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Dallagnol mente para provocar pânico na população e pressão sobre o Supremo

Mentiras de Dallagnol no Twitter


Como vem mostrando a Vaza Jato, para defender suas ideias Dallagnol é capaz de qualquer coisa


Em seu perfil no Twitter, o procurador de deus Deltan Dallagnol busca tocar o terror na população, diante da possibilidade de o STF terminar com a prisão após a segunda instância.

Segundo Dallagnol, isso provocaria a liberdade imediata de homicidas, traficantes, estupradores, além dos corruptos - o que sabe que é mentira.

Mentiu também quanto ao alcance das pessoas que teoricamente poderiam se beneficiar da nova interpretação do STF (que na realidade de nova não tem nada, é só uma volta ao que diz a cláusula pétrea da Constituição). Dallagnol fala em 190 mil presos e na verdade são 4,8 mil, uma diferença de mais de 185 mil... Erro este que Dallagnol corrigiu em outro tuíte, mas somente sete horas após a informação mentirosa dos 190 mil ter corrido a internet.

Dallagnol sabe também (ou deveria saber) que nenhum preso que ponha em perigo a segurança pública vai ser solto, porque a medida do STF não atinge a prisão preventiva a que estão sujeitos esses presos perigosos.
O que espanta em relação a Dallagnol é a cara de pau que ostenta, como se ainda tivesse alguma autoridade para ser ouvido, depois dos fatos que a Vaza Jato trouxe à tona. Ele já deveria ter sido afastado das funções, preventivamente.

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Chávez ou Uribe, quem colabora com os narcotraficantes?

Um relatório do departamento de Defesa dos Estados Unidos de setembro de 1991 faz uma espécie de Quem é Quem no mercado de cocaína na Colômbia. A lista inclui o chefe do cartel de Medellín Pablo Escobar e mais 100 outros criminosos, assassinos, traficantes e advogados pra lá de suspeitos. O número 82 da lista é ninguém menos que Álvaro Uribe Velez, descrito como um político e senador que faz uma ponte entre o cartel de Medellín e a alta cúpula governamental.

Diz ainda o relatório, divulgado pela revista Newsweek em 9 de agosto de 2004, que Uribe esteve envolvido em negócios com drogas nos Estados Unidos, trabalhou para o cartel de Medellín e era amigo íntimo do chefão Pablo Escobar.

Escobar morreu em 1993. Em 2002, Uribe assumiu a presidência da Colômbia. Em 2005, conseguiu uma mudança na Constituição tornando possível sua reeleição. O que aconteceu. Agora está tentando nova mudança que lhe permita buscar um terceiro mandato.

Você, meu arguto leitor, minha sagaz leitora, havia lido essas informações na nossa “grande imprensa”?

Porque para a nossa imprensa democrática, Uribe é um democrata, luta contra os chamados narcoterroristas (assim são chamados os guerrilheiros das FARC). E Chávez está ligado aos traficantes, terroristas e é um ditador que quer se perpetuar no poder.

Leia também:

» Jornal Nacional joga Chávez contra guerrilheiros das FARC

» TV Venezuelana mostra entrevista com refém das FARC

» Confederação de Trabalhadores da Imprensa pede que jornalistas trabalhem com ética

» Democracia e ditadura na Venezuela e no Brasil

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Acabou o PAN, começou o tiroteio

reprodução de chamada de O Globo

Chamada de primeira página de O Globo de hoje (reproduzida aqui ao lado) mostra que nem bem terminou o PAN e já recomeçaram os confrontos entre PMs e traficantes, e com um morto.

O recomeço tão imediato do tiroteio me deixou com várias pulgas atrás da orelha, e as divido com você, leitor:

Os dados divulgados pela policia sobre a segurança durante o período do PAN não mostram uma queda tão significativa assim dos índices, em comparação com o mesmo período do ano passado, quando não havia PAN nem todo o aparato de segurança que o acompanhou.

O índice de homicídios foi apenas 5% inferior. O de assaltos, 16%. O de roubo de carros, sim, 32% menor, o que mostra que a simples presença da polícia inibe esse tipo de delito.

Mas isso é muito pouco frente à tranqüilidade, à sensação de segurança que tomou conta da cidade. Apenas a diminuição desses índices justificaria essa sensação?

Não é crível que durante todo o período do PAN, imbuída pelo espírito saudável da competição dos Jogos, a galera tenha deixado de cheirar seus papelotes ou de fumar seus baseados. E, evidentemente, os traficantes estavam ali para atender à demanda.

O que teria havido então? Uma trégua da polícia, um liberou geral? Ou durante o PAN – e apenas durante ele – a polícia efetuou as prisões com o uso da inteligência, sem que fosse necessário disparar um único tiro, sem que houvesse um morto sequer? Ou, ainda, será que aconteceram confrontos, sim, e muitos morreram, sim, e isso apenas não foi divulgado para manter aceso o “espírito do PAN”?

Todas as hipóteses merecem comentários.

1. Se a polícia usou a inteligência e assim conseguiu prender traficantes e coibir o tráfico, sem a perda de vidas, por que a volta dos confrontos agora?

2. Se a polícia deixou o tráfico correr solto e isso evitou os confrontos e as mortes, e ainda de quebra nos deu a sensação de vivermos em uma cidade segura, não seria a hora de discutirmos seriamente um assunto já levantado até pelo governador do estado, Sérgio Cabral, a descriminalização das drogas?

3. Mas, se, ao contrário, tudo estava acontecendo exatamente como dantes no quartel de Abrantes, os crimes, os confrontos e os mortos continuaram durante o PAN, isso nos leva a outras perguntas:

. Por que a imprensa ficou caladinha? Ela tem o direito de nos omitir informação em benefício da boa imagem da cidade durante os Jogos?

. Não será a divulgação sensacionalista dos crimes um fator decisivo para o aumento da sensação de insegurança?

. Nossa sensação de insegurança não alimenta ainda mais a violência?

O que você acha?

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Presidente Lula e a guerra no Complexo do Alemão

Foto de Domingos Peixoto, publicada na página 2 de O Globo de 16/5/2007.<br />

Enquanto policial repõe grade de ferro retirada por traficantes, grafite ironiza o presidente, fazendo um jogo com as palavras Alemão e Complexo, ora referindo-se ao vencedor do último BBB, ora a um Alemão muito mais complexo, o Complexo do Alemão, que reúne várias favelas no Rio, onde vem sendo travada uma verdadeira batalha entre policiais e traficantes há duas semanas.

A presença do policial na foto (de Domingos Peixoto, publicada em O Globo de hoje) acrescenta mais um Alemão ao enredo, já que Alemão é também o outro, aquele que não pertence ao grupo, o adversário.

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