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Empresário afirma ter provas de que Moro e Dallagnol o obrigaram a fazer acusações falsas a José Dirceu e ao PT

Tony Garcia é um empresário que afirma dede o meio do ano passado ter sido chantageado pelo ex-juiz Sergio Moro por duas décadas. 

A veracidade das gravíssimas acusações que faz a Sergio Moro consta dos autos de um processo que estão agora em poder do ministro Toffoli, no STF, segundo o empresário.

Tony Garcia acusa o hoje senador Sergio Moro de ter criado uma Guantánamo em Curitiba, em referência à prisão que os Estados Unidos mantêm em Cuba, onde prisioneiros são torturados (Leia aqui: EUA mantêm centro de treinamento de tortura com cobaias humanas em Guantánamo, denuncia The Guardian). 

O empresário diz que foi mantido refém por duas décadas, sendo utilizado por Moro para grampear pessoas, fazer delações dirigidas por Moro, com o objetivo declarado de prejudicar o PT, incluindo a prisão de Lula e até o impeachment de Dilma.

Há de tudo um pouco, até uma "festa da cueca", que teria acontecido na suíte presidencial do Hotel Bourbon em Curitiba, onde desembargadores do TRF-4 (a segunda instância dos casos do Paraná) foram gravados de camisa social, gravata, sapatos, meias e cuecas numa alegre festa com prostitutas, após um jogo da seleção brasileira de futebol. Segundo Garcia, Moro tinha os desembargadores sob chantagem com as imagens. Daí se explica, talvez, o recorde mundial de um dos desembargadores que conseguiu ler todo o processo de Lula num prazo que corresponderia a ler duas mil páginas por hora, ininterruptamente, por 24 horas, durante três dias.

Ontem, em seu perfil no X, ex-Twitter, o empresário se colocou à disposição da defesa de José Dirceu, no pedido de suspeição que este levanta sobre Moro:

ATENÇÃO @ZeDirceu_ @LulaOficial @gleisi O jornalista @guilherme_amado diz que José Dirceu pediu ao ministro @gilmarmendes a suspeição de @SF_Moro que o condenou em dois processos da Lava Jato. Posso afirmar e provar perante a justiça que fui OBRIGADO por @SF_Moro em CONLUIO com @deltanmd Januário Paludo e Carlos Fernando a dar entrevista para a revista Veja em 2005 com acusações FORJADAS por eles imputando culpa a José Dirceu. O roteiro dizia que fui testemunha ocular de dinheiro em espécie dentro de um jatinho, o qual, seria entregue a Zé Dirceu e ao @ptbrasil em SP. Caso me recusasse, seria preso e teria acordo quebrado. Diante da gravidade desse acontecimento histórico, me sinto na obrigação de me colocar a disposição da defesa de José Dirceu em me arrolar como testemunha onde apresentarei provas do início da perseguição implacável de Moro, Deltan e MPF-PR contra o PT usando Zé Dirceu. Só posso tornar público essas acusações graças ao Dr. Appio que remeteu meu acordo ao STF, caso contrário, esses criminosos ficariam impunes.

Com a palavra, a Justiça.

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'É preciso levar às ultimas consequências a revisão de toda Lava Jato, começando por anular os julgamentos de Lula', José Dirceu




Diante dos vazamentos publicados pela Vaza Jato, e também dos últimos fatos, da parceria ilegal dos procuradores da força tarefa da Lava Jato com o FBI, sem conhecimento das autoridades brasileiras, e das inúmeras ilegalidades do processo contra Lula, o ex-ministro José Dirceu disseca a Lava Jato e defende sua revisão completa e a anulação das sentenças de Lula.

Artigo do ex-ministro José Dirceu publicado no Nocaute, do jornalista e escritor Fernando Morais.
A revisão dos vícios da Lava Jato inclui anular a condenação de Lula
Nas últimas semanas, os procuradores de Curitiba, Rio e São Paulo, as chamadas Forças Tarefas da Lava Jato, voltaram à ação em uma resposta insolente e agressiva às denuncias gravíssimas que violavam a Lei e a Constituição num vale tudo a pretexto de combater a corrupção. Não se trata de denúncias de investigados, réus ou condenados, mas da própria Procuradoria Geral da República, do seu secretário-geral Eitel Santiago de Brito Pereira.

