Pablo Marçal. Bolsonaro não vai apoiar 'coach' por motivo escatológico

escatológico

 (es·ca·to·ló·gi·co)

adjetivo

1. Relativo a escatologia, ao estudo dos excrementos. = COPROLÓGICO

2. Relativo a excrementos ou à excreção (ex.: humor escatológico; linguagem escatológica). [Dicionário Priberam]

Uma dessas personagens só possíveis nos tempos atuais, o autointitulado "coach" Pablo Marçal é uma figura controversa, mas conta com mais de 10 milhões de seguidores no Instagram. Ou seja, é um "influencer" no tempo dos "influencers".

Se levarmos em conta duas pesquisas divulgadas recentemente, seu prestígio extrapola a rede social, pois com apenas poucos dias de lançamento de sua pré candidatura à prefeitura de São Paulo, Marçal já tomou o terceiro lugar nas pesquisas, atrás apenas do favorito Guilherme Boulos e do prefeito e candidato à reeleição Ricardo Nunes.

Na pesquisa Atlas/CNN divulgada esta semana, Marçal retira votos diretamente do prefeito Ricardo Nunes. Sem a presença de Marçal, Ricardo Nunes tem 32,5% de intenções de voto. Com Marçal e José Luiz Datena na disputa, 20,5%. Pablo Marçal teve 10,9% e Datena, 7,9%.

Na Datafolha divulgada anteontem, Marçal está em quinto, com 7%, colado em Tabata Amaral e Datena, ambos empatados com 7%. Todos atrás dos líderes, Guiljerme Boulos e Ricardo Nunes.

A surpreendente escalada de Pablo Marçal, especialmente levando-se em conta que sua candidatura foi lançada apenas na sexta-feira passada, dia 24.

Sua boa avaliação nas pesquisas alimentou o boato de que o ex-presidente Jair Bolsonaro poderia migrar seu apoio do atual prefeito para Marçal. Principalmente porque o apoio de Bolsonro a Ricard Nunes ainda não é explícito.

Mas o advogado, ex-ministro e assessor de Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, jogou um balde de água fria nos boatos. 

Segundo Wajngarten, o “coach” e “influencer” digital Pablo Marçal não conta com a simpatia do entorno do ex-presidente para apoiar sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo.E o motivo é escatológico.

O ex-ministro de Bolsonaro repostou a seguinte mensagem no X, antigo Twitter, e ainda acrescentou o comentário: Perfeito.

"O Marçal é um movimento impulsionado pelo MBL, trata-se de mais uma ação para usar o bolsonarismo e depois descartá-lo como papel higiênico."



Como só se descarta papel higiênico usado, deve ter sido isso o que Fabio Wajngarten considerou como metáfora perfeita do bolsonarismo, e, por extensão, de seu inspirador — o ex-presidente.

Escatológico.



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Jorge, o Mau e o novo carimbo adotado pelo Congresso




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Trump sobe o tom após condenação e lança vídeo da 'batalha final'

Como o capitão do Titanic diante do iceberg, o ex-presidente e atual candidato à presidência Donald Trump resolveu pagar para ver e subiu o tom após ser considerado culpado em 34 crimes de que é acusado.

Pouco após o veredito do júri, Trump já havia manifestado seu desagrado numa rápida coletiva, quando ofendeu juiz, promotor e acusou o presidente Joe Biden de usar o julgamento politicamente para prejudicá-lo na corrida presidencial.

Só não explicou o que Biden tem a ver com a atriz pornô Stormy Daniels que acusou Donald Trump de ter pagado US$ 130 mil por seu silêncio em 2016, para que ela não revelasse que os dois tiveram relacionamento sexual extraconjugal.

Não explicou também o que Joe Biden tem a ver com o ex-advogado de Trump Michael Cohen que foi o intermediário do "cala boca" milionário.

Tampouco explicou o que Biden tem a ver com a verba do suborno ser declarada como despesa maquiada da campanha de Trump em 2016. Nem com os 34 documentos essenciais ao processo: 11 notas fiscais, 12 comprovantes de pagamento e 11 cheques. Para cada um deles, Trump foi acusado, e agora declarado culpado, de um crime.

