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Vídeo de 8'18 resume caso Assange e denuncia plano dos EUA de assassiná-lo

Em 2020, o WikiLeaks fundado por Julian Assange assombrou o mundo revelando arquivos secretos que mostravam crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos e aliados. Principais jornais do mundo, inclusive do Brasil, publicaram os documentos.

A partir desse dia começou uma perseguição sem fim dos Estados Unidos a Assange, procurando uma brecha para prendê-lo.

Só que divulgar crimes de guerra não é crime; crime é cometê-los.

Tentaram de tudo. Acuado, Assange pediu asilo à embaixada do Equador, na época presidido por Rafael Corrêa, que com Evo Morales, Hugo Chávez e Lula formavam uma coalizão informal de governos de esquerda na América do Sul.

Os Estados Unidos não se conformaram.

Uma reportagem de Zach Dorfman, Sean D. Naylor e Michael Isikoff publicada no Yahoo News revelou que a CIA tinha planos e estudos para sequestrar e até assassinar o líder do WikiLeaks.

O ano foi 2017, quando Assange já estava havia cinco anos asilado na embaixada do Equador e ilegalmente era espionado por câmeras e captadores de áudio infiltrados pelo governo dos Estados Unidos.

A ideia do sequestro e até do assassinato surgiu em função de novos pacotes de dados revelados pelo WikiLeaks, que atingiam o coração de operações de hackers da CIA, conhecidas coletivamente como "Vault 7". 

Tudo isso é mostrado neste vídeo do WikiLeaks.

[Se você tem dificuldade ou não fala inglês, clique na engrenagem no pé do vídeo, escolha legendas, inglês (gerada automaticamente); depois clique de novo em legendas, traduzir automaticamente e escolha o idioma português]



Como está o caso Assange

 

Esta semana a Justiça britânica retomou o julgamento do apelo de Assange por sua não extradição aos Estados Unidos. A perspectiva é de que o resultado saia dentro de um mês.

Caso não sejam aceitos os argumentos da defesa de Assange, ele será enviado aos Estados Unidos para ser julgado por haver divulgado os crimes dos EUA.

Se os Estados Unidos estavam dispostos a sequestrá-lo e até matá-lo, é fácil prever que o resultado do julgamento só pode estar relacionado às duas ações, agora sob o manto da "Justiça": sequestro (transformado em prisão perpétua ou 170 anos) ou assassinato (transformado em pena de morte).

Assange está preso em uma cela de segurança máxima na prisão de Belmarsh, numa solitária, há cinco anos, sem que haja crime algum imputado a ele naquele país, a não ser o de não ter se apresentado à Justiça britânica, quando pediu asilo na embaixada do Equador.

A isso chamam Justiça.


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Caso Assange: Marcado o Dia D para a extradição ou não de Assange aos EUA

O Supremo Tribunal do Reino Unido confirmou a realização das audiências públicas que julgarão o caso da extradição do líder do WikiLeaks Julian Assange aos Estados Unidos.

As audiências vão acontecer nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2024. Esta pode ser a última oportunidade para impedir a extradição de Julian Assange. Se extraditado, ele poderá ser condenado a 175 anos de prisão por expor crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos nas guerras do Afeganistão e do Iraque.

Imediatamente após o anúncio da data do julgamento, os apoiadores responderam convocando um protesto em massa em frente ao tribunal nos dias da audiência às 8h30 em Londres e em todo o mundo.

Assange está confinado na prisão de alta segurança de Belmarsh desde que foi detido num pedido de extradição dos EUA, em 11 de abril de 2019. Este será o seu quinto Natal em Belmarsh.

A próxima audiência pública será realizada perante um painel de dois juízes que irá rever uma decisão anterior do Tribunal Superior tomada por um único juiz em 6 de Junho de 2023, que recusou a Assange permissão para recorrer.

