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Comentário de Antonio Mello no Fórum Mídias, da TV Fórum.
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O neto de Nelson Mandela, Nkosi Mandela, é um lutador da causa palestina e crítico ferrenho do governo genocida de Israel.
Nkosi Mandela está em campanha pela exclusão de Israel dos Jogos Olímpicos de Paris a serem realizados a partir de julho na capital francesa.
Como sul-africanos, ficamos totalmente surpreendidos pelo fato do COI ter conseguido suspender e expulsar a Rússia dos Jogos Olímpicos devido ao conflito Rússia-Ucrânia. Registramos ao COI que se a Rússia foi suspensa e expulsa dos Jogos Olímpicos, então apelamos a que a entidade usurpadora sionista [Israel] também seja suspensa e expulsa dos Jogos Olímpicos, principalmente porque foi considerada pelo Tribunal Internacional de Justiça que está levando a cabo um genocídio contra os palestinos.
Nelson Mandela’s grandson calls on the IOC to ban Israel from the Olympics pic.twitter.com/P6Obcextyx
— Sulaiman Ahmed (@ShaykhSulaiman) June 8, 2024
O comitê organizador da Cimeira Global para a Palestina, iniciada pelo Fórum Muçulmano Europeu (EMF), apelou à demissão do presidente do COI Thomas Bach e acusou o COI de “dois pesos e duas medidas”.
Ao longo da semana passada, o Comitê Organizador da Cimeira Global para a Palestina e os seus parceiros procuraram chamar a atenção global para o que consideram ser os "padrões duplos" do COI. O principal objetivo do Fórum Muçulmano Europeu é a oposição total e absoluta à inclusão da delegação israelense nos Jogos Olímpicos de Paris .
Nkosi Mandela, membro da Assembleia Nacional Sul-africana e neto de Nelson Mandela, é membro do comitê organizador da Cimeira Global para a Palestina. Ele voou diretamente da África do Sul para a Suíça a convite da EMF.
Mandela entregou uma carta aos membros do COI, que o receberam na sede do COI em Lausanne, na qual emitiu um ultimato:
“Ou Israel é excluído dos Jogos Olímpicos, ou os Jogos Olímpicos de Paris enfrentarão um boicote total ao lado de Israel”.
Em mais uma etapa de sua perseguição política ao presidente Lula, a Folha publicou na rede X, antigo Twitter, o anúncio de uma notícia falsa que remetia a um link do jornal protegido por paywall. Ou seja, somente assinantes podem ler a matéria.
O título diz: "Lula não menciona morte de brasileiro refém do Hamas e mantém críticas a Israel".
Repare no horário e na data da publicação: 2:35 PM (14h35), 25 de maio.
Só que, no dia anterior, 24 de maio, às 7:55 AM (7h55), portanto, quase 31 horas antes da postagem da Folha, Lula postou em seu perfil na mesma rede X:
"Soube, com imensa tristeza, da morte de Michel Nisembaum, brasileiro mantido refém pelo Hamas. Conheci sua irmã e filha, e sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel. O Brasil continuará lutando, e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados, para que tenhamos um cessar-fogo e a paz para os povos de Israel e da Palestina."
A Folha corrigiu a informação no jornal (onde só assinantes podem ler) mas manteve a mentira na rede X. Ela continua lá, desinformando.
No jornal, a matéria continua a mesma, com um acréscimo sem vergonha na linha fina e no corpo, que desmentem o título.
Na linha fina:
"Presidente pediu em Guarulhos solidariedade a palestinos; na véspera, petista se manifestou sobre Michel Nisenbaum nas redes"
No corpo da matéria:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar neste sábado (25) Israel por sua atuação na Faixa de Gaza, afirmando que não pode se calar "diante de aberrações". Ele também pediu solidariedade às mulheres e crianças palestinas.
Embora tenha abordado o conflito no Oriente Médio, Lula não mencionou a confirmação da morte do brasileiro Michel Nisenbaum, 59, que era um dos reféns do grupo terrorista, durante discurso feito em Guarulhos (Grande SP).
O mandatário se manifestou sobre o tema logo após a confirmação da morte, ocorrida nesta sexta-feira (24), mas pelas redes sociais.
