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Trump sobe o tom após condenação e lança vídeo da 'batalha final'

Como o capitão do Titanic diante do iceberg, o ex-presidente e atual candidato à presidência Donald Trump resolveu pagar para ver e subiu o tom após ser considerado culpado em 34 crimes de que é acusado.

Pouco após o veredito do júri, Trump já havia manifestado seu desagrado numa rápida coletiva, quando ofendeu juiz, promotor e acusou o presidente Joe Biden de usar o julgamento politicamente para prejudicá-lo na corrida presidencial.

Só não explicou o que Biden tem a ver com a atriz pornô Stormy Daniels que acusou Donald Trump de ter pagado US$ 130 mil por seu silêncio em 2016, para que ela não revelasse que os dois tiveram relacionamento sexual extraconjugal.

Não explicou também o que Joe Biden tem a ver com o ex-advogado de Trump Michael Cohen que foi o intermediário do "cala boca" milionário.

Tampouco explicou o que Biden tem a ver com a verba do suborno ser declarada como despesa maquiada da campanha de Trump em 2016. Nem com os 34 documentos essenciais ao processo: 11 notas fiscais, 12 comprovantes de pagamento e 11 cheques. Para cada um deles, Trump foi acusado, e agora declarado culpado, de um crime.

Não satisfeito, Trump publicou em sua rede social um vídeo raivoso, pré gravado, direcionado a seus fanáticos eleitores, com ameaça de vingança:

 

The final battle with you at my side we will demolish the deep state we will expel the warmongers from our government we will drive out the globalists we will cast out the communists, Marxists and fascists we will throw off the sick political class that hates our country we will route the fake news media and we will liberate America from these villains once and for all 

[A batalha final com você ao meu lado, demoliremos o estado profundo, expulsaremos os fomentadores da guerra do nosso governo, expulsaremos os globalistas, expulsaremos os comunistas, marxistas e fascistas, expulsaremos a classe política doente que odeia o nosso país, acabaremos com a mídia de notícias falsas e libertaremos a América desses vilões de uma vez por todas]

 

 

O juiz do caso, Juan Merchan, atacado por Trump antes, durante e após a decisão do júri, ainda vai determinar a pena. A sentença deve sair em 11 de julho. Na pior das hipóteses, Trump pode pegar 4 anos de prisão. Tudo vai depender da boa vontade do juiz, que, definitivamente, Trump não está conquistando. 

O juiz é considerado linha dura e chegou a ameaçar Trump de prisão durante o julgamento. 

Provocando-o, talvez Trump deseje uma condenação à prisão para se vitimar ainda mais e colocar mais dramaticidade numa campanha que pode, em última instância, implodir o sistema democrático dos Estados Unidos.

Absurdo? Bem, muitos consideravam absurda a eleição de Trump em 2016, que ela nunca aconteceria. 

Assim como no Brasil com Bolsonaro.

Os outsiders esticam a corda para ver até onde o sistema aguenta. Um dia pode não aguentar.



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Justiça britânica nega apelação de Assange. Agora, Biden vai decidir se ele morre em Londres ou nos EUA por denunciar crimes de guerra

A justiça britânica negou recurso da defesa de Assange e agora a extradição do fundador do WikiLeaks está, ao menos em tese, nas mãos da secretária de Estado Priti Patel.

É em tese porque seja qual for a decisão dela, cabe recurso e o padecimento de Assange por haver denunciado crimes de guerra dos EUA e aliados (Reino Unido à frente) vai prosseguir.

Na realidade, os Estados Unidos têm o controle da situação. Poderiam libertar Assange, se quisessem. Mas não querem. Pelo contrário, querem que Assange sirva de exemplo do que pode acontecer a todos aqueles que denunciem crimes de guerra dos Estados Unidos.

Está nas mãos de Biden (atual presidente) o destino de Assange: ou ele apodrece na cadeia de Belmarsh, em Londres, ou em uma dos Estados Unidos. 

Se for interessante mantê-lo sofrendo longe das vistas do povo dos EUA, ele ficará mofando na cadeia de Londres, vítima de recursos e mais recursos.

Caso contrário, Assange será extraditado e exibido como troféu de guerra nos EUA. 