Stella Assange, esposa de Julian, com quem ele se casou já na prisão, e que tem feito campanha incansável pela sua liberdade, disse: 

"Os últimos quatro anos e meio tiveram um impacto considerável sobre Julian e sua família, incluindo nossos dois filhos pequenos. A sua saúde mental e o seu estado físico deterioraram-se significativamente. Com a miríade de provas que surgiram desde a audiência original em 2019, como a violação do privilégio legal e relatos de que altos funcionários dos EUA estiveram envolvidos na formulação de planos de assassinato contra o meu marido , não há como negar que um julgamento justo, e muito menos a segurança de Julian em solo estadunidense, seria uma impossibilidade caso ele fosse extraditado. A perseguição deste jornalista e editor inocente deve acabar."

Kristinn Hrafnsson, editora-chefe do WikiLeaks, também se pronunciou: 

"Não há imprensa sem proteção para operar livremente. O caso de Julian é um momento marcante; o Reino Unido precisa decidir se deseja ser um refúgio para a imprensa livre ou se deseja deseja ser cúmplice na degradação de um valor fundamental da nossa democracia. Esta é a última oportunidade para os juízes no Reino Unido impedirem esta extradição injusta de um homem inocente."

Para obter mais informações sobre a audiência e o protesto, programado para começar às 8h30, e como participar, visite https://freeassange.org/

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Imprensa mundial lava as mãos e Assange pode ser extraditado a partir do dia 18


Der Spiegel, Le Monde, The New York Times, The Guardian, El País —nem cito os brasileiros, pois esses não valem nada mesmo— ganharam muito dinheiro e prestígio publicando os cabos do WikiLeaks de Julian Assange, mas agora, vergonhosamente, lavam as mãos, enquanto o líder do WikiLeaks pode ser extraditado aos EUA a partir do dia 18 de maio, caso a Ministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel, autorize.

Mas não apenas a grande imprensa. O caso se arrasta há mais de dez anos e o mundo parece cansado, parece ter jogado a toalha e precificado a extradição e morte, não apenas física mas histórica, de Julian Assange, em prisão solitária nos EUA, onde deve ficar pelo resto da vida. Uma petição do Repórteres sem Fronteiras não conseguiu juntar até o momento 40 mil assinaturas.

Assange está pagando pelo crime de divulgar crimes de guerra dos Estados Unidos e aliados. Crimes que todos os jornais citados publicaram na época, sem serem criminalizados por isso. Ao contrário de Assange, que está pagando com a própria vida, pois hoje é um morto-vivo, um zumbi, que o mundo não vê a hora de ser encarcerado numa solitária para que nunca mais se fale seu nome nem se denunciem crimes de guerra, como o praticado ontem por Israel ao assassinar com um tiro na cabeça a jornalista Shireen Abu Akleh da Al Jazeera, perfeitamente identificada com colete de imprensa.

Restamos os poucos que continuamos pedindo #FreeAssangeNow e defendendo que divulgar crimes não é crime; crime é cometer crimes de guerra, como EUA, Israel e aliados.


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Justiça britânica autoriza extradição de Assange aos EUA, conforme antecipou WikiLeaks

O WikiLeaks antecipou, e eu publiquei aqui, que a justiça britânica iria autorizar a extradição de Assange aos Estados Unidos. O caso agora passa para a mão da ministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel, que vai dar a decisão final, provavelmente também autorizando a extradição.

Nos EUA, Assange pode ser condenado a até 175 anos de prisão pelo "crime de divulgar crimes de guerra dos Estados Unidos", mas, como não podem confessar isso, alegam que ele teria exposto vidas de pessoas ao liberar os documentos secretos. Só que isso também não é verdade.

Aos fatos: ao receber os arquivos secretos, Assange viu que pelo tamanho do material não teria com dar conta dele (mais ou menos como aconteceu aqui com os arquivos da Vaza Jato). Chamou jornalistas de alguns dos principais jornais do mundo para ajudá-lo com o material.

Foi um sucesso, as reportagens bombaram (com duplo sentido) pelo mundo, inclusive no Brasil.

Mas, como não poderia deixar de ser, os documentos estavam guardados com uma chave secreta, de que apenas Assange e esses jornalistas parceiros tinham conhecimento. Todos são unânimes em afirmar da intensa preocupação de Assange com a divulgação de nomes, que pudessem colocar a vida de pessoas inocentes em risco.

No entanto, dois jornalistas do britânico Guardian —David Leigh e Luke Harding— revelaram a senha em um livro que publicaram sobre o Wikileaks (Wikileaks: Inside Julian Assange's War on Secrecy). [imagem abaixo].

