'Se Frankenstein criasse um monstro só com falhas humanas faria um Trump'

Resumidamente, é isso o que pensa o redator publicitário Nate White nesse retrato impiedoso e realista do ex-presidente dos Estados Unidos e atual candidato a mais uma eleição, o bilionário maquiado (em mais de um sentido, pois os bilionários números de suas empresas foram maquiados — ele e filhos foram condenados por isso) Donald Trump: Ele é um monstro criado com a soma de todos os nossos defeitos.

Em 12 de fevereiro de 2019 foi feita ao site de perguntas e respostas Quora a seguinte pergunta: Por que alguns britânicos não gostam de Donald Trump?”

Nate White escreveu sua resposta, que por algum motivo desapareceu do Quora, mas felizmente foi preservada em vários tweets pelo mundo.

* * * * *

Algumas coisas vêm à mente…

Faltam a Trump certas qualidades que os britânicos tradicionalmente apreciam.

Por exemplo, ele não tem classe, nem charme, nem frieza, nem credibilidade, nem compaixão, nem inteligência, nem cordialidade, nem sabedoria, nem sutileza, nem sensibilidade, nem autoconsciência, nem humildade, nem honra e nem graça - tudo isso qualidades, curiosamente, com as quais o seu antecessor, o Sr. Obama, foi generosamente abençoado.

Portanto, para nós, o forte contraste coloca as limitações de Trump num relevo embaraçosamente acentuado.

Além disso, gostamos de rir. E embora Trump possa ser risível, ele nunca disse nada irônico, espirituoso ou mesmo ligeiramente divertido – nem uma vez, nunca.

Não digo isso retoricamente, quero dizer literalmente: nem uma vez, nem nunca. E esse fato é particularmente perturbador para a sensibilidade britânica – para nós, faltar humor é quase desumano.

Mas com Trump é um facto. Ele nem parece entender o que é uma piada – sua ideia de piada é um comentário grosseiro, um insulto analfabeto, um ato casual de crueldade.

Trump é um troll.

E como todos os trolls, ele nunca é engraçado e nunca ri; ele apenas canta ou zomba.

E, assustadoramente, ele não fala apenas em insultos grosseiros e estúpidos – ele realmente pensa neles. Sua mente é um algoritmo simples, semelhante a um bot, de preconceitos mesquinhos e maldade instintiva.

Nunca há qualquer camada subjacente de ironia, complexidade, nuance ou profundidade. É tudo superficial.

Alguns americanos podem ver isso como algo refrescante e direto.

Bem, nós não. Vemos isso como não tendo mundo interior, nem alma.

E na Grã-Bretanha tradicionalmente estamos do lado de David, não de Golias. Todos os nossos heróis são azarões corajosos: Robin Hood, Dick Whittington, Oliver Twist.

Trump não é corajoso nem um oprimido. Ele é exatamente o oposto disso.

Ele nem é um garoto rico mimado ou um gato gordo e ganancioso.

Ele é mais uma lesma branca e gorda. Um Jabba the Hutt de privilégio.

E pior, ele é a coisa mais imperdoável para os britânicos: um valentão.

Isto é, exceto quando ele está entre valentões; então, de repente, ele se transforma em um companheiro chorão.

Existem regras tácitas para essas coisas – as regras de decência básica de Queensberry – e ele quebra todas elas. Ele usa golpe baixo – o que um cavalheiro nunca poderia fazer – e cada golpe que ele desfere é abaixo da cintura. Ele gosta particularmente de chutar os vulneráveis ​​ou sem voz – e chuta-os quando estão caídos.

Portanto, o fato de uma minoria significativa – talvez um terço – dos americanos olhar para o que ele faz, ouvir o que ele diz e depois pensar 'Sim, ele parece ser meu tipo de cara' é motivo de alguma confusão e não pouca angústia para o povo britânico, visto que:

  • Supõe-se que os americanos sejam mais legais do que nós, e a maioria é.
  • Você não precisa de um olhar particularmente atento aos detalhes para detectar algumas falhas no homem.