Não satisfeito, Trump publicou em sua rede social um vídeo raivoso, pré gravado, direcionado a seus fanáticos eleitores, com ameaça de vingança:

 

The final battle with you at my side we will demolish the deep state we will expel the warmongers from our government we will drive out the globalists we will cast out the communists, Marxists and fascists we will throw off the sick political class that hates our country we will route the fake news media and we will liberate America from these villains once and for all 

[A batalha final com você ao meu lado, demoliremos o estado profundo, expulsaremos os fomentadores da guerra do nosso governo, expulsaremos os globalistas, expulsaremos os comunistas, marxistas e fascistas, expulsaremos a classe política doente que odeia o nosso país, acabaremos com a mídia de notícias falsas e libertaremos a América desses vilões de uma vez por todas]

 

 

O juiz do caso, Juan Merchan, atacado por Trump antes, durante e após a decisão do júri, ainda vai determinar a pena. A sentença deve sair em 11 de julho. Na pior das hipóteses, Trump pode pegar 4 anos de prisão. Tudo vai depender da boa vontade do juiz, que, definitivamente, Trump não está conquistando. 

O juiz é considerado linha dura e chegou a ameaçar Trump de prisão durante o julgamento. 

Provocando-o, talvez Trump deseje uma condenação à prisão para se vitimar ainda mais e colocar mais dramaticidade numa campanha que pode, em última instância, implodir o sistema democrático dos Estados Unidos.

Absurdo? Bem, muitos consideravam absurda a eleição de Trump em 2016, que ela nunca aconteceria. 

Assim como no Brasil com Bolsonaro.

Os outsiders esticam a corda para ver até onde o sistema aguenta. Um dia pode não aguentar.



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Condenação de Trump manda recado para Bolsonaro: O próximo é você

Desde 2016 coincidências históricas têm feito com que acontecimentos ocorridos nos Estados Unidos sejam replicados aqui no Brasil pouco depois:

Naquele ano, um outsider, tido pelos próprio estadunidenses como um bilionário fanfarrão, apresentador histriônico de um reality show, se transformou em presidente dos Estados Unidos: Donald Trump. 

Ninguém acreditava que aquele"palhaço" (como o definiu o ator Robert De Niro num discurso indignado) poderia se eleger, mas aconteceu.

Dois anos depois, o Brasil elegia um tipo ainda pior: um político fracassado, sem nenhuma expressão, que sempre viveu de pequenos expedientes, usando apartamento funcional como motel, "para comer gente", fazendo rachadinhas e se apropriando de dinheiro em combustível suficiente para ir e voltar à Lua de carro: Jair Bolsonaro.

Os dois enfrentaram a pandemia da COVID 19 da mesma forma. Primeiro Trump lá, depois Bolsonaro aqui: com negacionismo, remédios inúteis sem comprovação científica, recusa em comprar vacinas, até que tiveram o mesmo resultado sinistro: EUA e Brasil foram os dois países com mais mortes pelo coronavírus no planeta.

Em 2020, Trump tentou a reeleição. Jogou com todos os artifícios, mentiu, lançou suspeitas contra o sistema eleitoral, e ao final perdeu. Inconformado, inflamou seus seguidores a não aceitarem o resultado das urnas, que teria sido roubado. Como consequência, em 6 de janeiro de 2021 simpatizantes invadiram o Capitólio e tentaram barrar o anúncio da vitória de Joe Biden.

Em 2022, o Brasil novamente repetiu os acontecimentos dos Estados Unidos, como se seguissem um mesmo roteiro escrito. Bolsonaro tentou de tudo para se reeleger, distribuiu milhões e milhões em benefícios, pôs a Polícia Rodoviária Federal para bloquear e atrapalhar eleitores de Lula de votarem em seu candidato. Mas ainda assim perdeu, por escassa margem.

Exatamente como Trump fizera dois anos antes nos Estados Unidos, Bolsonaro desacreditou as eleições e insuflou seus apoiadores, ao mesmo tempo em que, nos bastidores, tramava um golpe de Estado. Até que houve o 8 de janeiro, cópia do 6 de janeiro dos EUA, quando bolsonaristas invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes, que daria início ao golpe frustrado.

Ontem, Donald Trump foi declarado culpado de 34 crimes. Sua condenação é ainda mais veemente quando sabemos que no julgamento por lá não pode haver divergência entre os membros do júri. Eram12 pessoas e os 12 tinham que concordar com a declaração de culpado ou não. Bastaria um voto discordante para que Trump fosse salvo. Mas ele foi condenado por unanimidade nos 34 crimes.

A salvação não veio e Trump é o primeiro ex-presidente dos EUA condenado na História daquele país. E manteve a arrogância costumeira na declaração à imprensa, logo após a decisão do júri.

