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Flávio Bolsonaro pode acabar com o PIX para bajular Trump?


Comentário de Antonio Mello no Fórum Mídias, da TV Fórum.



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Estilo de Bolsonaro 'de governar às bofetadas, inspirado em Átila, Vlad Dracul e Mussolini, já é um marco na história da boçalidade'


Do escritor e jornalista Ruy Castro, na Folha.
A terra treme sob Bolsonaro

Um dia, quando se escrever a história do Brasil à luz da macheza de alguns presidentes, será instrutivo ler a respeito de, entre outros, Floriano Peixoto, Arthur Bernardes, Getulio Vargas, João Batista Figueiredo, Fernando Collor e Jair Bolsonaro. Alguns, como Floriano, Figueiredo e Collor, eram grosseiros, cafajestes. Outros, como Bernardes e Getulio, falavam macio para esconder a crueldade. Todos, um dia, bateram o pau na mesa presidencial. E todos ficaram mal na história.

Mas nenhum tão primário, estúpido e cruel quanto Bolsonaro. Seu estilo de governar às bofetadas, inspirado em Átila, Vlad Dracul e Mussolini, já é um marco na história da boçalidade. Ninguém, em tão pouco tempo, desrespeitou tanto uma nação e seu governo, suas instituições e sua dignidade. Ninguém nos reduziu tão bem a um país de merda —ou, segundo o próprio Bolsonaro, de maricas, idiotas e otários.

Ninguém rebaixou tanto o Brasil aos olhos internacionais. Ninguém tornou tão difícil ser brasileiro em terras estrangeiras, por ter de responder por um país que não reconhecemos nem é mais nosso. Ninguém nos tornou tão irreconhecíveis aos nossos próprios olhos —a cada dia que o deixamos no poder, nos acanalhamos como povo. E ninguém levou tantos de nós à morte, de maneira tão consciente e premeditada, contando com a nossa omissão e insensibilidade.

Jair Bolsonaro faz tudo isto cercando-se de capangas de bíceps e pescoços ameaçadores, peritos em armas de fogo, oriundos dos quartéis, academias e esgotos, muitos cavalgando motocicletas. Ele próprio é um centauro a motor, metade cavalo e a outra metade também. Se alguém o desafia, os políticos a seu soldo se juntam e partem para a intimidação. Mas a terra treme sob ele a uma palavra —corrupção.

É a hora. A partir de agora, diante das denúncias que começam a vir à tona, é que saberemos o seu quociente de macheza.






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O que falta ao governo é explicar o papel de Bolsonaro nessa história enrolada da Covaxin. Se não fez nada, cometeu crime de prevaricação


De outra de nossas experientes jornalistas políticas, Helena Chagas, no Jornalistas pela Democracia.
Bolsonaro tem que se explicar

De todas as histórias mal-contadas do governo Bolsonaro, a cena montada ontem no Planalto pelo ministro Onyx Lorenzoni para tentar defender  Jair Bolsonaro  no caso das irregularidades apontadas na operação de compra da vacina Covaxin parece ter sido a pior. E olha que são muitas. Mas essa nos fez lembrar – nós, jornalistas de meia idade – da Operação Uruguai, montada na tentativa de explicar com empréstimo mandrake no exterior os rendimentos do então presidente Fernando Collor. Deu no que deu: impeachment.

Com versículos da bíblia e ameaças ao estilo mafioso aos irmãos Miranda, o deputado Luiz (DEM-DF) e o servidor do Ministério da Saúde Luiz Antônio, o ministro tentou encenar indignação. Mas não deve ter convencido nem a própria família. Agravou a situação ao trair o nervosismo, quase desespero, que tomou conta do Planalto.

Em vez de dizer que iria mandar investigar as denúncias – que, até segunda ordem, podem ou não ser verdadeiras – , o ministro jogou as instituições e orgãos de apuração sob o controle do Executivo contra os denunciantes… É um claro abuso de poder, que a CPI da Covid já apontou e resolveu também investigar. Agora pela manhã, o senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou requerimento convocando o próprio Onyx para depor.

