A morte na madrugada de ontem do jornalista e polemista afiado Paulo Henrique Amorim pode ser catalogada ao lado de outras baixas deste governo baixo astral, cujo presidente disse assumidamente que seu objetivo é a destruição do Brasil, no que tem sido muito bem sucedido. PHA teria sido demitido do programa que comandava há 14 anos na Record a pedido de Bolsonaro.
O velório de PHA será hoje, das 10h às 15h, na ABI, no centro do Rio.
Publico a seguir um vídeo com depoimento do jornalista Altamiro Borges, do Barão de Itararé, que fala sobre a importância do Paulo Henrique para a blogosfera contrahegemônica.
PHA foi o criador do acrônimo PIG, para resumir a imprensa golpista e seu trabalho porco, que chamei de porcalismo por aqui, em 2006.
Foi ele também quem avisou, num encontro de blogueiros no Rio há uns anos, que o próximo ataque da mídia corporativa contra a blogosfera seria pela via judicial, no que se mostrou certeiro: vários sucumbiram aos constantes processos, alguns chegando a abandonar seus blogs (como o xará Marco Aurélio Mello). PHA, segundo dizem, tinha mais de 100 processos contra ele rolando na Justiça.
R.I.P., PHA.
A seguir, o depoimento do Miro e logo depois um corte que fiz do último vídeo da TV Afiada do PHA, com sua mensagem de esperança e que publiquei no Twitter.
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Em sua coluna Painel, na Folha, Renata Lo Prete (conhecida por alguns de seus mui amigos da redação como Renatardada) informa que não seria boa a situação de Franklin Martins na campanha de Dilma.
Sem ambiente
Já foi melhor a situação de Franklin Martins na campanha de Dilma Rousseff. Vem de longe a má vontade da máquina do PT com o ministro da Comunicação Social. A novidade é que agora ele está em baixa também com os "pragmáticos" integrantes do núcleo decisório da candidatura. Alega-se que Franklin, com sua atitude permanentemente combativa em relação aos veículos da grande imprensa, não ajuda num momento em que é preciso "construir pontes" para Dilma, notadamente com a Rede Globo, emissora de maior audiência do país. O ex-ministro Antonio Palocci tem sido encarregado dessa tarefa. Antes de integrar o governo Lula, Franklin trabalhou na Globo, de onde saiu em circunstâncias pouco amistosas.
Espero que a notícia seja furada, que o presidente Lula e Dilma continuem mantendo Franklin na cabeça da campanha e não entrem nesse lero-lero de “construir pontes”, notadamente com a Rede Globo, cujo porcalismo é dirigido por Ali Kamel, notadamente serrista. É como o sapo tentar acordo com a cobra. As Organizações Globo põem em risco a democracia no Brasil.
Curioso é que o ex-ministro Palocci teria sido o indicado para a missão. Logo ele, que enquanto foi dócil e útil à frente da gestão econômica do governo Lula recebia elogios diários da mídia porcalista, para imediatamente ser defenestrado quando seus serviços já não eram mais necessários, pois a gerência já estava “dominada” pelo mercado, via presidente do Banco Central.
A imensa maioria dos brasileiros (hoje, em torno de 80%) sempre esteve ao lado do presidente Lula, contra a manipulação das Organizações Globo e seus aliados, notadamente Veja, Folha e Estadão. Estes nunca desistiram de manter o governo Lula sob fogo cerrado (com duplo sentido, por favor).
Para a vitória de Dilma basta que o povão a identifique como a candidata do governo do presidente Lula. Deixem o PIG falando para seu público, cada vez menor, e que os advogados façam sua parte, fazendo andar os inúmeros processos que existem contra eles, como, por exemplo, a compra pelas Organizações Globo de sua afiliada TV Globo de São Paulo com documentos falsos.
Parece piada, mas é pura verdade. Esta é mais uma para ser esfregada na cara daqueles que não acreditam na existência do PIG (Partido da Imprensa Golpista). Repare a primeira página de O Globo de hoje (reproduzida na primeira imagem) e a respectiva reporcagem (segunda imagem). Esta desmente aquela. Mais um exemplo que deveria ser estudado nas escolas de comunicação, ou fábrica de porcalismos e porcalistas.