Reparem na preocupação de Assange, ao acrescentar uma palavra que deveria ser apenas gravada na memória (Diplomatic) e não escrita, para garantir um segredo maior.

Temerosos com a divulgação da senha, Assange e o WikiLeaks resolveram abrir os arquivos para todo mundo acabando com a chave de acesso. Com isso, pretendiam evitar que um governo interessado em brecar a divulgação das mensagens (seriam os Estados Unidos, amigos leitores?...) pudesse usar a senha, mudá-la e trancar o acesso ao material.

Por isso, Assange está há dez anos afastado da sociedade (sete anos como exilado na embaixada do Equador, sem poder sair, e mais três anos na prisão de segurança máxima de Belmarsh, em Londres).

E os jornalistas do Guardian que divulgaram a chave de segurança e acabaram forçando a liberação geral dos documentos? Nem testemunhar em favor de Assange foram.

A prisão, extradição e condenação de Assange é um crime que vem ocorrendo há dez anos, para servir de exemplo aos jornalistas do mundo, que devem aprender que não se deve divulgar crimes de guerra dos Estados Unidos e aliados. Ou sofrerão como Assange.

A defesa de Assange tem prazo até 18 de maio para recorrer, mas dificilmente vão conseguir reverter a decisão da justiça britânica. A menos que haja uma intensa pressão mundial pela libertação de Assange, ou um súbito desinteresse dos EUA por sua extradição —infelizmente hipóteses remotas.

#FreeAssange


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WikiLeaks dá como certo que justiça britânica irá aprovar extradição de Assange para os EUA

Em publicação fixada em seu perfil no Twitter, o WikiLeaks informa que a justiça britânica decidirá, no próximo dia 20, pela autorização da extradição de Julian Assange para os Estados Unidos.

A partir daí o caso vai para a ministra do Interior, a conservadora Priti Patel, que todos apostam que vai dar o Ok para que o líder do WikiLeaks seja extraditado e apodreça numa solitária nos Estados Unidos pelo "crime" de ter denunciado crimes de guerra dos EUA e aliados —entre eles o próprio Reino Unido.A defesa de Assange tem até o dia 18 de maio para recorrer à Suprema Corte. 

Assim Julian vai sendo mantido preso, isolado do mundo, em Belmarsh, Londres, UK, ou numa prisão de segurança máxima dos EUA, para servir de exemplo para que ninguém mais se atreva a revelar crimes de guerra do "Ocidente democrático e cristão".

Até divulgação de imagens atuais de Julian Assange estão proibidas. Ninguém teve acesso a fotos de seu recente casamento com a mãe de seus dois filhos Stella Moris, simplesmente porque foram proibidas. O que se sabe de Assange é o que Stella informa. E é triste.

Ativistas, médicos, advogados já enviaram cartas a Priti Patel, em favor da liberdade de Julian Assange.

#FreeAssangeNow

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ASSANGE. Justiça britânica autoriza extradição aos EUA, que planejaram sequestrá-lo e assassiná-lo


Cúmplice nas ações criminosas de guerra dos EUA, o Reino Unido acaba de anular nesta sexta a decisão da juíza Vanessa Baraitser, que havia negado a extradição de Assange aos Estados Unidos. Com isso, a extradição pode ser determinada a qualquer momento. A defesa de Assange já avisou que vai recorrer da decisão.
 
A declaração da noiva de Assange e mãe de seus dois filhos Stella Morris resume o absurdo da decisão:
"Como pode ser justo, como pode ser certo, como pode ser possível, extraditar Julian para o próprio país que conspirou para matá-lo?"
Para quem não se recorda, reportagem de Zach Dorfman, Sean D. Naylor e Michael Isikoff publicada no Yahoo News revelou que a CIA tinha planos e estudos para sequestrar e até assassinar o líder do WikiLeaks.
 
O ano foi 2017, quando Assange já estava havia cinco anos asilado na embaixada do Equador e ilegalmente era espionado por câmeras e captadores de áudio infiltrados pelo governo dos Estados Unidos.
 
