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Tarcísio diz que São Paulo vive "epidemia de feminicídios" e, pior, vai aumentar

Na tentativa de tirar o corpo fora do recorde de feminicídio batido por São Paulo em 2025 de sua inteira responsabilidade, o governador Tarcísio de Freitas inventou uma nova doença que estaria causando o que ele chamou de "epidemia de feminicídios". 

Epidemia, na definição do dicionário, "é uma doença infecciosa e contagiosa que se espalha ou ataca com rapidez um grande número de pessoas, numa determinada região".

Epidemias são causadas por vírus ou bactérias. No entanto, não há vírus ou bactéria no assassinato de mulheres pelo motivo de serem mulheres, que é a definição clássica de feminicídio. O que há é machismo estrutural na sociedade e um desinteresse completo do governador de São Paulo em proporcionar uma defesa às mulheres dos crimes, que só se avolumam desde que Tarcísio chegou ao governo de São Paulo. Ano a ano cresce o feminicídio e em 2025 ele foi recorde nacional

Tarcísio e o recorde nacional de feminicídios

 


 

Estupros e feminicídios aumentaram no primeiro ano de Tarcísio

Levantamento do Instituto Sou da Paz mostra que o número de estupros, feminicídios e letalidade policial aumentou já no primeiro ano do governo Tarcísio de Freitas.

 


 E esses números aumentam ano a ano:

 


Tarcísio tira o corpo fora do combate ao feminicídio

Como se isso não bastasse, uma declaração de Tarcísio preocupa ainda mais as mulheres. Segundo Tarcísio, “Imagino que tenhamos crescimento na estatística porque as mulheres devem procurar mais ajuda. Precisamos tomar todas as providências para mitigar esse problema".

Só agora no último ano de governo? As mulheres não procuraram ajuda antes? Quais as "providências para mitigar esse problema" foram tomadas por Tarcísio, já que o número de feminicídios cresceu ano a ano?

Pior é que não há saída à vista com Tarcísio, já que a solução que aponta para o problema não é da alçada dele nem evita o feminicídio:

"Uma coisa fundamental é a punição severa e dura para quem comete esses crimes, para que sirva de exemplo.”

Pena dura tem que ser estabelecida pelo Congresso. Com isso, mais uma vez Tarcísio lava as mãos. Além do mais, pena dura é para o feminicida, ou seja, não evita o ato, apenas pune quem já o cometeu.

Jogar a culpa do aumento ano a ano do feminicídio em São Paulo na existência de uma inventada "epidemia de feminicídios" ou de uma penalização branda do ato é só jogar para a plateia e se eximir de fazer o que a sociedade espera de um governante: a diminuição até a extinção do hediondo crime de feminicídio. Coisa que Tarcísio não fez; pelo contrário. O resto é discutir que flores cobrirão os cadáveres.

Perguntas que Tarcísio deveria fazer a si mesmo

  • Por que o feminicídio aumentou ano a ano em seu governo?
  • Onde sua política está errada e precisa ser corrigida?
  • Por que sua política de proteção às mulheres fracassou?
  • Até onde o fato de ser um bolsonarista convicto colabora para o aumento de feminicídios? 

Quando trata como epidemia uma coisa que não é doença, Tarcísio erra no diagnóstico, primeira razão de seu fracasso em conseguir uma solução para o problema.



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Alerta de um italiano sobre coronavírus: 'Vocês não têm ideia do que vem por aí'

O Papa andando nas ruas de Roma vazias

Italiano descreve o dia a dia do crescimento da pandemia do COVID-19 na Itália, como alerta



A Itália teve ontem um domingo trágico, com o maior número de mortos em apenas um dia, 369. Agora, o país registra 1.809 óbitos pela doença desde fevereiro, quando foi registrado o primeiro caso no território italiano.

Por lá, a população não deu muita importância ao COVID-19 a princípio, como aqui. Por isso, um italiano escreveu para o mundo um alerta do que é o vírus, como ele foi recebido na Itália e seus efeitos devastadores nos dias atuais.

Para que a gente não deixe que o mesmo se repita por aqui, repito a mensagem dele a seguir.


