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Rodrigo Maia, sob as ordens de paipai

O presidente dos demos e filho do ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, Rodrigo Maia (aquele que o ministro Jobim grosseiramente teria definido como “guri de merda” - embora eu não entenda como pode ser guri um deputado que já é pai de família), afirma em declaração ao Estadão que é a favor da abertura de todos os dados sigilosos.

Ele podia começar fazendo o dever de casa e indo até seu paipai para pedir que a mesma transparência que há no governo federal seja aplicada na administração da prefeitura do Rio.

Mas ele e o pai não querem nem saber da prefeitura do Rio. Rodrigo segue a cartilha do paipai, porque César Maia confessa: o objetivo da oposição é derrubar o governo Lula.

Leia também:

» A petista, o tucano e a mídia. Matilde e André Lara Resende. A negra, o branco

» O Globo e César Maia estão certos quando falam mal um do outro

» Por que demos e tucanos estão nervosos

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César Maia confessa: o objetivo da oposição é derrubar o governo Lula

Em postagem do dia 30 de março do ano passado eu já avisava isso. Tucanos e demos – especialmente estes – querem ferrar o governo. Aliás, o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo (felizmente só até o final deste ano), César Maia, o Vaia, não faz questão de esconder isso de ninguém.

Em seu ex-blog de 29 de março de 2007, César confessou com todas as letras que o objetivo da oposição não é ajudar o país nem melhorar a vida da população, é derrubar o governo Lula. Inclusive deu a receita:

A oposição deveria assistir o premiado documentário da luta de Cassius Clay na África anos atrás. Ou qualquer luta equilibrada entre pesos pesados. Se tentar nocautear o governo de saída pode ser nocauteado. Deve ir tirando a resistência do governo através de golpes sistemáticos no fígado e no baço. Girando em torno do governo e desgastando-o sempre e continuadamente.
Com isso acelera o necessário desgaste do governo e o inevitável conflito interno um quadro inorgânico como o brasileiro.
O tempo da oposição começa no segundo ano de governo. Aí já poderá levar o governo a lona por alguns segundos. Mas para isso deve tê-lo desgastado nos primeiros rounds. A CPI do Apagão deve ter este foco. Não é a batalha final. E não pode ser tratada assim. A ela vão se somando outras e sucessivas: a emenda número 3, o leque de gastos sem licitação do governo e o TCU está cheio deles auditados, as prorrogações da DRU e da CPMF, etc... e tal... progressivamente.

E eles estão seguindo a receita. Com o apoio caloroso da “grande imprensa”. Agora estão colocando na pauta a possibilidade de um apagão no setor elétrico, já que não aconteceu o caos que prognosticaram nos aeroportos, nas festas de final de ano.

Não interessa aos demo-tucanos que o país continue progredindo sob Lula. Especialmente os demos estão desesperados. Após quase morrerem nas últimas eleições, trocaram de nome para tentar uma repaginada. Afinal, o DEM foi o incrível partido que encolheu, o único a perder filiados.

Agora pra eles é tudo ou nada. Ou abatem Lula ou morrem.

Você, arguto leitor, perspicaz leitora, aposta em qual opção?

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Terceiro mandato é para Lula ou era para FHC?

A discussão sobre a possibilidade de um terceiro mandato consecutivo para o presidente Lula está sumindo do noticiário. As declarações consecutivas de Lula contra o projeto e o ataque sistemático da “grande imprensa”, que já o classificou como um golpe a la Chávez alimentado por petistas, estão tirando o assunto da pauta.

Mas o Blog do Mello teima em remar contra a maré do noticiário. Anotem aí: esse projeto ainda vai dar muito o que falar. A começar pelo que não foi dito até agora: sua origem – como antes a do mensalão – está no ninho tucano.

O projeto que foi recolocado em pauta na Câmara dos Deputados garante a reeleição não apenas para um segundo ou terceiro mandato, mas uma reeleição infinita para cargos majoritários – a exemplo do que já ocorre no Senado e nas Câmaras e Assembléias.

Este projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. E não é de um petista, mas do deputado paraibano Inaldo Leitão. Partido dele na época: PSDB, onde era líder. Foi apresentado em 1999 e aprovado pela CCJ no ano 2000.

Quem era o presidente da República em 1999 e 2000? - FHC.

Portanto, o projeto era para garantir a possibilidade de reeleição infinita de FHC. Por que ninguém fala nisso? É bom não esquecer que o ex-ministro Sérgio Mota, o Serjão, cansou de afirmar que o projeto de poder dos tucanos era para 30 anos (imagine se Lula afirmasse tal coisa...).