É bom lembrar que tudo isso acontece sem que Assange tenha cometido crime algum, a não ser denunciar os crimes de guerra, através do WikiLeaks. Graças a isso, está sem liberdade, de um modo ou de outro, há mais de dez anos.

Assista agora a um dos crimes denunciados por Assange:


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Os abutres têm sede. FMI diz estar pronto para 'ajudar' a Ucrânia com 1,4 bilhão de dólares

Ontem foi o presidente dos EUA, Joe Biden, que mandou "auxílio emergencial" (eufemismo para armas e munições fabricadas pelos EUA, que a Ucrânia terá que pagar mais tarde, é claro) à Ucrânia.

Hoje é dia do famigerado Fundo Monetário Internacional (FMI), aquele que chupa até os ossos dos desesperados (como o Brasil sofreu na pele aqui, até que Lula liquidasse a dívida), que se lançou à caça do sangue ucraniano:

KYIV. 27 de fevereiro (Interfax) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) está pronto para fornecer cerca de SDR 1 bilhão, ou cerca de US$ 1,4 bilhão, por meio do Instrumento de Financiamento Rápido (RFI), disse o chefe do Banco Nacional Ucraniano, Kyrylo Shevchenko. [Fonte]

Não basta aos ucranianos sofrerem o ataque russo. Têm que pagar por ele. Porque os abutres têm sede de sangue.

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Biden joga gasolina na fogueira: 250 milhões de dólares em assistência militar para a Ucrânia


A informação é da Agência Italiana de Notícias, ANSA [imagem]. O presidente dos EUA Joe Biden publicou um memorando no qual "ele delega ao Secretário de Estado a prestação de assistência militar imediata à Ucrânia".

São 250milhões de dólares, e nós sabemos o que se esconde sob o eufemismo de "assistência militar"...

Os senhores da guerra, que vivem para sustentar sua altamente lucrativa indústria bélica, que se alimenta de guerras pelo mundo, usa o povo ucraniano de bucha de canhão, ante a desproporcionalidade de forças entre o poderio da Ucrânia e o da Rússia.

Enquanto até o Talibã prega diálogo (confira aqui em Talibã pede moderação no conflito na Ucrânia e 'que resolvam a crise através do diálogo e de meios pacíficos'), os Estados Unidos querem fustigar a Rússia e vender a guerra.

Confira na imagem a seguir a lista dos países atacados pelos Estados Unidos, a partir de 1950.


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O que está em jogo na questão da Ucrânia, com informação que você não vê na mídia corporativa


Muita ameaça, muita conversa, tanques de guerra, mísseis, declarações de líderes, Putin de um lado, Biden de outro. Mas, afinal, qual é a questão que está gerando essa possível guerra na Ucrânia?

Do professor de pós-graduação em Economia Política Internacional da UFRJ José Luís Fiori, originalmente no Outras Palavras:

Título original: A crise da Ucrânia e o acordo entre Rússia e China

Já não existe mais um único “critério ético”, tampouco existe mais um único juiz com poder para arbitrar todos os conflitos internacionais, com base na sua própria “tábua de valores”. E já não é mais possível expulsar os “novos pecadores” do “paraíso” inventado pelos europeus, como aconteceu com os lendários Adão e Eva. Como essa supremacia acabou, talvez seja possível, ou mesmo necessário, que o Ocidente aprenda a respeitar e conviver de forma pacífica com a “verdade” e com os “valores’ de outras civilizações.

J. L. Fiori. O mito do pecado original, o ceticismo ético e o desafio da paz. In: ______. (Org.). Sobre a Paz. Petrópolis: Editora Vozes, 2021, p. 464.

Dois acontecimentos sacudiram o cenário mundial neste início de 2022: o primeiro foi o ultimatum russo, lançado em meados de dezembro de 2021 e dirigido aos EUA, à OTAN e aos países-membros da União Europeia, exigindo o recuo imediato da OTAN na Ucrânia, e propondo uma revisão completa do “mapa militar” da Europa Central, definido pelos Estados Unidos e seus aliados da Aliança Atlântica após a vitória na Guerra Fria. O segundo foi a “declaração conjunta” da Federação Russa e da República da China, no dia 7 de fevereiro de 2022, propondo uma “refundação” da ordem mundial estabelecida depois da Segunda Guerra Mundial e aprofundada depois da vitória dos EUA e de seus aliados na Guerra do Golfo em 1991 [leia aqui, em inglês]. Os dois documentos propõem uma “revisão” do status quo internacional, mas o primeiro contém objetivos e exigências imediatas e localizadas, enquanto o segundo apresenta uma verdadeira proposta de “refundação” do sistema interestatal “inventado” pelos europeus. Ambos, no entanto, estão apontando neste momento para uma reconfiguração profunda do sistema internacional.

