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Banco Central põe juros a 2% ao ano. Mas e a realidade real? Confira


No país com o sistema bancário mais lucrativo do planeta, a economia real do Real é bem diversa daquela apregoada pelo Banco Central.

No Brasil, a agiotagem cobra o que quer (em respeito ao livre mercado), e ainda faz mutretas para não devolver o que lucra, sonegando impostos, como é o caso do Itaú, que deu um calote bilionário na prefeitura de São Paulo, segundo a CPI da Sonegação da Câmara daquele município e a Secretaria de Fazenda. (leia aqui, com vários links: Atenção: O Itaú não quer que você saiba que ele praticou sonegação bilionária em SP e acusa presidente da CPI de violação de sigilo).

Na última quarta, o Banco Central baixou os juros ao patamar mais baixo da história, 2% ao ano. Mas como se comporta a economia real?

Os dados são da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac) e Banco do Brasil.
Financiamento imobiliário
6,59% ao ano*
*nova taxa anunciada pelo Banco do Brasil
Menor taxa da história praticada no mercado
Juros do Comércio
4,72% ao mês (73,92% ao ano)
Menor taxa desde outubro/2014 (4,65% ao mês, ou 72,53% ao ano)
Cartão de crédito
11,16% ao mês (255,94% ao ano) em junho/2020
Menor taxa desde janeiro/2016 (10,96% ao mês, ou 248,34% ao ano)
CDC – Bancos Financiamento de automóveis
1,40% ao mês (18,16% ao ano)
A taxa deste mês é a menor da série histórica
Empréstimo Pessoal Bancos
3,21% ao mês (46,10% ao ano)
Menor desde dezembro/2013 (3,20% ao mês, ou 45,93% ao ano)
No rotativo do cartão o incauto cidadão está pagando quase seis vezes por mês a taxa anual de juros. O que é isso, se não roubo institucionalizado?




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Bolsonaro acha que bancos estão ganhando pouco e cria nova tarifa para que lucrem mais

Resolução BC Bolsonaro

Todo mundo que tiver cheque especial com limite acima de R$ 500 vai pagar nova tarifa


Resolução do Banco Central [imagem acima] do governo Bolsonaro (eleito mediante fraude) avança no bolso do brasileiro que tem conta em banco com limite de especial acima de R$ 500.

A partir de agora, o limite acima de R$ 500 vai pagar mensalmente 0,25% de tarifa, mesmo que o cliente não use o especial.

Quem tiver um limite de R$ 10 mil, por exemplo, mesmo que não use vai morrer em R$ 25 por mês, R$ 300 ao ano pros tadinhos dos banqueiros, que já lucram com os juros estratosféricos do especial.

A solução é sair do cheque especial ou baixar o limite para R$ 500.

O lucro acumulado de Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil neste ano é de R$ 59,7 bilhões, o maior para o período pelo menos desde 2006. Os quatro bancos são os maiores do país com ações negociadas na Bolsa. [Uol]
Todos as medidas do governo Bolsonaro são contrárias aos interesses da população e favorecem apenas aos rentistas, ao agronegócio, aos desmatadores e milicianos.

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Depois de queimar a Amazônia, Bolsonaro começa a torrar reserva bilionária deixada pelos governos Lula e Dilma

dinheiro queimando

Sem saída, já que não produz nada, apenas destruição, o governo Bolsonaro começa a torrar, junto com a Amazônia, as reservas cambiais bilionárias deixadas pelos governos do PT, de Lula e de Dilma: US$ 388 bilhões.

O Banco Central vai ampliar a venda de dólar à vista no mês de setembro, “tendo em conta as condições vigentes atualmente no mercado local de câmbio”.
De acordo com a instituição, a rolagem dos contratos de câmbio que vencem em 1º de novembro, no valor de US$ 11,6 bilhões, será feita por meio de leilões diários de 2 a 27 de setembro.
O BC irá oferece dólares à vista e, se não houver demanda por todo o lote ofertado, serão leiloados contratos de swap cambial para complementar a rolagem.
As reservas do BC somam hoje US$ 388 bilhões. O valor ofertado em agosto e setembro representa quase 5% das reservas.
“Objetiva-se que todo o estoque vincendo em 1/11/2019 seja rolado ou trocado por dólares à vista, portanto sem afetar a posição cambial líquida do BC. A troca de instrumentos ocorrerá conforme a demanda dos agentes pelos diferentes instrumentos, por meio de leilões competitivos”, diz a instituição em nota. [Folha]
Falta explicar como Bolsonaro vai utilizar o fundo deixado pelo PT e ao mesmo tempo seguir dizendo que o PT quebrou o Brasil e a crise de seu governo é culpa do PT, que não é mais governo há quatro anos.

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Ex-presidente do BC de FHC é contra crescimento econômico e a favor do aumento de juros e desemprego


Este aí da foto é Pérsio Arida, um dos gênios da equipe econômica do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem foi presidente do Banco Central e do BNDES. Todos eles, hoje em dia, ou são banqueiros ou trabalham pra eles. O que por sí só justifica a ojeriza que o povo tomou pelos governos FHC.