Em entrevista à CNN no dia 6 de julho, ele disse, referindo-se à  Força Tarefa,  “no afã de combater a corrupção, desrespeitou algumas vezes regras procedimentais, que resguardam a lisura das investigações”. Sergio Moro é “extremamente vaidoso”, “fez vista grossa para ilegalidades cometidas em algumas investigações”, “não se conduziu, portanto, com a isenção que deve orientar a conduta de quem abraça a carreira da Magistratura” e “tenta entrar na política pela porta dos fundos”. Rodrigo Janot foi dos PGRs “que mais cometeram ilegalidades”. E continuou afirmando que a demagogia, que nada mais é do que a degeneração da democracia, vem sendo estimulada por órgãos sindicais e associativos, que defendem a formação de listas para escolha do PGR.

Como as Forças Tarefas, entre as quais as da Lava Jato de Curitiba, carecem de existência legal, pois não fazem parte dos órgãos e estruturas do Ministério Público Federal, o secretário-geral da PGR diz ser contra seu funcionamento. A entrevista de Brito Pereira expõe o acirramento de posições em torno da Lava Jato que ganho força em função da proposta elaborada pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal que envolve a criação de uma unidade de combate à corrupção que centralizaria os dados das investigações em curso e estaria subordinada ao procurador-geral da República, Augusto Aras.

Os procuradores da Lava Jato, que não querem compartilhar suas informações com a PGR e estão sendo obrigados a isso por decisão do presidente do STF, obviamente são contra.
 

Dois pesos, duas medidas

A pergunta que não cala é: como foi possível que durante mais de cinco anos os procuradores de Curitiba agissem acima da Lei e da Constituição e criassem, como diziam, a República de Curitiba, desmoralizada quando da prisão do ex-governador Beto Richa e de parte da cúpula politica e empresarial do Paraná, que apoiou e deu suporte à suposta República? Hoje, que Moro, ex-ministro da Justiça, é adversário de Bolsonaro e candidato assumido a presidente da República, tudo parece claro, mas ainda há sombras.

Não bastassem a escandalosa proposta de criar um fundo de bilhões de reais administrado pela Lava Jato do Paraná, os benefícios próprios nem sempre legais em palestras e conferências, as relações espúrias de escritórios de advocacias de familiares e amigos do rei,  a criação de processos de investigação criminal (PICs) sigilosos e a implantação de grampos telefônicos — os famosos guardiões — sem controle e sem registro na própria instituição, agora o país toma conhecimento de como os integrantes da Lava Jato serviram aos interesses e à politica dos Estados Unidos e aos seus órgãos de investigação — FBI, Departamento de Justiça e sabe lá a quem mais.

Em sua defesa sem pudor, os procuradores agora investigados pela própria instituição alegam o sigilo e a proteção dos investigados. Só que, quando era de seu interesse, vazavam tudo para seus escolhidos na mídia, Organizações Globo à frente, usavam jornalistas e órgãos de imprensa para forjar e construir acusações, destruindo imagens de investigados que sequer eram réus ainda, grampeavam sem nenhuma base legal e controle externo a quem lhes interessava politicamente como no caso da Presidente Dilma e Lula, vazavam delações obtidas pela tortura psicológica para influenciar parceiros e atingir objetivos políticos.

Mais ainda: escolhiam a quem investigar e acusar segundo critérios próprios de alianças politicas as quais protegiam suas ilegalidades e arbitrariedades; ameaçavam investigados com penas de cem anos de prisão; prendiam esposas e filhas; bloqueavam bens e recursos de investigados impossibilitando suas defesas; a pressão psicológica era tamanha que alguns acusados eram transformados em “cachorros” dispostos a gravar  própria mãe ou a delatar o filho. Tudo para então conseguir as “famosas” delações.

Agiram dessa forma despudorada, com apoio da mídia e sem nenhum tipo de controle, inclusive sem o controle constitucional da Suprema Corte, apoiados num trio de relatores no TRF da 4ª Região, no STJ e no STF. Os lavajatistas de Curitiba realmente criaram seus próprios Códigos Penal e de Processo e sua própria Constituição.

