagem publicada pela jornalista e republicada aqui, foram utilizados inúmeros cartões pré-pagos com CPFs distintos.

Ou o TSE é de uma ignorância abissal sobre o que investiga ou simplesmente não quer investigar, mas empurrar com a barriga para manter o golpe.

Eu aposto nas duas opções.

Ajude o Mello a tocar o blog. Faça uma assinatura. É seguro, rápido e fácil
Sua assinatura faz a diferença e ajuda a manter o blog
Apenas R$ 10. Todos os cartões são aceitos. Você pode cancelar a assinatura a qualquer momento




Recentes:

Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
(Apenas Assinantes)

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Campanha de Bolsonaro contratou 64 policiais para segurança, o que é ilegal

Bolsonaro

Mais ilegalidades na campanha presidencial de Bolsonaro


Não foram apenas as fake news, os disparos de milhões delas e o dinheiro de empresários para impulsionamento de sua campanha as ilegalidades cometidas pela campanha de Bolsonaro.

Reportagem de Felipe Bächtold na Folha mostra que foram contratados 64 policiais do Rio de Janeiro, entre civis e militares, para trabalhar como segurança na campanha, o que é ilegal.
O Diretório Nacional do PSL contratou no ano passado 64 policiais militares e civis do Rio de Janeiro para serviços de segurança privada em atos de campanha do então candidato Jair Bolsonaro. Os policiais atuaram em seus horários de folga, prática vedada a esses servidores pela legislação.
Foram pagas cerca de cem diárias a esses profissionais, em uma despesa total de mais de R$ 50 mil, custeada com recursos do fundo partidário do PSL, repassados pelos cofres públicos, e com receitas de campanha. Os dados constam da prestação de contas do PSL enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral.
Além dos 64 policiais contratados, há também na lista um ex-PM que foi expulso da corporação acusado de receber propina para não combater o tráfico [sic].
A legislação, porém, proíbe a atuação de PMs e policiais civis como segurança privado, sem deixar brecha. 
Os estatutos dos policiais civis e militares do Rio de Janeiro exigem dedicação exclusiva, o que veda a atuação como segurança privada em horários de folga. Na Polícia Militar, decreto federal que regulamenta a atividade policial também estabelece a dedicação exclusiva. [Folha]
Como naquele ditado "cada enxadada uma minhoca", pode-se dizer da campanha de Bolsonaro: a cada investigação uma ilegalidade.

Ajude o Mello a tocar o blog. Faça uma assinatura. É seguro, rápido e fácil
Sua assinatura faz a diferença e ajuda a manter o blog
Apenas R$ 10. Todos os cartões são aceitos. Você pode cancelar a assinatura a qualquer momento




Recentes:

Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
(Apenas Assinantes)

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Só ontem, TSE ouviu 1ª testemunha do caso WhatsApp da campanha de Bolsonaro. Ah, e ela hoje trabalha no governo

Prédio do TSE com imenso cágado na frente

Primeira testemunha a ser ouvida é hoje funcionária do governo Bolsonaro


Com atraso de dez meses, começou quarta-feira no TSE a audiência de uma testemunha no caso dos disparos de milhões de fake news via WhatsApp pela campanha de Bolsonaro.

Rebeca Félix da Silva Ribeiro Alves era funcionária de uma das agências de disparos de mensagens pelo WhatsApp. Hoje não é mais. Ela trabalha no governo Bolsonaro como assessora de imprensa da Secretaria-Geral da Presidência.

Adivinha o que ela disse...

A má vontade do TSE com o caso é um absurdo total, como mostra reportagem publicada agora há pouco no portal da Folha.

O relator do caso, ministro Jorge Mussi, até o momento se comporta como se o réu do caso fosse o PT, pois tudo o que o PT pede para ser feito, ele nega, e o que o partido pede para que não o seja (caso da audiência de hoje, com uma mulher que trabalha no governo), ele autoriza.
O relator da ação, Mussi, corregedor da Justiça Eleitoral, negou uma série de pedidos do PT para produção de provas, como busca e apreensão nas agências de comunicação e oitiva dos empresários.

Mussi considerou que os depoimentos deles não seriam úteis para a produção de provas porque eles são partes interessadas no desfecho da ação e que não havia previsão legal para o pedido do PT.

Os advogados do partido recorreram na última terça-feira (13) pedindo a Mussi para reconsiderar a decisão que negou a produção de provas, sob o argumento de que a elucidação dos fatos é de interesse público. Em caso negativo, o PT pleiteia que o caso vá ao plenário do TSE, composto pelos sete ministros.

“Ora, foram os representados [os empresários] que protagonizaram os eventos denunciados, de certo, portanto, que estes possuem acesso a informações interessantes ao processo e, consequentemente, à sociedade”, afirmou o partido no recurso.

Como a Folha mostrou em abril, uma das peças-chave para a investigação, o empresário Peterson Querino, sócio da agência Quickmobile, foi excluído do processo porque a Justiça Eleitoral não conseguiu localizá-lo (sic) para entregar a notificação.

De acordo com Mussi, Querino não foi encontrado em nenhuma das três tentativas feitas pela Justiça nos endereços atribuídos a ele. Os advogados do PT recorreram duas vezes da decisão de Mussi de excluir o empresário da ação, mas não tiveram sucesso.

Sete testemunhas haviam sido intimadas: uma prestou depoimento, três —incluindo dois jornalistas da Folha— foram dispensadas pelo PT, autor da ação, e outras três serão ouvidas por videoconferência no próximo dia 28, segundo o TSE.

Os donos das agências de comunicação suspeitas de terem efetuado disparos de mensagens em massa, que figuram como réus na ação, não serão ouvidos nesta fase do processo. Segundo o TSE, não há previsão para o depoimento deles.

A Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), ajuizada pelo PT, foi aberta em outubro de 2018 após reportagem da Folha noticiar que empresários apoiadores de Bolsonaro bancaram o disparo de mensagens contra seu adversário na disputa, Fernando Haddad (PT), que acabou derrotado no segundo turno.

Os depoimentos estão sendo em conjunto com os de outras duas ações semelhantes ajuizadas pelo PDT.

Disparos em massa utilizam sistemas automatizados que não são permitidos pela legislação eleitoral. Além disso, pagamentos em benefício de um determinado candidato teriam de ser declarados à Justiça Eleitoral —do contrário, podem configurar caixa dois.

No cenário mais grave, caso fique comprovada a prática e o suposto abuso de poder econômico nas eleições, a ação poderá resultar na cassação do mandato do presidente e de seu vice, Hamilton Mourão (PRTB). [Folha]
Enquanto Bolsonaro não entregar o pacote de maldades completo: reforma trabalhista (nada de domingos, pessoal!), da Previdência (vai trabalhar, vovô!), entrega da Petrobras, das áreas ingígenas e quilombolas etc., o processo no TSE vai sendo tocado com a má vontade de Mussi em chegar a algum resultado.





Leia também:
Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Assine a newsletter do Blog do Mello