A ideia do sequestro e até do assassinato surgiu em função de novos pacotes de dados revelados pelo WikiLeaks, que atingiam o coração de operações de hackers da CIA, conhecidas coletivamente como "Vault 7". A reportagem publicada no Yahoo é extensa e vale a conferida [em inglês].
 
Em favor de Assange, ainda há a informação da principal testemunha apresentada pelos Estados Unidos de que seu depoimento era falso e foi forçado pelo FBI (como as delações premiadas da Lava Jato aqui no Brasil).
 
A testemunha dos EUA é o islandês Sigurdur Thordarson, que declarou que mentiu em seu depoimento em que acusou Assange, pressionado e acobertado pelo FBI. Ele  está preso agora em seu país, Islândia. É "um hacker pedófilo condenado por abusar sexualmente de nove crianças, tendo sido absolvido de cinco outros casos por falta de provas". Ponto importantíssimo em favor de Assange, já que Thordarson foi a única testemunha contra Assange.
 
Essas informações, que surgiram após a decisão da juíza Baraitser, deveriam reforçar a negativa de extradição e não permiti-la, como decidiu agora a justiça britânica.

Irmanado nos crimes de guerra denunciados por Assange e o WikiLeaks, a justiça britânica permite a extradição com a garantia do governo dos EUA de que seus prisioneiros recebem atendimento humanitário. 
 
Um pouco desse "atendimento humanitário" pode ser conferido aqui, em postagem do Blog do Mello de há 14 anos, 2007, e que esta pequena imagem ilustra [há outras no link].

 
#FreeAssange




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Recomeça julgamento de Assange hoje no Reino Unido


Recomeça hoje o julgamento do pedido de extradição de Julian Assange aos Estados Unidos. Se for extraditado, Assange pode ser condenado a 175 anos de prisão e apodrecer numa prisão de segurança máxima dos EUA por ter revelado ao mundo os crimes de guerra cometidos por aquele país e aliados.
 
O julgamento de hoje vai tratar da apelação dos Estados Unidos contra a sentença da Juíza Vanessa Baraitser que determinou a não extradição do líder do Wikileaks.
 
A promotoria dos EUA alega que o médico que deu o laudo de que Assange poderia muito provavelmente se suicidar na prisão omitiu o fato de Assange ser pai de dois filhos de sua noiva Stella Moris.
 
Em favor de Assange há dois fatos novos, surgidos depois do julgamento da juíza Vanessa Baraitser em janeiro deste ano: a informação da principal testemunha apresentada pelos Estados Unidos de que seu depoimento era falso e foi forçado pelo FBI (como as delações premiadas da Lava Jato aqui no Brasil). O outro, a informação publicada em setembro no Yahoo de que a CIA teria realizado planejamento para sequestrar e até assassinar Assange.
 
A testemunha dos EUA é o islandês Sigurdur Thordarson, que declarou que mentiu em seu depoimento, pressionado e acobertado pelo FBI. Ele  está preso agora em seu país, Islândia. É "um hacker pedófilo condenado por abusar sexualmente de nove crianças, tendo sido absolvido de cinco outros casos por falta de provas". Ponto importantíssimo em favor de Assange, já que Thordarson foi a única testemunha contra Assange.
 
Outro ponto em favor de Assange foi a reportagem de Zach Dorfman, Sean D. Naylor e Michael Isikoff publicada no Yahoo News que revelou que a CIA tinha planos e estudos para sequestrar e até assassinar o líder do WikiLeaks.
 
O ano foi 2017, quando Assange já estava havia cinco anos asilado na embaixada do Equador e ilegalmente era espionado por câmeras e captadores de áudio infiltrados pelo governo dos Estados Unidos.
 
A ideia do sequestro e até do assassinato surgiu em função de novos pacotes de dados revelados pelo WikiLeaks, que atingiam o coração de operações de hackers da CIA, conhecidas coletivamente como "Vault 7".
 
A reportagem publicada no Yahoo é extensa e vale a conferida [em inglês]. Mas, de prático, o que se vê é que os Estados Unidos acabaram por optar usar contra Assange o mesmo que fizeram com Lula e o PT no Brasil: ação judicial. Sequestro e assassinato jurídico. 
 