No caso do “ultimato russo”, a questão imediata que está em jogo é a incorporação da Ucrânia pela OTAN, mas o verdadeiro problema de fundo é a exigência russa de revisão das “perdas” que lhe foram impostas depois da dissolução da União Soviética 

1. Depois de 1991, a Rússia perdeu 5 milhões de quilômetros quadrados e 140 milhões de habitantes, mas agora se propõe a reduzir essas perdas expandindo sua influência no seu entorno estratégico e afastando a ameaça ao seu território, por parte da OTAN e dos Estados Unidos. Esse ultimatum era perfeitamente previsível e veio sendo anunciado há muito tempo, pelo menos desde a “Guerra da Geórgia”, em 2008 

2. A grande novidade agora é que a proposta revisionista dos russos deverá avançar sem guerra, através de um jogo de xadrez extremamente complexo, no qual se acumulam as ameaças militares e econômicas, mas não deverá haver um enfrentamento direto, apesar da propaganda e da histeria psicológica provocada pelos anúncios sucessivos da “invasão que não houve”, sobretudo da parte dos Estados Unidos e da Inglaterra. A Rússia obteve uma vitória imediata ao conseguir colocar todos os demais atores envolvidos em torno de uma mesa para discutir os termos da sua proposta. E o mais provável é que os seus principais pleitos sejam atendidos, sem invasão nem guerra. Além disso, nas discussões evidenciaram-se a divisão entre as potências ocidentais e a falta de iniciativa e liderança da parte do governo norte-americano, que se restringiu a repetir a mesma ameaça de sempre, de que imporia novas sanções econômicas aos russos caso ocorresse a invasão que foi reiteradamente negada pelos próprios russos, enquanto a iniciativa diplomática passava quase inteiramente para as mãos dos europeus. Os Estados Unidos não receberam o apoio que esperavam de seus velhos aliados do Oriente Médio (nem mesmo de Israel), da Ásia (nem mesmo da Índia), e mesmo da América Latina (nem mesmo do Brasil). E o que é pior, para os anglo-saxões, tudo indica que a Alemanha terá um papel fundamental na intermediação diplomática do conflito, o que envolveria uma reaproximação entre os alemães e os russos, com a liberação imediata do Gasoduto do Báltico que sempre teve a oposição dos norte-americanos. Afora o fato que um eventual sucesso diplomático alemão neste conflito daria à Alemanha uma centralidade geopolítica dentro da Europa que aceleraria o declínio da influência dos Estados Unidos entre seus aliados europeus. Neste sentido, um acordo diplomático “intra-europeu” seria também uma derrota para os Estados Unidos, mas ao mesmo tempo é impossível imaginar que um acordo deste tipo possa ter sucesso sem o apoio dos próprios Estados Unidos e da Otan que é na prática um “braço armado norte-americano”.

Já no caso do documento apresentado à “comunidade internacional” pela Rússia e pela China, no dia 7 de fevereiro recém-passado, as reivindicações específicas e locais dos dois países são bem conhecidas e não têm maior importância neste contexto. A importância do documento vai muito além disto, porque se trata de fato de uma verdadeira “carta de princípios” proposta à apreciação de todos os povos do mundo, contendo algumas ideias e conceitos fundamentais para uma “refundação” do sistema internacional criado pelos europeus há quatro séculos. É um documento que requer leitura atenta e uma reflexão séria, sobretudo neste momento de desestruturação do “bloco ocidental” e de divisão e fragilização interna dos próprios Estados Unidos.