Espetáculos à parte – já que a CPI também é especialista neles – , o que falta concretamente ao governo é explicar o papel de Bolsonaro nessa história enrolada. Independentemente de as denúncias envolvendo o favorecimento a empresas na compra da Covaxin virem ou não a ser comprovadas, o presidente tem que dizer se tomou alguma providência para sua apuração.

O Planalto começa a montar uma nova versão de que o presidente teria acionado seu então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello – aquele que nunca desmente o chefe. E o que ele fez? Ouviu a denúncia e ficou quieto? Ou acionou a PF ou o MP para investigar o caso? E o presidente, nunca mais perguntou nada? É simples assim: se não fez nada, cometeu crime de prevaricação.






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Bolsonaro segue os passos de Collor. O próximo é o impeachment


Além de trazê-lo para perto de si - havia a informação de que pretendia até colocá-lo como novo chanceler - Bolsonaro parece seguir os passos (ou a sina) de outro presidente, Fernando Collor de Mello. 
 
Collor foi eleito como o Caçador de Marajás, o homem que acabaria com  corrupção no Brasil, que tiraria as amarras trabalhistas que atrapalhavam nossos empresários, modernizaria o Brasil, privatizaria tudo. 
 
Sua imagem vendida (com duplo sentido) era a de um antipolítico. Exatamente como Bolsonaro. O povo - e o Centrão - apenas observavam.
 
Quando seu governo começou a vazar água, Collor passou a negociar cargos com o Centrão (o que prometera, como Bolsonaro, não fazer).
 
Só que o Centrão, como os tubarões, se excita com o cheiro de sangue, e quer mais. E cada vez mais.
 
Collor começou a entregar a cabeça de ministros. Como faz Bolsonaro.
 
Mas esse é um engano. Quanto mais cedem, mais fracos ficam e mais têm que ceder. Até que ao final, não lhes sobra nada a oferecer a não ser a própria cabeça, e vem o impeachment.
 
Basta um fato deflagrador. Com Collor foi o Fiat Elba.
 
Bolsonaro tem filhos investigados. Qual deles será seu Fiat Elba?




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Bolsonaro imita Collor, mas pode acabar como Jânio


Entre o impeachment ou a renúncia, Bolsonaro deve optar pela segunda


Ontem, o "você não é presidente mais" Jair Bolsonaro emulou (com duplo sentido) o ex-presidente Collor, que, antes de seu impeachment, convocou o povo a sair às ruas em sua defesa, em oposição a uma passeata da oposição. Deu ruim.

O mesmo fez Bolsonaro ontem. Diante da convocação de um panelaço para as 20h30 contra seu desgoverno, pediu a seus apoiadores que se manifestassem a seu favor às 21h. Foi um fiasco.

Enquanto as manifestações do fora Bolsonaro ensurdeceram o país, meia dúzia de gatos pingados bateu panela por Bolsonaro.


O cerco se fecha contra Jair Bolsonaro. Acostumado a não fazer nada durante seus quase 30 anos como deputado, ele fez a aposta de se candidatar e achar que bastaria ficar entretendo o auditório, como um chacrinha do mal, para tudo dar certo. Era só deixar o governo nas mãos dos militares e de Guedes.

Não é o que está acontecendo. Guedes, seu Posto Ipiranga, revelou-se um incompetente, sem noção das mínimas exigências de um formulador de políticas públicas. É apenas um operador de mercado, que, por sinal, deve explicações sobre movimentações suspeitas, que teriam causado prejuízo bilionário a fundos estatais.

Ontem, Bolsonaro tentou a opção Collor, com o mesmo resultado negativo. Mas, por seus últimos pronunciamentos, parece ter escolhido a opção Jânio: vai radicalizar até renunciar, alegando que não o deixam governar.

É esperar pra ver.

