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O que Bolsonaro, militares e golpistas querem de nós é que tenhamos medo


O mundo político amanheceu com uma reportagem do Estadão que informa que o ministro da Defesa Braga Neto teria dito ao presidente da Câmara Arthur Lira que só haverá eleições no ano que vem caso o voto impresso seja aprovado. Teria o apoio das Forças Armadas nisso.
 
Novas notícias, após a publicação da ameaça golpista, informam que Lira desmentiu a conversa e Braga Neto afirmou que se tratava de "invenção".
 
Fato é que alguém colocou o jabuti na árvore do Estadão com o claro intento de provocar pânico e embaralhar o jogo político.
 
O que ocorre é uma clara ação de contrainformação do governo, que está acuado pela crescente impopularidade de Bolsonaro e, mais ainda, pela CPI da Covid, que está mostrando que, além da incompetência criminosa, outro crime corroeu os bastidores do ministério da Saúde, quase todo ocupado por militares - a corrupção na compra de vacinas, com quantias bilionárias. 
 
Envolvidos, o general Pazuello e coronéis do Exército, com a participação em vários relatos do próprio atual ministro da Defesa Braga Neto.
 
O que eles querem é que tenhamos medo do golpe e que, por isso, a CPI não vá adiante na investigação dos militares corruptos, sejam quais forem eles e seus cargos, e da responsabilidade direta de Jair Bolsonaro na condução da pandemia, que ruma para os 600 mil brasileiros mortos.
 
Bolsonaro, militares e golpistas querem nosso medo. Porque na verdade estão apavorados com o cerco que se fecha sobre eles e o destino que lhes aguarda - a prisão.





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Enquanto nós, civis, ainda morremos em pencas na segunda onda da COVID, Exército já se antecipa a uma terceira para cuidar da tropa


São dois Brasis: num, vivemos uma administração caótica da pandemia, batendo recorde atrás de recorde de mortos, onde faltam leitos de UTI, insumos básicos, como oxigênio, e começam a faltar outros que são fundamentais para o processo de intubação. Nesse país, o nosso, dos civis, o presidente defende a aglomeração, que não sejamos maricas, não fiquemos de mimimi, a COVID é uma gripezinha. Morremos aos borbotões. Ontem, atingimos o recorde de 3668 mortos, 38% de todas as mortes do planeta.

Tudo diferente do outro Brasil, o do Exército brasileiro, cujo processo de combate à pandemia é comandado pelo general Paulo Sérgio, sobre quem já falei aqui. Nesse, há a preocupação com a pandemia, soldados ficam em quarentena, usam máscara, não faltam insumos, oxigênio, leitos de UTI nem material para intubação. Aqui, eles já se preparam para a terceira onda da COVID que se avizinha, enquanto nós, os civis, vamos tentado sobreviver à segunda.
Quando soubemos que França e Alemanha estão começando novo lockdown com esta terceira onda, imaginamos que, como ocorreu na segunda, que começa na Europa, dois meses depois se alastra por outros continentes. Temos de estar preparados no Brasil. Não podemos esmorecer. É trabalhar, melhorar a estrutura física dos nossos hospitais, ter mais leitos, recursos humanos para, se vier uma onda mais forte, a gente ter capacidade de reação.
É um planejamento contínuo. Tudo que a gente faz sempre tem a visão do futuro. Se temos a notícia de que, lá na frente, pode ter uma terceira onda, temos de estar preparado. Mas torcemos para não termos, que a gente avance, e a vacina está aí para isso.[general Paulo Sérgio, aqui]

Como visto, o Exército sabe como combater a COVID. Se Bolsonaro escolheu o general Pazuello e não o general Paulo Sérgio para comandar a Saúde do Brasil civil é porque para ele tanto faz que morramos ou não, desde que a economia funcione.

Não foi um erro de Bolsonaro. É projeto dele. De morte. A nossa.
 
Até quando vamos permitir que ele continue a nos matar?



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Merck tira da reta e General Pazuello pode vir a responder criminalmente por incentivo ao uso de cloroquina e ivermectina

A imagem acima é print do Twitter do médico pneumologista Fred Fernandes. Por esses dois tweets, Fernandes recebeu ataque do gabinete de ódio bolsonarista e teve que restringir o acesso a suas postagens.
 
Os tweetes mostram o efeito devastador que pode provocar o uso de uma substância (no caso a Ivermectina), quando mal utilizada.
 
O laboratório Merck, responsável pelo produto, já tirou da reta e emitiu nota (que publiquei aqui) negando que a Ivermectina tenha qualquer efeito na prevenção ou tratamento da COVID-19.
 
Estranhei o fato de uma empresa capitalista vir a público pedindo para que não utilizem seu produto, mas os tweets do doutor Fernandes me mostraram a realidade que motivou a nota: o medo de processos gigantescos.
 