O primeiro aspecto que chama atenção nesse documento aparentemente insólito é sua defesa de alguns valores muito caros ao “sistema de Westfália”, como é o caso de sua defesa intransigente da soberania nacional, e do direito de cada povo decidir seu próprio destino, desde que respeitado o mesmo direito de todos os demais povos. Ao mesmo tempo, o documento defende também algumas das ideias mais destacadas do “liberal-internacionalismo” contemporâneo, como é o caso da sua defesa de uma ordem internacional baseada em leis, do seu entusiasmo pela globalização econômica e o multilateralismo, por sua defesa da “causa climática” e do desenvolvimento sustentável, e seu apoio irrestrito à cooperação internacional no campo da saúde, da infraestrutura, do desenvolvimento científico e tecnológico, do uso pacífico do espaço e do combate ao terrorismo. De um ponto de vista acadêmico e ocidental, aliás, esse “documento russo-chinês” lembra muitas vezes o idealismo internacionalista de um Woodrow Wilson, tanto quanto lembra, em outros momentos, o idealismo nacionalista de um Charles de Gaulle.

Mas a surpreendente originalidade desse documento aumenta ainda mais com sua defesa universal e irrestrita de valores como a liberdade, a igualdade, a justiça, os direitos humanos e a democracia. Sobretudo quando assume a defesa da democracia como um valor universal, e não como privilégio de algum povo em particular ou responsabilidade conjunta de toda a comunidade internacional, com o reconhecimento simultâneo de que não existe apenas uma forma de democracia, nem nenhum “povo escolhido” que possa ou deva impor aos demais algum modelo superior de democracia, como se fosse uma “verdade revelada” por Deus. E é neste ponto que se explicita a proposta verdadeiramente revolucionária desse documento: que se aceite de uma vez por todas que, pelo menos desde o final do século XX, o sistema interestatal não é mais um monopólio dos europeus e de algumas de suas ex-colônias, uma vez que ele está formado agora por várias culturas e civilizações, e que nenhuma delas é superior às demais, nem muito menos possui o monopólio da verdade e da moralidade3. Ou seja, esta proposta eurasiana de uma nova ordem mundial rejeita qualquer tipo de “universalismo expansivo” ou “catequético”, mas aceita ao mesmo tempo a existência de valores universais4.

Não haveria nada de original em tudo isso se tais ideias fizessem parte de um texto acadêmico ou de uma reflexão filosófica pós-moderna, por exemplo. O que faz a diferença nesse documento não é seu multiculturalismo; é o fato de que este multiculturalismo aparece aqui como uma reivindicação e uma proposta universal apresentada e sustentada pela segunda maior potência atômica do mundo, e pela segunda maior economia de mercado do mundo. Mais ainda, que seja uma proposta sustentada por uma potência que faz parte da árvore genealógica da civilização ocidental e, ao mesmo tempo, por uma potência e uma civilização que não pertence a esta mesma matriz, nem teve jamais nenhum tipo de vocação catequética. Sim, porque a China se desfez do seu Império milenar e só se transformou num Estado nacional no início do século XX; e foi só no final do século XX que ela se integrou plenamente ao sistema interestatal, incorporando-se à economia capitalista mundial numa velocidade e um sucesso extraordinários. Desde então, o Estado nacional chinês se comporta como todos os demais Estados europeus, mas a China nunca teve nenhum tipo de religião oficial, e nunca se propôs ser um modelo econômico, político ou ético universal – e por isso também nunca se propôs a catequizar o resto do mundo. Pelo contrário, a China parece fazer questão de se relacionar com todos os povos do mundo independentemente de regimes políticos, religiões ou ideologias, mesmo quando seja absolutamente inflexível com relação à defesa nacional de seus valores tradicionais e interesses de sua civilização milenar.

Por isso, se for o caso de especular sobre o futuro desta “nova era” que está nascendo, é preciso ter claro que a China não está se propondo a substituir os Estados Unidos como centro articulador de algum tipo de novo “projeto ético universal”. Tudo indica que o avanço desta nova “era multicivilizacional” já não tem como ser revertido, nem há mais como devolver o sistema mundial à sua situação anterior, de completa supremacia eurocêntrica. “E mesmo que o eixo do sistema mundial ainda não tenha se deslocado inteiramente para a Ásia, o certo é que já se estabeleceu um novo ‘balanço de poder’ que deslocou a hegemonia anterior, do projeto universal e do ‘expansionismo catequético’ da tradição greco-romana e judaico-cristã”5.


