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Mídia abraça Leite e tenta manipular ações positivas de Lula no RS

Não é do nada nem por acaso que umas notícias surgem na nossa frente e outras não. Também não é por acaso o destaque que algumas recebem em detrimento de outras.

A mídia tem sua agenda própria e tenta impô-la a seu (e)leitorado. A do momento é a tentativa de reabilitação de seu candidato preferido como Terceira Via para 2026, Eduardo Leite, abatido sem piedade por sua absoluta incompetência em prevenir a tragédia das enchentes e também em enfrentá-la.

Eduardo Leite está cumprindo intensa agenda de entrevistas para impedir o efeito Lula, efetivamente quem está dando o atendimento que o Rio Grande do Sul necessita diante da calamidade das enchentes.

Entrevistas À Folha e ao Globo, hoje à noite no centro do Roda Viva, Leite tem toda a boa vontade da mídia para expor seus planos e todas as levantadas de bola possível para que ele critique, de forma indireta, o nome da pessoa designada por Lula para administrar em nome do governo federal as verbas para tratar das enchentes: Paulo Pimenta.

A ideia é dizer que Lula está fazendo uso político da tragédia para lançar Pimenta como seu candidato ao governo gaúcho em 2026.

E dizer que Eduardo Leite não estaria fazendo política, mas cuidando das pessoas, numa ampla união dos gaúchos em torno do seu nome.

Para isso, Leite vai ter um show de exposição, agora sem o colete da Defesa Civil. Sai o cosplay de Zelensky, entra o "gestor que vai administrar a crise nomeando técnicos para enfrentá-la".

Tentam fazer a opinião pública esquecer o papelão de Leite, cujas decisões aprofundaram a tragédia das chuvas, por exemplo alterando 400 licenças ambientais, bem ao estilo do ex-ministro de Bolsonaro, Ricardo Salles, "passando a boiada". Deu no que deu.

Também querem apagar todas as ações do governo Lula desde o primeiro dia, enviando Exército, Marinha e Aeronáutica para ajudar no socorro, e ministros, pessoal e verbas, num total de mais de R$ 60 bilhões para o estado.

Agora querem pregar em Lula a ideia de que ele só está agindo por interesse político em eleger Pimenta numa eleição que só acontecerá daqui a mais de dois anos e tentando apagar da memória dos gaúchos as palavras e o carinho pessoal do presidente e seu governo com o povo do Rio Grande do Sul desde o primeiro momento.

O governo Lula lançou um portal, Unidos Pelo RS, com informações sobre todas as ações e verbas no estado.

As ações de Eduardo Leite, além de fazer cosplay de Zelensky, trocar imagem de perfil nas redes sociais por esse cosplay, foi fazer cara de menino mimado contrariado na posse de Pimenta como o representante do governo federal no estado [imagem].

O problema de Leite é Leite. Na entrevista à Folha ele simplesmente declarou que privilegiou o ajuste fiscal em vez das ações contra enchentes:  

"O governo também vive outras agendas" e que a pauta "que se impunha era a questão fiscal".

Assumiu a incompetência e sua parte nas enchentes. 

Agora a mídia vai tentar estancar o Leite derramado e lavar sua imagem para que ele volte a ser a Terceira Via limpinha e cheirosa para substituir seu candidato do momento, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.

Se não der certo vão de Tarcísio mesmo, como em 2018 foram de Bolsonaro contra Haddad.

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Governo Lula estuda levar Pé-de-Meia para mais 1 milhão de estudantes

O programa Pé-de-Meia, voltado para estudantes do Ensino Médio de baixa renda, atende 2,5 milhões de jovens. com um custo anual de R$ 7,1 bilhões. 

Agora, o MEC estuda ampliar o programa para mais 1 milhão de jovens, que terão apoio para prosseguir nos estudos e terminar o Ensino Médio.

O diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC), Alexsandro do Nascimento Santos afirma que há um estudo técnico no MEC para integrar ao programa os inscritos no Cadastro Único.

“Há um estudo técnico para avançar o programa para todo mundo no Cadastro Único. Seria um investimento robusto para incluir mais um milhão de novos estudantes.”  

O objetivo do governo do presidente Lula é combater a evasão escolar e fazer com que os jovens se mantenham na escola para terminar o ensino médio.

