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GILMAR MENDES TEM UM RETRATO DE FHC EM SUA MESA DE TRABALHO




A informação está na coluna do Merval Pereira, reproduzida aqui:
"Nomeado por Fernando Henrique Cardoso, Gilmar Mendes mantém um retrato do ex-presidente em sua mesa de trabalho".
Leitor astuto, leitora sagaz, por que Gilmar tem esse retrato bem à vista? Será que ele ainda pensa que FHC é o presidente do Brasil? Que paixão é essa?


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Alta cúpula tucana leva Mário Soares no bico

O ex-presidente de Portugal Mário Soares ficou sem entender nada. Reuniu-se com alguns tucanos de alta plumagem para colher deles opiniões sobre a situação atual do Brasil. No final de semana, encontrou-se com o governador paulista José Serra e o ex-presidente e tucano-mor Fernando Henrique Cardoso. Eles disseram coisas cabeludas sobre o governo Lula e os problemas do Brasil.

Na segunda, pela manhã, Mário Soares não entendeu nada, quando pesquisa CNT/Sensus publicada naquele dia indicava uma aprovação de quase 70% do presidente Lula. Sentiu-se como o próprio português da piada.

Também, quem manda ir perguntar ao porco o que ele pensa do bacon...
Leia também:

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» Os udenistas estão se danando

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Por que FHC pôde e Lula não?

É impressionante a hipocrisia demo-tucana e a cara de pau de seus arautos, pitblogueiros, “grande imprensa” etc., ao falar em golpe, quando alguns deputados da base aliada pensam num plebiscito para que seja decidido pelo povo se quer ou não a possibilidade de um terceiro mandato para o presidente Lula.

Por que só agora falam em Constituição, cláusula pétrea, em golpe de Estado? Não foi exatamente o que fez Fernando Henrique Cardoso, quando, num lance inédito, que nem os militares ousaram fazer durante a ditadura militar, rasgou a Constituição – com 200 mil Reai$ motivos, segundo o ex-deputado Ronivon Santiago - em busca do segundo mandato, que acabou conquistando nas urnas?

Se não foi pecado mortal Fernando Henrique emendar o primeiro mandato com um segundo, por que o será agora emendar o segundo de Lula com um terceiro, se isso for aprovado pelo Congresso e depois pela população nas urnas?

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Renan sai. Qual a próxima não-notícia?

O senador Renan Calheiros pediu agora à noite licença do cargo de Presidente do Senado por 45 dias.

Vamos ver qual é o novo assunto que os jornalões, a Veja e a Rede Globo vão inventar para não terem que falar na renovação das concessões de rádio e TV, na CPI da TVA, no valerioduto tucano, na acusação de Azeredo de que a campanha de FHC levou dinheiro desviado do governo de Minas, no bilhão doado a Cacciola, na venda imoral da Vale do Rio Doce...

Qual não-notícia vai ser a próxima atração?

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FHC à TV inglesa: ‘Agora [no governo Lula] estamos progredindo de fato’

Em participação no programa de entrevista Hard Talk, que vai ao ar no canal de notícias internacional BBC World, o ex-presidente Fernando Henrique fez o que não faz aqui, confessou que o Brasil está progredindo de fato, “que está havendo uma redução do nível de pobreza” e que “A diminuição da pobreza no Brasil tem sido impressionante”.

E, para os que afirmam que a política econômica do governo Lula é uma mera continuação do governo FHC, uma surpresa:

- Lula apresentou um programa diferente, ao qual não me oponho. Sou a favor.

Para o ex-presidente, só não vê o progresso do país, um certo tipo de gente, com o qual se identifica e que se identifica com ele. Assim ele define como estão se sentindo:

FHC - Eu não diria que existe uma crise de identidade...acho que é mais um sentimento de malaise...se me permite usar uma expressão em francês...como se nós não estivéssemos nos sentindo bem. Quer dizer, me refiro à classe média, àquelas pessoas que lêem jornais ou que tentam seguir o que acontece no Congresso.

