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Padre Júlio Lancellotti: 'Querem criar um 'camping' de concentração em São Paulo'



O padre Júlio Lancellotti, que faz de seu ministério um exemplo de uma vida dedicada aos mais necessitados, a população em situação de rua em São Paulo, conta ao jornalista Bob Fernandes como está a situação dessa população durante a pandemia e denuncia que estão querendo criar um "camping de concentração" com barracas para expulsá-los do centro da cidade.

Assista ao vídeo e aproveite para inscrever-se no canal do Bob Fernandes, um dos principais jornalistas brasileiros.




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Lula não convidou Marta para o PT, muito menos para ser prefeita pelo partido. Veja e ouça o que disse Lula sobre Marta


"Um partido político não tem um cadeado na porta. Tem compromissos ideológicos", Lula


Provocado pelo jornalista Leonardo Sakamoto numa entrevista, Lula disse que não gostaria que Marta tivesse saído do PT. Que tem boa relação pessoal com ela. Também que ela é a prefeita mais bem avaliada em pesquisa. Que da mesma forma que ela entrou, saiu, se quiser voltar, deve conversar com o partido.

Daí a fazer convite para que ela volte ao PT e mais ainda, que seja a candidata do PT à prefeitura de São Paulo no ano que vem vai uma distância muito grande.

O movimento de Lula é no sentido de embaralhar o jogo em São Paulo, pois há uma conversa de uma possível candidatura de Marta pelo PDT, o que daria palanque para Ciro Gomes.

Lula está de olho em 2020, mas mais de olho ainda em 2022.

Assista a seguir ao trecho da entrevista em que Lula fala sobre Marta.


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Gilmar Mendes sobre monetização da Lava Jato por Dallagnol: 'Isto tem nome: é corrupção'

Gilmar Mendes na TV Folha

Na entrevista à Folha, o ministro denuncia Dallagnol e a turma da Lava Jato

Do Twitter do cientista político Alberto C. Almeida.



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Entrevista de Lula ao Rovai, da Fórum, na íntegra. Assista


Lula com Rovai

Entrevista com o presidente Lula concedida ao editor da Fórum, Renato Rovai




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Lula: 'Se eu tivesse que citar um erro, é o de não ter assumido que eu era candidato em 2014 e não assumi porque gosto da Dilma, respeito ela'



Lula reconhece erros na montagem de 2014


Na entrevista que concedeu a Mino Carta e Sergio Lirio, de CartaCapital, o presidente Lula confirmou o que muitos comentavam nos bastidores. Sim, ele tinha desejo de voltar à presidência em 2014 e só não o fez em respeito à presidenta Dilma e seu direito de pleitear a reeleição.
CC: O senhor se dá conta de que, se tivesse dito para a Dilma quando foi reeleita: “Eu vou ser o seu chefe da Casa Civil”, no lugar de fazer isso quando já era tarde, as coisas seriam diferentes?
Lula: No Palácio do Planalto, em nenhum palácio do mundo, cabem dois presidentes. É preciso saber as circunstâncias que, naquela época, depois da 1 hora da manhã, eu ter dito “sim”. Não achava conveniente politicamente, pois entraria como o salvador da pátria. Mas não vamos discutir isso agora, é desagradável. Se eu tivesse que citar um erro, é o de não ter assumido que eu era candidato em 2014 e não assumi porque gosto da Dilma, respeito ela e democraticamente ela tinha o direito de ser candidata. Depois, querer governar no lugar, não dá, na minha cabeça não dá. Não fizemos política corretamente. A Dilma, o PT, eu, todos erramos e colhemos o que plantamos. A direita ensandecida agora pretende destruir o pouco que tínhamos conquistado na área social.
Assista a seguir a entrevista completa e leia a transcrição na CartaCapital.




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Lula: 'Se quiserem colocar uma corrente, coloquem no pescoço do Moro, não na minha canela. Só saio daqui com a minha inocência total'


Lula

Em nova entrevista, Lula confirma que só aceita a liberdade com a confirmação de sua inocência