"Para o resto do mundo, vocês não têm ideia do que está por vir".
Como eu acho que todos sabem, a Itália está em quarentena por causa do surto de coronavírus. Essa situação é ruim, mas o pior é ver o resto do mundo se comportando como se nada fosse acontecer com eles. Nós sabemos o que você está pensando por que também estivemos na mesma posição.
Vamos ver como as coisas aconteceram:
🟢 ESTÁGIO 1:
Você sabe que o coronavírus existe, e os primeiros casos começam a aparecer no seu país. Nada para se preocupar, é só uma gripe um pouco pior!
Eu não tenho 75 anos ou mais, então o que poderia acontecer comigo?
Estou seguro, todo mundo está exagerando, qual a necessidade de usar máscaras ou estocar papel higiênico?
Vou continuar vivendo minha vida normalmente, não é preciso entrar em pânico.
🔵 ESTÁGIO 2.
O número de casos começa a aumentar. Eles declaram uma ou duas pequenas cidades como "zonas vermelhas", onde foram encontrados os primeiros casos e muitas pessoas foram infectadas (22 de Fev.)
Bom, isso é triste e um pouco preocupante, mas estão cuidando disso, então nada que seja motivo de pânico. Acontecem algumas mortes, mas são todas pessoas mais velhas, então a mídia só está criando pânico por audiência… que absurdo.
As pessoas continuam levando a vida normalmente… não vou deixar de sair e encontrar meus amigos, não é? O vírus não vai chegar em mim. Todo mundo está bem aqui.
🟣 ESTÁGIO 3:
O número de casos está rapidamente crescendo. Quase dobrou em um só dia.
Acontecem mais mortes. Eles declaram 4 regiões inteiras, onde estão a maioria dos casos, como zonas vermelhas e as colocam em quarentena.
25% da Itália encontra-se em quarentena. Escolas e universidades estão fechadas por decreto nessas áreas, mas bares, empresas, restaurantes, etc. ainda funcionam normalmente.
O decreto é liberado por alguns jornais antes da hora então cerca de 10 mil pessoas das zonas vermelhas escapam da região para retornar às suas casas em outras partes da Itália (isso será importante mais tarde)
A maior parte da população de 75% da Itália continua vivendo normalmente.
Eles ainda não entendem a seriedade da situação. Em todas as partes você é aconselhado a lavar as mãos e sair menos de casa, grandes grupos de pessoas são proibidos, e a televisão te lembra dessas regras a cada 5 minutos.
Mas isso ainda não entrou na cabeça das pessoas.
🟤 ESTÁGIO 4:
O número de casos cresce rapidamente. Escolas e universidades estão fechadas em todo o país por pelo menos um mês. É uma emergência de saúde nacional.
Os hospitais estão lotados, e unidades inteiras são esvaziadas para abrir espaço para pacientes com o coronavírus. Não há médicos ou enfermeiros suficientes. Profissionais aposentados ou em formação (nos últimos 2 anos da faculdade) começam a ser chamados. Não existem mais turnos, apenas trabalhar o máximo que conseguir.
Obviamente médicos e enfermeiros estão sendo infectados, contaminando suas famílias.
Existem muitos casos de pneumonia, muitas pessoas que precisam ser internados na UTI e não há lugares suficientes para todos. Nesse momento é como estar em uma guerra: os médicos têm de escolher quem tratar baseado na chance de sobrevivência. Isso significa que os idosos e pacientes com traumas/derrames não podem ser tratados por que o casos do corona têm prioridade.
Não há recursos suficientes para todos e eles tem que ser distribuídos da maneira mais eficiente.
Eu gostaria de estar brincando mas isso é literalmente o que aconteceu. Pessoas morreram por que não havia mais lugares disponíveis.
Tenho um amigo médico que me ligou devastado por que teve que deixar 3 pessoas morrerem naquele dia. Enfermeiras chorando porque veem pessoas morrendo e não pode fazer nada além de oferecer oxigênio. Um parente de um amigo morreu ontem do corona por que não pôde ser tratado.
É caótico, o sistema está em colapso.
O coronavírus e a crise sendo provocada por ele é só o que você vê em todos os lugares.
🔴 ESTÁGIO 5:
Se lembra das 10 mil pessoas que correram da zona vermelha para o resto da Itália? Bom, o país inteiro agora precisa ser declarado em quarentena.
O objetivo é diminuir a proliferação do vírus o máximo possível.
As pessoas podem ir ao trabalho, fazer compras, ir à farmácia e todo o comércio continua aberto, porque do contrário a economia entraria em colapso (e já está), mas você não pode sair da sua região sem uma razão válida.
Agora há medo, você vê muitas pessoas com máscaras e luvas, mas algumas pessoas ainda pensam ser invencíveis e vão a restaurantes em grandes grupos, saem para beber, etc.
Próximo passo.
⚫️ ESTÁGIO 6:
2 dias depois, é anunciado que a maioria dos comércios está fechada: bares, restaurantes, shoppings, lojas, etc. Tudo menos supermercados e farmácias.
Você pode sair de casa apenas se possuir uma certificação com você. Essa certificação é um documento oficial em que você declara seu nome, de onde vem e para onde vai e por que.
Existem muitos pontos de verificação da polícia. Se você é encontrado fora de casa sem uma boa razão, você pode receber uma multa de até €206.
Um paciente sabidamente positivo para o coronavírus, se sair de casa sem autorização, pode ser preso por 1 a 12 anos, por homicídio.
CONCLUSÃO:
Essa é a situação hoje, no dia 12 de Março. Saiba que tudo isso aconteceu em cerca de 2 semanas.
PASSARAM-SE 5 DIAS DO ESTÁGIO 3 ATÉ HOJE.
O resto do mundo além da Itália, China e Coréia está só agora começando a atingir outros estágios, então deixa eu te dizer:
Você não sabe o que está por vir.
Eu sei disso por que há 2 semanas era eu quem não fazia ideia e achava que não era tão ruim. Mas é.
E não por que o vírus em si é particularmente perigoso ou letal, mas por todas as consequências que ele traz.
É difícil ver todos esses países agindo como se o vírus não estivesse vindo e não tomando providências ou precauções, que são necessárias para o bem estar de seus cidadãos, enquanto ainda podem.
Por favor, se você está lendo isso, tente agir da melhor maneira possível. O problema não vai se resolver sozinho se só o ignorarmos.
Só pensar quantos casos não descobertos podem existir só na América é assustador, e estão em um grande problema pela maneira como o governo funciona.
Nosso governo (italiano) dessa vez fez um bom trabalho, eu devo dizer. As ações tomadas foram drásticas mas necessárias, e talvez a única forma de limitar a contaminação.
Está funcionando na China então esperamos que funcione aqui também (já está funcionando em algumas das primeiras zonas vermelhas que entraram em quarentena antes de todas as outras).
Estão tomando medidas para proteger os cidadãos, como provavelmente suspender o pagamento de hipoteca pelos próximos meses, ajudar donos de comércios que foram obrigados a fechar e outras coisas do tipo.
Eu entendo que são atitudes muito difíceis, senão impossíveis, de se tomar em alguns países, e é realmente preocupante pensar o que poderia significar em uma escala global.
Eu me pergunto se essa pandemia será um ponto de inflexão em nossa sociedade.
Se existem casos onde você vive, então o vírus está se espalhando, e talvez você esteja 1-2 semanas atrás da nossa presente situação.
Mas você vai chegar ao nosso ponto eventualmente.
POR FAVOR tome qualquer precaução que puder.
Não aja como se não fosse te atingir.
Se puder, FIQUE EM CASA.