Com os novos fatos, a liberdade de Assange deveria ser o resultado final do julgamento que recomeça hoje. Mas, aí, muito provavelmente os Estados Unidos vão apelar à Suprema Corte britânica e o calvário de Julian Assange vai prosseguir, pois nem permitir que ele responda em liberdade permitem.
 
Como já escrevi aqui, na prática Assange está sequestrado pelo governo dos EUA na prisão do Reino Unido em que se encontra, numa solitária e quase incomunicável. Para que sirva de lição aos jornalistas de todo o mundo de que não se pode divulgar crimes dos Estados Unidos.
 
Por isso é fundamental que todos lutemos pela liberdade imediata de Assange e sua não extradição aos Estados Unidos.
 
#FreeAssange





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CIA planejou sequestrar e assassinar Assange. Extradição é o caminho jurídico para os mesmos fins

Reportagem de Zach Dorfman, Sean D. Naylor and Michael Isikoff no Yahoo News revela que a CIA tinha planos e estudos para sequestrar e até assassinar o líder do WikiLeaks Julian Assange.
 
O ano foi 2017, quando Assange já estava há cinco anos asilado na embaixada do Equador e ilegalmente era espionado por câmeras e captadores de áudio infiltrados pelo governo dos Estados Unidos.
 
A ideia do sequestro e até do assassinato surgiu em função de novos pacotes de dados revelados pelo WikiLeaks, que atingiam o coração de operações de hackers da CIA, conhecidas coletivamente como "Vault 7".
 
A reportagem publicada no Yahoo é extensa e vale a conferida [em inglês]. Mas, de prático, o que se vê é que os Estados Unidos acabaram por optar usar contra Assange o mesmo que fizeram com Lula e o PT no Brasil: ação judicial. Sequestro e assassinato jurídico.
 
Na prática, com o pedido de extradição Assange está sequestrado pelo governo dos EUA na prisão do Reino Unido em que se encontra, numa solitária e quase incomunicável.
 
Seu assassinato acontecerá caso a extradição venha a ser concedida agora em outubro, quando o pedido vier a julgamento. Laudos médicos são categóricos em afirmar que Assange tem altíssima possibilidade de se suicidar. Ou, caso não consiga, ser um zumbi na solitária, apagado das páginas dos jornais e da história.
 
O crime de Assange? Divulgar os crimes de guerra dos Estados Unidos e aliados. Assassinatos de civis, tortura, espionagem de governos até de pretensos "aliados", como o Brasil.
 
Só que divulgar crimes não é crime, é jornalismo. Crime é cometer crimes de guerra, como o fazem Estados Unidos e aliados, impunemente. Basta ver o genocídio do povo palestino por Israel, que o mundo acompanha com exclamações ("que absurdo!", "crueldade!", "são crianças!") de braços cruzados.
 
Por isso é tão fundamental que todos lutemos pela liberdade de Assange e sua não extradição aos Estados Unidos.





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Justiça britânica apoia demanda dos EUA e extradição de Assange fica mais próxima. Decisão em outubro


Na quarta, 11, um juiz britânico atendeu pedido da promotoria dos EUA em acusação a Assange aceitando incluir no processo uma contestação ao argumento da defesa de risco de vida de Assange em prisão dos EUA. 
 
Por aí pode estar o caminho de uma decisão favorável à extradição do líder do WikiLeaks. Porque, é bom lembrar, esse foi o motivo de a juíza Vanessa Baraitser negar a extradição em janeiro.
 
Baraitser aceitou todas as teses da acusação e Assange só não foi extraditado porque a juíza atendeu à defesa que provou o enorme risco de Assange atentar contra a própria vida caso fosse extraditado.
 
Quem aceitou a demanda dos EUA foi o juiz Timothy Holroyde, do Tribunal de Recurso de Inglaterra e do País de Gales:
“Tendo em conta a importância da administração de justiça de um tribunal ter de ser capaz de responder sobre a imparcialidade de uma testemunha especializada, é, na minha opinião, defensável que deveria ter sido feita uma consideração mais detalhada e mais crítica sobre por que é que a resposta humana compreensível [dada pelo professor] pode ter originado um relatório inexacto”, disse Holroyde. 