Em vez de fazer o óbvio, reconhecer o erro, a Folha prefere manter a mentira do título e apenas citar que o presidente não se manifestou sobre o brasileiro morto em Guarulhos, mas pelas redes sociais, quase 31 horas antes da Folha vir com sua mentira.
É a inversão da realidade. É caso do rabo balançar o cachorro. Quer dizer que a notícia só vale se for na presença de repórter da Folha? Se a Folha não viu não aconteceu?
Fato é que a notícia mentirosa continua na rede X, desinformando e alimentando os adversários do governo do presidente Lula.
Lula não menciona morte de brasileiro refém do Hamas e mantém críticas a Israelhttps://t.co/GJoj1o4xh7
— Folha de S.Paulo (@folha) May 25, 2024
Para tentar conter a realidade que lhe é cada vez mais adversa sobre o genocídio que comete em Gaza, Israel pressiona os Estados Unidos pelo lado político e a imprensa ocidental pelo lado da comunicação.
Como nada disso está adiantando — os protestos aumentam e se espalham pelo mundo, com as pessoas exigindo um cessar-fogo imediato e até a criação de um estado Palestino livre —, Israel deu um passo a mais adiante e agora fechou a Al Jazeera em Israel e proibiu a transmissão de suas reportagens no país.
Não bastou assassinar quase 140 jornalistas palestinos nesses período, Israel decidiu calar o jornalismo livre de suas amarras e do controle ocidental.
No Festival Internacional de Jornalismo de Perugia, realizado em abril na Itália, a porta-voz do Sindicato dos Jornalistas Palestinos, Shuruq As’ad, relata o dia a dia dos jornalistas em Gaza, sob ataques de Israel:
"O que os nossos colegas em Gaza, e até nós na Cisjordânia, enfrentamos não é novo. Desde o primeiro dia da ocupação, somos atacados diretamente por Israel, com jornalistas sendo agredidos ou humilhados em postos de controle, ou tendo seus escritórios invadidos e equipamentos demolidos. Mas, depois de 7 de outubro, há uma grande escalada. Agora, em Gaza, morre quase um jornalista por dia. O principal desafio é permanecer vivo: até agora, 130 já perderam suas vidas. Já são 84 escritórios bombardeados, um da AFP, um da Reuters e de canais de TV árabes e locais. Tivemos 100 jornalistas presos, e 40 ainda estão na prisão ou em detenção administrativa, sem qualquer tribunal nem permissão para receberem o sindicato ou seus advogados. Dois colegas estão desaparecidos, e vários recebem ameaças. Outros foram feridos e perderam suas vidas porque Israel não permitiu que saíssem de Gaza. Muitos estão deslocados, alguns pela quinta ou sexta vez. Eles vivem em tendas feitas à mão, com algumas madeiras e nylon. Carecem do básico para viver, como comida, água, cobertores, internet, eletricidade e gasolina. Movem-se a pé ou em carroças puxadas por burros. Estão traumatizados." [O Globo]Neste domingo, 5, o governo Netanyahu votou a favor do encerramento da transmissão da Al Jazeera, a estação de televisão do Catar, em Israel devido à sua cobertura durante a guerra de Gaza.
O jornalista e membro do conselho editorial do Haaretz, mais tradicional jornal israelense, Gideon Levy, comenta o fechamento da Al Jaazera:
"Uma vergonha. Que vergonha ser israelense e jornalista hoje. Banir a Al Jazeera é o fim da imprensa livre em Israel"
— FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil (@FepalB) May 5, 2024
Gideon Levy, jornalista e membro do conselho editorial do Haaretz, mais tradicional jornal israelense, comenta o fechamento da Al Jaazera em "israel" pic.twitter.com/vBUUUVLSyo
Com informações do Haaretz.
Na imagem, a jornalista palestina Shireen Abu Akleh assassinada pelo exército de Israel em 11 de maio de 2022.
O Rio está vivendo a expectativa do mega show de Madonna na praia de Copacabana, no próximo sábado, dia 4.