Associações de criadores de suínos em todas as granjas do planeta estão Ps da vida com o nome de gripe suína que deram à tal gripe que já matou milhõesmilharescentenasdezenas 18 pessoas no mundo.
O que é que vocês acham de "gripe Serra"? Afinal, ele é o candidato do PIG, torce pelo Palmeiras (que tem o porco como símbolo) e seu governo em São Paulo é uma porcaria.
Depois que tentou se autoindultar, transformando em ditabranda a ditadura que serviu, a Folha deixou aberta a caixa de Pandora e todos os seus podres parecem vir à tona de uma vez.
Só que nesse reconhecimento, Frias voltou a pisar na bola, quando ainda insistiu em acusar o professor Fábio Konder Comparato de nunca haver criticado o governo cubano.
Além de chamar a ministra de chefe de organização terrorista, o jornal fez uma reporcagem sobre um pseudofato (o suposto sequestro que seria feito de Delfim Netto), negado de forma veemente por Dilma.
Para piorar as coisas, a fonte da jornalista – o também jornalista Antonio Roberto Espinosa - enviou uma carta ao Painel dos leitores da Folha (carta esta que não foi publicada) e a distribuiu pela internet, sendo reproduzida em vários sites e blogs.
A manchete das 11h16 na Folha Online ontem era esta: “Março registra criação de quase 35 mil vagas com carteira assinada”. Não durou meia hora. Estava muito favorável ao governo, e isto, na Folha, não pooode. O editor foi lá e transformou em: “Emprego formal tem pior trimestre desde 1999, mas melhora em março”. A matéria era a mesma, trocaram apenas a mosca.
Acabou? Não. Ontem o Portal Vermelho publicou uma entrevista com um ex-preso político, o jornalista e escritor Rui Veiga, que afirmou categoricamente que um repórter da Folha era setorista no Dops.
O Dops, no período, tinha na linha de frente o delegado Sérgio Paranho Fleury, ex-líder do Esquadrão da Morte e um dos torturadores mais frios e truculentos do regime. “Para me pressionar, ele (José Ramos [o tal jornalista do Grupo Folha]) dizia: “Quem vai te pegar é o Fleury”, conta Veiga.
Em sua coluna de hoje, sob título “Dois Fantasmas” (há quem enxergue três...), a especialista em notícias alarmantes, cenários catastróficos e crises arrepiantes, Míriam Leitão, trata da gripe suína.
Como a coluna da Leitão é publicada em O Globo (um dos mais proeminentes membros do PIG) a “gripe suína” é quase um assunto de família.
Leitão mantém o tom de sempre, alarmista, desde o início:
O mundo não se recuperou da crise econômica e, agora, o fantasma de uma pandemia aflige os países. A gripe suína não poderia chegar em pior momento. Ela agrava a incerteza, diminui o comércio mundial, que este ano já está encolhendo, afeta preços das commodities e espalha o vírus do medo, o pior companheiro da economia. O México enfrenta várias calamidades.
Com medo, o consumidor, de qualquer país, paralisa decisões econômicas, posterga viagens e compras, adota posições defensivas que, em geral, têm efeito paralisante na economia.
Aaaaaaaaaatchim! Apavorado, já comecei a espirrar.
Com medo de me contaminar com o texto, começo a saltar parágrafos, até que finalmente caio num trecho mais ameno, mais familiar. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína protestou contra o nome da gripe, que estigmatiza o suíno, o que contou com a aprovação de Leitão:
Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, acredita que o preço da carne suína não deve ser impactado e se irrita até com o nome da doença.
- Esse é um erro grosseiro para ser reparado. Este é um problema muito sério de saúde pública, mas a propagação é de homem a homem.
É um equívoco esta denominação e as coisas vão se esclarecer. É um problema de saúde pública, não dos rebanhos. A preocupação é não infectar pessoas.
Resolvi parar de ler por aqui, antes que a gripe suína me pegasse. Mas se você quiser conferir o texto na íntegra, clique aqui.
A manchete das 11h16 na Folha Online ontem era esta: “Março registra criação de quase 35 mil vagas com carteira assinada”. Não durou meia hora. Estava muito favorável ao governo, e isto, na Folha, não pooode. O editor foi lá e transformou em: “Emprego formal tem pior trimestre desde 1999, mas melhora em março”. A matéria era a mesma, trocaram apenas a mosca.
