Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens

Há 4 anos, Trump antecipou o motivo da guerra: o gás russo. E o lado da Rússia?

A imagem acima e o vídeo abaixo mostram os dois lados do conflito Rússia vs EUA (porque é disso que se trata, OTAN é o braço dos EUA na Europa).

Os Estados Unidos, maior exportador de gás natural do mundo, reclamavam com Trump em julho de 2018 da excessiva dependência da Alemanha do gás russo —70%. 

E adivinhe: a Rússia é o segundo maior exportador de gás natural do mundo e inauguraria agora o gasoduto Nord Stream 2, que levaria gás natural da Rússia diretamente à Alemanha.

Já Putin reclama do cerco da OTAN, que engoliu países que antes formavam a Cortina de Ferro, aliados da antiga União Soviética.

O problema é que a OTAN é uma organização militar, o que implica em soldados e armas nesses países, fronteiriços da Rússia. A Ucrânia pleiteou sua entrada na OTAN e isso Putin disse que não poderia permitir, já que a Rússia estaria totalmente cercada, com mísseis da OTAN (leia-se EUA) na sua fronteira.

Na noite desta quarta-feira, o presidente dos EUA Joe Biden disse em discurso que uma proibição ao petróleo e ao gás da Rússia “não está descartada”.

Bom, se o segundo maior fornecedor (Rússia) não puder vender, o primeiro (EUA) vende, of course.

E há 10 dias, Biden autorizou o envio de 350 milhões de dólares em "auxílio emergencial para a defesa" da Ucrânia, o que significa 350 milhões de dólares em vendas para a indústria de guerra dos EUA.


Assine o Blog do Mello





Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos



Recentes:


O que está em jogo na questão da Ucrânia, com informação que você não vê na mídia corporativa


Muita ameaça, muita conversa, tanques de guerra, mísseis, declarações de líderes, Putin de um lado, Biden de outro. Mas, afinal, qual é a questão que está gerando essa possível guerra na Ucrânia?

Do professor de pós-graduação em Economia Política Internacional da UFRJ José Luís Fiori, originalmente no Outras Palavras:

Título original: A crise da Ucrânia e o acordo entre Rússia e China

Já não existe mais um único “critério ético”, tampouco existe mais um único juiz com poder para arbitrar todos os conflitos internacionais, com base na sua própria “tábua de valores”. E já não é mais possível expulsar os “novos pecadores” do “paraíso” inventado pelos europeus, como aconteceu com os lendários Adão e Eva. Como essa supremacia acabou, talvez seja possível, ou mesmo necessário, que o Ocidente aprenda a respeitar e conviver de forma pacífica com a “verdade” e com os “valores’ de outras civilizações.

J. L. Fiori. O mito do pecado original, o ceticismo ético e o desafio da paz. In: ______. (Org.). Sobre a Paz. Petrópolis: Editora Vozes, 2021, p. 464.

Dois acontecimentos sacudiram o cenário mundial neste início de 2022: o primeiro foi o ultimatum russo, lançado em meados de dezembro de 2021 e dirigido aos EUA, à OTAN e aos países-membros da União Europeia, exigindo o recuo imediato da OTAN na Ucrânia, e propondo uma revisão completa do “mapa militar” da Europa Central, definido pelos Estados Unidos e seus aliados da Aliança Atlântica após a vitória na Guerra Fria. O segundo foi a “declaração conjunta” da Federação Russa e da República da China, no dia 7 de fevereiro de 2022, propondo uma “refundação” da ordem mundial estabelecida depois da Segunda Guerra Mundial e aprofundada depois da vitória dos EUA e de seus aliados na Guerra do Golfo em 1991 [leia aqui, em inglês]. Os dois documentos propõem uma “revisão” do status quo internacional, mas o primeiro contém objetivos e exigências imediatas e localizadas, enquanto o segundo apresenta uma verdadeira proposta de “refundação” do sistema interestatal “inventado” pelos europeus. Ambos, no entanto, estão apontando neste momento para uma reconfiguração profunda do sistema internacional.