O show é a cereja do bolo da festa pelo centenário de um banco, que lucrou no ano passado R$ 35,6 bilhões, mas mesmo assim passou o chapéu para um rachuncho de R$ 10 milhões da prefeitura do Rio, para ele usar a beleza do Rio e as marcas Rio e Copacabana de graça para se divulgar.
São esperadas 1,5 milhão de pessoas no show.
Será que o homem da foto, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, virá ao Rio, deixando de lado o genocídio em Gaza, para acompanhar o último show da turnê da rainha do pop e ganhar novo abraço dela?
A foto de Madonna com Netanyahu foi feita em setembro de 2009, há longos 15 anos. Foi uma visita que ela fez à residência do primeiro-ministro, e foi editada desta outra foto aqui, que dá o contexto:
Madonna juntou-se ao primeiro-ministro israelense e sua família na sexta-feira no tradicional ritual de boas-vindas ao sábado judaico.
Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro diz que o cantor passou duas horas com Benjamin Netanyahu e sua esposa Sara em sua casa, acendendo velas e recitando uma bênção juntos.
Madonna, vista na foto abaixo divulgada pela assessoria de imprensa do governo israelense, usava um vestido preto de mangas curtas ao deixar a casa fortemente vigiada de Netanyahu na sexta-feira. Ela estava acompanhada de seu empresário Guy Oseary, retratado à direita na imagem abaixo.
Tiraria outra foto dessas com ele hoje? Não sabemos. Mas se naquela época ele não tinha a fama tão terrível que adquiriu hoje, após a criminosa investida contra os palestinos em Gaza, já se sabia quem era Netanyahu e o desprezo que tinha pelos palestinos.
Nesta conversa gravada em 2001 (oito anos antes da foto com Madonna), ele afirma que os acordos firmados com os palestinos não deram em nada principalmente porque ele não os cumpria conforme o combinado. Ele confessa cinicamente que dava sua interpretação ao que fora assinado, de acordo com as conveniências de Israel.
Mostra que o que ele diz não se escreve e a palavra dele só pode ser encarada como verdadeira quando se refere a seu ódio aos palestinos, que ele no fundo gostaria de ver exterminados ou pelo menos expulsos de vez do que ele considera como suas terras — toda a área da antiga Palestina.
E diz que a estratégia a ser usada contra os palestinos é simples:
"É preciso atacá-los de forma dolorosa para que o preço que eles paguem seja insuportável."
São os palestinos que não querem paz?
— FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil (@FepalB) October 12, 2023
Um vídeo vazado de 2001 mostra o primeiro-ministro de “israel”, Netanyahu, narrando como ataca intencionalmente os palestinos “dolorosamente”, enganou os EUA e a ONU para quebrar os Acordos de Oslo e explicita a certeza de impunidade. pic.twitter.com/prOHo9IjfS
Quando houve o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro do ano passado, Madonna se pronunciou indignada em meio a seu show (o mesmo que vai exibir no Brasil agora).
"Todos nós estamos sofrendo, observando o que está acontecendo em Israel e na Palestina. Parte-me o coração ver crianças sofrendo, adolescentes sofrendo, idosos sofrendo. Tudo isso é de partir o coração, ok? Tenho certeza que você concorda. Mas mesmo que nossos corações estejam partidos, nossos espíritos não podem ser quebrados. Você está comigo? Muitas pessoas dizem, bem, o que posso fazer? Eu sou apenas uma pessoa. Você se sente desesperado. Você se sente impotente, certo? O que podemos fazer? Há muito que podemos fazer. Em primeiro lugar, podemos dizer, posso fazer a diferença porque eu, individualmente, posso trazer luz ao mundo com as minhas ações, com as minhas palavras. Todos os dias, sinto muito que não se trata de dar um sermão em você, mas todos juntos somos pessoas muito poderosas. Podemos nos unir de uma forma sombria e maligna, ou podemos nos unir a partir de um lugar de luz e amor. E se todos tivermos essa consciência coletiva, podemos mudar o mundo e trazer a paz. Não apenas para o Oriente Médio, mas em todo o mundo."