Para o professor do Insper e da Universidade de São Paulo (USP), Naercio Menezes Filho, "a conclusão do ensino médio pode ajudar o jovem a ter uma renda de 12% a 15% maior. Hoje há uma preocupação grande no país com os jovens que não estudam nem trabalham".

Ampliação para o EJA

Segundo Alexsandro do Nascimento Santos, dependendo da avaliação do programa neste primeiro ano de implementação, e do estudo dentro das limitações do orçamento discricionário em que há um limite para as políticas sociais, o programa pode ser ampliado ainda mais alcançando os estudantes do EJA,

Há ainda o desejo do MEC em ampliar o programa para os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), mas isso depende tanto do estudo, quanto dos resultados do programa neste primeiro ano. [Valor]
Conheça as regras e o Calendário do Programa Pé-de-Meia.





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Imagina você acordar, abrir seu aplicativo da Caixa e receber esta mensagem de cara

Está acontecendo com muita gente. A pessoa abre o aplicativo da Caixa e recebe esta mensagem.

Não é golpe nem pegadinha. Provavelmente você faz parte de uma das cerca de 600 mil famílias do Bolsa Família e cerca de 150 mil famílias com membro beneficiário do BPC estão nesta situação que foram beneficiadas pelo governo Lula com a quitação das parcelas que faltam de sua casa do Projeto Minha Casa Minha Vida.

A casa é sua sem ter de pagar nenhuma prestação a mais por ela.

O governo do presidente Lula criou uma nova regra que garante isenção no pagamento de parcelas do financiamento. A regra vale para novos contratos e dá isenção de parcelas para contratos antigos.

A regra se aplica para contratos nas modalidades subsidiadas com recursos do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), do FDS (Fundo de Desenvolvimento Social) e do PNHR (Programa Nacional de Habitação Rural). 


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Segue o viés negativo da Folha contra o governo do presidente Lula

Ao que parece, a Folha deseja ser a Veja atualizada: uma versão 2.3 da perseguição infame que Veja moveu contra os governos passados de Lula e Dilma.

O viés é sempre negativo e, como no caso da imagem acima, desmoralizado pela própria matéria, a tal ponto que chego a pensar que o título não é de Mônica Bergamo, mas de um editor executor do folhismo. 

O que o corpo da matéria mostra é que Janja é aprovada por todos os segmentos (uns mais, outros menos), exceto obviamente e, me arrisco a dizer por enquanto, os eleitores do criminoso fujão. Confiram:

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, tem uma pior avaliação entre evangélicos do que entre católicos e praticantes de outras religiões, mostra pesquisa Quaest. Entre os que se declaram protestantes, 29% rejeitam a socióloga, percentual praticamente idêntico aos 30% que a aprovam.

Já entre católicos a reprovação é de apenas 15%, contra 46% que têm uma avaliação positiva da mulher de Lula (PT). A aprovação da primeira-dama é de 52% entre os respondentes que dizem ser adeptos de outras denominações e de 41% entre os que declaram não ter religião alguma.

No total geral da população, 41% dizem ver a atuação da primeira-dama como positiva, 22% acreditam que ela é regular e 19% dizem que ela é negativa.

Na divisão por regiões, a pesquisa ainda mostra que Janja é mais bem avaliada entre nordestinos (56% avaliam sua atuação positivamente, contra 11% de negativo), mulheres (46% delas aprovam a primeira-dama, contra 36% dos homens), negros (43%, contra 40% dos brancos) e aqueles que recebem até dois salários mínimos (44%).

Entre os entrevistados que votaram em Lula no segundo turno das eleições de 2022, Janja tem a sua atuação vista como positiva por 66%, como regular por 19% e como negativa por 3%. Já entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PL) o índice de rejeição é de 46% e o de aprovação, de 12%.

A pesquisa ouviu 2.016 pessoas da última sexta-feira (10) até segunda (13) e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento é financiado pela corretora de investimentos digital Genial Investimentos, controlada pelo banco Genial.

A margem de erro para as respostas sobre religião, por sua vez, é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Para o subgrupo das mulheres essa margem é de três pontos percentuais para mais ou menos, e para o Nordeste, de quatro pontos.

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Recentes:


Franklin Martins mostra por que é a resposta de Lula à mídia corporativa

Em artigo publicado na Folha, o jornalista defende seu trabalho e, nas entrelinhas, denuncia o acordo tácito governo-mídia corporativa, que ele em boa hora rompeu.