No caso do “ultimato russo”, a questão imediata que está em jogo é a incorporação da Ucrânia pela OTAN, mas o verdadeiro problema de fundo é a exigência russa de revisão das “perdas” que lhe foram impostas depois da dissolução da União Soviética 

1. Depois de 1991, a Rússia perdeu 5 milhões de quilômetros quadrados e 140 milhões de habitantes, mas agora se propõe a reduzir essas perdas expandindo sua influência no seu entorno estratégico e afastando a ameaça ao seu território, por parte da OTAN e dos Estados Unidos. Esse ultimatum era perfeitamente previsível e veio sendo anunciado há muito tempo, pelo menos desde a “Guerra da Geórgia”, em 2008 

2. A grande novidade agora é que a proposta revisionista dos russos deverá avançar sem guerra, através de um jogo de xadrez extremamente complexo, no qual se acumulam as ameaças militares e econômicas, mas não deverá haver um enfrentamento direto, apesar da propaganda e da histeria psicológica provocada pelos anúncios sucessivos da “invasão que não houve”, sobretudo da parte dos Estados Unidos e da Inglaterra. A Rússia obteve uma vitória imediata ao conseguir colocar todos os demais atores envolvidos em torno de uma mesa para discutir os termos da sua proposta. E o mais provável é que os seus principais pleitos sejam atendidos, sem invasão nem guerra. Além disso, nas discussões evidenciaram-se a divisão entre as potências ocidentais e a falta de iniciativa e liderança da parte do governo norte-americano, que se restringiu a repetir a mesma ameaça de sempre, de que imporia novas sanções econômicas aos russos caso ocorresse a invasão que foi reiteradamente negada pelos próprios russos, enquanto a iniciativa diplomática passava quase inteiramente para as mãos dos europeus. Os Estados Unidos não receberam o apoio que esperavam de seus velhos aliados do Oriente Médio (nem mesmo de Israel), da Ásia (nem mesmo da Índia), e mesmo da América Latina (nem mesmo do Brasil). E o que é pior, para os anglo-saxões, tudo indica que a Alemanha terá um papel fundamental na intermediação diplomática do conflito, o que envolveria uma reaproximação entre os alemães e os russos, com a liberação imediata do Gasoduto do Báltico que sempre teve a oposição dos norte-americanos. Afora o fato que um eventual sucesso diplomático alemão neste conflito daria à Alemanha uma centralidade geopolítica dentro da Europa que aceleraria o declínio da influência dos Estados Unidos entre seus aliados europeus. Neste sentido, um acordo diplomático “intra-europeu” seria também uma derrota para os Estados Unidos, mas ao mesmo tempo é impossível imaginar que um acordo deste tipo possa ter sucesso sem o apoio dos próprios Estados Unidos e da Otan que é na prática um “braço armado norte-americano”.

Já no caso do documento apresentado à “comunidade internacional” pela Rússia e pela China, no dia 7 de fevereiro recém-passado, as reivindicações específicas e locais dos dois países são bem conhecidas e não têm maior importância neste contexto. A importância do documento vai muito além disto, porque se trata de fato de uma verdadeira “carta de princípios” proposta à apreciação de todos os povos do mundo, contendo algumas ideias e conceitos fundamentais para uma “refundação” do sistema internacional criado pelos europeus há quatro séculos. É um documento que requer leitura atenta e uma reflexão séria, sobretudo neste momento de desestruturação do “bloco ocidental” e de divisão e fragilização interna dos próprios Estados Unidos.

O primeiro aspecto que chama atenção nesse documento aparentemente insólito é sua defesa de alguns valores muito caros ao “sistema de Westfália”, como é o caso de sua defesa intransigente da soberania nacional, e do direito de cada povo decidir seu próprio destino, desde que respeitado o mesmo direito de todos os demais povos. Ao mesmo tempo, o documento defende também algumas das ideias mais destacadas do “liberal-internacionalismo” contemporâneo, como é o caso da sua defesa de uma ordem internacional baseada em leis, do seu entusiasmo pela globalização econômica e o multilateralismo, por sua defesa da “causa climática” e do desenvolvimento sustentável, e seu apoio irrestrito à cooperação internacional no campo da saúde, da infraestrutura, do desenvolvimento científico e tecnológico, do uso pacífico do espaço e do combate ao terrorismo. De um ponto de vista acadêmico e ocidental, aliás, esse “documento russo-chinês” lembra muitas vezes o idealismo internacionalista de um Woodrow Wilson, tanto quanto lembra, em outros momentos, o idealismo nacionalista de um Charles de Gaulle.