A contestação ao relatório médico será, assim, um dos quatro fundamentos que os advogados dos EUA vão apresentar no recurso à decisão de Baraitser, cuja audiência está agendada para os dias 27 e 28 de Outubro. [Fonte: Publico]

Agora, com a aceitação de uma contestação ao laudo da defesa, pode ser aberta a trilha para que os EUA consigam a extradição de Julian e ele apodreça numa solitária dos EUA (ou se mate por lá), para que o mundo aprenda que não se pode denunciar crimes dos Estados Unidos impunemente.

Porque, para os EUA, cometer crimes de guerra não é crime; crime é denunciá-los, como fez Assange no WikiLeaks.





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Como Trump, Departamento de Justiça de Biden pede que o Tribunal Britânico reveja sentença e aprove a extradição de Julian Assange


O governo do presidente Biden ignorou as manifestações de grupo de defensores das liberdades civis e dos direitos humanos e apelou ontem contra a sentença da juíza britânica que negou a extradição de Julian Assange aos Estados Unidos.

Com isso, o governo Biden sinalizou que continua com a tentativa de seu antecessor de processar Julian Assange, o fundador do WikiLeaks. 
 
Uma porta-voz do Crown Prosecution Office disse hoje que o governo dos EUA protocolou a petição ontem, quinta-feira. Os termos da apelação não foram divulgados, porque os registros no tribunal britânico, ao contrário dos Estados Unidos, não são públicos por padrão. 
 
Marc Raimondi, porta-voz do Departamento de Justiça, disse que o governo estadunidense não tinha permissão para distribuí-lo, mas confirmou seu pedido. 
"Continuamos buscando a extradição", disse ele. [Fonte: The New York Times]
 #FreeAssangeNow



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Assange e um elefante num quarto escuro. Com a palavra o Relator Especial da ONU sobre Tortura, Nils Melzer


Em longa entrevista [que você pode acessar na íntegra, em inglês, aqui] sobre o caso de perseguição a Julian Assange, o Relator Especial da ONU sobre Tortura, Nils Melzer, usou a seguinte imagem para ilustrar o que está acontecendo:
Imagine um quarto escuro. De repente, alguém ilumina o elefante na sala - os criminosos de guerra, a corrupção. Assange é o homem com a lanterna. Os governos ficam brevemente em choque, mas depois mudam o foco da lanterna para Assange com acusações de estupro. É uma manobra clássica quando se trata de manipular a opinião pública. O elefante mais uma vez desaparece na escuridão, atrás do holofote. E Assange passa a ser o foco das atenções, e começamos a conversar sobre se Assange está andando de skate na embaixada [do Equador, quando exilado] ou se está alimentando seu gato corretamente. De repente, todos nós somos "informados" que ele é um estuprador, um hacker, um espião e um narcisista. Mas os abusos e crimes de guerra que ele denunciou desaparecem na escuridão.
Assange, através do WikiLeaks, revelou crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos e aliados (o elefante), mas aí a lanterna da mídia comercial, movida pelos interesses do Mercado e dos aliados, devolveu o elefante à escuridão, deixou de investigar os crimes de guerra cometidos e passou a criminalizar Assange.
 
É isso o que Nils Melzer mostra nessa entrevista reveladora [Vou publicar destaques dela em outra postagem, ou postagens]. Toda a mentira sobre a acusação de estupro que Assange teria cometido. Acusação que, simplesmente, nunca houve, nunca mulher alguma acusou Assange de estupro ou assédio. A não ser em "supostas" notícias na mídia comercial. E no governo da Suécia, vergonhosamente parcial em favor dos EUA.
 
Quando se discute o julgamento de Assange e sua ainda possível extradição aos Estados Unidos (os promotores dos EUA recorreram da decisão da juíza, contrária à extradição) se está deixando de discutir o verdadeiramente grave nisso tudo: os crimes de guerra, torturas, assassinatos, até de crianças e famílias inteiras de civis, por militares dos Estados Unidos e aliados, inclusive a Grã-Bretanha, onde Assange pena numa solitária.
 
Denunciar crimes não é crime. Crime é cometê-los.
 