É sempre assim. Se a economia cresce 5%, eles criticam o fato de não ter crescido os outros 95%. Se o governo diz que vai construir 1 milhão de moradias, a manchete diz que ainda não vai ser dessa vez que milhões de famílias terão acesso à casa própria (apenas 1 milhão delas...). Ah, e que também, graças ao aumento da demanda, deve aumentar o preço do cimento, do tijolo e dos materiais de construção em geral.
Se o governo reduz imposto do cimento, vem a anta da Veja e diz que governo está subsidiando o tráfico de drogas, porque foi encontrado cimento (branco, evidentemente) misturado ao pó...
Mas ainda tem gente que não acredita na existência do PIG. Geralmente, esse pessoal trabalha no PIG.
Já falei aqui sobre a “reportagem” em que a Globo volta a atacar Brizola. (Aliás, parêntesis: A partir de hoje, para não ter que ficar aspeando a palavra reportagem, quando for uma típica obra do PIG vou usar o neologismo reporcagem).
E é exatamente uma reporcagem essa de hoje de O Globo, que trata da arapongagem do SNI (Serviço Nacional de Inteligência – que é tão de inteligência quanto o PIG de reportagem) sobre o ex-governador Leonel Brizola.
Um exemplo: No terceiro parágrafo da reporcagem está escrito:
Em janeiro de 1985, informe do Cenimar acusou o governo Brizola de autorizar reajuste de 36% nas tarifas de ônibus em troca de Cr$ 500 milhões em propinas - o equivalente, em valores de hoje, a R$ 980 mil.
36%, aos olhos de hoje, é um aumento que parece absurdo. Mas araponga e repórter não se deram ao trabalho de verificar qual a inflação do ano anterior, 1984, que foi de... 223,8%.
Isso não é nada perto do que vem depois. No parágrafo seguinte (não cinco ou dez depois, mas no seguinte) à informação da suposta corrupção pelo “benefício” de dar um aumento de 36% sobre uma inflação de 223,8%, vem uma nova:
Em dezembro do mesmo ano, Brizola declarou guerra ao setor e encampou 16 empresas que controlavam 30% da frota do estado.
Quer dizer, o Brizola era uma besta completa. Estava levando grana das empresas de ônibus e aí resolveu estatizá-las. Jantou a galinha dos ovos de ouro.
É demais. Arapongagem, porcalismo (jornalismo do PIG) e reporcagem com apenas dois neurônios, Tico e Teco. O Teco pendura o paletó na cadeira, enquanto o Tico sai pra dar uns “tecos”.
Seja em suas páginas de papel ou na internet, todo dia a mídia corporativa, a tal “grande imprensa”, os jornalões e vejas da vida lhe pedem alguma coisa: querem que você envie uma foto de um acontecimento que presenciou, que dê sua opinião em enquetes, que escreva, que denuncie. Ou seja, que os ajude na pauta ou na cobertura das notícias. Tudo isso de graça.
No entanto, eles não lhe oferecem nada de graça. Você tem que comprar o jornal ou a revista nas bancas ou assiná-los. Tem que pagar ao provedor para ter acesso ao conteúdo online. Se não for assim, eles só lhe oferecem notícia velha, como pão dormido, que na internet não serve nem para embrulhar peixe.
Então, por que colaborar com eles de graça, se lhe cobram por tudo? Se você gosta de notícias, seja a mídia. Crie seu blog (é de graça e é facílimo) e espalhe pela internet suas fotos, suas reportagens e opiniões sobre o que lhe motiva.
Não alimente o PIG, porque, além de utilizarem seu trabalho de graça (e com isso desvalorizarem o mercado dos jornalistas – perguntem aos fotógrafos profissionais sobre isso), eles ganham dinheiro com ele duas vezes: quando cobram pelo conteúdo que conseguiram de graça de você e quando revendem o material para outras agências nacionais e internacionais, sem lhe repassar uma migalhinha sequer.
Não acredita? Repare no que está escrito no contrato que o portal do Globo, por exemplo, pede que seja assinado pelo candidato ao que eles chamam de “Eu repórter”. Todos os que enviam fotos, vídeos ou matérias têm que assiná-lo.