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Marieta Severo fala sobre a tentativa de destruição da cultura brasileira por Bolsonaro. E da resistência



Depoimento da atriz Marieta Severo ao Canal Brasil


Do Instagram da deputada federal Jandira Feghali:




Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Jandira Feghali (@jfeghali) em


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Celso de Mello, único ministro do STF que não foi indicado por presidente eleito por voto popular, vai decidir embargos

Quem me alertou sobre isso foi meu amigo Gadelha em seu blog:

O curioso é que o voto de Minerva ficou a cargo do único ministro que não foi escolhido por um presidente eleito em eleição direta: Celso de Mello foi escolhido por Sarney...
Marco Aurélio foi escolhido por Collor, Gilmar por Fernando Henrique e todos os outros por Lula ou Dilma.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Histórias da Globo: a edição do debate Lula-Collor em 1989


Trecho, de aproximadamente cinco minutos, editado por mim, a partir do documentário Além do Cidadão Kane, da BBC, que pode ser visto na íntegra aqui no blog (o link está na caixa de vídeos à direita).

Vou esmiuçar esse debate aqui no blog.

Clique aqui se tiver dificuldades para assistir ao vídeo
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Senador Fernando Collor responde ao blog sobre encontro com Roberto Marinho

No dia 25 de junho fiz a postagem abaixo e enviei-a ao senador Fernando Collor para que ele a confirmasse ou desmentisse. Recebi hoje resposta do senador e a reproduzo logo após a postagem.

Collor, Roberto Marinho, Brizola, CIAC, CIEP

O ex-governador Leonel Brizola morreu no dia 21 de junho de 2004. No dia 21 passado, amigos de Brizola se reuniram para relembrar o Velho, como era chamado. Dessa conversa me contaram uma parte muito interessante, que divido com vocês, envolvendo o ex-presidente e atual senador Fernando Collor e o ex-presidente das Organizações Globo Roberto Marinho.

O ainda presidente Collor estava sob intenso tiroteio, naquele período pré-impeachment. Resolveu vir ao Rio para uma conversa reservada com Roberto Marinho. Queria conseguir do “doutor Roberto” que a Globo não se engajasse na campanha pelo seu impeachment. Ou que pelo menos ficasse neutra. Ouviu do presidente das Organizações Globo que deveria abandonar a idéia dos CIACs, se quisesse seu apoio.

Para quem não se lembra, os CIACs eram a versão collorida dos CIEPs - projeto de escola popular em período integral, menina dos olhos de Brizola. Para quem não se lembra também, Brizola e Marinho eram inimigos declarados. Ainda mais depois do escândalo Proconsult (vou falar sobre ele numa outra postagem). E Brizola era o único governador de esquerda que defendia o mandato de Collor e acusava a direita, os “de sempre”, de conspirar contra o então presidente.

Collor teria respondido a Roberto Marinho que não poderia fazer aquilo. O projeto dos CIACs iria continuar. Depois, ao sair da sala, disse:

- Está tudo acabado. Vão me derrubar.

Resposta do senador Fernando Collor:

Prezado Antonio Mello,
com meu discurso, no Senado Federal, considerei encerrado qualquer comentário sobre os episódios que cercaram meu Impedimento.
Só posso dizer é que o Governador Brizola foi um amigo que nunca faltou com sua solidariedade e firme posição, na defesa dos interesses do Rio de Janeiro, junto ao meu Governo.
Quanto ao Projeto dos CIAC, o tempo demonstrou o acerto de sua implantação.
Cordialmente,
Fernando Collor

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A Casa da Dinda do ministro Marco Aurélio de Mello

Antes que eu sofra um processo do tamanho do novo prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quero deixar claro que a comparação que faço no título entre os jardins da Casa da Dinda de Fernando Collor e o novo prédio do TSE, presidido pelo primo de Collor, ministro Marco Aurélio de Mello, está relacionada apenas à monumentalidade de ambos. São obras supérfluas, absurdas e faraônicas, totalmente desvinculadas das necessidades do país em que uma foi feita e a outra o será.