#FreeAssange




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Ex-cônsul do Equador diz que testemunhas confirmam que Assange foi espionado pelos EUA dentro da embaixada do Equador em Londres


O ex-cônsul do Equador Fidel Narváez fez uma denúncia gravíssima, que se não fossem esses tempos de lawfare causariam a anulação do pedido de extradição de Julian Assange feito pelo governo dos Estados Unidos ao Reino Unido.

Narváez afirmou que a empresa contratada pelo governo do Equador para tratar da segurança cibernética e local da Embaixada do país em Londres teria sido subornada pelo governo dos Estados Unidos e passou a espionar Assange durante o período em que ele esteve exilado por lá.

Mais uma vez, fica provado que os Estados Unidos não vêm limites quando se trata de cuidar de seus interesses. Desrespeitar uma embaixada é como invadir o território do próprio país.

Assista ao vídeo abaixo com a denúncia do ex-cônsul.




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Psiquiatra de Assange vê alta probabilidade de suicídio no caso de sua extradição para os EUA


O psiquiatra Michael Kopelman, professor emérito de neuropsiquiatria do King's College London, está tratando de Julian Assange no período em que ele se encontra preso em Londres.

O dr. Kopelman depôs como testemunha de defesa e afirmou que é altamente provável que Assange tente suicídio caso seja extraditado para os Estados Unidos.

Assange tem histórico de depressão registrado há 30 anos e casos de suicídio na família - um tio e o avô materno.

Como agravante, Assange é portador da síndrome de Asperger, um tipo de autismo que também parece aumentar a probabilidade de suicídio.
“É a iminência da extradição e / ou uma extradição efetiva que vai desencadear a tentativa, na minha opinião.

"Será resultado diretamente de sua depressão clínica, exacerbada por sua síndrome de ansiedade e seu PTSD e executado com a determinação obstinada de seu transtorno do espectro do autismo de Asperger", disse ele.

Ele também listou outros fatores que agravam o risco de Assange tirar a própria vida, incluindo o alto risco relatado de suicídio entre presidiários em celas isoladas, a intensidade das preocupações suicidas de Assange, evidências de planejamento e preparação, bem como sua própria "consciência aguda de as perspectivas que ele enfrenta ".

Kopelman disse que Assange havia relatado a ele que vinha sofrendo alucinações, incluindo ouvir vozes e música em sua cabeça, bem como ter alucinações somáticas em que uma pessoa experimenta sensações físicas apesar de nenhum contato ter ocorrido.

“As vozes são coisas como 'Você é pó, você está morto, estamos vindo para te pegar.' Eles são depreciativos e persecutórios ", disse Kopelman.

"O Sr. Assange ficará muito envergonhado com isso vir a público", acrescentou. Ele disse que as drogas antipsicóticas ajudaram a suprimir as alucinações. [The Sidney Morning Herald, em inglês]
Pela narrativa do psiquiatra de Assange, os Estados Unidos conseguiram em parte seu intento: em vez de estarem como réus no Tribunal por crimes de guerra, Assange é quem está.

Extraditado ou não (a possibilidade maior, vergonhosamente, é pela extradição), Assange está severamente castigado, física e mentalmente, apontando ao mundo a tortura que pode se abater sobre quem se atreve a desafiar os EUA.

Mas tudo isso será ainda pior com a extradição.

No entanto, mesmo com o silêncio cúmplice, ou quando muito a cobertura discreta da mídia comercial sobre o julgamento, aumenta pelo mundo o número de pessoas que apoiam Assange e defendem não apenas que ele não seja extraditado como sua liberdade.

Divulgar crimes de guerra não é crime. Crime é cometê-los.

#FreeAssange



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Punir Assange é um meio para alcançar um fim: punir toda a mídia crítica aos governos



Seguindo nossa série de publicações sobre o julgamento para a extradição de Julian Assange, um texto do jornalista e escritor canadense Cory Doctorow.
As audiências de extradição de Julian Assange são francamente aterrorizantes, e se você se preocupa com a liberdade de imprensa, deve se preocupar, independentemente de gostar de Assange ou do WikiLeaks. Como diz o velho ditado, "Casos difíceis geram leis ruins."

A acusação do Departamento de Justiça de Trump vai a algum lugar que nenhum outro presidente ousou ir: acusar criminalmente um editor por seu papel na publicação de documentos classificados, algo que os meios de comunicação fazem regularmente.