Embora tenha mostrado sua indignação no show e nele tenha citado também a Palestina, Madonna postou em seu perfil no Instagram um vídeo e um texto sobre o 7 de outubro, com crítica apenas ao que aconteceu em 7 de outubro [o genocídio ainda não havia começado, diga-se em nome da verdade].
Este é o texto do vídeo e sua tradução:
"Imagine that you wake up in the morning and you hear this. At 6.30 in the morning Hamas started with a big rocket attack on Israel. And from what seemed like a usual attack from Gaza, became every citizen's worst nightmare. At 7.35, terrorist units invaded the territories of Israel driving cars and motorcycles. They started driving in cities in Israel, shooting and murdering every civilian they passed by. Breaking into civilian homes, taking hostages and murdering families including men, women, babies and elder civilians. While they were taking hostages and killing civilians, some of their units drove to a party, started shooting everyone they saw. Parents are still looking for their missing children, not knowing what happened to them. And unfortunately, it gets worse. The terror units of Hamas controlled the cities for more than 12 hours. Filming and distributing some of their horrible actions when they conquered some of the cities surrounding Gaza. They broke into civilian homes, and those that they couldn't break into were burned, forcing the civilians to get outside and be slaughtered by Hamas' cruel terror units."
"Imagine que você acorda de manhã e ouve isso. Às 6h30 da manhã, o Hamas iniciou um grande ataque com foguetes contra Israel. E o que parecia ser um ataque habitual vindo de Gaza, tornou-se o pior pesadelo de qualquer cidadão. Às 7h35, unidades terroristas invadiram os territórios de Israel dirigindo carros e motocicletas. Eles começaram a dirigir pelas cidades de Israel, atirando e assassinando todos os civis pelos quais passavam. Invadir casas de civis, fazer reféns e assassinar famílias, incluindo homens, mulheres, bebés e civis idosos. Enquanto faziam reféns e matavam civis, algumas de suas unidades foram até uma festa e começaram a atirar em todos os que viam. Os pais ainda procuram os filhos desaparecidos, sem saber o que aconteceu com eles. E, infelizmente, fica pior. As unidades terroristas do Hamas controlaram as cidades durante mais de 12 horas. Filmando e distribuindo algumas de suas ações horríveis quando conquistaram algumas das cidades ao redor de Gaza. Eles invadiram casas de civis, e aquelas que não conseguiram invadir foram queimadas, forçando os civis a sair e serem massacrados pelas cruéis unidades terroristas do Hamas."
Esta a tradução do que Madonna escreveu no Instagram junto com o vídeo:
O que está acontecendo em Israel é devastador.. Ver todas essas famílias e principalmente crianças sendo rebanho, agredido e assassinado nas ruas é de partir o coração.
Imagina se isso estivesse acontecendo com você??
É insondável.
Conflitos nunca podem ser resolvidos com violência. Infelizmente a humanidade não entende essa verdade Universal. Nunca entendeu. Vivemos num mundo devastado pelo ódio.
Meu coração está com Israel. Às famílias e lares que foram destruídos. Às crianças que estão perdidas.
Às vítimas inocentes que foram mortas.
A todos que estão sofrendo ou que irão sofrer com este conflito.
Estou orando por você. Estou ciente de que isto é trabalho do Hamas e há muitas pessoas inocentes na Palestina que não apoiam essa organização terrorista. Esse ataque trágico só vai causar mais sofrimento a todos
Vamos todos rezar. Para Israel. 🇮🇱🇮🇱🇮🇱Pela Paz. ♥️ Para o Mundo.
O problema é que de lá para cá muita coisa aconteceu. Houve e está havendo um genocídio em Gaza, cometido por Israel, e Madonna não deu uma única declaração sobre isso. Não disse uma palavra sobre Netanyahu e os crimes de Israel.
Os dados do genocídio são aterrorizantes e estão levando milhares e milhares de pessoas em todo o mundo a se pronunciarem.
Mas Madonna nada disse, a não ser naquele dia em que lamentou o ataque do Hamas.
