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Bug do Bradesco. Não adianta dizer que resolveu (ainda não para todos). Tem que explicar o que ocorreu, onde e por quê

Segunda-feira amanheceu com vários clientes do Bradesco enlouquecidos, porque ao consultarem seus aplicativos do banco suas contas estavam alteradas, em sua grande maioria no negativo, sem que houvesse qualquer motivo para isso.

Em principio lacônico e até arrogante, o Bradesco se limitou a emitir nota dizendo que "o processamento noturno do banco não atualizou corretamente o saldo da conta corrente de um grupo reduzido de clientes. A situação deve ser regularizada em breve".

O número não era tão reduzido assim, pelas reclamações nas redes. Mas, ainda que fosse, o que se esperava é que viesse ao menos um pedido de desculpas e um encaminhamento para esclarecer qualquer dúvida ou solucionar problema que houvesse causado ao cliente. Nada.

Agora enquanto escrevo esta postagem, o problema ainda não foi solucionado em algumas contas, que reclamam no Xwitter.

 

 

À noite, como o problema continuava, o Bradesco baixou a bola e pôs funcionários de plantão no Xwitter:

Mas é pouco. Um problema estranho desses que afeta uns de um jeito e outros de outro, com gente que até recebeu dinheiro na conta, com valores diferentes, tem que ser explicado ao público.

O que ocorreu, onde ocorreu e por que ocorreu?

Para que não fique dúvida sobre a lisura do comportamento do Bradesco com o dinheiro de seus correntistas.

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Nova Vaza Jato mostra que medo de crise no sistema e de perder a boquinha das palestras barrou investigação contra grandes bancos



Vaza Jato revela por que a Lava Jato nunca investigou os grandes bancos


Nova reportagem da Vaza Jato, desta vez numa parceria entre o Intercept e o El País, mostra que Deltan Dallagnol faturou, e muito, com palestras para grandes bancos.

Mostra também que os procuradores, tão valentes em destruir a reputação do melhor presidente da história do Brasil, segundo pesquisa popular, e em destruir nossas gigantes empreiteiras, em benefícios das estadunidenses, tinham medo do tamanho dos bancos, do risco de uma grande crise.

Como poderiam ter medo de crise, se eles provocaram com medidas espetaculares, prisões de cinema, a paralisação e a comoção no país?
Nada disso, o medo que eles tinham é de que o poder dos bancos, que são quem no fim e no fundo mandam no Brasil e no mundo (o Mercado), desse um basta na Lava Jato. E também o medo de perder umas palestras bem remuneradas para chegar aos 400k, não é, Dallagnol?
“O Banco, na verdade os bancos, faturaram muuuuuuito com as movimentações bilionárias dele”. A frase é do procurador Roberson Pozzobon, da força-tarefa de Curitiba da Operação Lava Jato, escrita numa troca de mensagens com seus colegas em 16 de outubro do ano passado. Pozzobon se refere às movimentações financeiras do empresário e lobista Adir Assad, condenado por lavagem de dinheiro, acusado de envolvimento em diversos escândalos de corrupção, incluindo o da Petrobras. Em conversas pelo Telegram, obtidas pelo The Intercept e analisadas em conjunto com o EL PAÍS, os procuradores debatiam o caso de Assad. Eles sabiam que o doleiro havia aberto uma conta no Bradesco nas Bahamas para lavar dinheiro “a rodo”. E que, em 2011, o Compliance Officer, setor responsável por fazer o banco cumprir normas legais, teria alertado o Bradesco de que havia algo errado com essa conta. “E o que o Bradesco fez?”, perguntou Pozzobon. “Nada”, ele mesmo responde.
Antes das negociações com Palocci, porém, os procuradores já levantavam a tese de que os bancos lucraram com a corrupção, preferindo o silêncio ao escrutínio de movimentações suspeitas, como mostra o diálogo no início deste texto. Embora a hipótese parecesse plausível, a força-tarefa estabeleceu como estratégia fazer acordos com essas instituições, em vez de investigá-las esmiuçando seu modus operandi, a exemplo do que foi feito com as empreiteiras. É o que se constata no documento “Ideias e Metas FTLJ 2017_2018” [imagem acima], enviado em um dos chats em 2016, que trazia um resumo das ações futuras para cercar as empreiteiras, bancos, doleiros e políticos. Nessa lista, constavam nomes, como o da ex-presidenta Dilma Rousseff e o de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da estatal Dersa e acusado de ser o operador financeiro do PSDB. Para empreiteiras, a meta era apresentar ações penais já que era “necessário responsabilizar todas as empresas”. No caso dos bancos, no entanto, descreve-se o objetivo de fazer acordos “a título de indenização por lavagem de dinheiro e falhas de compliance”. Essa opção, segundo conversa entre os procuradores, levava em conta o chamado "risco sistêmico", conceito financeiro que supõe um possível efeito dominó para a economia. [Leia a reportagem completa no El País]
Em maio de 2017, publiquei aqui no Blog este vídeo, onde estranhava o silêncio da Lava Jato sobre os bancos. Agora sabemos o porquê.