1 O Abade de Saint Pierre (1658-1743), filósofo e diplomata francês do início do século XVIII foi o primeiro a formular a tese que depois foi retomada por vários outros autores, de que uma das principais causas das novas guerras é o desejo de reparação ou “revanche” dos derrotados das guerras anteriores, na sua obra Projeto para tornar perpétua a paz na Europa (Brasília: Ed. UnB, 2003).

2 Fiori, J. L. Guerra e paz. Jornal Valor Econômico, São Paulo, 28 ago. 2008

3 “Some actors representing but the minority on the international scale continue to advocate unilateral approaches to addressing international issues and resort to force, they interfere in the internal affairs of their states, infringing their legitimate rights and interests…” (Joint Statement of the Russian Federation. And the People’s Republic of China”, en.kremlin.ru/supplement /5770, p. 1).

4 “The sides call on all States to pursue well-being for all and with these ends, to build dialogue and mutual trust , strengthen mutual understanding champion such universal human values as peace, development, equality, justice, democracy and freedom, respect the rights of peoples to independently determine the development paths of their countries and the sovereignty and the security and development interests of States, to protect the United Nations-driven international

5 Fiori, J. L. A Pax Romana: conquista, império e projeto universal. In: ______. (Org.) Sobre a Paz. Petrópolis: Editora Vozes, 2021, p. 131.

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Não há golpe militar no Brasil sem o apoio dos EUA. E hoje eles não apoiam. Pelo contrário


Bolsonaro apostou suas fichas no cavalo errado - mais uma vez. Torceu e fez campanha escancarada para Trump, sob comando de seu filho Eduardo, que é quem faz a cabeça do pai, que não vai além do leite Moça no pão no café da manhã.
 
Pior ainda. Biden já eleito, Bolsonaro foi dos últimos a reconhecer sua vitória, endossou suspeita de roubo nas eleições, e só enviou fria nota de reconhecimento da vitória de Biden quando praticamente o mundo tudo já o havia feito.

Além disso, para se destacar sobre Trump, um dos fatores que mais atraiu apoiadores para Biden foi a questão ambiental. Em relação ao Brasil, especialmente a Amazônia.

A política de Bolsonaro bate de frente com a de Biden. Entre seus apoiadores, Bolsonaro conta com madeireiros e garimpeiros ilegais - sendo ele mesmo, Bolsonaro, um garimpeiro frustrado na época do Exército.

Numa comparação histórica, Biden está para Bolsonaro como Jimmy Carter, com sua política de direitos humanos,  esteve para a ditadura brasileira. Sem apoio direto dos EUA, a ditadura naquela época começou a ruir

E se os Estados Unidos não apoiam, nossos militares também não o farão, pois são absolutamente dependentes, para não dizer submissos, ao gigante do Norte. 




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Para deter o número de mortes e vacinar a população tem que fazer como os EUA - trocar de presidente


Enquanto Bolsonaro for presidente do Brasil não há chance de o Brasil controlar a pandemia, simplesmente porque Bolsonaro trabalha diariamente a favor dela. E, querendo ou não, gostando ou não, ele é o presidente e grande parte do povão ouve e acredita no que o presidente diz, afinal, ele é o chefe da nação. 
 
Com Trump, os Estados Unidos bateram o recorde de 4470 mortes em um dia, 12 de janeiro de 2021. Biden assumiu em 21 de janeiro e a realidade mudou. Hoje, dois meses depois, a média é de 1200, mas esta semana teve dia de pouco mais de 800. E caindo.
 
Enquanto o negacionista Trump (guru de Bolsonaro) desprezava a COVID, relutou em comprar vacinas, defendia cloroquina e se vacinou longe dos olhos do público, Biden fez questão de mostrar ao povo dos EUA que estava se vacinando.
 
Hoje, os Estados Unidos são o país que mais vacina no planeta.
Para aumentar o número de doses aplicadas por dia, de 435 mil para 1 milhão, o plano de Biden era aumentar os locais de vacinação, contratar 100 mil profissionais de saúde, investir em pessoal e fortalecer os departamentos estaduais e municipais de saúde.

O país tem quase o dobro de doses administradas em relação ao segundo lugar, a China (65 milhões), e é o 10º no ranking proporcional de vacinação em relação à população (mais de 34 doses a cada 100 habitantes).