Mas a surpreendente originalidade desse documento aumenta ainda mais com sua defesa universal e irrestrita de valores como a liberdade, a igualdade, a justiça, os direitos humanos e a democracia. Sobretudo quando assume a defesa da democracia como um valor universal, e não como privilégio de algum povo em particular ou responsabilidade conjunta de toda a comunidade internacional, com o reconhecimento simultâneo de que não existe apenas uma forma de democracia, nem nenhum “povo escolhido” que possa ou deva impor aos demais algum modelo superior de democracia, como se fosse uma “verdade revelada” por Deus. E é neste ponto que se explicita a proposta verdadeiramente revolucionária desse documento: que se aceite de uma vez por todas que, pelo menos desde o final do século XX, o sistema interestatal não é mais um monopólio dos europeus e de algumas de suas ex-colônias, uma vez que ele está formado agora por várias culturas e civilizações, e que nenhuma delas é superior às demais, nem muito menos possui o monopólio da verdade e da moralidade3. Ou seja, esta proposta eurasiana de uma nova ordem mundial rejeita qualquer tipo de “universalismo expansivo” ou “catequético”, mas aceita ao mesmo tempo a existência de valores universais4.

Não haveria nada de original em tudo isso se tais ideias fizessem parte de um texto acadêmico ou de uma reflexão filosófica pós-moderna, por exemplo. O que faz a diferença nesse documento não é seu multiculturalismo; é o fato de que este multiculturalismo aparece aqui como uma reivindicação e uma proposta universal apresentada e sustentada pela segunda maior potência atômica do mundo, e pela segunda maior economia de mercado do mundo. Mais ainda, que seja uma proposta sustentada por uma potência que faz parte da árvore genealógica da civilização ocidental e, ao mesmo tempo, por uma potência e uma civilização que não pertence a esta mesma matriz, nem teve jamais nenhum tipo de vocação catequética. Sim, porque a China se desfez do seu Império milenar e só se transformou num Estado nacional no início do século XX; e foi só no final do século XX que ela se integrou plenamente ao sistema interestatal, incorporando-se à economia capitalista mundial numa velocidade e um sucesso extraordinários. Desde então, o Estado nacional chinês se comporta como todos os demais Estados europeus, mas a China nunca teve nenhum tipo de religião oficial, e nunca se propôs ser um modelo econômico, político ou ético universal – e por isso também nunca se propôs a catequizar o resto do mundo. Pelo contrário, a China parece fazer questão de se relacionar com todos os povos do mundo independentemente de regimes políticos, religiões ou ideologias, mesmo quando seja absolutamente inflexível com relação à defesa nacional de seus valores tradicionais e interesses de sua civilização milenar.

Por isso, se for o caso de especular sobre o futuro desta “nova era” que está nascendo, é preciso ter claro que a China não está se propondo a substituir os Estados Unidos como centro articulador de algum tipo de novo “projeto ético universal”. Tudo indica que o avanço desta nova “era multicivilizacional” já não tem como ser revertido, nem há mais como devolver o sistema mundial à sua situação anterior, de completa supremacia eurocêntrica. “E mesmo que o eixo do sistema mundial ainda não tenha se deslocado inteiramente para a Ásia, o certo é que já se estabeleceu um novo ‘balanço de poder’ que deslocou a hegemonia anterior, do projeto universal e do ‘expansionismo catequético’ da tradição greco-romana e judaico-cristã”5.


1 O Abade de Saint Pierre (1658-1743), filósofo e diplomata francês do início do século XVIII foi o primeiro a formular a tese que depois foi retomada por vários outros autores, de que uma das principais causas das novas guerras é o desejo de reparação ou “revanche” dos derrotados das guerras anteriores, na sua obra Projeto para tornar perpétua a paz na Europa (Brasília: Ed. UnB, 2003).

2 Fiori, J. L. Guerra e paz. Jornal Valor Econômico, São Paulo, 28 ago. 2008

3 “Some actors representing but the minority on the international scale continue to advocate unilateral approaches to addressing international issues and resort to force, they interfere in the internal affairs of their states, infringing their legitimate rights and interests…” (Joint Statement of the Russian Federation. And the People’s Republic of China”, en.kremlin.ru/supplement /5770, p. 1).

4 “The sides call on all States to pursue well-being for all and with these ends, to build dialogue and mutual trust , strengthen mutual understanding champion such universal human values as peace, development, equality, justice, democracy and freedom, respect the rights of peoples to independently determine the development paths of their countries and the sovereignty and the security and development interests of States, to protect the United Nations-driven international

5 Fiori, J. L. A Pax Romana: conquista, império e projeto universal. In: ______. (Org.) Sobre a Paz. Petrópolis: Editora Vozes, 2021, p. 131.

