Mostrando postagens com marcador auxílio emergencial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador auxílio emergencial. Mostrar todas as postagens

Lula vai manter o Auxílio de R$600 que Bolsonaro quer que dure somente até dezembro

Numa entrevista ao Correio Braziliense, o presidente Lula garantiu a continuidade do Auxílio Emergencial de R$600 em seu futuro governo, que pelo decreto de Bolsonaro tem validade apenas até dezembro deste ano, numa manobra claramente eleitoreira.

Questionado se manteria o Auxílio, Lula disse que a defesa desse Auxílio de R$600 é uma bandeira do PT, que Bolsonaro sempre foi contrário, e usa agora apenas para tentar se recuperar nas pesquisas.

Lula: - Eu quero manter [o Auxílio]. O PT queria que o Auxílio fosse de R$ 600 já em 2020. Bolsonaro que fez uma coisa engraçada: criou uma série de benefícios em período eleitoral que duram até dezembro. Depois disso, vale a palavra do Bolsonaro, que não vale nada, como o mundo sabe, porque todo mundo sabe que ele é um mentiroso.

Na mesma entrevista, Lula respondeu aos que dizem que ele não foi inocentado nem fez mea-culpa sobre os escândalos de corrupção.

Lula: - Quem diz que eu não fui inocentado é alguém desesperado, que não tem a grandeza de admitir que me acusou injustamente, depois de termos provado a abertura de processos completamente forjados e parciais contra mim, como disseram meus advogados desde a primeira defesa que apresentaram, ainda em 2016. Eu venci em mais de duas dezenas de casos na Justiça. Juristas de renome internacional, da Alemanha, dos Estados Unidos, da Itália, da Argentina, ficaram chocados com o absurdo da minha condenação por "atos indeterminados", quando leram a sentença do Moro. Fui absolvido na Justiça em Brasília da acusação de envolvimento em desvios na Petrobras e em outras empresas públicas, por meio de decisão definitiva. Nem os procuradores de Brasília recorreram da sentença que falava que as acusações tinham objetivos políticos. Eu fui o político mais investigado do país, e não acharam nada contra mim. Mas, depois de tantas e tantas mentiras contra mim e minha família, tem gente que não quer dar o braço a torcer.

A denúncia do tal "petrolão" foi recusada pela Justiça de Brasília. Pessoas foram condenadas no mensalão por um voto, que deve ter sido escrito pelo Moro, que admitia que não tinha provas contra mim. A Lava Jato de Curitiba soltou executivos de empresas e diretores da Petrobras que eles descobriram que roubavam desde os tempos do PSDB, em troca de um bando de mentiras em delações. E destruíram as empresas, destruíram projetos de desenvolvimento, destruíram empregos. Os delatores foram soltos com parte do dinheiro, não tem nenhum mais preso, e milhões de trabalhadores honestos das empresas ficaram desempregados. Os adversários mais ferrenhos apostam nisso porque não sobrou mais nada para dizer, depois do desastre deles na economia, na educação e, inclusive, no combate à corrupção. Na época dos governos do PT, foram feitas as principais leis de combate à corrupção e também foi feita a Lei da Transparência. Hoje, com Bolsonaro, tudo é sigilo de 100 anos.

O Blog do Mello é e vai continuar a ser de livre acesso a todos, e sem propaganda, se quem puder e o achar relevante apoiá-lo com uma assinatura. A partir de R$10

Assine o Blog do Mello



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Recentes:


Auxílio de R$400 de Bolsonaro fulmina Terceira Via e bota esquerda numa sinuca de bico


Por que o auxílio emergencial de R$400 do governo fulmina a Terceira Via eu já comentei aqui ontem. Se ele já está disparado na frente dos terceiraviistas, com o aumento de sua aprovação popular com o auxílio a Terceira Via é enterrada de vez, morre sem desabrochar.
 
Mas não é só o pessoal da Terceira Via que é atingido pelo auxílio. A esquerda também fica numa sinuca de bico.
 
Embora tenha sido a esquerda quem defendeu o auxílio ao longo do tempo, e, frise-se, contra o desejo de Bolsonaro e Guedes (que odeiam pobre e agora só se curvam porque a reeleição está indo para o beleléu), o auxílio agora coloca dois cenários à sua frente.
 
Não pode ser contra o auxílio, porque sempre o defendeu. Só resta reclamar que é pouco e voltar a clamar pelos R$600.
 
De uma forma ou de outra, quem fatura é Bolsonaro. Se muito com R$400, imagine com R$600. Imagine ainda se o auxílio for estendido a mais gente, como no ano passado.
 