Agora, a pergunta que faço é: Por que o projeto foi criado e apresentado naquela época, aprovado pela CCJ e em seguida engavetado? Será que isso só aconteceu porque a popularidade de FHC despencou ladeira abaixo, junto com o fiasco que foi seu segundo governo, cercado de escândalos?

Seria então FHC um chavista avant la lettre?

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O Globo, Estadão e Folha contra Lula

A discussão é antiga, vem desde antes do primeiro turno das eleições do ano passado. Afinal, a mídia era neutra ou a favor de uma das candidaturas, na eleição presidencial?

Mostrei aqui em setembro uma pesquisa do Observatório da Mídia, com a tendência antiLula da mídia. Agora, uma pesquisa muito mais ampla, publicada na Carta Capital, confirma o que sempre se afirmou aqui, que a grande mídia tentou empurrar goela abaixo da população a insípida candidatura do chuchu Alckmin.

O quadro abaixo resume o circo.

Quadro comparativo da pesquisa

Agora eles continuam afirmando que são neutros, apenas dão a informação. Exatamente como no ano passado. Quem acredita?

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Elio Gaspari: 'Vavá está sendo linchado'

Do jornalista Elio Gaspari:

Vavá está sendo linchado

O homem do "arruma dois pau pra eu" é o biombo. Querem a jugular de Lula, o dos 60 milhões de votos

Genival Inácio da Silva, o Vavá, está sendo covardemente linchado porque é irmão do presidente da República. Ele é acusado de tráfico de influência sem que até hoje tenha aparecido um só nome de servidor público junto ao qual tenha traficado qualquer pleito que envolvesse dinheiro do erário. Um fazendeiro paulista metido numa querela de terras queria reverter uma decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça. Vavá recomendou-lhe um advogado. Isso não é tráfico de coisa alguma. Um empreiteiro queria obras e encontrou-se com ele num restaurante. Ninguém responde se Vavá conseguiu favorecer esse ou qualquer outro empreiteiro.
A divulgação cavilosa e homeopática de trechos de gravações telefônicas envolvendo parentes de Nosso Guia tornou-se um processo intimidatório e difamador capaz de fazer corar generais do Serviço Nacional de Informações, o SNI da ditadura. No caso de Vavá, as suspeitas jogadas até agora no ventilador não guardam nexo com os fatos. Não há proporção entre as acusações que lhe fazem e o grau de exposição a que foi deliberadamente submetido.
A Polícia Federal vasculhou sua casa (um imóvel de classe média em São Bernardo do Campo). A diligência foi apresentada como parte de uma Operação Xeque-Mate, destinada a desbaratar uma quadrilha envolvida em contrabando, tráfico de drogas e máquinas caça-níqueis. Não era pouca coisa. Pelo que se sabe até agora, coletaram cinco papéis. Entre eles, duas cartas que não foram entregues. Vavá tentou alavancar dois casos com empresas privadas (Vale e CSN). Nenhum dos pleitos chegou à direção das companhias.
Os grampos policiais estabeleceram um vínculo entre Vavá e dois mercadores de casas de jogo e atravessadores de negócios. Um deles, Nilton Servo, ameaçou "trucidar" a família de um desafeto. O outro, Dario Morelli, compadre de Lula, julgava-se protegido pelas suas amizades e disse que a polícia pensaria "duas vezes em fazer qualquer coisa". Foi preso. Os dois planejavam maracutaias e contavam com a ajuda do irmão do presidente, a quem dizem ter dado algo como R$ 15 mil nos últimos meses. Nas palavras de Servo, "o Vavá é para ser usado".
Numa conversa, Vavá fez-lhe um pedido: "Ô, arruma dois pau pra eu?"
Lula tem 15 irmãos e algo como cem parentes. Desde que Tomé de Souza chegou a Salvador, nenhuma família de governante teve tão poucas relações com o Estado como a dos Silva. Mais: nenhuma veio de origem tão modesta e continuou a viver em padrões tão modestos. (Noves fora o Lulinha da Gamecorp.)
Vavá meteu-se por sua conta e risco com os negócios de Servo e do compadre Morelli. Desqualificá-lo por lambari, deseducado ou pé-de-chinelo é parte do linchamento. Ele é um cidadão, ponto. Seus atos vêm sendo investigados e serão levados à apreciação da Justiça. Podia ser membro da Academia Brasileira de Letras, dava na mesma. Antes da conclusão do inquérito policial, Vavá foi irremediavelmente satanizado a partir de indícios, suspeitas e manipulações. Seu linchamento não busca o cidadão metido com vigaristas. Busca a jugular do irmão.
Durante a última campanha eleitoral, quando o comissariado petista chafurdou na compra de um dossiê contra os tucanos, demonizou-se a figura de Freud Godoy, um assessor de Lula, conviva de sua panelinha. Durante três dias ele pareceu encarnar toda a corrupção nacional. Freud foi arrolado em dois processos, um criminal e outro eleitoral. Dizer que foi inocentado é pouco. Ele nem sequer foi indiciado.
O pessoal do século 21 sabe que Jimmy Carter é um ex-presidente dos Estados Unidos (1977-1981), Prêmio Nobel da Paz de 2002. Passará para a história como um exemplo de retidão. Isso agora. Quando estava na Casa Branca, Carter foi atazanado pela exposição de seu irmão Billy, caipira alcoólatra que se tornou lobista (registrado) do governo líbio. Criou-se o neologismo Billygate. Morreu em 1988, aos 51 anos, falido. Virou poeira da História.
Ninguém quer a jugular de Vavá, como não se queria a de Billy Carter. O negócio é outro.