Ao ofender o juiz, Trump joga para seu eleitorado, mas, ao mesmo tempo, pode estar piorando sua sentença, que será anunciada pelo juiz que ele ofendeu no dia 11 de julho.

Hoje, o principal jornal dos EUA, The New York Times, estampa em sua primeira página a palavra GUILTY (culpado), com uma imagem de Trump abaixo.

 


 

Pela sequência natural do roteiro que vêm seguindo EUA e Brasil, o próximo é Bolsonaro, que já foi declarado inelegível pelos próximos oito anos, e logo vai começar a ser julgado elos inúmeros crimes de que é acusado. A tentativa de golpe de Estado provavelmente será o primeiro deles, seguido pelo do roubo de joias.

A principal diferença entre Trump e Bolsonaro (além das evidentes) é que os crimes de que Trump foi considerado culpado não são quase nada comparado ao de que Bolsonaro é acusado: tentativa de golpe de Estado.

O destino deve ser o mesmo: GUILTY. Culpado.



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Pesquisas em SP mostram que Boulos só tem uma saída: pela esquerda

As candidaturas postas à prefeitura de São Paulo este ano formam uma tabela com dois lados. À esquerda, Guilherme Boulos, do PSOL, tendo como vice Marta Suplicy, novamente no PT. À direita, os demais, que vão da centro direita, passam pela direita e chegam à extrema direita.

Em todas as pesquisas, como as mais recentes Atlas e Datafolha, Boulos lidera. Umas com mais, outras com menos vantagem. 

Os principais apoiadores das candidaturas, à esquerda e à direita — Lula e Bolsonaro — têm avaliações bem distintas na pesquisa Datafolha, divulgada hoje:

Bolsonaro é o padrinho mais rejeitado em São Paulo. Lula o mais bem avaliado.

Como mostra o quadro abaixo, 23% votariam com certeza no indicado de Lula e 28% poderiam votar, o que dá 51% de possibilidade de voto. Já 45% não votariam.


Com Bolsonaro a situação é oposta: 18% votariam com certeza num candidato apoiado por ele e outros 18% poderiam votar, o que dá 36%, insuficientes para uma vitória (50% + 1 voto pelo menos). Já 61% não votariam de jeito nenhum.


Embora a campanha de Guilherme Boulos esteja procurando apoios à direita, segundo os jornais, o que os números das pesquisas e a situação do país mostram é que o país está polarizado entre os que  acham que o estado só atrapalha, e os que, ao contrário, acham que o estado é fundamental para garantir assistência, especialmente aos menos favorecidos, com programas sociais, preocupação com moradia, saúde, segurança. Ou seja: direita e esquerda.

Como a eleição de Bolsonaro mostrou, boa parte do Brasil aceita as maiores loucuras, desde que o candidato sinalize mudança no status quo. E isso será feito pela direita ou pela esquerda.

Boulos representou mudança e alimentou essa esperança em 2020, e quase chegou lá. Tem grande chance agora, se mantiver a chama da novidade, de quem promete um governo diferente de tudo o que foi feito antes, com projetos para a juventude, a periferia, os menos favorecidos, tudo o que ele representou e ainda representa. De que vai fazer um governo de esquerda.

Se começar a cortejar a direita, vai passar a ser visto como um político tradicional e assim abrir espaço para um político não tradicional à direita. Basta ver como a entrada em cena da possível candidatura de Pablo Marçal desidratou em um terço a do atual prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes.

A cidade de São Paulo já sinalizou que quer mudanças desde a eleição presidencial, quando deu grande vitória a Lula sobre Bolsonaro (47,5% a 38%). A saída de Boulos é politizar à esquerda.

De políticos tradicionais e à direita, o quadro de adversários está cheio.



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Allan Sieber e a pescaria no Congresso




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Discurso de Robert De Niro contra Trump alerta sobre perigos no Brasil

O super premiado ator Robert De Niro resolveu fazer um  pronunciamento público diante da ameaça que representa uma possível reeleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Ameaça não apenas aos Estados Unidos, mas ao mundo e à vida no planeta.

Trump é um negacionista e um narcisista que é capaz de qualquer coisa para chamar atenção e fazer valer seus desejos. Não admite ser contrariado e tem uma visão particular do que seja realidade: é sempre aquilo que atende a seus interesses. O que não for assim, deve ser destruído.