Em palestra no 6º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão, no mês de agosto, Arida, que é sócio e membro do conselho do BTG Pactual (banqueiro, uau!), defendeu o seguinte:

  • novas altas na taxa básica de juros, porque o Brasil está crescendo mais do que poderia (ué, mas não criticaram o PIBinho?)
  • Os motivos para a taxa de juro subir são cristalinos
  • o desemprego deveria chegar a 6,5 a 7 por cento (está em torno de 5%, logo ele quer que o número de desempregados suba em algumas centenas de milhares)
  • PIB não poderia passar de 2 por cento (é a favor do PIBinho!)[Fonte]

Pérsio Arida é contra o crescimento econômico e a favor do aumento de juros e do desemprego. Depois não sabem por que povo não quer a volta deles ao governo.

Madame Flaubert, de Antonio Mello

Cacciola vem aí, e já disse que vai abrir o bico

Sexta-feira, o Ministério Público do Principado de Mônaco aprovou os documentos brasileiros para o pedido de extradição do banqueiro fujão Salvatore Cacciola. Pela rotina do Principado, os documentos devem ser enviados agora ao príncipe Albert I, que é quem dá a palavra final. E, em geral, o príncipe acata os pareceres do Ministério Público. Portanto, vem aí de volta o banqueiro que deu um prejuízo de R$ 1,5 bi ao país.

A turma tucana é que não deve estar gostando nada da brincadeira. Para quem não se lembra, na época de sua prisão Cacciola chegou a tentar um acordo com a Polícia Federal. Ele disse que contaria tudo o que sabia sobre o esquema, em troca de um abrandamento da pena. Só que ele fugiu antes, logo após uma providencial liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Agora, pense bem, meu leitor arguto: se vários integrantes do BC do governo Fernando Henrique foram condenados pela operação, sem que Cacciola abrisse o bico, imagine como ficarão as coisas, quando Cacciola finalmente abrir a boca.

Definitivamente, os tucanos estão vivendo seu inferno astral. Além do valor exorbitante dos pedágios nas rodovias, da denúncia que o Procurador Geral da República deve fazer do valerioduto tucano, a volta de Cacciola deve jogar ainda mais no ventilador tucano aquilo que os atores se desejam no início dos espetáculos.

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Prisão de Cacciola deixa em pânico FHC, Malan e cia.

A prisão de Salvatore Cacciola no principado de Mônaco pode trazer à tona fatos que muitos gostariam de ver esquecidos e enterrados, num local escuro e ignorado, como os R$ 4 milhões que o ex-deputado Roberto Jefferson diz que recebeu mas não informa onde enfiou...

Saiba o motivo, lendo esta postagem que reproduzo a seguir, que é de 13 de setembro do ano passado:

Em 1998, o real valorizado diante do dólar era usado para garantir a reeleição de FHC. O mundo varrido por sucessivas crises sabia, o mercado sabia, mas o povo tinha que ser mantido na ignorância. Para isso, bilhões de dólares foram torrados.

Garantida a reeleição, 12 dias após a posse, em 13 de janeiro de 1999, a desvalorização veio. Com ela, um escândalo para muitos ainda inexplicável. No entanto, ele já foi explicado sim, dindim por dindim, numa reportagem da revista Veja de 23 de maio de 2001. Só que tudo foi devidamente abafado.

Os efeitos só foram sentidos pelo país, que quase quebrou, e mais recentemente pelo presidente do Banco Central à época, Francisco Lopes. Ele foi condenado pela Justiça a 10 anos de prisão por ter favorecido os bancos Marka e FonteCindam na mudança da política cambial.

Outro personagem muito famoso no escândalo, o banqueiro Salvatore Cacciola, dono do banco Marka, chegou a ser preso. Mas decisão do ministro Marco Aurélio de Mello permitiu que ele respondesse ao processo em liberdade. Como Cacciola é italiano, e nem um pouco bobo, aproveitou-se de nossas vastas fronteiras, e do desinteresse que o governo brasileiro tinha de vê-lo por perto, e tratou de voltar para sua Itália natal, onde segue desfrutando a vida - e, o mais importante para o governo FHC - em silêncio.

E o que poderia falar Cacciola?

A revista Veja apurou que ele descobriu que o presidente do Banco Central, Francisco Lopes, vendia informações privilegiadas. Cacciola era um dos que pagavam por elas. Mas ele queria saber mais, e conseguiu grampear os telefones do esquema, usando para isso os serviços do mesmo agente que praticou os grampos do BNDES.

Cacciola "sabia" que a mudança cambial só ocorreria em fevereiro. Mas ela veio antes, sem que houvesse tempo de avisá-lo, e ele foi pego com as calças na mão. Foi a Brasília, ameaçou contar tudo. Recebeu R$ 1 bilhão, na cotação antiga. Só que o escândalo estourou.