Confira aqui (você já vai ter que fornecer um e-mail válido, pra começar) e depois leia a íntegra do “termo de compromisso”, que vou resumir a seguir.
Primeiro, definem o projeto:
"Eu-Repórter" é a seção de jornalismo participativo do site O Globo, através da qual os leitores interessados, após avaliação editorial, seguindo os critérios da Infoglobo, poderão ter textos, fotografias, ilustrações, áudios e vídeos, de sua autoria, e desde que tenham conteúdo noticioso, publicados no site e em veículos de imprensa da Infoglobo e/ou das demais empresas que compõem as chamadas Organizações Globo.
Aí vem a parte do leão (a deles), onde lhe informam o tamanho do direito que você está cedendo a eles, repito, de graça (os grifos são meus).
3. - Cessão de Direitos - Pelo presente termo, o colaborador devidamente identificado e cadastrado no endereço eletrônico www.oglobo.com.br transfere à Infoglobo, a título gratuito e por prazo indeterminado, os direitos sobre as obras artísticas, fotográficas, audiovisuais e literárias que tenha encaminhado para o Projeto "Eu-Repórter", autorizando a sua utilização e reprodução, total ou parcial, em qualquer mídia ou meio físico, visual ou sonoro, inclusive eletrônico, cabo, fibra ótica, satélite, ondas e quaisquer outros existentes ou que venham a existir [querem ganhar até sobre o que ainda não existe!], e compreendendo, exemplificativamente, as seguintes atividades: publicação, comunicação, reprodução, divulgação (inclusive em seus produtos e campanhas de propaganda e de publicidade), oferta a terceiros (inclusive pela internet), exposição, edição, reedição, emissão, transmissão, retransmissão, comercialização, distribuição, circulação, tradução para qualquer idioma (com ou sem legendas), realização de versões e derivações, restauração, revisão, atualização, adaptação, inclusão em produção audiovisual, radiodifusão sonora e visual, exibição audiovisual e por processo análogo, inclusão em base de dados, armazenamento em computador, microfilmagem e demais formas de armazenamento do gênero.
3.1. O colaborador cede e transfere à Infoglobo, em caráter exclusivo, definitivo, irrevogável, irretratável e sem qualquer ônus, todo e qualquer direito patrimonial de autor relativo ao material encaminhado ao Projeto "Eu-Repórter", para utilização em território nacional e no exterior, concordando com que a obra cuja titularidade declara deter seja utilizada em associação com outros textos, títulos, documentos, gráficos e demais materiais de propriedade da Infoglobo, sendo possível a alteração do formato de textos, por exemplo, desde que inalterado o conteúdo principal.
3.2. O colaborador concorda e aceita que, em decorrência da cessão de direitos patrimoniais em questão, a Infoglobo transmita a terceiros, do seu grupo econômico ou não, os direitos ora cedidos, por cessão ou concessão, total ou parcialmente, de forma gratuita ou onerosa, mas sempre para as finalidades constantes da cláusula 3 supra.
Agora vem a parte mais incrível do contrato. Repare só:
3.3. A exclusividade de que se investe a Infoglobo será oponível mesmo contra o próprio colaborador, que não poderá reproduzir a obra cedida ao Projeto "Eu-Repórter" por qualquer forma ou a qualquer título, notadamente publicá-las, fornecê-las e comercializá-las a terceiros, a não ser para fins particulares e de caráter não econômico.
Você perde até o direito de publicar aquilo que originalmente era seu, e que deixou de ser, e, portanto, você poderá ter até que pagar para ter acesso a ele.
Queria que advogados esclarecessem: se isso não é roubo, é o quê?
Não vale dizer que não é roubo porque o sujeito concorda com o contrato quando o assina. A maioria das pessoas não o lê, às vezes até por dificuldade de leitura, deficiência de educação escolar, e assina apenas para ter sua foto exibida no jornal ou no portal. Não seria, pelos menos, abuso da boa fé das pessoas?
Portanto, meu caro, use como lema aquele anúncio dos zoos: não alimente os animais, no caso, o PIG. Seja a mídia, ou então colabore com aqueles que distribuirão seu material da mesma forma que o receberam: gratuitamente e com o crédito de sua autoria.
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