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Em delação premiada, Sérgio Cabral incrimina Globo. Ela sabia que Olimpíadas do Rio foram compradas e lucrou com isso


O Jornal da Record publica trecho de um vazamento da delação premiada de Sergio Cabral. A reportagem informa que um dos Marinho donos da Globo teve uma reunião com Cabral no Palácio do governo, em que queria saber das negociações sobre as Olimpíadas do Rio.

Na ocasião, Sergio Cabral informou ao dono da Rede Globo que as Olimpíadas estavam garantidas porque foram compradas.

A Rede Globo não informou à população sobre a negociata e tratou de comprar os direitos exclusivos de transmissão, pois tinha nas mãos a informação que nenhuma outra concorrente tinha, a da garantia de que as Olimpíadas seriam no Rio, logo, no Brasil.

Assista à reportagem.




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Foro especial de Flavio Bolsonaro é só protelação, o que piora as coisa para ele


Não sei se a "vitória" de Flávio Bolsonaro, que retirou momentaneamente o caso das rachadinhas das mãos do juiz Flávio Itabaiana, já tem o dedo de seu novo advogado o mesmo que atendeu a Sergio Cabral, condenado até o momento a mais de 200 anos.

Mas é fato que a decisão comemorada não vai durar muito, porque o STF já decidiu que casos como o de Flávio são de competência da primeira instância.

Logo, o processo vai voltar às mãos de Flávio Itabaiana, que deve ter recebido com irritação a ação protelatória de Flávio, que quer apenas empurrar o processo com a barriga ou arrumar um juiz que seja mais camarada aos Bolsonaro, como os desembargadores que lhe deram uma decisão que vai contra jurisprudência formada pelo Supremo.

Apesar do esperneio, como já afirmei aqui, Flávio Bolsonaro, o 01, deve ser o primeiro Bolsonaro preso. Porque o que sua defesa deixa claro é que ele só pode se livrar de uma condenação se escolher um juiz camarada.



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Em resposta à morte de Agatha, Witzel corta incentivo à redução de mortes por policiais

Capa Extra. 5 crianças mortas e ninguém preso

Incentivo que dava gratificação em dinheiro aos policiais por redução de mortes foi retirado pelo governador no primeiro dia útil após assassinato de Agatha


Em 2009, o então governador Sergio Cabral criou o Sistema Integrado de Metas (SIM), que premiava policiais que atingissem metas na redução da violência.

Entre essas metas estava a redução de mortes por policiais, exatamente a que o governador Witzel retirou por decreto nesta segunda, como se fosse uma resposta ao assassinato da pequena Agatha Félix, de oito anos, morta por um tiro nas costas por disparo policial, segundo todas as testemunhas.
Há cinco anos, o Rio de Janeiro tem vivido um aumento constante das mortes por policiais, batendo recordes a cada mês. Apesar da redução dos homicídios "simples", os óbitos por intervenção de agentes públicos subiram de 1.075, de janeiro a agosto de 2018, para 1.249 no mesmo período de 2019 —alta de 16%.
Neste ano, o crescimento vem na esteira de declarações de Witzel defendendo o "abate" de criminosos portando armas, independentemente de haver reação. Eleito com uma pauta de endurecimento na segurança pública, ele tem endossado as ações policiais que resultam em morte, mesmo antes da conclusão das investigações. [Folha]
Se com o incentivo remunerado à redução de mortes elas aumentaram, imagina agora sem eles.

Como mostra a capa do Jornal Extra de hoje [imagem acima], as mortes por policiais nunca são esclarecidas e seguem impunes no Rio, situação que pode ainda piorar caso seja aprovada a lei de Moro com o excludente de ilicitude.