Enquanto protegiam os “delatores” e seus patrimônios — basta fazer um levantamento para constatar-se a verdade — destruíram as empresas brasileiras de construção pesada e inviabilizaram a presença do Brasil como pais exportador de capitais, tecnologia e serviços em toda América Latina. Com isso, favoreceram nossos competidores, que são muito agradecidos a Moro e companhia, e desmontaram toda nossa politica de integração regional.


MP não é polícia judiciária

O Ministério Publico criado pela Constituição de 1988 não é e nunca foi a Policia Judiciária da União e dos estados. O constituinte com sabedoria votou e derrotou essa descabida pretensão, decidindo que este papel cabia à Policia Federal e às  polícias civis em cada estado.  Cabe aos procuradores acusar, são os fiscais da lei.

Não havia nenhuma razão para que o STF, em infeliz decisão, concedesse, sem base na Constituição, o poder de investigação ao MP em 2016. Ainda bem que lhe negou ser o único órgão autorizado a firmar acordos de delação, reconhecendo que a PF era detentora dessa iniciativa.

Nossa  Corte Suprema votou e atuou nessa conjuntura sob pressão da grande mídia que sempre usou o combate a corrupção para derrubar governos como o fez com Getúlio, JK, Jango e agora com o PT. Vamos recordar que essa mesma oligarquia eletrônica nos vendeu que Jânio, depois os militares, em seguida Collor iam acabar com a corrupção. Na versão século XXI, o bordão passou para as mãos de Moro e seus asseclas do MPF. Parece piada mas é a verdade.

Despertado pela tragédia que se abateu sobre nosso Brasil com a eleição de Bolsonaro, que tenta capturar os órgãos de investigação, acusa e ameaça o próprio Judiciário, ameaçando a democracia e a liberdade de imprensa, o  próprio Judiciário parece decidido a por fim a República de Curitiba, ofuscada por tantas denúncias de ilegalidades, interesses espúrios, subordinação à nação estrangeira e traição à soberania nacional.

É preciso levar às ultimas consequências a revisão de toda Lava Jato, começando por anular os julgamentos de Lula, e fazer uma devassa em toda sua atuação ilegal e inconstitucional. Tudo isso sem prejuízo da apuração e julgamento dos crimes de corrupção praticados. Não há como deixar de revisar a perseguição criminal contra o PT, que venceu quatro eleições e venceria a quinta  como partido de milhões de brasileiros e brasileiras,  e a violência da condenação de Lula, sua prisão e seu impedimento politico. Sem isso, a razão de ser da Justiça não se concretizará.
  



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Uma aula de História do Brasil e de política com José Dirceu


Numa live da Fundação Perseu Abramo, com a participação da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e de uma representante da Fundação, Vivian Farias, José Dirceu comenta parte da história do Brasil, do inicio do século XX aos dias atuais, as lutas dos trabalhadores, estudantes, os golpes, a ditadura, a luta pela democracia. Fala também sobre o momento atual, o governo Bolsonaro e estratégias de luta para transformação do país e recuperação de nossa democracia.





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Dirceu propõe Frente Democrática pelo impeachment de Bolsonaro

José Dirceu

Ex-ministro e uma das principais lideranças do PT, José Dirceu escreve artigo em que defende a união das forças democráticas para conseguir o impeachment de Bolsonaro.