O presidente Lula deu uma entrevista aos jornalistas Mino Carta e Sergio Lirio, de CartaCapital. Nela, o ex-presidente voltou a afirmar que não aceita ser tratado como criminoso e que exige prova de que teria cometido crime ou sua liberdade.
Lula: Toda vez que o meu advogado enfrentou o Moro, veio conversar comigo. E a minha decisão foi a seguinte: não tem trégua. Estou aqui há um ano e meio, e isso vai ter um preço quando eu sair daqui. O Estado vai ter de se responsabilizar. Não adianta vir com favor, não estou precisando. Não adianta falar: “Ah, coitado do Lula, ele já tá com 74 anos, deixa ele ir para casa fazer prisão domiciliar”.
CC: O senhor não vai mesmo aceitar?
Lula: Falam “vamos colocar uma tornozeleira nele”. Não sou pombo-correio. Se quiserem colocar uma corrente, coloquem no pescoço do Moro, não na minha canela. Só saio daqui com a minha inocência total. Ou esses canalhas provam que errei ou vou provar que eles são uns canalhas e vão ficar desmoralizados. Fui criado por uma mulher que nasceu e morreu analfabeta, passou fome juntamente com os filhos, mas me deu dignidade e disso eu não abro mão. Dignidade e caráter, Mino, a gente não encontra nos shoppings, aeroportos e supermercados. Dignidade a gente encontra na nossa formação de berço.
Assista a seguir a entrevista completa e leia a transcrição na CartaCapital.




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500 dias da prisão ilegal de Lula. Assista ao vídeo de sua entrevista a Bob Fernandes na íntegra

Lula discursando na chuva






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Dallagnol, o procurador de deus, pecou, mostra 1º áudio divulgado pelo Intercept, com medo da eleição de Haddad

Moro e Dallagnol

Hoje, dia em que completa um mês a Operação Vaza Jato de divulgação de mensagens trocadas por Moro e a turma da Lava Jato pelo Intercept Brasil, sai o primeiro áudio.

Nele, o procurador de deus, Deltan Dallagnol, de viva voz, declara o partidarismo da Lava Jato e sua missão de impedir a entrevista de Lula à Folha, que poderia levar à vitória de Haddad nas eleições, segundo temiam.

O cenário era o seguinte. Pela manhã, o ministro Lewandowski autorizara liminarmente a entrevista de Lula. Foi um barata voa entre os procuradores da Lava Jato, como o Intercept já havia divulgado na primeira reportagem há um mês.

Uma procuradora escancarou o medo: Laura Tessler, aquela que Moro mandou tirar da equipe por ser fraquinha nas audiências, explicitou o que deixava os procuradores tão preocupados: sei lá…mas uma coletiva antes do segundo turno pode eleger o Haddad.

O áudio de Deltan Dallagnol, divulgado hoje, narra que o ministro Fux (aquele que em outra reportagem Dallagnol afirmou que "é nosso [da Lava Jato]"), havia barrado a entrevista de Lula, e comemora a derrota "de quem tem uma posição contrária à nossa". Confira:


Leia a íntegra da reportagem no Intercept Brasil.

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Pai e madrasta de Isabella no Fantástico

Segundo a Folha Online, a média do Fantástico costumava ser nos últimos tempos de 28 ou 29 pontos no Ibope. Neste domingo, com a chamada desde o início para a entrevista com o pai e a madrasta da menina Isabella, cruelmente assassinada, a média passou a ser de 31 pontos, com pico de 41, na hora da entrevista.

Por isso, quem procurou jornalismo na entrevista não encontrou.

Não posso afirmar, porque não tenho como provar, mas ninguém me tira da cabeça que o que aconteceu ali foi uma procura da produção do Fantástico, oferecendo espaço para o casal se defender, com aquela conversa de “vamos abrir espaço para vocês colocarem para o Brasil o sofrimento de vocês, a visão de vocês dos fatos etc., podem se fazer acompanhar de advogados...”...

Nenhum interesse jornalístico, apenas sensacionalismo para aumentar a audiência do outrora imbatível programa da Globo.

Quanto ao crime em si, o crime se aproxima cada vez mais do que eu postei aqui, O caso da menina Isabella.

Reta final do Ibest: Clique aqui para votar no Blog do Mello

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Requião diz que Rede Globo é insaciável e denuncia chantagem da mídia


Novo trecho do programa Brasília ao vivo, da Record News, em que a jornalista Christina Lemos entrevistou o governador do Paraná Roberto Requião. A entrevista foi ao ar no final da noite de ontem.

Neste trecho, Requião diz que sofre chantagem da mídia, desde que reduziu a zero a verba de publicidade do governo do Paraná. Acusa especificamente a Rede Globo de ser insaciável.

Fala também de outro aspecto importante, que pode estar por trás da censura que lhe foi imposta pelo desembargador Lippmann:

[No programa Escola do Governo nós] prestamos conta também das pendências do estado com certos setores da iniciativa privada. Nós denunciamos e damos dados e nomes de quem desviou dinheiro público, de utilização de créditos tributários inexistentes, e toda aquela anarquia que eu encontrei quando assumi o governo.