Para que criar fantasmas?

Na última semana, alguns colunistas e políticos da oposição abriram baterias contra a regionalização da publicidade do governo federal. Não gostaram de saber que os anúncios da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), até 2003 concentrados em apenas 499 veículos e 182 municípios, em 2008 alcançaram 5.297 órgãos de comunicação em 1.149 municípios -um aumento da ordem de 961%.
Por incrível que pareça, conseguiram enxergar nesse saudável processo de desconcentração um ardiloso mecanismo de corrupção dos jornais e rádios do interior. Essa seria a explicação para as altas taxas de avaliação positiva do presidente Lula, registrada pelos institutos de opinião.
O raciocínio não tem pé nem cabeça. Vamos aos fatos.
As verbas publicitárias de todos os órgãos ligados ao governo federal permaneceram no mesmo patamar do governo anterior, em torno de R$ 1 bilhão ao ano. Desse total, 70% são investidos por empresas estatais, que não fazem publicidade do governo, mas de seus produtos e serviços, para competir com companhias privadas.
Além disso, os ministérios e autarquias, que respondem por 20% da verba publicitária federal, não podem fazer propaganda institucional, só campanhas de utilidade pública (vacinação, educação de trânsito, direitos humanos etc.). Apenas a Secom está autorizada a fazer publicidade institucional. Para esse fim, seu orçamento é igual ao do governo anterior (cerca de R$ 105 milhões).
Não houve aumento de verbas. O que mudou foi a política. Em vez de concentrar anúncios num punhado de jornais, rádios e televisões, a publicidade do governo federal alcança agora o maior número possível de veículos. Pelo mesmo custo, está falando melhor e mais diretamente com mais brasileiros. Acompanhando a diversificação que está ocorrendo nos meios de comunicação.
A circulação dos jornais tradicionais do eixo Rio-São Paulo-Brasília, por exemplo, está estagnada há mais de cinco anos, próxima dos 900 mil exemplares. No mesmo período, conforme o Instituto Verificador de Circulação, os jornais das outras capitais cresceram 41%, chegando a 1.630.883 exemplares em abril. As vendas dos jornais do interior subiram mais ainda: 61,7% (552.380). No caso dos jornais populares, a alta foi espetacular, de 121,4% (1.189.090 exemplares).
Por que deveríamos fechar os olhos para essas transformações? A dota hoje o princípio da mídia técnica: a participação dos órgãos de comunicação na publicidade é proporcional à sua circulação ou audiência. Houve época em que eram comuns distorções, às vezes bastante acentuadas, a favor dos grupos mais fortes. Isso acabou.
Esses critérios técnicos, amplamente discutidos com o TCU e entidades do setor, têm favorecido a democratização, a transparência e a eficiência nos investimentos de publicidade do governo federal. Não há privilégios nem perseguições. Tampouco zonas de sombra. Muito menos compra de consciências.
É importante ressaltar ainda que a comunicação do governo não se dá principalmente pela publicidade. Esta apenas presta conta das ações mais importantes e consolida algumas ideias-força. O governo comunica-se com a sociedade basicamente por meio da imprensa, respondendo a perguntas, críticas e inquietações.
Para ter uma ideia, em 2008 o presidente Lula deu 182 entrevistas à imprensa, respondendo, em média, a 4,8 perguntas por dia, incluindo fins de semana e feriados. É pouco provável que exista um chefe de governo no mundo que tenha conversado tanto com a imprensa quanto o nosso. Atendendo a todo tipo de imprensa, pois não existe no Brasil só a imprensa do eixo Rio-São Paulo-Brasília. São várias, com percepções e interesses diferentes. Cada uma fazendo o jornalismo que lhe parece mais apropriado e se dirigindo ao público que conseguiu conquistar.
Exemplo: quando Lula lançou em São Paulo o atendimento em 30 minutos aos pedidos de aposentadoria no INSS, os grandes jornais não destacaram o fato. Mas o tema foi manchete de quase todos os jornais populares e diários das demais capitais. O que para uns foi nota de pé de página, para outros foi a notícia do dia.
Por tudo isso, temos que ficar atentos às mudanças na forma como os brasileiros se informam. O crescimento da internet é um fenômeno que abre extraordinárias possibilidades e lança imensos desafios. Não podemos fechar os olhos para a realidade: os jovens, cada vez mais, buscam informações nos portais, nos blogs e nas redes sociais da internet.
Por último, não se sustenta o raciocínio de que as altas taxas de aprovação do governo Lula teriam a ver com um arrastão de compra de jornais e rádios no interior. Basta recorrer ao último Datafolha, que atribui 67% de ótimo e bom para o governo federal nas regiões metropolitanas e 71% no interior. A diferença está situada dentro da margem de erro da pesquisa. Os números são praticamente os mesmos. O resto é preconceito.
O mais provável é que as altas taxas de aprovação do governo tenham uma explicação bem mais simples: a maioria da população está satisfeita com seu trabalho. É legítimo que aqueles que não concordam com tal percepção recorram à luta política para mudá-la. O debate faz parte da democracia. E faz bem a ela. Mas é necessário criar fantasmas?