Assine o Blog do Mello





Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos



Recentes:


Dedo podre de Bolsonaro: Vacina escolhida por ele da AstraZeneca é suspensa em vários países por provocar coágulos sanguíneos


Alemanha, Itália, Espanha, França, Portugal, Dinamarca, Holanda, Irlanda, Islândia, Noruega, Bulgária, Tailândia, República Democrática do Congo estão entre os países que suspenderam o uso da vacina da AstraZeneca desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford. A preferida por Bolsonaro, em setembro do ano passado, quando o presidente chegou a zombar da vacina chinesa. Na ocasião, Bolsonaro declarou que a chance de comprar uma vacina chinesa seria zero. O Brasil teria se comprometido com 100 milhões de unidades da AstraZeneca-Oxford.

O problema que estaria causando a interrupção da vacinação com a AstraZeneca é a suspeita da formação de coágulos sanguíneos.
Mas a Organização Mundial da Saúde (OMS), a farmacêutica AstraZeneca, o governo britânico e a Universidade de Oxford afirmam que não há qualquer indicação de uma relação entre a vacina e os coágulos e que não houve um aumento de registros de coágulo sanguíneo em relação à média histórica.
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que atualmente está realizando uma revisão sobre os supostos relatos de coágulos sanguíneos, afirma que os benefícios da vacina continuam a superar os riscos envolvidos com essa suspeita. [BBC]
Dos países que suspenderam a vacinação, alguns o fizeram apenas quanto a lotes restritos, enquanto outros suspenderam totalmente a aplicação, enquanto aguardam melhores estudos. 
 
É uma pena que isso esteja acontecendo, já que a AstraZeneca junto com a chinesa Coronavac são as únicas atualmente aplicadas no Brasil, que, por incompetência do governo Bolsonaro deixou o país sem as vacinas Pfizer, Sputnik V, Johnson e outras.
 
Felizmente, não há notícia de que tenha havido o problema grave de coagulação aqui no Brasil, talvez pelo pequeno número de vacinações até o momento.
 
Com a palavra a Anvisa, que aprovou o registro definitivo da AstraZeneca-Oxford no Brasil há três dias.




Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos




Recentes:


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Bolsonaro vai à padaria. EUA, Alemanha, França, UK e agora até Itália convocam seus cidadãos a deixarem o Brasil, 'quanto prima'

Bolsonaro na padaria e Tuíte embaixada da Itália


"Quanto prima", o mais rápido possível, adverte embaixada italiana


O mundo assiste entre atônito e indignado ao show de horrores protagonizado pelo ainda presidente (eleito mediante fraude) Jair Mentira Bolsonaro, que desfila pelas ruas em meio a uma pandemia, insuflando as pessoas a fazerem o mesmo, porque a COVID-19 em sua opinião é "só uma gripezinha"...

Diante das atitudes de Bolsonaro e da subnotificação dos casos de COVID-19 no Brasil, um dos países que menos testes realizou até o momento em sua população (confira aqui, com apenas 296 testes por milhão de habitantes), embaixadas de países como Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido e agora também a Itália, países com números ainda muito maiores de casos de infecção e morte que o Brasil, decidiram convocar seus cidadão a abandonarem o país, "quanto prima".

Eles, como vários de nós brasileiros, estão antevendo a catástrofe humana que se aproxima de nosso país, nas mãos de um genocida, que já afirmou certa vez que a ditadura militar deveria ter matado pelo menos uns trinta mil - e que ele faria isso.

Talvez seja esse o plano.




Recentes:

Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
(Apenas Assinantes)

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Racista, misógino, paranoico, louco por armas, com graves problemas sexuais, mas não votou em Bolsonaro. Conheça


Racista assassinou ao menos nove pessoas na Alemanha


Tobias Rathjen é o nome do assassino que atirou em frequentadores de dois bares na cidade de Hanau, Alemanha. Ao menos nove pessoas morreram no ataque. Em seguida, Tobias matou a mãe e se suicidou.

O perfil de Tobias é semelhante ao dos eleitores-raiz de Bolsonaro: extrema direita, racista, xenófobo, com graves problemas sexuais, adepto de teorias conspiratórias. Só não votou no "Mito", como provoquei no título, porque não mora no país. Mas o mesmo caldo que alimentou Tobias na Alemanha está fervendo por aqui.