Segundo a Bloomberg, que tem um serviço para rastrear a aplicação de vacinas contra a Covid-19 em todo o mundo, os EUA já imunizaram mais de 17% da população e, no ritmo atual, devem atingir 75% da população vacinada em 5 meses.[G1]


Se conseguir, antes do 4 de julho, dia nacional dos EUA, o país terá conseguido a chamada imunidade de rebanho, que ocorre quando mais de 70% da população está vacinada.

Para ver o tamanho de nosso atraso, nós aqui ainda nem trocamos o presidente.




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Na falta de uma liderança internacional, Lula vira presidente de fato e negocia com Rússia, China e EUA vacinas para o Brasil


Na política não há espaço vazio. Enquanto Bolsonaro só se preocupa em livrar a própria cara e a dos filhos dos inquéritos e investigações do esquema de corrupção conhecido como rachadinha e em conseguir na Justiça comemorar o golpe militar de 1964, Lula negocia com líderes mundiais o envio de vacinas ao Brasil.
 Há três meses o ex-presidente Lula teve um encontro com Kirill Dmitriev, diretor do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF) que financiou o desenvolvimento da Sputnik V, segundo a colunista Bela Megale, do jornal O Globo.
 Além disso, o encontro de Lula com Dmitriev contou com a interlocução do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que incentivou a reunião.
 Além das tratativas com o fundo russo, Lula e a ex-presidenta Dilma fizeram contato com o governo da China. Em carta enviada ao presidente chinês, Xi Jinping, elogiaram a condução da pandemia no país e criticaram o negacionismo e “incivilidade” de Jair Bolsonaro.“Consideramos oportuna essa mensagem, como forma de manifestar a nossa certeza de que a antiga e sólida amizade entre os nossos povos não será abalada pelo presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e seu governo”, escreveram Lula e Dilma ao governo da China. [Fonte]
Mais recentemente, Lula deu uma entrevista a uma das mais famosas jornalistas do mundo, Christiane Amanpour, que adiantou em seu Twitter uma informação do presidente. 
 
Segundo Amanpour, Lula disse que está pedindo ao presidente Biden que convoque uma reunião do G20 para garantir a distribuição adequada da vacina em todo o mundo: “Vacina, vacina, vacina!” Ele [Lula] acrescenta: “Eu não poderia pedir isso [de] Trump, mas Biden é um sopro de democracia no mundo”.
 
A entrevista vai ao ar hoje.
 
Enquanto isso, Bolsonaro faz do Brasil o pior local do mundo disparado na pandemia, com 3 mil mortes diárias e subindo, caos econômico, miséria, enquanto ele vai poder bater tambor e brincar de marcha soldado no dia 31 de março (o certo é dia da mentira, 1 de abril) para comemorar o golpe que além de matar e torturar, entregou ao país a maior inflação da época e a maior dívida externa do mundo, segundo o jornalista Elio Gaspari, em seu Livro a Ditadura Acabada [imagem abaixo], que teve como fontes o ditador Geisel e o bruxo da ditadura, general Golbery.
 
Mas é bom Bolsonaro saber que Biden não tem boa avaliação da ditadura. Quando de sua visita ao Brasil em 2014 ele entregou documentos à presidenta Dilma confirmando tortura e desaparecimentos políticos:
Em 17 de junho de 2014, Biden, o então vice-presidente na gestão Barack Obama, desembarcou em Brasília com um objeto especial na bagagem: um HD com 43 documentos produzidos por autoridades americanas entre os anos de 1967 e 1977. A partir de informações passadas não só por vítimas, mas por informantes dentro das Forças Armadas e dos serviços de repressão, os relatórios americanos detalhavam informações sobre censura, tortura e assassinatos cometidos pelo regime militar do Brasil. 
"Estou feliz de anunciar que os Estados Unidos iniciaram um projeto especial para desclassificar e compartilhar com a Comissão Nacional da Verdade documentos que podem lançar luz sobre essa ditadura de 21 anos, o que é, obviamente, de grande interesse da presidente", afirmou Biden, sorridente, ao lado de Dilma. [BBC]

#ForaBolsonaro. Deixe quem pode, quer e sabe trabalhar para o Brasil cuidar do país.