Este último ponto é o que confunde e consterna especialmente o povo britânico, e também muitas outras pessoas; seus defeitos parecem muito difíceis de ignorar.

Afinal, é impossível ler um único tweet, ou ouvi-lo falar uma frase ou duas, sem olhar profundamente para o abismo. Ele transforma a simplicidade em uma forma de arte;

Ele é um Picasso da mesquinhez; um Shakespeare de merda.

Suas falhas são fractais: até mesmo suas falhas têm falhas, e assim por diante, ad infinitum.

Deus sabe que sempre existiram pessoas estúpidas no mundo, e muitas pessoas desagradáveis ​​também. Mas raramente a estupidez foi tão desagradável, ou a maldade tão estúpida.

Ele faz Nixon parecer confiável e George W, Bush parecer inteligente.

Na verdade, se Frankenstein decidisse fazer um monstro montado inteiramente a partir de falhas humanas – ele daria um Trump.

E um arrependido Doutor Frankenstein agarraria grandes tufos de cabelo e gritaria de angústia:

'Meu Deus... o que... eu... criei?'

Se ser um idiota fosse um programa de TV, Trump seria o box set.

* * * * *

O retrato de Trump por Nate White em vários momentos nos lembra o Inelegível, nos piores defeitos.

Há uma ditado popular que diz que uma imagem vale mais do que mil palavras. Foi derrubada por Millôr Fernandes com a famosa invertida ("Tente dizer isso com uma imagem"), mas vale com o exemplo a seguir, que mostra um passeio no Palácio de Buckingham do então presidente Trump com a rainha Elizabeth II, uma senhora com mais de 90 anos e máxima representante do Estado britânico.





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Documentário da Al Jazeera sobre o 7/10 que Israel não quer que você veja

Este documentário foi produzido pela emissora árabe Al Jazeera, que pesquisou imagens e relatos sobre o atentado do Hamas de 7 de outubro, usado até hoje como desculpa por Israel para cometer o genocídio em Gaza, que já matou mais de 31 mil palestinos, 40% deles crianças.

Está com legendas em português e mostra uma história com pontos diferentes daquela contada por Israel.

Não é a primeira vez que isso acontece. Há dois anos, a jornalista da Al Jazeera Shireen Abu Akleh foi assassinada por tropas de Israel. A Al Jazeera denunciou o crime ao mundo. Israel negou que tivesse cometido o assassinato.

Especialistas e peritos internacionais foram chamados até pelo The New York Times para esclarecerem o fato. Todos chegaram à conclusão de que a informação da Al Jazeera estava correta: Shireen Abu Akleh foi morta por tiro disparado por uma tropa do exército israelense.

Agora, com esse documentário, a emissora árabe, que perdeu vários de seus jornalistas na cobertura desta guerra, mostra aquilo que Israel esconde, não apenas do mundo mas até do povo de Israel.

Assista e forme sua opinião. Aviso: O documentário tem cenas fortes.

 




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Zé Dassilva e o dilúvio carioca


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COVID: Má gestão de Bolsonaro contribuiu para morte de 120 mil, aponta estudo

A OXFAM Brasil publicou um estudo sobre Mortes Evitáveis por Covid-19 no Brasil que mostra o tamanho da desgraça de ter um governo negacionista na administração de uma pandemia.

O estudo teve dois focos: as ações não-farmacológicas e a preparação do sistema. Nos dois o governo Bolsonaro apresentou falhas graves.

No caso das ações não-farmacológicas o governo Bolsonaro agiu no sentido contrário do que deveria ser feito, como o fechamento provisório de atividades econômicas, distanciamento físico e limitação de aglomerações, redução da mobilidade e uso de máscaras.