O novo prédio do TSE custará a bagatela de R$328,5 milhões. Quase um milhão de salários mínimos.

Sei que a obra já estava prevista, quando Marco Aurélio de Mello assumiu a presidência do TSE. Mas ele é favorável a ela, segundo li em O Globo. “[O ministro] alega que o plenário do tribunal é muito pequeno e, em ocasiões importantes, como a diplomação dos presidentes da República, o número de convidados é reduzido.”

Mas, ministro, gastar mais de R$300 milhões apenas para aumentar o número de convidados para as posses presidenciais não é demais?...

O novo prédio terá nove andares, um anexo e 116 mil metros quadrados de área construída — doze vezes maior que a sede atual. É maior que a área construída do estádio do Morumbi (112 mil metros quadrados) e pouco menor que a do Maracanã (118 mil metros quadrados). Ou o equivalente a 14 vezes a área dos campos de futebol dos dois estádios. Como o TSE tem apenas sete ministros, isso dá dois Maracanãs ou Morumbis para cada um deles.

Quem antes sofria de claustrofobia vai passar a sofrer de agorafobia.

Olha no espelho pra ver quem vai pagar a conta do tratamento...

De Simon para Collor: ‘Seu mandato de hoje é legítimo, como legítimo foi o seu afastamento em 1992’

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) lavou a alma dos que – como eu – ficaram decepcionados com a atitude que o Senado teve quando do discurso do ex-presidente, atual senador, Fernando Collor.

Em sua estréia na tribuna do Senado, Collor distorceu a história de seu impeachment de tal modo – e sem contestação – que cheguei a temer que lançassem seu nome novamente para a presidência.

Mas, hoje, o senador Pedro Simon colocou as coisas em seus devidos lugares. O senador gaúcho traçou um panorama das atividades de investigação desde seu início e disse que o trabalho da CPI foi legítimo e reuniu depoimentos e provas documentais suficientes para justificar o processo de impedimento contra Collor.

Relembrou o motorista Eriberto, que trabalhava para a secretária particular de Collor, Ana Accioly, que desfiou "um rosário de nomes e fatos" na CPI.

- Ali apareceram, por exemplo, os nomes das secretárias Rosinete e Marta, do mordomo Beto e do secretário particular Cláudio Vieira, do piloto Jorge Bandeira, entre outros; fatos como a prova do Fiat Elba e das transações financeiras para pagamentos particulares, tendo sempre como fonte o senhor PC Farias; e destinatários, pessoas do convívio familiar e da amizade de Vossa Excelência [Fernando Collor], instituições financeiras como PNC e Bancesa, além de empresas de táxi-aéreo, locadoras de automóveis, postos de gasolina, entre outras - enumerou Simon.

As credenciais do novo Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes

O deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR) certamente tem valor. Não deve ser nada fácil conseguir se eleger com um nome desses. Além disso, ele foi ministro de Collor e de FHC – o que não sei se serve como recomendação. Agora deverá ser o novo ministro da Agricultura de Lula, e já tem na ponta da língua uma resposta para os que dizem que não é do ramo:

- Nasci na roça.

Como eu nasci num hospital, desde já me candidato ao Ministério da Saúde no lugar do Temporão.

Quando a ordem dos fatores altera os corruptos

Carta de um leitor de O Globo, no jornal de hoje (o destaque é meu):
A primeira página do GLOBO é de dar nojo. Ver fotos de Fernando Collor, Roberto Jefferson, Maluf, José Genoino, Palocci e Picciani, todos sabidamente corruptos, com exceção de Jefferson, tomando posse, é dose para Leão. Conclusão: as moscas voltaram, mas a sujeira continua a mesma.
Como Jefferson teve os direitos políticos cassados, por isso não se candidatou e portanto não se elegeu, "com exceção de Jefferson" deveria estar após "tomando posse". Ou a ordem dos fatores altera os corruptos.