Com o laboratório negando sua responsabilidade sobre o uso da Ivermectina, o peso dos processos futuros sobre o uso da substância vai cair nas costas do general Pazuello, o general Cloroquina e também Ivermectina.
 
O ministério da Saúde, que Pazuello comanda, incentiva o uso de um "tratamento precoce" (que, no caso da COVID-19 já está provado que ainda não existe) e nele são indicadas doses cavalares de Ivermectina e cloroquina.
 
Cânceres, problemas cardíacos que podem levar a óbitos, tudo isso vai cair nas costas do general, porque, como todos "sabemos", o genocida Bolsonaro "nunca" indicou cloroquina nem Ivermectina, "nunca" defendeu que as pessoas não deveriam se vacinar, "nunca" criticou o uso de máscaras nem a vacina chinesa...
 
Portanto, general, prepare seus advogados, porque Bolsonaro já, já vai lhe deixar ao relento, tirando-o do ministério para livrar a própria cara e deixar na sua conta e do Exército (já que é um general da ativa) o "tratamento precoce" e todas as mortes e processos que vierem por aí.



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Cientista que divulgou cloroquina contra o coronavírus agora diz que 'nunca a recomendou como tratamento'


Pelo visto, apenas Bolsonaro e o general Cloroquina vão seguir indicando cloroquina aos infelizes brasileiros que forem atendidos para o tratamento da pandemia.

Numa audiência a Deputados na França, o cientista Didier Raoult, o homem que divulgou a cloroquina e hidroxicloroquina como tratamento para a COVID-19, disse que nunca o fez e que não recomendaria a ninguém.

Na audiência na  Assembleia Nacional em 24 de junho, ao final do interrogatório, a deputada Josiane Corneloup, farmacêutica de profissão, pede sua opinião sobre as restrições à prescrição de hidroxicloroquina por médicos. Didier Raoult, que é o diretor do IHU em Marselha, respondeu:
"Eu nunca recomendei este tratamento, porque não tenho o direito de recomendar um tratamento que não é indicado. Eu não posso recomendar. Posso dizer o que faço, mas não posso recomendar. E eu nunca o recomendei. Se você ouvir atentamente o que eu digo: digo o que faço, não recomendo. Pode ser uma nuance, mas é uma nuance que importa".
O que mais é necessário para que a PGR ou seja lá quem de direito entre em campo e interrompa a distribuição de um medicamento que o mundo inteiro já provou que não tem efeito benéfico algum contra a COVID-19, pelo contrário, traz efeitos colaterais que podem levar à morte do paciente?

Até o divulgador mundial da cloroquina já pulou fora para fugir de processos. Confira no vídeo abaixo, em francês.




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General 'Cloroquina' diz que Brasil será reconhecido mundialmente como exemplo positivo de combate ao coronavírus


O que dão para beber a nossos generais nos quartéis? Ou o que aprendem por lá? Porque pelo menos os generais da ativa e da reserva no governo Bolsonaro dão uma péssima imagem para nosso Exército.

Foi isso o que registrou o ministro Gilmar Mendes, quando disse que as Forças Armadas estavam se associando a um genocídio. Porque é o que está acontecendo no país.

No entanto, o general que chamei de Cloroquina, Pazuello, o interino comandante do Ministério da Saúde há dois meses, deu uma entrevista à Veja desta semana em que afirma que o Brasil será reconhecido mundialmente como exemplo positivo do combate ao coronavírus.

São mais de dois milhões de brasileiros infectados, e os números seguem subindo. Amanhã ou depois, 80 mil mortos. Como pode ser um exemplo positivo?

O ministro defende o uso da cloroquina desde os primeiros sintomas e enviou grande quantidade para tratar de nossos indígenas. Defende também que não sejam aplicados testes.

E a cloroquina é rechaçada pelo mundo. Ninguém mais a defende, a não ser o general Cloroquina e seu presidente. Ontem, a Sociedade Brasileira de Infectologia publicou uma nota em que afirma que "É urgente que a hidroxicloroquina seja abandonada".

O Brasil tem 46 milhões de testes, o mundo inteiro defende sua aplicação massiva, mas o general é contra e acha que eles não devem ser aplicados. O que farão com eles? Melhor: por que foram comprados?

Às vezes a impressão que dá é que estamos sendo desgovernados pelos habitantes da Casa Verde do Alienista, primeira fase, em que foram acolhidos os ditos loucos da cidade.

Em que mundo vive o general Pazuello, um general da ativa, para fazer a afirmação do titulo desta postagem?

O enfrentamento da pandemia pelo ministério da Saúde do general é um desastre, como o desgoverno do capitão, que foi expulso do Exército e agora parece que o trouxe para dentro de seu governo para tirar a forra da desonra.



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