Mostrando postagens com marcador ivermectina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ivermectina. Mostrar todas as postagens

Sai resultado da pesquisa Oxford sobre Ivermectina: 'Ivermectina não é uma opção para tratamento da COVID-19'


Mais um baque para os adoradores da Ivermectina, pacientes e médicos que continuam a ingerir e/ou a receitar Ivermectina para tratamento da Covid-19.

Saiu resultado da pesquisa da Universidade de Oxford sobre o uso de Ivermectina para o tratamento da COVID-19. A íntegra da pesquisa está no site da Universidade, em inglês, aqui. A conclusão do estudo é sucinta:
Em comparação com SOC [atendimento padrão] ou placebo, IVM [Ivermectina] não reduziu as causas de mortalidade, tempo de internação ou depuração viral em RCTs em pacientes com COVID-19 leve. IVM [Ivermectina] não teve efeito nos AEs [eventos adversos] ou AEs [eventos adversos] graves. IVM [Ivermectina] não é uma opção viável para tratar pacientes COVID-19.
 
Até o fabricante original da Ivermectina já deu nota afirmando que ela não é indicada para o tratamento da COVID-19. Outros cientistas já pesquisaram a droga com o mesmo resultado. Agora, a Universidade de Oxford resolveu testar também e chegou à mesma conclusão.

Mas, provavelmente, todos são comunistas, não sabem mais do que o médico fulano, a doutora Nise, e nosso maior cientista, Bolsonaro...





Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos



Recentes:


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Uso de Ivermectina contra COVID mata ou manda pacientes para transplante de fígado. Fabricante nega eficácia, mas parece patrociná-la


O laboratório fabricante da Ivermectina, Merck, negou em nota sua eficácia no tratamento da COVID, Publiquei sobre isso aqui.

No entanto, a Ivermectina continua a ser utilizada no chamado Kit COVID, levando muitas pessoas à morte, como mostra reportagem de Fabiana Cambricoli no Estadão, de onde extraí este trecho:
O uso do chamado kit covid, que reúne medicamentos sem eficácia contra a doença, mas que continua sendo prescrito por alguns médicos e propagandeado pelo presidente Jair Bolsonaro, levou cinco pacientes à fila do transplante de fígado em São Paulo e está sendo apontado como causa de ao menos três mortes por hepatite causada por remédios, segundo médicos ouvidos pelo Estadão.

Números do Conselho Federal de Farmácia (CFF) mostram que o total de unidades vendidas de ivermectina, por exemplo, subiu 557% em 2020 em comparação com 2019, sendo dezembro o mês recordista de vendas da droga. O remédio, indicado para tratar sarna e piolho, não teve sua eficácia contra a covid comprovada. Seu uso contra o coronavírus foi desaconselhado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e pela própria fabricante do produto, a MSD.

O produto, porém, é um dos que foram utilizados pelos cinco pacientes que entraram na fila de transplante de fígado. Todos eles haviam tido, semanas antes, diagnóstico de covid e receberam a prescrição do chamado “tratamento precoce”.

Quatro deles foram atendidos no Hospital das Clínicas da USP e o outro no HC da Unicamp. Eles chegam com pele amarelada e com histórico de uso de ivermectina e antibióticos. 

"Quando fazemos os exames no fígado, vemos lesões compatíveis com hepatite medicamentosa. Vemos que esses remédios destruíram os dutos biliares, que é por onde a bile passa para ser eliminada no intestino”, diz Luiz Carneiro D’Albuquerque, chefe de transplantes de órgãos abdominais do HC-USP e professor da universidade. Sem esses dutos, explica ele, substâncias que podem ser tóxicas ficam na circulação sanguínea, favorecendo quadros infecciosos graves. “O nível normal de bilirrubina é de 0,8 a 1. Um dos pacientes está com mais de 40”, conta ele.

D’Albuquerque conta que, dos quatro pacientes colocados na fila do transplante no HC, dois tiveram doença aguda e morreram antes da operação.

“É uma combinação de altas dosagens com a interação de vários medicamentos. A substância desencadeia um processo em que a célula ataca outros células, levando a fibroses, que causam a destruição dos dutos biliares”, diz Ilka Boin, professora da Unidade de Transplantes Hepáticos do Hospital das Clínicas da Unicamp, onde um paciente aguarda transplante.