Também falhou na preparação do sistema de saúde para o atendimento à população, trocando de ministros e colocando um general que nada entendia do assunto à frente do ministério — o hoje deputado federal general Pazuello.

As conclusões do estudo são assustadoras e revelam o crime que foi cometido contra a população.

Estima-se que cerca de 120 mil mortes ocorridas no primeiro ano da pandemia (de março de 2020 a março de 2021) poderiam ter sido evitadas se o Brasil tivesse adotado medidas preventivas como distanciamento social e restrições a aglomerações. Como nada foi feito, verificou-se 305 mil mortes acima do esperado no período.

120 mil mortes por Covid-19 e mais 305 mil mortes em relação ao normal no período, o que significa que muitos desses 305 mil podem ter morrido de Covid-19, mas sem o diagnóstico. Outros morreram por falta de atendimento já que os casos de Covid-19 lotaram hospitais e exauriram as equipes médicas.

Principais destaques do estudo Mortes Evitáveis por Covid-19 no Brasil:

  • Cerca de 120 mil vidas poderiam ter sido poupadas no primeiro ano de pandemia no Brasil se tivéssemos adotado medidas preventivas como distanciamento social, restrição a aglomerações e fechamento de estabelecimento comerciais e de ensino.
  • Com base nos óbitos registrados entre 2015 e 2019, verificou-se que houve um excesso de mortes por causas naturais no primeiro ano da pandemia — foram 305 mil mortes acima do esperado.  
  • Mais de 20 mil pessoas (pouco mais de 11% do total de registros de internação) perderam a vida à espera de atendimento durante o 1º ano da pandemia no Brasil. 
  • As mortes em fila de espera no sistema brasileiro de saúde atingiu mais as pessoas negras e indígenas (13,1%) do que pessoas brancas (9,2%).  
  • Pessoas negras são mais afetadas pela falta de leitos hospitalares, têm menos acesso a testes diagnósticos e tem risco 17% maior de morrer na rede pública.
  • Menos de 14% da população brasileira fez testes de diagnóstico para covid-19 até novembro de 2020. Dentro desse universo, pessoas com renda maior consumiram 4 vezes mais testes. 


A CPI da COVID apontou o envolvimento de Bolsonaro nos seguintes crimes:

  • epidemia com resultado morte;
  • infração de medida sanitária preventiva;
  • charlatanismo;
  • incitação ao crime;
  • falsificação de documento particular;
  • emprego irregular de verbas públicas;
  • prevaricação;
  • crimes contra a humanidade;
  • crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo)



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Marielle: Sobrevivente do atentado ouve de ministro: 'Questão de dias'

Há mais de seis anos que ouvimos e lemos diariamente "Quem matou Marielle e Anderson" e depois "Quem mandou matar Marielle e Anderson" que até esquecemos que havia uma outra pessoa no carro no dia do assassinato, e ela sobreviveu.

Assessora do PSOL, à época de Marielle, a jornalista Fernanda Chaves estava no carro na noite daquele 14 de março de 2018, quando o ex-PM Ronnie Lessa, num carro dirigido por outro ex-PM, Elcio Queiroz, assassinou Marielle e Anderson e feriu Fernanda com estilhaços de vidro.

Fernanda passou anos fora do país após o crime.

Na última quarta, dia 20, ela esteve com deputados federais do PSOL numa audiência com o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski para falarem sobre o caso.

“Comecei dizendo que a homologação foi a notícia mais importante desde a prisão dos dois executores. Sobretudo para quem acompanha este processo como vítima de tentativa de homicídio e sobrevivente”, afirma.

Contou do período de insegurança que viveu, antes de ver presos o assassino e seu motorista, e  a insegurança que ainda vive por não saber quem são os mandantes. Ainda mais agora, quando o caso subiu para o STF, o que indica que Ronnie Lessa denunciou alguém do Congresso como sendo um dos mandantes. 