Como sempre, quando a publicação é de um site que admiro, ou ao menos respeito, publico parte do artigo de Dirceu aqui. A íntegra está neste link, no Nocaute.
Não podemos confundir direitos civis e políticos com direitos sociais. Sem liberdade, não teremos como recuperar os direitos sociais e ampliá-los. O voto é a arma do povo brasileiro, que não detém o poder econômico, militar, judicial ou de informação. Para fazer o impeachment de Bolsonaro, temos que construir uma ampla frente democrática e, dentro dela, criar uma saída à esquerda para a crise brasileira e para a reconstrução de nosso país. 
(...) 
Aprendi desde menino na luta contra a ditadura que os inimigos de meus inimigos são meus amigos, companheiros ou companheiras de viagem como se dizia, cada um com destino a uma estação, mas todos preservando o meio para o fim, a democracia.
Nosso povo e nosso Brasil já têm excesso de violência, pobreza, desigualdade e miséria, discriminação, preconceito, racismo, machismo e homofobia para que acrescentemos à violência Estatal uma ditadura de caráter neofascista e militar, um governo familiar de milicianos e defensores não apenas da tortura e assassinato político, mas do fundamentalismo religioso e do obscurantismo, de negação da ciência e da liberdade.
(...)
Assim, as forças políticas e sociais de esquerda ou de centro-esquerda que são alternativas reais de governo — basta ver o resultado da eleição de 2018, onde os três candidatos à esquerda Haddad, Ciro e Marina, tiveram quase 43% — deveriam ser as maiores interessadas em uma Frente Democrática. E deveriam ser em qualquer ponto de vista, particularmente dos direitos sociais e da urgente necessidade de deter o desmonte do Estado Nacional e de Bem Estar Social e a marcha insensata das chamadas reformas de Guedes e o risco real que Bolsonaro representa. As derrotas de Macri e Macron deviam nos servir de lição.
Não se trata de se submeter ou se atrelar aos interesses e objetivo eleitorais deste o daquele partido ou setor social que se opõe a Bolsonaro. Mas, sim, de construir uma Frente Democrática pelo impeachment e na luta e na unidade avançar para um programa mínimo mais amplo como foi o das Diretas que desaguou na Constituinte de 1988. Conforme a radicalidade e amplitude da luta contra Bolsonaro, teremos um ou outro resultado. As ruas, as mobilizações e a entrada das classes trabalhadoras na luta – as classes médias só aguardam o fim da pandemia para sair às ruas — ditarão o rumo e o conteúdo das mudanças pós Bolsonaro. 
Nossa tarefa é mobilizar e organizar as classes trabalhadoras, até porque os mais pobres, explorados, discriminados já estão nas ruas. A greve geral dos trabalhadores de aplicativos marcada para 1o de julho é um exemplo. A experiência recente prova que as classes médias conservadoras ou progressistas têm grande poder de mobilização até porque recebem um tratamento especial dos meios de comunicação.
Se a direita liberal ou conservadora não quer fazer o impeachment de Bolsonaro, cabe a nós, das esquerdas, fazê-lo, disputando as classes trabalhadores e base social democrática dessas forças. Isso exige formar uma ampla frente democrática pelo impeachment e, dentro dela, construir uma saída à esquerda para a crise brasileira e para a reconstrução de nosso país.



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Depois que novo PGR decretou que 'Pau que dá em Chico dá em Francisco', há um tremendo barata-voa da direita em pânico


Novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot


Bastou o novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot,declarar numa entrevista ao Estadão que "Pau que dá em Chico dá em Francisco", que a direitona ligada ao PSDB e, principalmente, aos desvios do PSDB nas privatizações, no mensalão tucano, no propinoduto, no trensalão, nos sanguessugas e vampiros da vida entrou em pânico.

O Estadão foi direto ao ponto logo na primeira pergunta ao novo procurador-geral, trocando apenas mensalão tucano por mensalão mineiro, quando mineiro é o cidadão que nasce em Minas Gerais ou o quem trabalha em minas.

O processo do mensalão está acabando. O senhor vai acelerar o processo do mensalão mineiro?
Pau que dá em Chico dá em Francisco. O que posso dizer é que, aqui na minha mão, todos os processos, de natureza penal ou não, vão ter tratamento isonômico e profissional. Procuradores, membros do Ministério Público e juízes não têm processo da vida deles. Quem tem processo da vida é advogado. Para qualquer juiz e para o Ministério Público todo processo é importante. [Fonte]

A resposta não tardou. No outro dia, o jurista Ives Gandra Martins, eminência jurídica da direita mais direitosa, aquela do Opus Dei, correu à Folha para dizer o que guardou silente durante todo os oito anos do tal mensalão: que José Dirceu foi condenado sem provas. Logo de cara também, mostrou onde está sua preocupação (que, evidentemente, passa longe de Dirceu e do PT):

Do ponto de vista jurídico, eu não aceito a teoria do domínio do fato. Com ela, eu passo a trabalhar com indícios e presunções. Eu não busco a verdade material. Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela -e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco. É uma insegurança jurídica monumental. Como um velho advogado, com 56 anos de advocacia, isso me preocupa. A teoria que sempre prevaleceu no Supremo foi a do "in dubio pro reo" [a dúvida favorece o réu].[Fonte]

Outro direitoso silente, o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo também atacou o julgamento da AP 470.