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Como Trump, Departamento de Justiça de Biden pede que o Tribunal Britânico reveja sentença e aprove a extradição de Julian Assange


O governo do presidente Biden ignorou as manifestações de grupo de defensores das liberdades civis e dos direitos humanos e apelou ontem contra a sentença da juíza britânica que negou a extradição de Julian Assange aos Estados Unidos.

Com isso, o governo Biden sinalizou que continua com a tentativa de seu antecessor de processar Julian Assange, o fundador do WikiLeaks. 
 
Uma porta-voz do Crown Prosecution Office disse hoje que o governo dos EUA protocolou a petição ontem, quinta-feira. Os termos da apelação não foram divulgados, porque os registros no tribunal britânico, ao contrário dos Estados Unidos, não são públicos por padrão. 
 
Marc Raimondi, porta-voz do Departamento de Justiça, disse que o governo estadunidense não tinha permissão para distribuí-lo, mas confirmou seu pedido. 
"Continuamos buscando a extradição", disse ele. [Fonte: The New York Times]
 #FreeAssangeNow



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Grupos em defesa da liberdade civil e dos direitos humanos pedem a Biden que retire o pedido de extradição de Assange. Prazo final é amanhã, 12


Um grupo de defensores das liberdades civis e dos direitos humanos enviou uma carta ao Departamento de Justiça de Biden solicitando que o governo dos Estados Unidos abra mão do pedido de extradição de Julian Assange.
 
Em janeiro, o Reino Unido negou o pedido de extradição, mas o governo dos Estados Unidos fez uma petição inicial recorrendo da decisão e tem até amanhã, dia 12, para fundamentar oficialmente seu pedido.
 
É isso que esses grupos querem que o governo Biden não faça, ou seja, que não recorra e aceite a decisão que negou a extradição de Assange.
“A acusação ao Sr. Assange ameaça a liberdade de imprensa porque grande parte da conduta descrita na acusação é uma conduta que os jornalistas praticam rotineiramente - e que devem se envolver para fazer o trabalho que o público precisa que eles façam”, disse a carta, acrescentando: “As organizações noticiosas publicam frequente e necessariamente informações classificadas [como reservadas ou secretas] para informar o público de assuntos de profundo interesse público.”

A Fundação para a Liberdade de Imprensa organizou a carta. Outros signatários - cerca de duas dúzias de grupos - incluíram a American Civil Liberties Union, a Amnistia Internacional dos EUA, o Center for Constitutional Rights, o Committee to Protect Journalists, Demand Progress, a Electronic Frontier Foundation, Human Rights Watch, o Knight First Amendment Institute em Columbia Universidade, Projeto de Fiscalização do Governo e Repórteres sem Fronteiras.

“A maioria das acusações contra Assange diz respeito a atividades que não são diferentes daquelas usadas por jornalistas investigativos em todo o mundo todos os dias”, disse Kenneth Roth, diretor executivo da Human Rights Watch, em um comunicado separado. “O presidente Biden deve evitar abrir um precedente terrível ao criminalizar as ferramentas-chave do jornalismo independente, essenciais para uma democracia saudável.” [New York Times]

#FreeAssangeNow



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Juíza nega fiança e mantém Assange preso. Agora, só Biden pode livrá-lo de morrer na prisão


A juíza Vanessa Baraitser negou nesta manhã em Londres a liberdade sob fiança ao líder do WikiLeaks Julian Assange e mandou-o de volta ao presídio de segurança máxima de Bekmarsh, onde deverá aguardar julgamento de recursos dos Estados Unidos.
 
A manobra de manter Assange na prisão em Londres sem extraditá-lo foi a solução salomônica dos governos dos EUA e Reino Unido, já que a extradição poderia causar problemas ao novo governo Biden, caso Assange conseguisse se matar na prisão, como temem os psiquiatras que o examinam em Belmarsh.
 
Como afirmei aqui no domingo, o objetivo é ficar numa guerra de recursos, enquanto Assange apodrece na cadeia, em condições quase tão desumanas como as que encontraria nos EUA. Recentemente, um preso da mesma ala de Assange se matou.
 
A juíza Baraitser alegou que Assange poderia fugir, porque o julgamento da extradição ainda não está encerrado.
 
A defesa de Assange negou que ele tivesse o intento da fuga e alegou que ele preferiria ficar ali com a mulher e as duas filhas. Sem sucesso.
 