O Blog Olhos da Eternidade dividiu a entrevista de FHC em duas partes, com legendas em português. Elas estão aqui, na ordem.

Caso não queira, ou não possa, assisti-las, leia a transcrição da entrevista na íntegra no site da BBC Brasil.





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Valerioduto tucano pagou juiz eleitoral nomeado por FHC

PF diz que valerioduto pagava juiz que favoreceu PSDB-MG

Rogério Tolentino, advogado de Valério, recebeu R$ 302 mil quando atuou no TRE-MG

Nomeado por Fernando Henrique Cardoso em 20 de julho de 1998, Tolentino decidia sistematicamente a favor da coligação do PSDB

Reportagem de Frederico Vasconcelos, na Folha, hoje:

Rogério Lanza Tolentino, advogado do publicitário Marcos Valério, foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e recebeu dinheiro do valerioduto durante a campanha de 1998, quando o então governador Eduardo Azeredo (PSDB) tentou, sem êxito, a reeleição. Atuando como juiz eleitoral, Tolentino votou favoravelmente ao candidato tucano em decisões próximas a depósitos em sua conta e na de sua mulher.

Relatório da Polícia Federal no inquérito do valerioduto mineiro registra que, entre agosto e outubro de 1998, foram feitos cinco pagamentos no total de R$ 302.350 ao juiz e a sua mulher, Vera Maria Soares Tolentino. Para a PF, seriam "recursos de estatais desviados para o caixa de coordenação financeira da campanha".

Tolentino alega que "foi advogado da agência SMPB, de Marcos Valério, entre 1988 e 2005", e que "os pagamentos se referem a acerto de honorários que ficaram atrasados". Os depósitos na conta da mulher foram feitos "por mera comodidade ou para evitar a cobrança de CPMF". A SMPB participou da campanha de Azeredo.

Réu do mensalão do PT pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Tolentino foi juiz eleitoral no biênio 1998/2000, indicado para vaga de advogado em lista tríplice e nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 20 de julho de 1998. Advogados, juízes e promotores (ouvidos com a condição de terem os nomes preservados) dizem que Tolentino sistematicamente decidia a favor da coligação do governador tucano - o que ele nega.

Procurado pela Folha, Tolentino inicialmente informou que "não participou de qualquer julgamento referente à campanha do então candidato Eduardo Azeredo". Confrontado com registro de acórdão de julgamento em que atuou como relator, com voto a favor do tucano, modificou sua versão.

Dois episódios esvaziam as alegações do advogado. Em sessão realizada em 10 de setembro de 1998, o TRE-MG cassou liminar concedida pelo juiz relator Tolentino, que permitira a Azeredo usar o tempo de propaganda destinado a candidatos a deputado, contrariando a legislação eleitoral.

Em 28 de setembro de 1998, a coligação que apoiava Itamar Franco (PMDB-PST) manifestou ao TRE-MG "a notável evolução do entendimento" de Tolentino, que deferiu liminar favorável a tucanos quando, cinco dias antes, negara pedido semelhante a peemedebistas.

Nas sessões de 16 de setembro de 1998 e 1º de outubro de 1998, quando o TRE-MG julgou recursos sobre direito de resposta, Tolentino novamente não votou contra Azeredo.

No relatório da PF, o delegado Luís Flávio Zampronha diz que "o advogado e consultor jurídico" Tolentino foi "sistematicamente beneficiado com os recursos públicos desviados".

O delegado cita que "Marcos Valério fez, no dia 8 de setembro de 1998, a retirada da quantia de R$ 139.350 do fundo formado por recursos oriundos da Cemig e dos empréstimos concedidos pelo Banco Cidade (...), valor idêntico ao recebido no dia 18 de setembro de 1998 por Vera Maria Tolentino". E acrescenta: "Possivelmente Rogério Tolentino tentará justificar tal pagamento através de supostos serviços de consultoria jurídica, mas não terá como explicar a coincidência dos valores recebidos por sua esposa e por Marcos Valério".