Mortos *
Feridos
Jornalistas mortos
Desalojados
Casas completamente destruídas
Casas parcialmente destruídas
Sedes de imprensa destruída/danificada
Escolas danificadas
Instalações industriais destruídas
Mesquitas danificadas
Igrejas danificadas
Profissionais de saúde atingidos
Instalações de saúde destruídas
Patrimônio
Trabalhadores da defesa civil
Detidos/desaparecidos à força
* O número de mortos inclui aqueles presumivelmente mortos sob os escombros
Neste dia 4 em Copacabana, Madonna vai bater o recorde de público numa única apresentação de seus shows, em plena praia de Copacabana, na Cidade Maravilhosa. Vai comemorar o número de 1,5 milhão de pessoas esperado para este sábado de muito sol e calor humano no Rio.
Os fãs querem apenas assistir ao show. Mas o mundo espera de Madonna umas palavras de solidariedade aos palestinos, como as que disse em solidariedade aos israelenses.
Porque Madonna não é só uma cantora. Sempre foi uma ativista, uma definidora de pensamentos e comportamento. Não pode se calar diante de um genocídio, para ser coerente com ela mesma.
Como todo extremista de direita, Elon Musk é um hipócrita que só defende a liberdade de expressão deles. Ontem, o bilionário nascido na África do Sul bloqueou em sua plataforma X o perfil do neto do libertador da África do Sul Nelson Mandela, Zwelivelile Mandla Mandela.
No dia anterior, Musk havia republicado uma mensagem do primeiro-ministro genocida Benjamim Netanyahu com ataques aos estudantes universitários dos Estados Unidos que fazem manifestações em apoio à causa palestina.
Fato é que a rede X de Musk baniu Zwelivelile Mandla Mandela, que é membro da Assembleia Nacional da África do Sul. A empresa não se pronunciou sobre a sua decisão de restringir o discurso do político sul-africano, mas a razão é evidente:
Honrando a memória de seu avô, Mandela passou a última semana fazendo várias aparições públicas em apoio à libertação palestina, citando seu avô antes de sua viagem a bordo da Flotilha da Liberdade, partindo da Turquia para Gaza, com a intenção de fornecer mais de 5.000 toneladas de ajuda ao enclave devastado pela guerra.
“Meu avô considerava a luta palestina como a maior questão moral do nosso tempo”, disse Mandela num discurso publicado nas redes sociais na sexta-feira. “Ele assumiu um compromisso com o povo palestino ao dizer que a nossa liberdade está incompleta sem a liberdade do povo palestino.”
Numa declaração separada emitida na quinta-feira, Mandela explicou que a “Flotilha da Liberdade para Gaza visa chamar a atenção do público internacional para as atrocidades, genocídio e crimes de guerra cometidos contra o povo de Gaza”.
Até agora, a partida da flotilha de navios foi adiada devido a um conjunto de inspeções de navios desencadeada por uma campanha de pressão israelense, informou a Al Jazeera , embora um coronel aposentado do Exército dos EUA e funcionário do Departamento de Estado que organizou a flotilha tenha dito que os navios já haviam passado em todas as inspeções e estavam prontos para zarpar.
Para chegar a Gaza, a flotilha terá de romper um bloqueio israelense originalmente estabelecido em 2007. Esforços anteriores para quebrar o bloqueio por parte de missões humanitárias terminaram em morte. Em 2010, a Freedom Flotilla I, de seis navios, foi interceptada pelas forças israelenses, que abordaram os navios através de helicópteros e lanchas em águas internacionais, disparando e matando nove ativistas.
Estar de olho nas flotilhas é fundamental para a sua segurança, segundo um dos organizadores do envio de ajuda.
“Estamos tentando chamar a atenção de todos para a Flotilha para garantir que o mundo saiba e Israel saiba que estamos vindo, para que eles não possam disparar um míssil contra nós e dizer que não foi intencional”, disse Huwaida Arraf, uma palestina-americana. advogado e cofundador do Movimento de Solidariedade Internacional, disse à Al Jazeera.
Calando o perfil do neto de Mandela na sua rede social X, Musk quer silenciar a denúncia do genocídio e impedir que ajuda humanitária chegue aos palestinos em Gaza.
E é significativo que um bilionário branco da África do Sul bloqueie o neto de Mandela.