Tudo isso vai ser ótimo para Bolsonaro. Ainda mais se o auxílio for pra mais gente e com valor maior. Isso aumenta seu poder de voto. Com dois gols a mais: Se perder a eleição (o que deve acontecer mesmo com o auxílio, mas a eleição de Lula fica mais difícil), o problema do rombo do teto vai explodir no colo de Lula, presidente a partir de 2023.
 
Se o pior acontecer e Bolsonaro, apesar de todos os seus crimes, for reeleito, ele vai à TV e diz que o país está ingovernável com o rombo causado pela "esquerda irresponsável" (que defendeu o auxílio) e que a única saída para o Brasil é privatizar tudo, a começar pela Caixa, Banco do Brasil e Petrobras. 
 
Essa a sinuca de bico.





Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos



Recentes:


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Rachadinha com auxílio emergencial financiou campanha de Carlos Bolsonaro


Se tem coisa que a família Bolsonaro gosta é de um rachuncho com dinheiro público. Além das graves acusações contra Flávio e Jair Bolsonaro de se beneficiarem do esquema de rachadinhas na Câmara e do uso de esquema semelhante por Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal do Rio, há agora a informação de que a campanha a vereador do Carluxo, como é conhecido Carlos Bolsonaro, teria recebido doações de 63 pessoas que recebiam o auxílio emergencial, distribuído durante a pandemia a pessoas que teoricamente estariam atravessando dificuldades financeiras, portanto, sem condições de fazer doações a políticos. 
A campanha do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, recebeu doação de 63 beneficiários do auxílio emergencial do governo federal.

O valor total entregue por esse grupo, por meio de um site de financiamento coletivo, foi de R$ 2.836, parcela pequena do total de R$ 110 mil gastos pelo filho de Jair Bolsonaro.

Defesa do vereador disse que não teria como verificar se doador é ou não beneficiário do programa. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio aprovou as contas do vereador. [UOL]
Não se sabe de outros políticos que tenham se beneficiado dessa rachadinha entre os recebedores do auxílio, mas essa seria apenas mais uma das incríveis coincidências que cercam a família Bolsonaro, como o assassino de Marielle ser vizinho de condomínio do presidente, vários milicianos terem parentes contratados pela família para a prática da rachadinha, os R$89 mil depositados por Queiroz e esposa na conta da mulher de Jair Bolsonaro, Michele, Queiroz ser encontrado no sitio do advogado da família Bolsonaro etc.
 
Tudo coincidência. Ou prática de crimes continuados.
 
Até quando?




Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos




Recentes:


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Datafolha traz boa notícia para Bolsonaro, mas péssima para Guedes


Com o orifício traseiro na mão com a ordem de volta à prisão de Queiroz e também de sua fugitiva esposa, Márcia, Bolsonaro pôde aliviar um pouco a tensão com os novos números da mais recente pesquisa Datafolha.

Sua popularidade subiu e diminuiu a má avaliação de seu desgoverno, graças, principalmente, ao auxílio emergencial de R$ 600 distribuído a dezenas de milhões de brasileiros. Bolsonaro foi contra o auxílio, achava que deveria ser de no máximo R$ 200, mas a Câmara aprovou o valor e ele está faturando com isso.

O que é bom foi ele que fez. O que dá errado é culpa dos outros, os comunistas, os petistas, a rede Globo.

Mas é o auxílio emergencial de R$ 600, que, repito, Bolsonaro não queria, que alavanca sua popularidade, segundo avaliação dos diretores do Datafolha:
Se há pouco mais de um mês os candidatos ao benefício já eram responsáveis pela manutenção dos índices de aprovação de Bolsonaro mesmo com queda de popularidade entre os mais escolarizados e mais ricos, são eles agora os que mais contribuem para o aumento na avaliação positiva.
Entre os que receberam o auxílio, a taxa dos que consideram Bolsonaro um presidente ótimo ou bom torna-se seis pontos superior à observada entre os que não solicitaram o benefício, atingindo 42% —cinco pontos acima da média nacional. [Folha]
Mas se a pesquisa traz um pouco de alegria a Bolsonaro, em meio às suas preocupações com uma possível delação premiada de Márcia ou Queiroz, os dados devem ter aumentado ainda mais a quantidade de caspa no paletó do ministro Guedes.

Como já escrevi aqui, embora tenha prometido respeitar o teto, Bolsonaro é político e sabe que sua sobrevida depende de apoio popular e apoio do Centrão, que quer verbas, verbas, verbas.

E isso Guedes não quer. Guedes quer vender, vender, vender, privatizar e tirar direitos trabalhistas. Bolsonaro até concorda com isso, mas sente que a hora é de gastar.

Se a gestão econômica de Guedes é um fiasco, ele deve aproveitar a oportunidade e fazer como Moro, pedir o boné, antes de ser tocado do governo.



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos




Recentes:


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.