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O problema não é o Paulo Henrique, é a falta de transparência da transação BrT-Oi

Coisas da vida. Parece que minha postagem de ontem, O IG, a fusão BrT-Oi e uma proposta para a blogosfera independente, saiu pela culatra. Acharam que eu estava defendendo o PHA e não uma investigação sobre a compra da Brasil Telecom pela Oi.

Pessoal, leiam todas as minhas postagens sobre o problema PHA-IG, vocês verão que eu sempre defendi que o problema estava na forma como a demissão foi feita, sem aviso algum aos leitores, que caíam numa página de erro 404 ao tentar acessar o Conversa Afiada, e na falta de transparência do portal, em relação à demissão.

Fui e sou contra tirarem os arquivos do ar, como foi feito.

Agora, na postagem de ontem, defendi que deveríamos nos contrapor ao que fez o IG, ao tentar esconder a negociação BrT-Oi, e que deveríamos lançar luz sobre ela.

É uma transação estranhíssima, feita – como diziam os antigos – ao arrepio da lei. Sim, a lei proíbe essa associação que está sendo anunciada. Precisa ser modificada para que aconteça. No entanto, o negócio é tratado com a maior naturalidade, exceto em locais como o Observatório do Direito à Comunicação e o Conversa Afiada, do PHA.

Mas o Paulo Henrique, talvez movido pelas últimas notícias que dão como certa a concretização do negócio, girou sua metralhadora até o governo Lula e o ex-ministro e ex-deputado José Dirceu. Aí sifu. Porque os dois são totêmicos para algumas pessoas.

A coisa chegou ao ponto de me criticarem por eu usar o termo blogosfera independente. Houve quem se tenha ofendido por ser chamado de independente...

Como diz PHA: Não coma gato por lebre

Defendo Lula, apóio seu governo, pelo motivo que explicitei aqui, na minha declaração de voto. Qualquer um que leia este blog sabe disso. Mas não sou lulista, não sou um devoto, que acha que o presidente está acima de tudo. Lula faz merda e fala muita, como todos nós.

Outro dia escrevi aqui, criticando uma declaração do presidente, que chamou os usineiros de heróis. PQP. Logo os usineiros, que matam trabalhadores por excesso de trabalho [leia aqui]. No entanto, há quem veja nisso um sinal da genialidade de Lula. Ou seja: para eles, Lula não fala ou faz merda, produz adubo para fertilizar a terra política brasileira...

Finalizando: Não estou propondo uma ação na blogosfera em favor de Paulo Henrique Amorim, mas que divulguemos todo e qualquer texto (contra ou a favor) da transação BrT-Oi. O foco é essa transação e como ela está sendo feita, com a ajuda do governo e beneficiando tucanos.

Quero saber se o negócio é bom ou não para o país. E é isso o que não nos querem informar.

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Por que a mídia ataca o uso dos cartões corporativos

As maiores revistas semanais brasileiras deram capa para o uso dos cartões corporativos pelo governo Lula (precisava informar que era Lula?). Veja e Isto É informaram inclusive nomes e quanto gastaram os funcionários que servem diretamente ao Palácio do Planalto.