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Presidente Lula e a guerra no Complexo do Alemão

Foto de Domingos Peixoto, publicada na página 2 de O Globo de 16/5/2007.<br />

Enquanto policial repõe grade de ferro retirada por traficantes, grafite ironiza o presidente, fazendo um jogo com as palavras Alemão e Complexo, ora referindo-se ao vencedor do último BBB, ora a um Alemão muito mais complexo, o Complexo do Alemão, que reúne várias favelas no Rio, onde vem sendo travada uma verdadeira batalha entre policiais e traficantes há duas semanas.

A presença do policial na foto (de Domingos Peixoto, publicada em O Globo de hoje) acrescenta mais um Alemão ao enredo, já que Alemão é também o outro, aquele que não pertence ao grupo, o adversário.

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Dois pesos e duas medidas, sempre contra Lula

Em decisão unânime, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou ontem ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a imediata instalação da CPI do Apagão Aéreo. Foi decisão unânime, que reconheceu o direito da oposição à investigação parlamentar, mesmo sendo minoria política.

É sempre bom ver a Justiça garantir o direito das minorias. Mas isso deveria ser uma regra. Por que, por exemplo, 70 CPIs não foram instaladas no governo Alckmin em São Paulo? Com maioria na Assembléia, o ex-governador barrou todas as tentativas feitas pela oposição nesse sentido. Lá, não se fez valer o direito da minoria.

O mesmo cansou de acontecer durante a campanha eleitoral do ano passado. Nas inserções e nos programas que antecederam as eleições, o PT perdeu direitos, foi condenado e teve várias inserções censuradas porque, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, “o horário das inserções deveria ser usado apenas para levar à população informações relativas ao Partido”.

No entanto, na mesmíssima ocasião o PFL usava suas inserções para atacar o governo, mostrar um dominó com ataques a figuras próximas ao presidente, que nada tinham a ver com o partido. E os programas foram ao ar tranqüilamente.

Dois pesos, duas medidas. O que mostra que, para os tribunais, a base aliada do governo é minoria até quando é maioria. Não seria o caso de os aliados do presidente entrarem com uma ação pedindo que fossem respeitados os direitos dessa minoria maior?

Do jeito que as coisas andam no Brasil, caso o governo Lula consiga realizar tudo o que está anunciando, o mundo pode assistir à mais nova jabuticaba brasileira. Com educação melhor, mais saúde e segurança, o candidato indicado por Lula para sucedê-lo será a maior barbada nas próximas eleições. Aí entra a nova jabuticaba: o STF, em defesa das minorias, proíbe a candidatura, por excesso de intenção de votos...

Alguém duvida de que isso possa acontecer? É só perguntar ao ministro Marco Aurélio de Mello. Garanto que ele tem uma tese sobre o assunto.

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César Maia confessa: o objetivo da oposição é derrubar o governo

Em seu ex-blog de ontem o ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, confessa com todas as letras que o objetivo da oposição não é ajudar o país nem melhorar a vida da população, é derrubar o governo Lula. Inclusive dá a receita:

A oposição deveria assistir o premiado documentário da luta de Cassius Clay na África anos atrás. Ou qualquer luta equilibrada entre pesos pesados. Se tentar nocautear o governo de saída pode ser nocauteado. Deve ir tirando a resistência do governo através de golpes sistemáticos no fígado e no baço. Girando em torno do governo e desgastando-o sempre e continuadamente.
Com isso acelera o necessário desgaste do governo e o inevitável conflito interno um quadro inorgânico como o brasileiro.
O tempo da oposição começa no segundo ano de governo. Aí já poderá levar o governo a lona por alguns segundos. Mas para isso deve tê-lo desgastado nos primeiros rounds. A CPI do Apagão deve ter este foco. Não é a batalha final. E não pode ser tratada assim. A ela vão se somando outras e sucessivas: a emenda número 3, o leque de gastos sem licitação do governo e o TCU está cheio deles auditados, as prorrogações da DRU e da CPMF, etc... e tal... progressivamente.