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Governador Sergio Cabral, “Pode-se enganar a todos por algum tempo. Pode-se enganar alguns por todo o tempo. Mas não se pode enganar a todos por todo o tempo”

Na primeira semana, do primeiro mês, do primeiro ano de seu mandato como governador do Rio, a concessionária do Metrô-RJ assinou contrato com o escritório de advocacia da mulher de Sergio Cabral, Adriana Ancelmo. Naquele mesmo ano, o Metrô teve o prazo de sua concessão estendido até 2038. Mas Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Fato semelhante aconteceu com a concessionária do serviço de trens, a SuperVia, também defendida pelo escritório de Adriana Ancelmo, que teve a concessão prorrogada até 2048. Mas Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Esses contratos produziram por diversas vezes a situação em que a esposa do governador advogava contra o estado governado pelo marido. Mas Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Quando questionado sobre as situações acima, o máximo que Cabral se permitiu dizer foi que Adriana é muito competente.

Como governador, desviou verba carimbada de prevenção a enchente e direcionou-a para a Fundação Roberto Marinho realizar o Museu de Amanhã, aquele museu que parece placa de boteco, Fiado (e Museu) só amanhã. Cabral "deu azar", porque logo em seguida veio a grande enchente da Região Serrana do Rio, que devastou cidades históricas como Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Nem em solidariedade Cabral deu as caras na região. Mas Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Fato semelhante ocorreu no grande deslizamento de terra no réveillon de 2009 em Angra dos Reis. Várias vítimas. Comoção popular. Mesmo estando na vizinha Mangaratiba, Sergio Cabral também não foi a Angra. Mas Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Não se pode negar que Cabral seja um homem de diálogo. Cabral sempre mandou o Batalhão de Choque da PM dialogar com grevistas: professores, bombeiros, médicos e até PMs, todos dialogaram com bombas, gás e cassetetes da tropa de Sergio Cabral. Mas Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Em sua campanha ao governo, ao lado de Garotinho, atacou o presidente Lula, que, segundo ele, não havia feito nada pelo Rio. Eleito, passou a atacar Garotinho e sentou-se no colo de Lula. Mas Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Mas o amor a Lula e ao governo federal, parecia ser apenas por interesse: em 2009, quando foi dito que Dilma poderia ter dois palanques no Rio (o outro seria o de Garotinho, cujo partido é da base do governo), Cabral chantageou ameaçando que nem sua mulher votaria em Dilma. Faz o mesmo agora, quando o PT pretende lançar Lindbergh ao governo do Rio. Mas Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Investindo centenas de milhões em propaganda todo ano, Cabral sempre foi blindado pela mídia. Tanto que escândalos de seu governo sempre foram publicados inicialmente pelo Estadão ou pela Folha. E escândalos não faltaram. Denúncias de corrupção grossa, especialmente nas áreas da saúde, educação e segurança pública. Mas Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Até que veio o trágico acidente na Bahia, em que se revelou a estreita ligação entre Cabral e o presidente da Delta, empresa com os maiores contratos do governo do Rio. E, mais adiante, os vídeos e fotos da famosa Gangue dos Guardanapos, publicados pelo seu padrinho eleitoral e hoje arqui-inimigo Anthony Garotinho.

A Delta caiu em desgraça, mas Cabral correu ao governo federal e usou a força do PMDB no Congresso para conseguir sair apenas chamuscado dos episódios. E Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Recentemente, reportagem mostrou o uso de helicópteros do estado para transportar Cabral, família, amigos, babá e cachorrinho do Rio para a mansão de Mangaratiba, ida e volta, toda semana, às vezes mais de uma vez por semana. Mas Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Tudo isso corria de boca em boca pelo estado. Mas eram murmúrios logo abafados pela falta de continuidade dos escândalos nas manchetes dos jornais e revistas, fortemente patrocinados pelo governo. Mas Cabral achou que não havia nada de mais nisso.

Então, vieram as manifestações de junho. Elas começaram em São Paulo, mas se espalharam pelo Brasil. E no Rio encontraram território próprio para se alastrar, e o personagem que virou símbolo da insatisfação nacional: Sergio Cabral.

Alguém falou recentemente em movimentação de placas tectônicas, que causam terremotos e maremotos, e essa é uma metáfora que cabe bem aqui, pois a insatisfação latente, o boca a boca desde sempre contra o governador, como um Tim Maia cantando "Me dê motivo", tudo isso veio à tona com a palavra de ordem "Fora Cabral". E dessa vez Cabral não achou que não havia nada de mais nisso.