Assim como a África do Sul se livrou do apartheid, a Palestina um dia será enfim livre e dos palestinos.
"Israel será exposto como o regime assassino que é. Eu sou livre e a África do Sul é livre graças à solidariedade internacional"
— FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil (@FepalB) April 24, 2024
Neto de Nelson Mandela se junta à Flotila da Liberdade, que pretende quebrar o cerco de Gaza e levar ajuda humanitária aos palestinos. pic.twitter.com/3SU8uGSJsk
Sem dinheiro, com uma das maiores inflações do mundo, o povo na fila da indigência, aconselhado por seus cachorros o presidente da Argentina Javier Milei decidiu comprar 24 aviões de combate F16, fabricados nos Estados Unidos, mas que estavam encostados num hangar das Forças Aéreas da Dinamarca.
São 24 caças F-16 que não estavam sendo mais usados em operações militares e serão entregues banguelas, sem equipamentos ou armas. A promessa é que serão reequipados pelos Estados Unidos.
Dentro da cabeça de Milei a compra tem lógica: aeronaves de combate banguelas para um país sem guerra. Mas, então, para que comprá-las, já que a Argentina está sem dinheiro, a ponto de o governo estudar medidas para permitir o repatriamento de dólares que argentinos possuem no exterior, sem impostos?
O caso é que Milei está louco por uma guerra para se por em pé de igualdade com Estados Unidos e Israel. Já falou que vai levar a embaixada da Argentina em Israel para Jerusalém, quando as embaixadas ficam em Tel-Aviv.
Com o recente ataque do Irã a Israel, em resposta ao ataque de Israel à embaixada iraniana na Síria, o presidente dos EUA Joe Biden convocou um Comitê de Crise no sábado. Milei então tratou de convocar uma reunião do Comitê de Segurança da Argentina no domingo para tratar das posições do país, da qual participou o embaixador de Israel, Eyal Sela. Talvez seja a primeira vez no mundo que um representante de país estrangeiro participa da reunião do Comitê de Segurança de um país.
Segundo Milei, a Argentina vai atuar em “solidariedade com o Estado de Israel”, na “defesa dos valores ocidentais” e até na “defesa da propriedade privada”.
Para Milei, a Argentina tem que estar preparada, pois já seria alvo do terrorismo internacional.
Esse"já" de Milei se refere a acontecimentos de há mais de 30 anos: os ataques à Embaixada de Israel (1992) e a AMIA (1994), que ocorreram exatamente quando o presidente da época, Carlos Menem, agiu como age Milei agora comprando briga dos outros.
Um país pacífico pode acabar vítima do terror exatamente pelo comportamento de seu presidente.
A compra dos F16 banguelas foi festejada por Milei na rede X, do bilionário Elon Musk, queridinho de Milei, que finalizou com seu bordão:
— "Viva la libertad carajo".
El Presidente Javier Milei y el Ministro de Defensa, Luis Petri, anuncian la adquisición de 24 aviones de combate F-16 para la Fuerza Aérea Argentina. pic.twitter.com/dzlhsvizEh
— Oficina del Presidente (@OPRArgentina) April 16, 2024
Aproximadamente 300 mil palestinos sobrevivem no norte de Gaza com apenas 245 calorias por dia. Um pão francês de 50g tem 140 calorias.
A maior parte da população do norte da Faixa de Gaza tem sido forçada a sobreviver com uma média de 245 calorias por dia. O montante é inferior a 12% das necessidades médias diárias de uma pessoa estipulado em 2.100 calorias. [Folha]
A fome é aguda e as pessoas estão morrendo silenciosamente dela, enquanto Israel não permite a entrada de ajuda humanitária suficiente. É uma forma de matar em silêncio. O que faz lembrar o poema de João Cabral de Mello Neto:
“E se somos Severinos [palestinos]
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina [palestina]:
que é a morte que se morre
de velhice antes do trinta
de emboscada antes dos vinte,
e de fome um pouco por dia”
Os dados sobre a fome no norte de Gaza foram divulgados em relatório global da Oxfam:
Amitabh Behar, Diretor Executivo da Oxfam Internacional, disse: “Israel está fazendo escolhas deliberadas para matar civis de fome. Imagine como é não apenas tentar sobreviver com 245 calorias todos os dias, mas também ter que observar seus filhos ou parentes idosos fazerem o mesmo. Tudo isto enquanto estavam deslocados, com pouco ou nenhum acesso a água potável ou a uma casa de banho, sabendo que a maior parte do apoio médico desapareceu e sob a ameaça constante de drones e bombas".