Os pitbulls do STF, que vinham sendo endeusados, começaram a ter seus podres expostos. O ex-presidente do STF Nelson Jobim atacou o ministro Gilmar Mendes (a esse respeito, leia aqui O que mais é necessário para que se declare o impeachment de Gilmar Mendes?).

O terror da direita é um só: que se repita o julgamento medieval utilizado no "julgamento do mensalão" quando os réus forem o Fernando, o José, o Geraaaaldo, quando não deixarem os tucanos fugirem pela direita sem passar pelo bafômetro no cangote da Lei, que como disse em boa e primeira hora o novo procurador-geral "Pau que dá em Chico dá em Francisco".




Madame Flaubert, de Antonio Mello

Leitores do blog de esgoto: Repórter da Veja só não invadiu quarto de Dirceu porque camareira impediu. Está na sentença

O blog de esgoto é a última barricada da Veja. Como tem leitores cativos, ele se aproveita para ainda tentar manter o esgoto vivo. Para isso, usa de meias verdades ou mentiras inteiras, como a afirmação que faz de que não foi aceita denúncia contra o repórter da Veja Gustavo Ribeiro por invasão do quarto do hotel onde José Dirceu estava hospedado porque não teria havido nem indício da tal tentativa.

É mentira. O repórter tentou invadir o quarto mas foi impedido pela camareira, que o denunciou e chamou a polícia. Isso fica claro na sentença do 3° Juizado Especial Criminal de Brasília, onde se lê:

"Ante a atuação diligente da funcionária do hotel, a violação do bem jurídico em questão tornou-se impraticável."


Por isso o caso foi arquivado e o aloprado da Veja está solto.

A notícia, divulgada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, pode ser lida aqui.

Veja também:

O problema não é o Paulo Henrique, é a falta de transparência da transação BrT-Oi

Coisas da vida. Parece que minha postagem de ontem, O IG, a fusão BrT-Oi e uma proposta para a blogosfera independente, saiu pela culatra. Acharam que eu estava defendendo o PHA e não uma investigação sobre a compra da Brasil Telecom pela Oi.

Pessoal, leiam todas as minhas postagens sobre o problema PHA-IG, vocês verão que eu sempre defendi que o problema estava na forma como a demissão foi feita, sem aviso algum aos leitores, que caíam numa página de erro 404 ao tentar acessar o Conversa Afiada, e na falta de transparência do portal, em relação à demissão.

Fui e sou contra tirarem os arquivos do ar, como foi feito.

Agora, na postagem de ontem, defendi que deveríamos nos contrapor ao que fez o IG, ao tentar esconder a negociação BrT-Oi, e que deveríamos lançar luz sobre ela.

É uma transação estranhíssima, feita – como diziam os antigos – ao arrepio da lei. Sim, a lei proíbe essa associação que está sendo anunciada. Precisa ser modificada para que aconteça. No entanto, o negócio é tratado com a maior naturalidade, exceto em locais como o Observatório do Direito à Comunicação e o Conversa Afiada, do PHA.

Mas o Paulo Henrique, talvez movido pelas últimas notícias que dão como certa a concretização do negócio, girou sua metralhadora até o governo Lula e o ex-ministro e ex-deputado José Dirceu. Aí sifu. Porque os dois são totêmicos para algumas pessoas.

A coisa chegou ao ponto de me criticarem por eu usar o termo blogosfera independente. Houve quem se tenha ofendido por ser chamado de independente...

Como diz PHA: Não coma gato por lebre

Defendo Lula, apóio seu governo, pelo motivo que explicitei aqui, na minha declaração de voto. Qualquer um que leia este blog sabe disso. Mas não sou lulista, não sou um devoto, que acha que o presidente está acima de tudo. Lula faz merda e fala muita, como todos nós.

Outro dia escrevi aqui, criticando uma declaração do presidente, que chamou os usineiros de heróis. PQP. Logo os usineiros, que matam trabalhadores por excesso de trabalho [leia aqui]. No entanto, há quem veja nisso um sinal da genialidade de Lula. Ou seja: para eles, Lula não fala ou faz merda, produz adubo para fertilizar a terra política brasileira...