Os dois especialistas explicam que as biópsias do fígado desses pacientes evidenciam que os casos são de origem medicamentosa e não complicações do próprio coronavírus. “A covid pode atacar o órgão, mas de uma forma diferente. Ela causa pequenos trombos (coágulos) nos vasos. Esse padrão que encontramos é de lesão por medicamentos”, diz Ilka.

Embora o fabricante e a ciência tenham negado a eficiência da Ivermectina ela continua a ser anunciada como remédio milagroso por apresentadores de programas populares. Há pessoas tomando Ivermectina diariamente há meses pensando estar se protegendo da COVID. No entanto, na bula do remédio (e para o uso em que é indicado - piolhos), a dose recomendada é de APENAS UM COMPRIMIDO POR ANO
 
É preciso que se investigue se os fabricantes não estão incentivando seu uso com matérias pagas para aumentarem seus lucros em prejuízo da saúde da população, especialmente o público desses programas populares.
 
Tomar Ivermectina regularmente pode levar à morte, mas também ao enriquecimento de fabricantes e dos que aceitam fazer propaganda do produto, criminosamente.



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos




Recentes:


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Merck tira da reta e General Pazuello pode vir a responder criminalmente por incentivo ao uso de cloroquina e ivermectina

A imagem acima é print do Twitter do médico pneumologista Fred Fernandes. Por esses dois tweets, Fernandes recebeu ataque do gabinete de ódio bolsonarista e teve que restringir o acesso a suas postagens.
 
Os tweetes mostram o efeito devastador que pode provocar o uso de uma substância (no caso a Ivermectina), quando mal utilizada.
 
O laboratório Merck, responsável pelo produto, já tirou da reta e emitiu nota (que publiquei aqui) negando que a Ivermectina tenha qualquer efeito na prevenção ou tratamento da COVID-19.
 
Estranhei o fato de uma empresa capitalista vir a público pedindo para que não utilizem seu produto, mas os tweets do doutor Fernandes me mostraram a realidade que motivou a nota: o medo de processos gigantescos.
 
Com o laboratório negando sua responsabilidade sobre o uso da Ivermectina, o peso dos processos futuros sobre o uso da substância vai cair nas costas do general Pazuello, o general Cloroquina e também Ivermectina.
 
O ministério da Saúde, que Pazuello comanda, incentiva o uso de um "tratamento precoce" (que, no caso da COVID-19 já está provado que ainda não existe) e nele são indicadas doses cavalares de Ivermectina e cloroquina.
 
Cânceres, problemas cardíacos que podem levar a óbitos, tudo isso vai cair nas costas do general, porque, como todos "sabemos", o genocida Bolsonaro "nunca" indicou cloroquina nem Ivermectina, "nunca" defendeu que as pessoas não deveriam se vacinar, "nunca" criticou o uso de máscaras nem a vacina chinesa...
 
Portanto, general, prepare seus advogados, porque Bolsonaro já, já vai lhe deixar ao relento, tirando-o do ministério para livrar a própria cara e deixar na sua conta e do Exército (já que é um general da ativa) o "tratamento precoce" e todas as mortes e processos que vierem por aí.



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos




Recentes:


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Merck, farmacêutica da Ivermectina, afirma em nota que ela não previne nem cura COVID


O laboratório Merck, fabricante da Ivermectina, emitiu uma nota em que afirma que ela não serve para nada, em relação à COVID-19. Não previne nem cura. 
 
Portanto, se você quiser seguir a indicação "médica" do genocida presidente e de seu general Cloroquina, saiba que está jogando seu dinheiro no lixo. Palavra de quem entende do assunto: o laboratório que desenvolveu a Ivermectina.
 
A nota do laboratório na íntegra, em inglês, está aqui: https://www.merck.com/news/merck-statement-on-ivermectin-use-during-the-covid-19-pandemic/



Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos




Recentes:


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

Afinal, a ivermectina cura ou protege contra o coronavírus? Com a palavra a Ciência


Algumas pessoas escreveram ao Blog via WhatsApp sobre a ivermectina, que virou uma verdadeira febre no país, com prefeituras, como a de Itajaí (SC), adotando o medicamento para tratar da COVID-19.