O indivíduo que espalhou pânico na noite de quinta-feira em dois bares na cidade de Hanau, no centro da Alemanha, foi identificado pela imprensa local como Tobias Rathjen, apontado como autor dos tiroteios que deixaram 9 mortos.
Ele foi encontrado sem vida em uma casa junto ao cadáver de sua mãe, de 72 anos, segundo informou a polícia.
Por volta das 22h do horário local (18h no horário de Brasília), Rathjen abriu fogo contra uma multidão de pessoas que se encontravam no Midnight, um bar para fumar narguile no centro de Hanau. Esse ataque deixou pelo menos 3 mortos.
O suposto assassino teria fugido da cena no crime em um automóvel preto e feito sua seguinte parada no Arena Bar & Café, onde um segundo tiroteio matou pelo menos cinco pessoas, deixando ainda várias feridas.
(...) Ele se descreve como um suposto incel (homens que não conseguem ter relações sexuais e amorosas e culpam as mulheres e os homens sexualmente ativos por isso) e afirma nunca ter tido relação com uma mulher — durante os últimos 18 anos, segundo ele, por escolha própria. [BBC Brasil]


Ajude o Mello a tocar o blog. Faça uma assinatura. É seguro, rápido e fácil
Sua assinatura faz a diferença e ajuda a manter o blog
Apenas R$ 10. Todos os cartões são aceitos. Você pode cancelar a assinatura a qualquer momento




Recentes:

Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
(Apenas Assinantes)

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Jornais da Alemanha falam em boicote às exportações brasileiras em resposta às políticas de Bolsonaro na Amazônia

Spiegel: É hora de sanções contra o Brasil

Declarações de Bolsonaro em relação à Amazônia preocupam o mundo e prenunciam retaliações ao país


Os prejuízos ao país que a política arrasa quarteirão de Bolsonaro em relação à Amazônia podem não ficar apenas nos 300 milhões de dólares que Alemanha e Holanda não vão enviar mais para o Brasil.

Alguns dos principais jornais alemães apontam o boicote às exportações brasileiras, principalmente de gado e soja, como arma a ser utilizada pelo governo alemão contra a política de Bolsonaro para a Amazônia.
Dois dos principais veículos alemães, a revista Der Spiegel e o jornal semanal Die Zeit, publicam que “É hora de sanções contra o Brasil”, no título da primeira.

“A Europa não deve ficar de braços cruzados enquanto um preconceituoso cético da ciência, movido pelo ódio, sacrifica vastas áreas de floresta para pecuaristas e plantações de soja”, diz a revista.

Sob o título “Comece onde dói”, o jornal se pergunta: “Que diferença faz cortar o dinheiro para conservar florestas de um governo que não tem mesmo qualquer interesse em conservar florestas?”.

E responde que “seria mais promissor começar num ponto que fere mais: os interesses econômicos de seus exportadores, por exemplo, os fazendeiros que vendem carne e soja em larga escala para metade do mundo”. [Folha, Nelson de Sá]
Quando começar a doer no bolso dos exportadores brasileiros a diarreia verbal de Bolsonaro, o presidente vai voltar atrás, como faz costumeiramente.





Leia também:
Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Assine a newsletter do Blog do Mello

Alemanha homenageia 100 anos de Olga Benario Prestes

Foto da chamada Pedra-do-tropeço, em homenagem a Olga Benário Prestes

Juntamente com Anita Prestes, filha de Olga Benario e Luís Carlos Prestes, galeria berlinense inaugura "pedra de tropeço" em homenagem aos 100 anos da revolucionária alemã de origem judaica, vítima do Holocausto.

Olga Benario Prestes estaria completando 100 anos nesta terça-feira (12/02). Como ponto alto das homenagens que presta ao seu centenário, a Galeria Olga Benario de Berlim inaugura "pedra de tropeço" em frente ao último endereço que a revolucionária ocupou na capital alemã.

A "pedra de tropeço" em homenagem à Olga Benario, instalada na calçada da Innstrasse 24, no bairro berlinense de Neukölln, será inaugurada por sua filha, a professora Anita Prestes, que nasceu em Berlim quando sua mãe estava na prisão feminina de Barnimstrasse.

"Pedras de tropeço" são pequenas placas de latão cravadas nas calçadas dos prédios onde moraram vítimas do Holocausto. Nelas, estão escritos o nome, data de nascimento, data de deportação e uma referência ao local e data de morte da vítima. A idéia partiu do artista alemão Gunter Demnig. Hoje, já existem mais de 13,5 mil marcos deste tipo espalhados por quatro países europeus. [ler a reportagem completa]

Leia também:

» Vídeo imperdível: Mesmo Que Ela Fosse Criminosa... (Eût-elle été criminelle...)


imagem RSSimagem e-mail