Isso significa, no mínimo, que eles perderão seus empregos ou serão afastados de suas funções e trocados por novos, porque se você, meu leitor sagaz e honesto, você, minha leitora arguta e impoluta, leu a lista, o Marcola também pode lê-la, assim como o Fernandinho Beira-Mar, ou agentes de países estrangeiros. O que fragiliza a segurança do presidente brasileiro. E, independentemente do que você pense ou não de Lula, o presidente foi democraticamente eleito, é um símbolo – como qualquer presidente – do país e precisa ter sua segurança garantida.

Por que a mídia age assim?

1. Por preconceito, já que não tiveram o mesmo empenho quando o presidente era o tucano FHC, que tinha, por exemplo, no comando da cozinha do Palácio uma das chefs mais caras do Brasil Roberta Sudbrack, e que usou as forças nacionais para desocuparem uma fazenda de sua propriedade particular, que fora invadida.

2. Por fazerem escancaradamente pré-campanha para uma candidatura de oposição a Lula, mesmo que os índices de aprovação do presidente e de seu governo estejam nas alturas, mesmo que seu governo seja bem avaliado pela quase totalidade do conjunto da sociedade, incluindo aí grandes banqueiros, economistas das mais diversas tendências etc., mesmo que seu governo receba elogios internacionais, à direita e à esquerda.

E então, preconceito ou a mídia está em campanha para derrubar o presidente Lula?

Leia também:

» Lá como cá: Na Venezuela, TV não deixa povo defender o governo

» Cartão corporativo é o cacete. Eles querem derrubar o presidente Lula

» Ato falho de Cristiana Lobo mostra que Globo já elegeu Serra

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Rodrigo Maia, sob as ordens de paipai

O presidente dos demos e filho do ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, Rodrigo Maia (aquele que o ministro Jobim grosseiramente teria definido como “guri de merda” - embora eu não entenda como pode ser guri um deputado que já é pai de família), afirma em declaração ao Estadão que é a favor da abertura de todos os dados sigilosos.

Ele podia começar fazendo o dever de casa e indo até seu paipai para pedir que a mesma transparência que há no governo federal seja aplicada na administração da prefeitura do Rio.

Mas ele e o pai não querem nem saber da prefeitura do Rio. Rodrigo segue a cartilha do paipai, porque César Maia confessa: o objetivo da oposição é derrubar o governo Lula.

Leia também:

» A petista, o tucano e a mídia. Matilde e André Lara Resende. A negra, o branco

» O Globo e César Maia estão certos quando falam mal um do outro

» Por que demos e tucanos estão nervosos

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Grande imprensa contra o governo Lula

Que a mídia é preconceituosa, procura sempre atacar o governo Lula e enaltecer os demo-tucanos ou ao menos esconder o que fazem de errado, tudo isso é verdade. A grande imprensa é mesmo contra o governo Lula, e se ele morresse amanhã de manhã, ela ficaria bem feliz.

Mas isso não é tudo. Se fossem – como são – sempre contra o governo e isso não lhes trouxesse um mísero leitor/ouvinte/espectador eles já teriam mudado o tom, ou falido. Mas não, embora o governo tenha uma aprovação superior a 60%, eles estão ligados naquela faixa de público que não aceita o governo Lula, que acha que o Bolsa Família é esmola; que cota é que é preconceito, porque no Brasil não existe preconceito que um elevador de serviço não conserte; que Lula, Chávez, Evo Morales são uma praga populista nascida da praga-mor, Fidel Castro, o ditador daquela ilha que, mesmo bloqueada pela maior potência do mundo, não deixa que nenhuma de suas crianças morra de fome, onde não há analfabetismo e o acesso à saúde é um direito de todos.

Nossa grande mídia escreve e faz reportagens para esse público, que eu chamo aqui de indignados úteis, que têm como seus porta-vozes na internet os pitblogs e seus pitblogueiros.

Enquanto pessoas solidárias tendem a tratar os problemas do mundo como seus, os pitblogueiros fazem o contrário, transportam seus problemas pessoais para o mundo, enxergam o mundo e a vida do ponto de vista de seus problemas pessoais. E tome pus, e tome bile. Se a vida fosse o carnaval, eles seriam a quarta-feira de cinzas. Servem suas excrec~encias a leitores que pedem, clamam por isso.Como afirmou Roberto Civita, da Veja, em uma entrevista:

“...Os leitores clamam, (...), querem que a sua revista se indigne. Eles querem. Os brasileiros, hoje, não posso falar de outras partes do planeta, mas os leitores de Veja querem a indignação de Veja. Eles ficam irritados conosco quando não nos indignamos. Estou tentando explicar, não justificar."