Foi assim quando se recusou a aceitar a derrota para Biden em 2020 e insuflou seus apoiadores à invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 para que não permitissem a posse do presidente eleito. Semelhante ao nosso 8 de janeiro aqui.

Robert De Niro, milionário graças a seu trabalho como um ator genial de filmes inesquecíveis, decidiu que aos 80 anos de idade deveria sair do conforto a que poderia estar recolhido para expor ao público o perigo que representa gente como Donald Trump e a extrema direita que o apoia.

Para nós brasileiros, as palavras de De Niro sobre Trump soam estranhamente familiares. Se trocarmos o nome de Trump pelo de Bolsonaro, o discurso segue válido palavra a palavra, exceto pelo poder de destruição do planeta — recurso só disponível a quem possua armamentos nucleares, como os Estados Unidos.

Aqui no Brasil a mídia corporativa mandou às favas a moderação e partiu para guerra aberta ao governo do presidente Lula, para uma tentativa de passada de pano na História apoiando agora até em editoriais a candidatura de um Bolsonaro de sapatênis — o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.

Mas não tenham dúvidas: não hesitarão em lançar mão de nova candidatura do próprio Inelegível, caso a opção com sapatênis não decole.

Nossa mídia vocaliza o mercado financeiro, de que é não apenas porta-voz mas ativa participante, sendo que o dono da Folha hoje é mais conhecido por ser banqueiro do que jornalista — o que se reflete diretamente na linha editorial do jornal.

Pesquisas mostram a desaprovação do governo Lula pelo mercado financeiro, mesmo diante de todas as concessões do ministro Haddad à banca. Isso acontece graças aos "gastos" (como eles chamam) com programas sociais, com a melhoria do salário mínimo, ou qualquer coisa que não seja garantir ganhos financeiros sempre e cada vez maiores.

Como eles não precisam de governo e, em última instância, do país, preferem um presidente que ceda tudo ao mercado financeiro, como o de Bolsonaro, mesmo que mate de fome a população, destrua Pantanal, Cerrado e Amazônia, queimem matas, sequem rios.

Temos que fazer como De Niro: denunciar e dizer que não permitiremos, que desejamos a punição de todos os criminosos. Sem anistia. 

Ou, como alerta o ator:

"Nós não queremos acordar depois da eleição dizendo: o quê, de novo?! Meu Deus, o que diabos fizemos?! Nós não podemos permitir que isso aconteça novamente."

Definitivamente: Nós não podemos permitir que isso aconteça novamente.




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Qual seu grau de dependência à nicotina? Faça um teste agora e descubra

A próxima sexta, dia 31, é o Dia Mundial Sem Tabaco, instituído pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) e a Organização Mundial da Saúde para alertar sobre os malefícios do tabaco.

Se você é fumante pode fazer este teste do Ministério da Saúde que mostra seu grau de dependência à nicotina. O resultado sai na hora, basta somar os pontos e conferir ao final.


Teste de Fargeström

 

1. Em quanto tempo depois de acordar você fuma o primeiro cigarro?

    Dentro de 5 minutos (3)
    6-30 minutos (2)
    31-60 minutos (1)
    Depois de 60 minutos (0)

2. Você acha difícil ficar sem fumar em lugares onde é proibido (por exemplo, na igreja, no cinema, em bibliotecas, e outros.)?

    Sim (1)
    Não (0)

3. Qual o cigarro do dia que traz mais satisfação?

    O primeiro da manhã (1)
    Outros (0)

4. Quantos cigarros você fuma por dia?

    Menos de 10 (0)
    De 11 a 20 (1)
    De 21 a 30 (2)
    Mais de 31 (3)

5. Você fuma mais frequentemente pela manhã?

    Sim (1)
    Não (0)

6. Você fuma mesmo doente quando precisa ficar na cama a maior parte do tempo?

    Sim (1)
    Não (0)

Resultado:


Avaliação do resultado

Dependência (soma dos pontos):

    0-2: muito baixa
    3-4: baixa
    5: média
    6-7: elevada
    8-10: muito elevada
 

 

SUS oferece tratamento gratuito para quem quer parar de fumar

 

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são oferecidos tratamentos integrais e gratuitos às pessoas que desejam parar de fumar por meio de medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina) e bupropiona, além do acompanhamento médico necessário para cada caso.

Segundo o Ministério da Saúde, basta procurar atendimento em uma das mais de 48 mil Unidades Básicas de Saúde distribuídas em todo o Brasil, que fornecerão informações sobre locais e horários de tratamento em cada região.