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Blog do Mello, sempre contra a maré

Sei que meu blog é quase kamikase, porque eu desço o cacete nos principais conglomerados de mídia do país e também nas maiores empresas do mundo, como VW, Mercedes, todos os bancos e suas Fundações (por que só investigar a Fundação Sarney e não a Roberto Marinho, a Bradesco, a Itaú?), mas eu gosto mesmo é do sabor Coca-Cola.

Leia esta postagem que fiz aqui sobre o desastre que a Coca fez na Índia. E saiba também que a tal "água mineral" da Coca é água bical. Sim, a mesma água que você tem na sua torneira, só que tratada quimicamente.

Em homenagem à Coca vai esta montagem que fiz para a gigante de Atlanta:

Coca sabor zero

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'FHC deveria ser responsabilizado criminalmente pela venda da Vale'

Da Agência Brasil:

Os responsáveis pela privatização da Companhia Vale do Rio Doce deveriam ser responsabilizados criminalmente pela venda da empresa a preço abaixo de seu patrimônio, na opinião do jurista Fábio Konder Comparato. Em entrevista à Rádio Nacional, o jurista defende que a responsabilização deve incluir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A Vale é atualmente a segunda maior empresa de mineração e metais do mundo, presente em 13 estados brasileiros e 20 países dos cinco continentes. Ela também é líder mundial na produção e exportação de ferro. Uma campanha de várias entidades, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), questiona o processo de privatização de 1997.

“Nós não chegamos, mas deveríamos ter, há muito tempo, responsabilizado pessoalmente os autores dessa falsa venda e dessa fraude. A começar pelo então presidente da República, que deve responder por isso na Justiça”, defendeu o integrante da Comissão de Defesa da República e da Democracia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Houve um “atentado ao patrimônio nacional”, segundo ele, com a venda por R$ 2,1 bilhões da empresa que tinha patrimônio de R$ 92 bilhões. Konder defende a reestatização da empresa. “Se o contrato for nulo não pode ser mantido”, afirmou.

(...) Dez anos depois, a privatização da Companhia Vale do Rio Doce ainda é questionada na Justiça. Ao todo 107 medidas judiciais entre ações populares e ações civis públicas tentam reverter a venda, realizada em maio de 1997. Uma campanha, articulada por diversos movimentos sociais, colocou o tema em debate este mês.

Os militantes recolheram votos para um plebiscito popular para saber se a população concorda ou não com a reestatização da empresa. O argumento dos movimentos sociais é o mesmo das ações judiciais. O preço pelo qual a Vale foi vendida teria sido muito baixo. Com patrimônio estimado em R$ 92 bilhões, segundo as organizações, a estatal foi vendida a R$ 2,1 bilhões. Somente no primeiro ano após a privatização, a empresa teve lucro de R$ 10 bilhões.

Os críticos da privatização alegam que na avaliação de preço da Vale foi omitida a maior parte da quantidade de minério de ferro e excluíram todo o ouro no subsolo que poderiam ser considerados patrimônio da empresa. Também não foi considerado o lucro futuro que a Vale teria, o que costuma ser feito em operações de venda de grandes empresas.

Outro ponto questionado da privatização é o fato do banco Bradesco ter sido responsável pela avaliação de preço da companhia. Alguns anos depois, o próprio banco comprou participação na empresa que ele mesmo ajudou a vender. Procurado pela Agência Brasil, o Bradesco informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

A reportagem também procurou o ex-presidente FHC e Luiz Carlos Mendonça de Barros, que à época presidia o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e era coordenador do Programa Nacional de Desestatização (PND). Igualmente não se manifestaram.

Tudo deve estar dentro da lei. Não duvido que os contratos obedeçam estritamente a Constituição. Eles têm excelentes advogados. Doutos doutoríssimos doutores juízes desembargadores pagos a peso de ouro (e como são pesados!) para justificar que um roubo não foi um roubo. Mas foi.

Aos que dizem que a venda da Vale foi correta, proponho o seguinte desafio: que me vendam um patrimônio seu da forma como foi vendida a Vale.

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