Finalizando: Não estou propondo uma ação na blogosfera em favor de Paulo Henrique Amorim, mas que divulguemos todo e qualquer texto (contra ou a favor) da transação BrT-Oi. O foco é essa transação e como ela está sendo feita, com a ajuda do governo e beneficiando tucanos.

Quero saber se o negócio é bom ou não para o país. E é isso o que não nos querem informar.

O que você acha?

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José Dirceu e Roberto Jefferson na Folha

Em seu blog, o ex-ministro José Dirceu faz uma denúncia contra o comportamento discriminatório da Folha de S.Paulo. Dirceu mostra que, ao se referir ao ex-deputado Roberto Jefferson na matéria sobre a convenção tucana, o jornalão paulista trata-o como “presidente do PTB”, e não como um denunciado por formação de quadrilha etc., como faz usualmente quando se refere, por exemplo, a José Dirceu.

O ex-ministro acha justo o tratamento da Folha a Jefferson e reivindica que seja estendido a todos os demais arrolados no processo do chamado mensalão do PT. “Até porque todos têm a presunção da inocência”, argumenta.

Mas, ao comparar seu caso ao de Jefferson, o ex-ministro erra feio. Enquanto José Dirceu se diz inocente, o operístico ex-deputado é réu confesso. Diz que recebeu dinheiro, especifica até quanto – R$ 4 milhões – que ele enfiou em local incerto e não sabido.

Ao reivindicar igual tratamento, José Dirceu dá um tiro no próprio pé.

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O que a chamada 'mídia golpista' quer de Lula

Do ex-deputado José Dirceu, em seu blog:

A imprensa assumiu que é oposição ao governo

Hoje [ontem, dia 18] no "Bom dia Brasil," Alexandre Garcia, para criticar a ministra Marta Suplicy pela sua frase sobre os atrasos nos aeroportos, deu como exemplo e comparou a frase da Ministra com a citação inscrita pelos nazistas nos portões dos centros de extermínio do Terceiro Reich: "o trabalho liberta". Uma prova cabal da irresponsabilidade do jornalista, que ficará impune, e da aberta campanha de oposição das organizações Globo ao governo e ao Presidente Lula.

Tanto o jornal "O Globo", que não revela mais nenhum respeito pelo Presidente ou pela instituição da Presidência, como a rede Globo em seus noticiários, estão abertamente na oposição ao governo. Como se fossem um partido, com um Comitê Central, que, diariamente, pauta o pais contra o governo e o presidente. Só não vê quem não quer, ou quem ainda tem ilusões.

Fica uma pergunta: já que o governo não moveu um dedo contra a mídia e que tem dado todo apoio às empresas de comunicação, a quem interessa essa linha editorial das Organizações Globo? E o que pretendem seus idealizadores e executores? Transformar o Brasil numa Venezuela? Desestabilizar o governo? Destruir a imagem popular do presidente? Organizar o discurso da oposição?

Quaisquer que sejam as respostas, fica a minha indignação e a minha firme decisão de resistir e combater essa ação antidemocrática e violadora da liberdade de imprensa que impera como nunca no Brasil.

Não só nos veículos das Organizações Globo, diga-se de passagem, mas em praticamente todos os grandes jornais da imprensa brasileira.

O que eles querem? Vou dar minha opinião. Eles não querem derrubar o Lula, querem sequestrar o presidente para conseguir:

1. Manter as concessões, inclusive as bandas da TV digital. O assunto da TV digital só saiu da mídia, mas não da cabeça deles. Há a questão das empresas de telefonia, que os ameaça.

2. Querem manter a “liberdade de imprensa” a qualquer custo. Mas “liberdade de imprensa” para eles significa poder descer o pau no governo, destilar seu preconceito, caluniar, mentir, agredir, difamar, sem punições (nem pensar em recorrer à Justiça, pois seria um cerceamento a essa “liberdade de expressão”...), mas, fundamentalmente, e muito pelo contrário, que o governo continue mantendo os patrocínios – Petrobras, BB, Caixa etc. -, as verbas publicitárias divididas como sempre.

3. Encurralar Lula para que ele se veja obrigado a fazer as reformas previdenciária e trabalhista, nos moldes em que eles defendem.

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