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Depois que novo PGR decretou que 'Pau que dá em Chico dá em Francisco', há um tremendo barata-voa da direita em pânico


Novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot


Bastou o novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot,declarar numa entrevista ao Estadão que "Pau que dá em Chico dá em Francisco", que a direitona ligada ao PSDB e, principalmente, aos desvios do PSDB nas privatizações, no mensalão tucano, no propinoduto, no trensalão, nos sanguessugas e vampiros da vida entrou em pânico.

O Estadão foi direto ao ponto logo na primeira pergunta ao novo procurador-geral, trocando apenas mensalão tucano por mensalão mineiro, quando mineiro é o cidadão que nasce em Minas Gerais ou o quem trabalha em minas.

O processo do mensalão está acabando. O senhor vai acelerar o processo do mensalão mineiro?
Pau que dá em Chico dá em Francisco. O que posso dizer é que, aqui na minha mão, todos os processos, de natureza penal ou não, vão ter tratamento isonômico e profissional. Procuradores, membros do Ministério Público e juízes não têm processo da vida deles. Quem tem processo da vida é advogado. Para qualquer juiz e para o Ministério Público todo processo é importante. [Fonte]

A resposta não tardou. No outro dia, o jurista Ives Gandra Martins, eminência jurídica da direita mais direitosa, aquela do Opus Dei, correu à Folha para dizer o que guardou silente durante todo os oito anos do tal mensalão: que José Dirceu foi condenado sem provas. Logo de cara também, mostrou onde está sua preocupação (que, evidentemente, passa longe de Dirceu e do PT):

Do ponto de vista jurídico, eu não aceito a teoria do domínio do fato. Com ela, eu passo a trabalhar com indícios e presunções. Eu não busco a verdade material. Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela -e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco. É uma insegurança jurídica monumental. Como um velho advogado, com 56 anos de advocacia, isso me preocupa. A teoria que sempre prevaleceu no Supremo foi a do "in dubio pro reo" [a dúvida favorece o réu].[Fonte]

Outro direitoso silente, o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo também atacou o julgamento da AP 470.

Os pitbulls do STF, que vinham sendo endeusados, começaram a ter seus podres expostos. O ex-presidente do STF Nelson Jobim atacou o ministro Gilmar Mendes (a esse respeito, leia aqui O que mais é necessário para que se declare o impeachment de Gilmar Mendes?).

O terror da direita é um só: que se repita o julgamento medieval utilizado no "julgamento do mensalão" quando os réus forem o Fernando, o José, o Geraaaaldo, quando não deixarem os tucanos fugirem pela direita sem passar pelo bafômetro no cangote da Lei, que como disse em boa e primeira hora o novo procurador-geral "Pau que dá em Chico dá em Francisco".




Madame Flaubert, de Antonio Mello

Denúncia do Procurador-geral: Tucanos desviaram dinheiro do governo para campanha

Não adianta o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso achar que um rato é um gato apenas porque ele o chama assim. Um rato é um rato. E o que houve em 1998 em Minas, não foi apenas caixa dois para a campanha tucana, como declarou o ex-presidente. Foi – e é esse o eixo central da denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza – desvio de dinheiro público para a campanha dos tucanos, especialmente do então candidato à reeleição Eduardo Azeredo, mas também para a campanha à reeleição do próprio FHC. E não sou eu quem diz isso, mas o próprio Azeredo, conforme já publiquei aqui anteriormente:

FOLHA - A Polícia Federal diz que houve caixa dois na sua campanha...
EDUARDO AZEREDO -
Tivemos problemas na prestação de contas da campanha, que não era minha só, mas de partidos coligados, que envolvia outros cargos, até mesmo de presidente da República.

FOLHA - O dinheiro da sua campanha financiou a de FHC em Minas?
AZEREDO -
Sim, parte dos custos foram bancados (sic) pela minha campanha. Fernando Henrique não foi a Minas na campanha por causa do Itamar Franco, que era meu adversário, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.

A denúncia do procurador-geral não deixa margem a dúvidas. Azeredo não só recebeu dinheiro, como passou recibo. Veja:


Recibo do valerioduto tucano assinado por Azeredo

A Lista do Mourão e a Lista de Furnas

A denúncia do procurador também confirma a veracidade da lista do Mourão, por muitos confundida com outra, posterior, e também muito famosa e bem mais explosiva - a lista do Dimas, mais conhecida como a lista de Furnas.

Existem muitas semelhanças entre as listas, daí provavelmente a confusão entre elas. A mais notável é a presença de grandes nomes no PSDB como principais beneficiados. A outra grande semelhança é que ambas as listas falam de desvios de verbas que teriam ocorrido no governo de Fernando Henrique Cardoso. A de Mourão, em 1998, a de Furnas, em 2002.

Mas quatro anos as separam. E muitos milhões a mais. Se na lista de Mourão, o atual governador de Minas, Aécio Neves, aparece como tendo recebido R$ 110 mil, na lista de Furnas o valor salta para R$ 5,5 milhões. José Serra, que não estava na primeira, aparece na de lista de Furnas com se beneficiado com o recebimento de R$ 7 milhões na campanha de 2002.

Quando surgiu a lista do Mourão, muitos contestaram sua veracidade. Agora, esta foi atestada pela PF. O documento é verdadeiro, embora possa ser mentiroso seu conteúdo – é o que diz o relatório da PF.

A lista de Furnas vai pelo mesmo caminho. Pelo menos um dos citados, o ex-deputado Roberto Jefferson, confirmou que recebeu o valor anotado na lista. As primeiras investigações da PF concluíram pela veracidade do documento. Vamos ver se isso será comprovado no relatório final.

As semelhanças e diferenças entre as duas listas você poderá constatar clicando nas imagens abaixo para ampliá-las. As duas primeiras formam a lista do Mourão, página 1 e página 2, respectivamente. As demais são as cinco páginas da lista de Furnas, apresentadas em ordem crescente.

Lista do Mourão


lista do Mourão. página 1lista do Mourão. página 2

Lista de Furnas







Se quiser ler a íntegra da denúncia do procurador-geral contra os tucanos, clique aqui.

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900 caixas com provas do mensalão tucano em Minas dormem no porão da Câmara

Documentos inéditos apresentados nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, comprovariam a existência do esquema de financiamento ilegal da campanha à reeleição do hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas Gerais em 1998 - o chamado mensalão mineiro. A informação é do Jornal da Globo.

(...) Os documentos apresentados pelo procurador agora à Justiça são resultado de perícias sigilosas solicitadas pela CPI dos Correios há cerca de um ano e meio. Então relator da CPI, o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), afirma que, no porão da Câmara, há mais de 900 caixas cheias de provas sobre o caso. Segundo ele, os documentos atestam a existência do esquema do mensalão [tucano] mineiro. (leia reportagem completa aqui).

Ano que vem o caso vai completar dez anos, e até agora nem denúncia o procurador-geral apresentou.

Ô trem mole, sô!...

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