O curioso é que Civita fez elogios ao governo recentemente, o que significa quem nem Civita lê a Veja, que se limita agora às salas de espera dos consultórios médicos e dentários e dos laboratórios de análises clínicas, onde a revista chega para recolher material para suas reportagens e retorna meses depois para disputar espaço com aquela Caras em que Adriane Galisteu ainda é namorada de Ayrton Senna.

Leia também:

» Quando é aliado do governo, Jornal Nacional denuncia. Quando é tucano, silencia

» No Jornal Nacional, cratera do metrô de São Paulo pariu um bebê

» O seqüestro como arma de luta política

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Bispo Cappio faz campanha contra Lula

Quando fez greve de fome como protesto contra a transposição (ok, sei que não haverá transposição, mas é assim que todo mundo conhece) do São Francisco, eu defendi seu direito de greve aqui – embora não concordasse com sua opinião.

Mas parece que o jejum prolongado e a alta exposição na mídia – talvez mais isto que aquilo – fizeram mal a Don Cappio, que está querendo tomar o lugar das urnas ao dizer que Lula governa para os ricos.

Se é verdade o que diz o religioso-star, ele fez uma descoberta incrível: mais de 60% dos brasileiros são ricos. Pelo menos essa é porcentagem da aprovação do governo Lula, segundo todas as pesquisas.

Leia também:

» Devagar com o andor que o bispo (como todos nós) é de barro

» Diminuem pobreza e indigência na América Latina e Caribe

» No Brasil, a maioria é pautada pela minoria

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Quando é aliado do governo, Jornal Nacional denuncia. Quando é tucano, silencia

Em sua edição de ontem, o Jornal Nacional mostrou que a polícia de Pernambuco agrediu até a morte um jovem de 13 anos. Um crime bárbaro.

Semelhante a outro, em que um jovem de 15 anos foi violentamente morto pela polícia, em Bauru, São Paulo. Este ainda foi mais cruel, porque a família teve que aguardar na sala, enquanto o jovem era torturado e morto no quarto.

O assassinato de Pernambuco – governado por um aliado do presidente Lula – o JN mostrou.

O de São Paulo – governado pelo tucano José Serra, apoiado pela mídia – não. Quem vê o Brasil e o mundo pela tela do JN não ficou sabendo do que aconteceu.

O mesmo já acontecera com o caso da menina que ficou presa numa cela do Pará – governado pela petista Ana Júlia. Todo dia o caso estava no JN. O do jovem de Bauru – que ontem completou um mês – nada.

E ainda há quem diga que a mídia é isenta, que o problema é de incompetência.

Peralá, é uma incompetência muito seletiva, não?

E você, o que acha?

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» Jovem de 15 anos torturado e morto pela polícia em Bauru, SP. Serra estuda

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FHC à TV inglesa: ‘Agora [no governo Lula] estamos progredindo de fato’

Em participação no programa de entrevista Hard Talk, que vai ao ar no canal de notícias internacional BBC World, o ex-presidente Fernando Henrique fez o que não faz aqui, confessou que o Brasil está progredindo de fato, “que está havendo uma redução do nível de pobreza” e que “A diminuição da pobreza no Brasil tem sido impressionante”.

E, para os que afirmam que a política econômica do governo Lula é uma mera continuação do governo FHC, uma surpresa:

- Lula apresentou um programa diferente, ao qual não me oponho. Sou a favor.

Para o ex-presidente, só não vê o progresso do país, um certo tipo de gente, com o qual se identifica e que se identifica com ele. Assim ele define como estão se sentindo:

FHC - Eu não diria que existe uma crise de identidade...acho que é mais um sentimento de malaise...se me permite usar uma expressão em francês...como se nós não estivéssemos nos sentindo bem. Quer dizer, me refiro à classe média, àquelas pessoas que lêem jornais ou que tentam seguir o que acontece no Congresso.

O Blog Olhos da Eternidade dividiu a entrevista de FHC em duas partes, com legendas em português. Elas estão aqui, na ordem.

Caso não queira, ou não possa, assisti-las, leia a transcrição da entrevista na íntegra no site da BBC Brasil.





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