Tentou medidas desesperadas, como aquela em que convocou pseudo representantes dos manifestantes acampados em frente a seu apartamento no Leblon. O tiro saiu pela culatra e a manifestação cresceu. De novo, Cabral usou sua ferramenta de diálogo, e o Batalhão de Choque retirou os manifestantes às 2h30 de uma madrugada chuvosa, usando de sua forma de convencimento: a violência.

Como menino mimado, que não gosta de ser contrariado e está acostumado a sempre se dar bem no final, Cabral não levou a sério o ditado que serve de título a esta postagem. Agora, paga por isso, sem o colo de Lula para confortá-lo.

Pior, com duas forças o pressionando de ambos os lados: as ruas e a mídia corporativa, louca para conseguir acabar com a parceria PT-PMDB.





Madame Flaubert, de Antonio Mello

Secretário de Cabral acha que farra em Paris foi 'importante para a divulgação da cidade e para o desenvolvimento do estado '

Júlio Lopes, o crooner da farra em Paris
Quando a gente pensa que já ouviu todo tipo de cascata e besteira sobre o assunto da farra em Paris do alegre grupo capitaneado pelo governador do Rio Sergio Cabral (ou pelo empreiteiro Cavendish, resta saber), vem o secretário Júlio "Desastre" Lopes, o único secretário Destransportes, porque ele consegue destransportar pessoas e não transportá-las, e solta a seguinte declaração, publicada em O Globo:

— Não fiquei constrangido. De forma alguma. Não me parece que eu estivesse em um momento constrangedor. Nós estávamos fazendo um trabalho importante para a divulgação da cidade e para o próprio desenvolvimento do estado — afirmou Lopes, o primeiro integrante da caravana do governo a se manifestar publicamente sobre o caso.  [Fonte]

Não é fofo? De guardanapo na cabeça (embora, justiça seja feita, não há imagem de Lopes com um), dançando na boquinha da garrafa, enchendo a cara, estavam divulgando a cidade?

Esse tipo de divulgação absolutamente não interessa ao Rio. Eles todos deveriam pedir desculpas públicas pelo estrago à imagem da cidade e do estado - depois de mostrarem os comprovantes com os pagamentos da viagem, claro.

O homem público tem que botar na cabeça não é guardanapo, é que ele não é como o cidadão comum, que pode pagar vexames públicos, porque ele só representa a si mesmo e - caso tenha uma - a sua família. O homem público, como o governador e seus secretários, representa o estado.

Portanto, além da possível ilegalidade de passagens, bebedeira e hospedagem terem sido bancadas pelo dono da Delta, há o mico de se comportarem daquele jeito, "em missão oficial", segundo nota da assessoria de Sergio Cabral.

Ainda segundo a mesma reportagem:

(...) Um dos ministros de Dilma Rousseff revelou que Cabral encomendou pesquisa para avaliar o estrago provocado pelo episódio. Segundo ele, o resultado foi o pior possível:
— O episódio provocou um choque na administração. Foi declarada guerra (a Garotinho) — disse o ministro.

Quer dizer que a lição que tiram do episódio é que devem fazer guerra ao sofá (Garotinho) que divulgou a farra? Não entenderam nada...

Elio Gaspari se horroriza com cenas de Cabral e Cavendish na Europa. Não pela possível ilegalidade, mas pela 'breguice'

Certas pessoas "do andar de cima" (como diria o Gaspari) são - como diriam pessoas "do andar de baixo" - totalmente "sem noção".

Foram divulgados vídeos e fotos de uma alegre caravana capitaneada pelo governador do Rio Sergio Cabral (se a medida for o cargo mais poderoso) ou pelo dono da Delta Fernando Cavendish (caso a medida seja o bolso mais recheado) em cenas de consumismo explícito em lugares caríssimos e badalados da França e do principado de Mônaco. As imagens caíram como uma bomba, e já há quem peça o impeachment do governador, sem ao menos dar a ele a oportunidade de provar que não houve nada de ilegal ali.