A íntegra da entrevista você acessa aqui, no site da Record News.

Leia também:

» Requião critica mídia nos casos dos filhos de FHC e de Renan

» Globo, Record e SBT querem matar TV Pública

» A luta pela manipulação das massas entre Globo e Record

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Entrevista com Julio Cortázar

Da Entrelivros, uma entrevista do genial escritor argentino Julio Cortázar concedida ao programa “A Fondo”, da TVE (televisão espanhola), em 1977, há exatos 30 anos.

Cortázar fala sobre sua família, seus primeiros escritos, a Argentina e o exílio. O escritor argentino ainda revela detalhes do processo criativo de seus contos e seus hábitos de escrita.

Clique na foto para assistir ao vídeo.

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FHC à TV inglesa: ‘Agora [no governo Lula] estamos progredindo de fato’

Em participação no programa de entrevista Hard Talk, que vai ao ar no canal de notícias internacional BBC World, o ex-presidente Fernando Henrique fez o que não faz aqui, confessou que o Brasil está progredindo de fato, “que está havendo uma redução do nível de pobreza” e que “A diminuição da pobreza no Brasil tem sido impressionante”.

E, para os que afirmam que a política econômica do governo Lula é uma mera continuação do governo FHC, uma surpresa:

- Lula apresentou um programa diferente, ao qual não me oponho. Sou a favor.

Para o ex-presidente, só não vê o progresso do país, um certo tipo de gente, com o qual se identifica e que se identifica com ele. Assim ele define como estão se sentindo:

FHC - Eu não diria que existe uma crise de identidade...acho que é mais um sentimento de malaise...se me permite usar uma expressão em francês...como se nós não estivéssemos nos sentindo bem. Quer dizer, me refiro à classe média, àquelas pessoas que lêem jornais ou que tentam seguir o que acontece no Congresso.

O Blog Olhos da Eternidade dividiu a entrevista de FHC em duas partes, com legendas em português. Elas estão aqui, na ordem.

Caso não queira, ou não possa, assisti-las, leia a transcrição da entrevista na íntegra no site da BBC Brasil.





Clique aqui se tiver dificuldades para assistir aos vídeos

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Clarice Lispector no Museu da Língua Portuguesa

A partir de amanhã, dia 24, começa uma exposição sobre a vida e a obra de Clarice Lispector no Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo. Além de comemorar o primeiro aniversário do Museu, a Mostra vai comemorar também os 30 anos da publicação de A Hora da Estrela, um dos livros mais importantes e conhecidos da escritora e jornalista. 2007 é também o ano do 30° aniversário de sua morte.

A exposição tem curadoria de Ferreira Gullar e Júlia Peregrino e cenografia de Daniela Thomas e Filipe Tassara.

No vídeo abaixo, a primeira parte da última entrevista de Clarice Lispector, feita pelo jornalista Junio Lerner para o programa Panorama em 1977, da TV Cultura. As demais partes da entrevista também estão no Youtube, nos seguintes links:

http://www.youtube.com/watch?v=TvLrJMGlnF4 – Parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=ZVwj3pHAi_s – Parte 3

http://www.youtube.com/watch?v=ptCJzf20rbY – Parte 4

http://www.youtube.com/watch?v=TbZriv5THpA – Parte 5

Entrevista com Clarice (Parte 1)




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A entrevista do ex-embaixador do Brasil nos EUA à Veja

Quem tomou conhecimento da entrevista que o ex-embaixador do Brasil nos EUA concedeu à última Veja por intermédio dos jornalões e de colunistas como Miriam Leitão ficou com a impressão de que Abdenur é só críticas à política externa do governo Lula. Mas isso não é verdade. Ele faz rasgados elogios a essa política na entrevista:

O Brasil engatou uma parceria com Índia, Japão e Alemanha para obter uma cadeira definitiva no Conselho de Segurança da ONU. É luta válida, que vai trazer resultados. Acho muito bom o que o governo tem feito para abrir novas frentes de comércio com países árabes, com o Sudeste Asiático, com a Ásia Central, com a África. Acho muito positiva também a forma inovadora de trabalho com o Ibas (grupo que reúne Índia, Brasil e África do Sul). É a primeira vez que três países grandes, de três continentes diferentes, se unem para buscar iniciativas conjuntas. Acho que o Brasil tem conduzido com amplo equilíbrio e proficiência as negociações da Rodada de Doha. O Brasil é um jogador decisivo, tem uma atuação de liderança no G20 muito importante. Há ainda a questão do Haiti, onde lideramos pela primeira vez uma ação de países latino-americanos em favor da paz. Enfim, houve acertos...