O relatório cita o desvio de recursos da Comig e da Copasa, a título de apoio, sem licitação, ao "Enduro da Independência", em 1998. Foram transferidos R$ 3 milhões das duas estatais à SMPB. Essa articulação foi desmontada a partir da Representação nº 662/98, oferecida ao TRE pela coligação de Itamar, propondo ação de investigação judicial por abuso de poder econômico contra a coligação que apoiava Azeredo.

Nessa representação, Tolentino nega, mas participou de julgamento de recurso contra decisão determinando que o depoimento de Azeredo fosse tomado no Palácio da Liberdade. A representação gerou a ação civil pública por improbidade, em tramitação na Justiça Federal de MG. Na ação, Valério é defendido por Tolentino.

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'FHC deveria ser responsabilizado criminalmente pela venda da Vale'

Da Agência Brasil:

Os responsáveis pela privatização da Companhia Vale do Rio Doce deveriam ser responsabilizados criminalmente pela venda da empresa a preço abaixo de seu patrimônio, na opinião do jurista Fábio Konder Comparato. Em entrevista à Rádio Nacional, o jurista defende que a responsabilização deve incluir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A Vale é atualmente a segunda maior empresa de mineração e metais do mundo, presente em 13 estados brasileiros e 20 países dos cinco continentes. Ela também é líder mundial na produção e exportação de ferro. Uma campanha de várias entidades, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), questiona o processo de privatização de 1997.

“Nós não chegamos, mas deveríamos ter, há muito tempo, responsabilizado pessoalmente os autores dessa falsa venda e dessa fraude. A começar pelo então presidente da República, que deve responder por isso na Justiça”, defendeu o integrante da Comissão de Defesa da República e da Democracia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Houve um “atentado ao patrimônio nacional”, segundo ele, com a venda por R$ 2,1 bilhões da empresa que tinha patrimônio de R$ 92 bilhões. Konder defende a reestatização da empresa. “Se o contrato for nulo não pode ser mantido”, afirmou.

(...) Dez anos depois, a privatização da Companhia Vale do Rio Doce ainda é questionada na Justiça. Ao todo 107 medidas judiciais entre ações populares e ações civis públicas tentam reverter a venda, realizada em maio de 1997. Uma campanha, articulada por diversos movimentos sociais, colocou o tema em debate este mês.

Os militantes recolheram votos para um plebiscito popular para saber se a população concorda ou não com a reestatização da empresa. O argumento dos movimentos sociais é o mesmo das ações judiciais. O preço pelo qual a Vale foi vendida teria sido muito baixo. Com patrimônio estimado em R$ 92 bilhões, segundo as organizações, a estatal foi vendida a R$ 2,1 bilhões. Somente no primeiro ano após a privatização, a empresa teve lucro de R$ 10 bilhões.

Os críticos da privatização alegam que na avaliação de preço da Vale foi omitida a maior parte da quantidade de minério de ferro e excluíram todo o ouro no subsolo que poderiam ser considerados patrimônio da empresa. Também não foi considerado o lucro futuro que a Vale teria, o que costuma ser feito em operações de venda de grandes empresas.

Outro ponto questionado da privatização é o fato do banco Bradesco ter sido responsável pela avaliação de preço da companhia. Alguns anos depois, o próprio banco comprou participação na empresa que ele mesmo ajudou a vender. Procurado pela Agência Brasil, o Bradesco informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

A reportagem também procurou o ex-presidente FHC e Luiz Carlos Mendonça de Barros, que à época presidia o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e era coordenador do Programa Nacional de Desestatização (PND). Igualmente não se manifestaram.

Tudo deve estar dentro da lei. Não duvido que os contratos obedeçam estritamente a Constituição. Eles têm excelentes advogados. Doutos doutoríssimos doutores juízes desembargadores pagos a peso de ouro (e como são pesados!) para justificar que um roubo não foi um roubo. Mas foi.

Aos que dizem que a venda da Vale foi correta, proponho o seguinte desafio: que me vendam um patrimônio seu da forma como foi vendida a Vale.

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