Assange foi acusado de acordo com a Lei de Espionagem - mais uma vez, a primeira vez para um editor - porque ele fez algo rotineiro: aconselhou uma fonte sobre como se proteger de retaliação. Isso é algo que eu fiz.

Se você é um jornalista investigativo que trabalha com denunciantes, você também já fez isso. Por exemplo, uma fonte me contatou sobre corrupção dentro de uma empresa de tecnologia na qual trabalhava.

Expliquei a eles como mudar para o Signal, ativar mensagens que desaparecem, obter um gravador e como encontrar um advogado trabalhista para ajudá-los a entender seus direitos (imagino que o conselho do advogado os assustou, porque logo após fazerem contato, eles desapareceram )

Este é realmente o mínimo dever de cuidado que nós jornalistas devemos às nossas fontes e está no cerne do caso do Departamento de Justiça de Trump contra Assange - que não enfrenta acusações por nada relacionado com a eleição de 2016 ou "Russiagate".

Esta é, mais uma vez, uma inovação única de Trump: argumentar que o editor, e não a fonte, deve ser acusado criminalmente por seu papel em revelar segredos de estado.

As fontes há muito enfrentam retaliação (é por isso que os jornalistas procuram protegê-las), mas os editores estavam fora desse alcance.

Mesmo o governo Obama, que usou a Lei de Espionagem contra mais vazamentos do que todos os presidentes da história somados, não foi atrás dos editores.

Isso é uma coisa de Trump, e ele está usando Wikileaks e Assange para abrir o precedente. Trump - e seus aliados políticos mais astutos e táticos - sabem que seus adversários não gostam de Assange e não vão defendê-lo, então Assange é um meio para seu fim.

Esse fim: permitir que futuras administrações cobrem criminalmente as editoras que publiquem vazamentos de que não gostem. Fechar meios de comunicação e colocar seu pessoal-chave na prisão por longas sentenças.

A indiferença pública ao tratamento absolutamente medonho de Assange encorajou aqueles no Reino Unido e nos EUA que querem usar esta oportunidade para tomar o máximo de poder para punir a imprensa. [original em inglês, aqui]




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Acusação usa jornalistas do Guardian contra Assange e eles não se manifestam




Em seu perfil no Twitter, Craig Murray lança dura crítica a dois jornalistas do The Guardian, que têm sido usados pela acusação contra Assange e não têm se prontificado a vir a público testemunhar em seu favor.

O Guardian e outros grandes jornais da mídia comercial pelo mundo, inclusive do Brasil, publicaram material do WikiLeaks de Assange e agora estão acompanhando à distância, ou nem isso, o julgamento que pode levar à extradição do jornalista, editor e publisher do WikiLeaks, fazendo a egípcia.
Dois indivíduos - David Leigh e Luke Harding do The Guardian foram citados pelo Ministério Público que atacou Assange, como justificativa para sua extradição, em todos os dias da audiência. Ambos têm mantido um silêncio vergonhoso e covarde.
Muitas testemunhas a esse respeito disseram que Julian Assange era extremamente cuidadoso em proteger identidades - mesmo "obcecado" por isso - no material do Wikileaks e cuidando da redação antes da publicação. O advogado do governo dos EUA cita apenas os dois, Leigh e Harding, dizendo o contrário.
A promotoria os cita várias vezes, mas eles não têm coragem de ficar no banco das testemunhas e ser interrogados sobre essas declarações. Talvez pelo fato de ter sido a publicação DELES da senha do cache em seu livro que levou ao vazamento do material não editado.
Por que esses jornalistas agem assim? Para se protegerem ou protegerem o The Guardian?

Por que a mídia comercial se mantém praticamente ausente do julgamento? Não percebem que estão permitindo um precedente que poderá ser usado contra eles no futuro?

A acusação já disse que nenhum jornalista estará a salvo de vir a ser julgado pela lei dos EUA, caso publique material confidencial daquele país.

Vamos ver se com a provocação de Murray, que os citou com as arrobas do Twitter que possuem [eu também fiz o mesmo, em seus perfis] eles continuam em silêncio.



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