Fiz uma pesquisa sobre o assunto e a divido com vocês. Do início:
O que é COVID-19
Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns em muitas espécies diferentes de animais, incluindo camelos, gado, gatos e morcegos. Raramente, os coronavírus que infectam animais podem infectar pessoas, como exemplo do MERS-CoV e SARS-CoV. Recentemente, em dezembro de 2019, houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2), o qual foi identificado em Wuhan na China e causou a COVID-19, sendo em seguida disseminada e transmitida pessoa a pessoa.
A COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, que apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a maioria (cerca de 80%) dos pacientes com COVID-19 podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos (poucos sintomas), e aproximadamente 20% dos casos detectados requer atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória, dos quais aproximadamente 5% podem necessitar de suporte ventilatório. [Ministério da Saúde]
A origem dessa confusão sobre a ivermectina foi a divulgação de um estudo feito numa Universidade da Austrália (Universidade de Monash). [UOL]

O estudo foi feito apenas in vitro, ou seja, no laboratório, não sendo testado em nenhum ser humano, porque simplesmente a dose necessária para provocar uma reação positiva da ivermectina sobre o vírus seria absurdamente alta.
"Não há nenhuma evidência científica de que funciona, zero, nada", reforça Alberto Chebabo, vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e diretor médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
"O que teve foi esse teste in vitro que mostrou que a ivermectina pode ter uma atividade antiviral, mas a dose necessária para isso também mata as células do organismo. Então, precisaríamos de uma hiperdose, que seria tóxica para nós, para ela funcionar."
Seria como incendiar a casa para exterminar os cupins ou matar o cachorro para combater a raiva.

O Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) reprovou os dois vermífugos que vêm sendo apontados como possíveis tratamentos para a Covid-19: a ivermectina e a nitazoxanida (mais conhecida no Brasil pelo seu nome comercial, Annita).
A pesquisa contou com a participação de dez autores, incluindo colaboradores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e de outras duas unidades da USP: Instituto de Biociências (IB) e  Instituto de Física de São Carlos (IFSC).
A médica e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcomo é direta:
A ivermectina é um vermífugo, usado há muitos anos para tratamento de vermes e piolhos. Existe na formulação humana e veterinária, é muito usada na veterinária para tratar vermes de gado. Foi um dos fármacos, entre muitos outros, que são sempre estudados em laboratório para verificar se podem servir para alguma coisa. Estudos in vitro (em laboratório) não têm nada a ver com in vivo (em seres vivos). A distância que existe entre um estudo feito no laboratório e no ser humano é muito grande. 
As doses de ivermectina que foram testadas em laboratório, que não mostraram ser viricida, isto é, não matam o vírus, mas poderiam reduzir a replicação viral, são dezenas, centenas de vezes mais altas do que aquelas que são tomadas comprando o remédio na farmácia. Portanto, é uma bobagem, não faz o menor sentido. [NSC]
Trazendo o assunto de volta para o nosso chão, que não somos cientistas, o que fica é que se alguém tomou ivermectina ou Anitta (não a cantora) ou cloroquina e se curou, não foi pelo efeito curativo da substância, mas pela evolução da própria doença diante das respostas naturais da defesa de seu organismo.

É como aquela gripe que temos anualmente, que às vezes dá dor de cabeça, às vezes derruba, tosse, febre. Depois geralmente passa. Todo mundo tem sua receita para curá-la: conhaque, cachaça com limão, alho, comprimidos. Mas foi seu organismo que o salvou. Comprimidos combatem os sintomas, não o vírus.

Lembram lá do inicio da postagem? 80% das pessoas nem sentirão com pegaram o vírus ou terão sintomas leves.

Todos os cientistas são unânimes em afirmar que ainda não há nenhum medicamento eficaz contra a COVID-19.

Agora, se mesmo assim você quer tomar ivermectina ou Annita, procure um médico, porque a Anvisa, diante dessa procura pelo produto resolveu que agora só com receita em duas vias, uma delas ficando retida na farmácia.A norma foi publicada no Diário Oficial desta quinta, 23.




Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos




Recentes:


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.