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Brasil de Bolsonaro tem 'epidemia dramática' de dengue, diz Sociedade Brasileira de Infectologia

Cartaz onde se lê que Bolsonaro, zika, dengue e chikungunya matam

Nada no governo Bolsonaro funciona, a não ser sua fábrica de memes e fake news na internet, especialmente nas redes sociais.

O governo é uma catástrofe total e a população já percebeu ou está percebendo isso, como mostra recente pesquisa Ibope, que comentei aqui.

A área de saúde está sendo uma das mais afetadas. Desgraça que começou antes de Bolsonaro assumir a presidência, quando deu  suas declarações ofensivas aos médicos cubanos, o que fez com que o Cuba chamasse seus médicos de volta. Até hoje, mais de mil municípios, dos mais pobres, estão sem médicos.

O caos reina na saúde pública. No Brasil sob Bolsonaro houve um aumento de 560% nos casos de dengue no país, em relação ao ano passado. E um aumento de 166% no número de mortos. Ou seja: está pior ainda do que com Temer.
Números divulgados pelo Ministério da Saúde nesta semana acenderam o alerta para os riscos oferecidos neste ano pelo mosquito Aedes aegypti, responsável também pela transmissão do vírus da zika e chikungunya.
De janeiro a 9 de junho deste ano, já foram registrados mais de 1,127 milhão de casos prováveis de dengue no País. Foi um aumento 560,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 170.628 casos.
Além do aumento de casos confirmados, que chega a 596,38 mil entre os brasileiros, preocupa a quantidade de mortes em decorrência da doença que mais que dobraram. Houve um aumento de 163% em relação a 2018, passando de 139 para 366 mortes.
De acordo com o infectologista Kléber Luz, diretor da SBI, essa epidemia se deve, sobretudo, à falta de controle e combate ao mosquito.
“A gente acompanha o aumento de casos da dengue em toda a América Latina, mas os números do Brasil estão acima do esperado. Vivemos uma epidemia dramática no País, principalmente no Sudeste e no Centro-Oeste”, explicou o especialista em entrevista ao HuffPost . [Fonte: HuffPost]


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O Alerta Amarelo de Eliane Cantanhêde

O Eduardo Guimarães, em seu Blog Cidadania, abriu para a jornalista da Folha Eliane Cantanhêde o que a Folha negou a ele: espaço.