“Saber que um dos investigados tem foro no STF me causa ainda mais ansiedade, já que trabalho há anos no meio político. Isso significa que circulo entre figuras que podem estar comprometidas no crime.”

Fernanda ainda criticou o governador do Rio Cláudio Castro, que chamou de "fofoca jurídica" o recente pronunciamento do ministro Lewandowski  anunciando o recebimento da delação premiada de Ronnie Lessa.

O ministro disse que leu a declaração do governador, a classificou como "besteira" e tranquilizou deputados e a jornalista quando anunciou que os mandantes do atentado serão anunciados “em questão de dias”.

Ao que tudo indica, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão. 


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Aroeira e os papagaios de genocida


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Benett e o lançamento do perfume do Inelegível


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Cris Vector e o momento em que Zé Gotinha detém o meliante


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Bolsonaro falsificou certificado de vacina e imprimiu em casa, no Alvorada

A certeza da impunidade faz com que a pessoa não tome cuidado com princípios básicos de segurança. Foi o que aconteceu com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele tinha tanta certeza de que seria reeleito, que nunca se preocupou em não deixar pistas dos crimes que cometia.

Um deles acaba de ser revelado pela Polícia Federal, que o indiciou hoje por falsificar certificado de vacinação contra COVID, dele e de sua filha Laura.

Rastreando o endereçamento IP dos certificados falsos, a PF foi parar no Palácio da Alvorada, residência do presidente da Republica, na época ocupado por Bolsonaro.

Lá, na impressora apontada pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, estavam os arquivos com os dois certificados falsos.

Hoje, é possível rastrear o histórico da impressora e foi o que a PF fez. Lá estavam os dois certificados, que a PF chegou a reimprimir como prova: certificadobolsonaro.doc e certificadolaura.doc.

Não há como contestar, ou Bolsonaro dizer que não sabia de nada. Foram impressos na impressora do Alvorada.

Este deve ser o processo que vai acabar com o réu primário de Bolsonaro, abrindo as portas para que ele seja trancado nas próximas condenações que certamente virão — e muitas.



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Denúncia: Fome é a nova arma de Israel para matar palestinos em Gaza

Muita gente não sabe, mas não é de hoje que o território palestino de Gaza está ocupado por Israel. Há postos que impedem a livre circulação dos palestinos em seu território, prisões arbitrárias e roubo de terras palestinas por colonos israelenses, que alegam que a terra é deles, segundo seu livro sagrado.

Exatamente por ser território ocupado, por ter suas terras de melhor qualidade roubadas por colonos israelenses, o povo de Gaza há anos vive de ajuda humanitária internacional para sobreviver.

Antes do 7 de outubro, quando houve o ataque do Hamas, entravam 500 caminhões com ajuda humanitária por dia em Gaza. Após o 7 de outubro, Israel cortou não apenas a entrada desses caminhões, como também o fornecimento de água e luz. Mandou em troca intensos bombardeios, matando e destruindo tudo, de escolas e universidades a hospitais e até templos religiosos cristãos e muçulmanos.

Se já vivia no inferno, com a guerra a situação dos palestinos piorou muito. São quase dois milhões em insegurança alimentar e um milhão e meio passando fome e sede.

Hoje, diante da reclamação mundial, Israel permite a entrada de 155 caminhões/dia — menos de um terço do que entrava antes, e após meses sem nada. Neles, além de alimentos, há medicamentos e outros itens indispensáveis, que faltam em Gaza. Mas muito aquém da necessidade da população, que, literalmente, morre de fome.

Essa é a nova estratégia de Netanyahu e do governo de Israel. Diante da grita mundial contra os bombardeios sobre a população civil, a fome passou a ser a arma usada por Israel para matar os palestinos em Gaza.

A denúncia é do Chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell. Por isso é urgente um cessar-fogo e uma abertura para a entrada de ajuda humanitária já.




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Nando Motta e a imagem autoexplicativa


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