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Barroso livra Gabriela Hardt com voto cruel: 'Incompetência não é infração'

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, que havia pedido vista dos processos, devolveu-os hoje para julgamento e deu seu voto contra a abertura de processos administrativos disciplinares contra quatro juízes da Lava-Jato – Gabriela Hardt, o juiz federal convocado Danilo Pereira Junior e os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região Loraci Flores de Lima e Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. 

Barroso não viu indícios de descumprimento deliberado de decisões do Supremo por parte de Danilo Pereira Junior e dos desembargadores do TRF-4.

Quanto à juíza lavajatista Gabriela Hardt, aquela do Copia & Cola, que pegou trechos da decisão de Moro sobre Lula no caso do triplex e colou na ação no caso do sítio de Atibaia que sentenciou, Barroso também a livrou, mas com um comentário cruel.

O caso Gabriela Hardt

Ela é alvo de um pedido de abertura de processo disciplinar por conta de uma decisão que permitiu a criação da, assim conhecida popularmente, “Fundação Dallagnol”. Trata-se da fundação privada que receberia as multas pagas pela Petrobras no âmbito das decisões da Lava Jato.

De acordo com informações reveladas pela Operação Spoofing, da Polícia Federal, deflagrada no bojo da série jornalística Vaza Jato, procuradores da Lava Jato integrariam a gestão dessa fundação e, consequentemente, decidiriam sobre o uso da verba recolhida. [Fórum]

O veneno de Barroso

Em sua decisão de hoje, o ministro Barroso usou de sua ironia habitual, mordeu e soprou, mas guardou o melhor pedaço para a juíza: "Incompetência não é infração", e  votou por livrá-la da abertura de processos.

"No ponto, devo registrar que, se incompetência fosse infração, este Conselho não daria vazão à quantidade de processos que teria no seu acervo. Vale dizer, incompetência não pode ser considerada infração, ainda mais se relacionada ao fato de saber se o acordo tinha natureza cível ou criminal e se a juíza criminal poderia ou não atuar. Ainda que tenha havido uma compreensão equivocada da própria competência, é muito difícil identificar neste caso, só por isso, uma infração disciplina", afirma Barroso.[O Globo]

Os demais ministros podem votar até a próxima quarta-feira, dia 5 de junho.


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O que Sivuca escondeu de Chico Buarque sobre a valsinha João e Maria

Um dos maiores sucessos da carreira de Chico Buarque, sua parceria com Sivuca em João e Maria traz além de uma nostalgia da infância uma história curiosa na sua composição.

Sivuca compôs a melodia do que viria a ser João e Maria em 1947 no Recife e só entregou a música para Chico botar uma letra 30 anos depois no Rio de Janeiro.

"Agora eu era o herói

E o meu cavalo só falava inglês..."

Começou assim a ganhar forma aquela que é uma das mais belas valsinhas brasileiras de todos os tempos.

Mas quando Sivuca entregou a fita cassete a Chico para que ele botasse uma letra guardou um segredo que Chico só veio descobrir muito tempo depois, num show em Recife.

O jornalista Rogério Marques narra em seu perfil no Facebook:

"Chico só não esperava ser abordado um dia, após um show no Recife, por uma mulher que reproduziu para ele, em um gravador, a primeira versão da música. O compositor ficou surpreso e constrangido. Mais tarde, declarou em entrevistas que jamais teria feito a letra da música se soubesse que já existia uma."

Quando entregou a fita cassete a Chico, Sivuca escondeu que havia enviado a melodia para um letrista famoso no Recife em 1947, Rui de Moraes e Silva. Foi assim que nasceu "Amanhecendo', com a mesma melodia que Chico "letraria" 30 anos depois, gravada por Nadja Maria.

"Importante dizer que o compositor Rui de Moraes e Silva e a cantora Nadja Maria, hoje um tanto esquecidos, são personagens de peso da nossa cultura. Rui teve músicas gravadas por artistas como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Carlos Galhardo, Ivon Curi, Genival Lacerda e outros, além da própria Nadja Maria" — destacou Marques.

Agora o "João e Maria", de Sivuca e Chico Buarque, com Chico e Nara Leão.


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Campeão olímpico brasileiro fora das Olimpíadas de Paris. O que houve

O brasileiro e campeão olímpico do salto com vara Thiago Braz está fora dos Jogos de Paris-2024. Thiago foi pego com uso de uma substância proibida e fica suspenso até novembro deste ano, perdendo a chance de nova medalha olímpica, que seria sua terceira.