No entanto, o que incomodou o jornalista Elio Gaspari não é a possibilidade de toda a farra ter sido bancada pelo dono da Delta, mas o que Gaspari chama de breguice, deslumbramento do grupo.

"Vergonha, essa é a sensação que resulta dos vídeos das vilegiaturas parisienses do governador Sérgio Cabral em 2009, acompanhado por alguns secretários e pelo empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta" - escreve Gaspari, no início de sua coluna, publicada hoje em vários jornais, e pode ser lida na íntegra aqui.

"Esse tipo de deslumbramento teve no governador um exemplo documentado, mas faz parte do primarismo dos novíssimos ricos do Brasil emergente" - escreve no parágrafo final de sua coluna.

Entre o primeiro e o último parágrafos, ele comenta horrorizado a "breguice", o "deslumbramento" do grupo.

O colunista gasta 532 palavras, 3113 caracteres, sem em momento algum se preocupar com o fundamental das cenas: quem pagou por aquela alegria, aqueles vinhos, aquele show do U2, aqueles jantares, aquela farra toda? Essa é a preocupação "do andar de baixo".

Se governador e seus secretários pagaram com dinheiro próprio, pouco importa se são bregas e deslumbrados - cada um se diverte como quer, pode e gosta.

Agora, se quem pagou a farra foi o empresário Cavendish, dono da construtora que tem quase R$ 1 bilhão e meio em contratos com o governo do estado, a coisa muda de figura: deixa de ser uma questão de brega ou chique e passa para o terreno do legal e ilegal. Isso é o que interessa.

Sergio Cabral diz que viajou com esposa em voos comerciais e pagou todas as despesas, mas não guardou comprovantes

Reportagem do RJTV segunda edição (jornal local da Rede Globo) de ontem divulga notas da assessoria do governo do Rio sobre fotos e imagens do governador, esposa, secretário de Saúde também com esposa, e dono da Delta, Fernando Cavendish, publicados no blog do ex-governador Garotinho.

A assessoria de imprensa do governador informou que o jantar em Monaco e o show da banda U2, na cidade vizinha de Nice, aconteceram no mesmo período, julho de 2009, e fizeram parte de uma agenda pessoal do governador.

Segundo a assessoria, ele e a esposa viajaram em voos comerciais e todas as despesas durante a viagem foram pagas pelo casal.

...

Segundo a assessoria, os comprovantes das despesas do governador não foram guardados porque as viagens aconteceram há quase três anos.


Não tem problema não ter guardado comprovantes, governador. Como dificilmente as despesas foram pagas com dinheiro vivo, basta solicitar à(s) operadora(s) de cartão(ões) para comprovar que dono da Delta não foi quem pagou sua viagem.

Os secretários também flagrados nas imagens (Sérgio Côrtes - da Saúde - e Wilson Carlos - do Governo) também podem fazer o mesmo.

Pensando bem: podem não. Devem. Pelo princípio de transparência da vida pública, como servidores do estado, governador e secretário têm a obrigação de prestar contas à população.

Por que Sergio Cabral e Eduardo Paes não fazem como Dilma e põem todos os contratos com a Delta na internet?

A presidenta Dilma Rousseff mandou colocar todos os contratos do governo federal com a Delta Construções na internet.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse ontem [sábado] que a criação da CPI do Cachoeira já começou a ter consequências. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff determinou que todos os contratos do governo federal com a Construtora Delta, uma das supostas beneficiadas pelo esquema de Carlinhos Cachoeira, sejam publicados na internet. O objetivo é dar transparência às operações da Delta com a União. [Fonte]


O governador do Rio Sergio Cabral e o prefeito da capital Eduardo Paes deveriam fazer o mesmo. Afinal, só no Rio de Janeiro são quase R$ 3 bilhões em contratos com a Delta. Sendo que, no estado, são R$ 250 milhões, sem licitação.

A luz do Sol é o melhor antídoto contra ilações que estão sendo feitas a partir da amizade entre o governador e o presidente (licenciado após o escândalo) da Delta Fernando Cavendish.

Aja como a presidenta Dilma, governador. Faça o mesmo, prefeito. Afinal, quem não deve não teme.