Cantanhêde diz que vem sofrendo violentos ataques, desde que escreveu uma coluna alarmista na Folha, anunciando uma iminente epidemia de febre amarela. Disse que não queria espalhar o pânico, apenas fazer um alerta.

Mas basta ler os dois primeiros parágrafos do texto de Cantanhêde (chamado Alerta Amarelo!), que originou toda a celeuma, para a argumentação dela rolar ladeira abaixo: [o grifo é meu]

Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo!

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por vírus e pode ser fatal. Hoje mesmo (terça, 08/01), morreu um homem de 38 anos em Brasília, plena capital da República, com febre alta, dores musculares, náuseas e vômitos. Possivelmente, foi vítima da doença. O alerta nem é mais amarelo, já é vermelho. E a vacina é altamente eficaz. Tomou, está livre da doença. (A íntegra do texto está aqui)

Mandar todo mundo se vacinar porque um homem morreu possivelmente vítima da doença, dona Cantanhêde... Como diria o falecido Bussunda, Fala sério!...

Fico imaginando qual seria a reação da colunista da Folha, caso o morto de Brasília tivesse realmente (e não apenas possivelmente) sido vítima da doença.

Ela atearia fogo às vestes? Incendiaria o Planalto, como uma Nera hodierna? Pediria o impeachment de Lula?

Qual a sua opinião, meu arguto leitor, minha sagaz leitora? Terá alguma raiz freudiana a reação histérica de Cantanhêde ante a picadura do mosquito? É coisa do demo? Ou só tucanagem?

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» Eles dizem defender a democracia, mas adoram um golpe

» Mais uma vez Folha escreve hoje o desmentido de amanhã

» Exposta a doses maciças de informações manipuladas pela ‘grande imprensa’, parte dos brasileiros vive do ódio, do preconceito e do ressentimento

» Agenda-setting. A grande mídia não quer informar, mas enformar

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Folha acha que maior número de casos de dengue da história de São Paulo não é notícia

A edição de hoje da Folha não reservou uma linhazinha sequer para mais esse recorde do especialista em dengue José Serra. É o maior número de casos de dengue da história do estado. E ainda faltam quatro meses para terminar o ano. Para a Folha, isso não é nada. Importante mesmo é uma notícia mimosa como esta, que eles publicaram no Cotidiano:

Praça "adotada" pode ter logotipo
A Prefeitura de São Paulo reforçou ontem um programa de manutenção de áreas públicas que se aproveita de uma brecha da Lei Cidade Limpa. Em troca da manutenção da praça, a empresa pode colocar seu logotipo em placas de até 84 cm x 120 cm ao redor da área. A idéia é que as empresas que "adotam" praças sejam obrigadas a dar manutenção também em áreas na periferia.

Que tal se essa manutenção tratasse também de eliminar focos do mosquito da dengue?

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O Jornal Nacional não viu a maior epidemia de dengue da história de São Paulo

Não sei se eu cochilei, mas não vi nada sobre a epidemia de dengue do governo Serra na edição do Jornal Nacional de hoje. Eles dormiram? Ou fui eu? Porque não é concebível que o telejornal de maior audiência do Brasil não informe sobre o maior surto de dengue da história de São Paulo.

Parece que o atual governador é um especialista. Quando ministro da Saúde, o Brasil viveu a maior epidemia de dengue da história.

O mesmo acontece agora com Serra à frente do governo paulista. De janeiro a agosto, foram registrados 62.221 casos em São Paulo, quase 20% a mais do que o recorde anterior, de 51.668 casos, registrados durante todo o ano de 2001. Como ainda faltam quatro meses para 2007 terminar...

Parece piada, mas, para combater a epidemia, a secretaria de Saúde de SP divulgou que fará a “Operação Pente Fino” (?).

Imagine o casal Simpson “testando hipóteses” no JN:

- Mas, Fátima, pente fino é pra mosquito?
- Não, Willian, é pra piolho.
- Boa noite, Fátima.
- Boa noite, William.
- Z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z...

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