Assange já voltou para a cela, onde fica trancado por 20 horas, enfrentando temperatura de 0º pela madrugada e em meio ao recrudescimento da COVID no Reino Unido, que entrou em lockdown pelo descontrole sobre a pandemia.
 
Querem transformar Assange em exemplo, para que ninguém jamais ouse novamente denunciar os crimes de guerra dos Estados Unidos.
 
Só o presidente eleito Joe Biden pode parar com esse jogo de cartas marcadas, se ao assumir a presidência encerrar o pedido de extradição de Assange.
 
Mas, provavelmente, Biden vai deixar o tempo correr... Ainda mais que, morrendo em Londres, retira o ônus da morte de suas costas.
 
Por isso é fundamental a campanha pela libertação imediata de Assange. 
 
Divulgar crimes de guerra não é crime. Crime é cometê-los.
 
#FreeAssange




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Possível derrota de Trump é interessante ao Brasil por ao menos dois motivos


O primeiro e mais evidente é o enfraquecimento de Bolsonaro e sua turma de fanáticos trumpistas, defensores da terra plana, do movimento antivacina etc.
 
Não é que Biden seja melhor do que Trump. É menos pior, principalmente porque não tem, como Trump lá e Bolsonaro aqui, que jogar para sua horda de direitistas tacanhos, gente que ainda fala em anticomunismo, terraplanismo etc.
 
Biden vai seguir defendendo os interesses dos Estados Unidos e estará ao lado de Bolsonaro no combate à tecnologia 5G da China, mas certamente punirá o país se continuarmos com o tratamento dado até aqui à Amazônia, com queimadas, invasões de terras indígenas...
 
Pária internacional, sem o apoio direto dos EUA Bolsonaro murcha, como ocorreu com a ditadura militar após a eleição do democrata Jimmy Carter à presidência dos EUA, em 1976.
 
Vai ser difícil manter no governos o ministro Ricardo Salles e o chanceler Ernesto Araújo, queridos de Bolsonaro e bolsomínions, que terão suas cabeças lançadas ao mar nos EUA sob Biden.
 
O segundo motivo que pode ser um bom sinal para os brasileiros é de que o submundo das redes sociais, tão bem explorado por Trump e Bolsonaro, já não terá mais o poder de manipular que teve em eleições passadas.
 
Trump está bem atrás em todas as pesquisas e apenas um movimento trabalhado na deep web, até o momento ainda não detectado, poderá fazer com que ele surpreenda o mundo com uma votação muito maior do que apontam todas as pesquisas.
 
Para isso também valerá a eleição de Biden no Brasil, mas também nossas eleições municipais, que mostrarão a quantas anda a turma das redes bolsonaristas, que continua muito forte por aqui. As eleições podem dizer o quanto.

É aguardar para ver o que a eleição nos EUA nos dirá. E as do dia 15 por aqui também.



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Dedo podre de Bolsonaro ataca novamente e é pedido o impeachment de Trump nos Estados Unidos


Trump cumprimenta Bolsonaro na ONU

Pedido de impeachment de Trump foi após aperto de mão com Bolsonaro


Eles mal se cumprimentaram. Bolsonaro ficou uma hora esperando pelo presidente dos EUA Donald Trump, mas ele só deu uma passadinha de 17 segundos, cumprimentou Bolsonaro e saiu.



Mas foi o bastante para o dedo podre de Bolsonaro vitimar mais um. Quase concomitantemente, foi pedido o inicio do processo de impeachment de Trump nos EUA.

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a democrata Nancy Pelosi, anunciou nesta terça-feira (24) a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Donald Trump. 
O republicano será investigado devido a um telefonema, em julho, no qual ele teria pressionado o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a investigar o filho de um de seus principais adversários, o democrata Joe Biden.
Hunter, filho do pré-candidato à Presidência e possível rival de Trump em 2020, é integrante do ​conselho de uma empresa de gás ucraniana.
"Isto é uma quebra da Constituição americana", afirmou Pelosi ao anunciar a abertura do processo. "O presidente precisa ser responsabilizado. Ninguém está acima da lei", disse ela após um encontro com a bancada democrata, que tem maioria na Câmara. [Folha]

Se Trump vier a ser impichado, como fica todo o puxassaquismo e subserviência dos Bolsonaro e generais brasileiros?

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