A União de Integridade do Atletismo (AIU) anunciou nesta terça-feira (28) a suspensão do atleta por 16 meses por conta do uso de ostarina, substância proibida que tem ação anabolizante. A punição é válida desde julho de 2023 e, por isso, ele só estará apto a competir em novembro de 2024.

Thiago Braz ganhou o ouro olímpico nas Olimpíadas do Rio em 2016. Em 2020, nas Olimpíadas de Tóquio, Thiago levou o bronze, naqueles estranhos jogos sem plateia, graças à pandemia da COVID 19.

O atleta alegou em sua defesa que não ingeriu a substância proibida conscientemente. Ele fez uso de suplementos ministrados por seu nutricionista, que havia lhe garantido que não continham nenhuma substância ilícita.

Thiago foi flagrado em exame no mês de julho de 2023, suspenso preventivamente e agora saiu a sentença final que o deixa fora das Olimpíadas de Paris.

A suspensão do atleta poderia chegar a quatro anos, pena que foi solicitada pela AIU por considerar que a ação do brasileiro foi "imprudente", porque ele estava ciente do risco de ingerir suplementos manipulados das farmácias brasileiras.

No entanto, o Tribunal Disciplinar da entidade entendeu que ele não desconsiderou manifestamente o risco porque contou com sua equipe médica para aconselhamento. Assim, a maioria do painel determinou que ele não estava em "Falha Negligência Significativa" e sua punição pôde ser reduzida em mais da metade do indicado inicialmente.


O que é a ostarina

A ostarina influencia diretamente nos receptores ligados aos hormônios androgênicos, em especial a testosterona. Ela tem ação anabolizante, aumenta a força, a massa muscular e a performance e, por isso, é proibida pela Wada. 

Confira o salto medalha de ouro de 2016

 


 

Com informações do Terra.



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WhatsApp responde Musk e o acusa de 'vomitar teorias da conspiração'

Em sua rede social pessoal (coisa de bilionário), X, Elon Musk deu uma provocada no WhatsApp soltando um veneno sobre a segurança de dados do aplicativo.


WhatsApp exports your user data every night. Some people still think it is secure.
(O WhatsApp exporta seus dados de usuário todas as noites. Algumas pessoas ainda acham que é seguro.)

O chefão do WhatsApp, Will Cathcart, foi pra cima do bilionário, disse que a informação que Musk divulgou não estava correta, "que as mensagens do WhatsApp são criptografadas de ponta a ponta, o que significa que não podem ser lidas pela empresa".

O chefe de inteligência artificial (IA) da empresa Meta, dona do WhatsApp e também do Facebook, Instagram, Threads, Yann LeCun, não foi tão sutil e subiu o tom contra Musk.

Em outra plataforma Meta, Threads, LeCun também fez mais críticas a Musk, acusando-o de fazer afirmações contraditórias e irrealistas sobre inteligência artificial e de “vomitar teorias da conspiração” em sua própria plataforma de mídia social.

Também na rede X, o pesquisador em segurança Tommy Mysk escreveu, mostrando que a história não é bem como o WhatsApp conta:


WhatsApp messages are end-to-end encrypted, but user data is not only about messages. That also includes the metadata such as user location, which contacts the user is communicating with, the patterns of when the user is online, etc. This metadata according to your privacy policy is indeed used for targeted ads across Meta services. So @elonmusk is right.
As mensagens do WhatsApp são criptografadas de ponta a ponta, mas os dados do usuário não são apenas mensagens. Isso também inclui metadados como a localização do usuário, com quais contatos o usuário está se comunicando, os padrões de quando o usuário está online, etc. Esses metadados, de acordo com sua política de privacidade, são de fato usados ​​para anúncios direcionados nos serviços Meta. Então @elonmusk está certo.

Elon Musk aproveitou e retuitou (ou rexuitou?) uma mensagem em que o diretor de produtos da Meta confirma o uso de dados dos usuários pela empresa:


Na corrida pela supremacia da inteligência artificial (AI), Meta se destaca graças ao seu tesouro de imagens compartilhadas publicamente no Instagram e no Facebook. No Tech Summit da Bloomberg, Chris Cox, diretor de produtos da Meta, revelou como a empresa aproveita essas fotos e textos públicos para treinar seu modelo Al avançado de texto para imagem, Emu.

   O WhatsApp  e a Meta ainda não rebateram Musk.


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