A situação do presidente do Banco Central tornou-se insustentável, e ele foi demitido. Uma batida da PF na casa de Francisco Lopes descobriu um bilhete que informava que o ex-presidente do BC tinha 1,6 milhão de dólares no exterior. A situação toda era tão, digamos, nebulosa, que o ministro Malan afirmou que só contará o que sabe sobre o caso "dez anos depois de minha morte". Aí o governo FHC teve que agir. A reportagem da Veja mostra como:
O certo é que a cúpula do BC tentou esconder do país a ajuda oferecida aos bancos Marka e FonteCindam. Quando se soube da venda de dólar mais barato aos dois bancos, o BC não admitiu a clandestinidade da operação. Disse que o socorro só saiu porque, no mesmo dia, recebera uma carta da Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F) dizendo que a falência dos dois bancos poderia colocar em risco todo o sistema bancário. Descobriu-se, em seguida, que a carta fora encomendada pelo próprio BC, seus termos foram exaustivamente negociados por Tereza Grossi, já então no setor de fiscalização, e só foi recebida por Ricardo Liao (sic) no dia seguinte à liberação da ajuda. Sabe-se agora que o BC até orientou fiscais para, em seus relatórios, informar que o dinheiro saiu por meio da Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários do Banco do Brasil. A revelação foi feita pelo então chefe da fiscalização do BC no Rio, Abelardo Duarte de Melo, em depoimento à Polícia Federal.

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Bancos demitem funcionários endividados, que ainda perdem direitos trabalhistas

Os grandes bancos caminham a passos largos para se tornarem as instituições mais odiadas do país. Se não bastassem as filas, os juros escorchantes, o atendimento distante - quando não ausente ou mal educado - as portas giratórias com seus vigias especialmente treinados para não saber como tratar o cliente (eles são tão incapazes e de tal forma a incapacidade é padronizada, que só pode ser fruto de muito treinamento)... Se já não bastassem esses atributos, uma reportagem publicada em O Globo mostra que os bancos demitem funcionários inadimplentes, baseados numa lei antiga ainda em vigor.

O artigo 508 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite que os bancos demitam seus funcionários endividados, sem poder sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e sem direito aos 40% de indenização ou ao décimo terceiro salário.

Ou seja, lucram de todas as formas: em cima do trabalho dos funcionários, nas dívidas contraídas por eles e na hora da demissão, pois se livram de pagar o que seriam direitos.

Não é à toa que pesquisa do Instituto Datafolha sobre imagem das empresas colocou um dos grandes bancos (o Unibanco) ao lado das empresas de telefonia, como aquelas que as pessoas não só não indicam como fazem campanha contra.

Mas, enquanto o Banco Central continuar a tomar suas decisões tendo-os como conselheiros, a situação continuará tranqüila para eles e absolutamente intranqüila para os bancários e clientes.

Só que a situação está mudando. Novos ares estão soprando, e eles parecem irreversíveis. Bem ao seu modo, o presidente Lula vai esticando a corda e Henrique Meireles vai assistindo à queda de seus dominós, um após outro. Logo, o presidente do Banco Central será como uma daquelas bóias no meio do mar, flutuando, sem nada que o sustente. Então, ele pedirá o boné e voltará a trabalhar para os patrões, agora de forma declarada.

Quando os bancos, para manter lucro e competitividade necessitarem de funcionários e de boa imagem junto aos clientes, vai ser um Deus nos acuda, em busca de consultorias, treinamentos.

Por enquanto, eles continuam agindo como o Unibanco, que, segundo a reportagem, distribuiu aos funcionários um comunicado no qual informa que, "depois de três cheques devolvidos no período de um ano e meio, o bancário será demitido por justa causa, depois de duas advertências".

Não importa o tempo de casa. Não importa o que ele já rendeu para o banco. Endividado, ele será jogado na rua, sem FGTS, sem a indenização ou o décimo terceiro. Como sucata.

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Elio Gaspari e o 'Risco Bevilaqua'

Da coluna de Elio Gaspari hoje:
Ao tempo em que os tucanos cantavam, espalhou-se a crença segundo a qual uma interferência do governo na ortodoxia do Banco Central dispararia uma sucessão de renúncias na sua diretoria, espalhando descrédito no
mercado.
Algo como os Mosqueteiros: Um por todos, todos por um.
Foram-se embora do BC dois legionários dos juros altos (Afonso Bevilaqua e Rodrigo Azevedo, ex-diretor do Credit Suisse First Boston) e não aconteceu nada.
Se o comportamento do mercado reflete juízos políticos, a saída de Bevilaqua e Azevedo foi bem recebida. Quando Bevilaqua deixou o BC, o Risco Brasil estava em 196. No dia seguinte, caiu para 191. Na semana passada, depois da saída de Azevedo, foi a 156.
Essa fidelidade é uma fantasia do terrorismo financeiro. O mercado gosta de dinheiro, não de diretores do BC.
Na verdade, o tal comportamento do mercado, quando colocado para quarar ao sol da realidade, revela-se um fantasminha de lençol, feito menos para assustar do que para lucrar em cima dos temores que provoca.

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