Ex-embaixador elogia relação com EUA

Pode parecer paradoxal, mas a relação do Brasil com os Estados Unidos prosperou significativamente nos últimos anos. Graças a uma pessoa que manda muito no governo brasileiro, uma pessoa de extremo pragmatismo e lucidez, que é o presidente Lula. Ele não esconde seu desagrado com algumas coisas que o governo Bush tem feito, particularmente no Iraque. Mas Lula sabe que uma relação melhor com os Estados Unidos é de interesse do Brasil. Quando fui assumir a embaixada, ele me disse: "Roberto, quero deixar como legado para o futuro bases ainda mais sólidas e mais amplas na relação entre os dois países". Como embaixador, tive algumas dificuldades, mas nada que fosse impeditivo.

As críticas de Abdenur

O que Abdenur critica - para alegria dos colunistas e blogueiros tucanos – é aquilo que ele chama de ideologização, uma doutrinação que estaria acontecendo no Itamaraty, onde pessoas com idéias mais afinadas com o governo são promovidas em detrimento de outras.

- As promoções internas têm como critério a afinidade de pensamento, e não a competência.

Mas, peralá. Quem é competente é competente para alguma coisa. No caso, competente para representar o país e a política externa brasileira do governo escolhido democraticamente pelo povo, nas urnas, no voto. Governo que tem o direito, portanto, de estabelecer as regras e prioridades dessa política, de acordo com o programa que apresentou para a população durante a campanha.

Se o ex-embaixador não concorda com essa política (o que não é o caso, já que faz rasgados elogios a ela, como nos exemplos acima), assim como vários colunistas e blogueiros, eles devem se unir e ver se conseguem chegar ao poder pelo voto nas próximas eleições. Assim poderão realizar a política externa de seus sonhos.

Abdenur diz que Itamaraty está pior que na ditadura

O ex-embaixador chega a fazer uma comparação da época de hoje com a do regime militar. Afirma que naquele tempo era melhor, porque não se cobrava ideologia de ninguém. Como não, cara-pálida? Quer dizer que a política do cacete, da prisão, da tortura é preferível a essa, que tem como critério – segundo Abdenur - a afinidade de pensamento, e não a competência? Quer dizer que era mais palatável (para o paladar dele, é claro) uma – segundo suas próprias palavras na entrevista – “política externa simplória, baseada na ideologia anticomunista, imposta à força pelos militares”?

Há três anos, um Abdenur diferente na IstoÉ

O que parece estar havendo é uma guerrinha interna no Itamaraty. Abdenur perdeu a embaixada e o prestígio. Está magoado e destila sua mágoa nas páginas amarelas de Veja. Mas isso é agora, quando está se sentindo como o patinho feio.

Numa reportagem da IstoÉ de abril de 2004, Abdenur é apresentado assim:

[O padrinho de Abdenur é...] Celso Amorim em pessoa. Abdenur é homem da mais absoluta confiança do chanceler. Quando Amorim foi chanceler de Itamar Franco, Abdenur era o secretário-geral do Itamaraty, segundo homem na hierarquia da carrière. Ele também é ligado ao atual secretário-geral, o polêmico Samuel Pinheiro Guimarães. Assim como Samuel, Abdenur não simpatiza muito com o unilateralismo americano. Também tem sérias restrições à Área de Livre Comércio das Américas (Alca) – Abdenur acha que seria mais vantajoso para o Brasil fechar um acordo com a União Européia. “Espero que os Estados Unidos estejam conscientes do fato de que eles correm risco de perder terreno no Mercosul”, afirma.
Nos bastidores do Itamaraty, é dado como certo que a estada de Abdenur em Washington seria apenas um trampolim para vôos mais altos. Pelas regras da casa, ele só poderá ficar no exterior até a metade de 2005. A grande aposta é que ele ocupará a cadeira de Samuel Guimarães.

Como nada disso aconteceu Abdenur anda bicudo como um tucano e a imprensa que se identifica com essa ave da família dos ranfastídeos faz a festa. A triste festa dos perdedores, que unidos ao ressentido-mór, FHC, “pulula na crítica e nos hebdomadários”, como disse Maiakovsky, via Haroldo de Campos.