A premiada cineasta e documentarista Julia Bacha, especialista em Oriente, denunciou a situação numa entrevista.
"Trezentos mil palestinos estão vivendo e sofrendo no norte de Gaza por causa das ações de Israel, que está bloqueando a entrada de alimentos em caminhões, que estão esperando para alimentar uma população que Israel está propositalmente deixando morrer de fome”
“Nós estamos, agora, vivenciando a realidade do colapso completo da moral e da ética de grande parte da sociedade israelense. (...) Eu uso essa palavra com muito cuidado, e não usei essa palavra por meses, mas é alta a probabilidade de que o que Israel está fazendo em Gaza pode… pic.twitter.com/bniKWLZ5WD
— GloboNews (@GloboNews) April 7, 2024
Dia 3 de abril, quarta, foi 0 180º dia do genocídio de palestinos cometido por Israel, "em resposta" a um ataque do Hamas.
Os números desse genocídio foram postos no gráfico que ilustra a postagem, feito pelo Euro-Med Human Rights Monitor.
Israel assassinou e feriu cerca de 5% da população de Gaza. Desalojou cerca de 90%. Outros números:
Mortos *
Feridos
Jornalistas mortos
Desalojados
Casas completamente destruídas
Casas parcialmente destruídas
Sedes de imprensa destruída/danificada
Escolas danificadas
Instalações industriais destruídas
Mesquitas danificadas
Igrejas danificadas
Profissionais de saúde atingidos
Instalações de saúde destruídas
Patrimônio
Trabalhadores da defesa civil
Detidos/desaparecidos à força
* O número de mortos inclui aqueles presumivelmente mortos sob os escombros
Muita gente não sabe, mas não é de hoje que o território palestino de Gaza está ocupado por Israel. Há postos que impedem a livre circulação dos palestinos em seu território, prisões arbitrárias e roubo de terras palestinas por colonos israelenses, que alegam que a terra é deles, segundo seu livro sagrado.
Exatamente por ser território ocupado, por ter suas terras de melhor qualidade roubadas por colonos israelenses, o povo de Gaza há anos vive de ajuda humanitária internacional para sobreviver.
Antes do 7 de outubro, quando houve o ataque do Hamas, entravam 500 caminhões com ajuda humanitária por dia em Gaza. Após o 7 de outubro, Israel cortou não apenas a entrada desses caminhões, como também o fornecimento de água e luz. Mandou em troca intensos bombardeios, matando e destruindo tudo, de escolas e universidades a hospitais e até templos religiosos cristãos e muçulmanos.
Se já vivia no inferno, com a guerra a situação dos palestinos piorou muito. São quase dois milhões em insegurança alimentar e um milhão e meio passando fome e sede.
Hoje, diante da reclamação mundial, Israel permite a entrada de 155 caminhões/dia — menos de um terço do que entrava antes, e após meses sem nada. Neles, além de alimentos, há medicamentos e outros itens indispensáveis, que faltam em Gaza. Mas muito aquém da necessidade da população, que, literalmente, morre de fome.
Essa é a nova estratégia de Netanyahu e do governo de Israel. Diante da grita mundial contra os bombardeios sobre a população civil, a fome passou a ser a arma usada por Israel para matar os palestinos em Gaza.
A denúncia é do Chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell. Por isso é urgente um cessar-fogo e uma abertura para a entrada de ajuda humanitária já.
GUERRA EM GAZA | A União Europeia (UE) acusa Israel de usar a fome na Faixa de Gaza como "arma de guerra". A declaração foi dada pelo chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, nesta segunda (18) durante um fórum humanitário em Bruxelas, Bélgica.
— Empresa Brasil de Comunicação (@ebcnarede) March 19, 2024
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