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'Não sou Anjo', diz advogado de Bolsonaro. Isso já sabemos. Mas, para Queiroz e família, era


Em declaração a Catia Seabra, da Folha, o advogado de jair Bolsonaro e de seus filhos Flávio e Carlos, Frederick Wassef, diz que não é o Anjo, referido por Queiroz e sua família em grampos de telefone autorizados pela Justiça.

Wassef diz também que nunca falou com Queiroz e que o que está acontecendo é uma armação para prejudicar o presidente Bolsonaro.
"Nunca telefonei para Queiroz, nunca troquei mensagem com Queiroz nem com ninguém de sua família. Isso é uma armação para incriminar o presidente."
Interessante o cuidado de Wassef em dizer que nunca falou com Queiroz "por telefone" ou "mensagem de texto". O que não o impede de ter falado pessoalmente.

Porque a polícia já afirmou que Wassef esteve no sítio no período em que Queiroz estava por lá.

Há fotos de Queiroz na virada de ano no sítio e em outras datas. O caseiro afirmou que Queiroz estava hospedado lá há mais de um ano.

Há idas de Queiroz à farmácia e a uma clínica locais para fazer exames.

Ligações telefônicas rastreadas que indicavam o local como origem das ligações de Queiroz.

Em mensagem pelo celular, Queiroz confirma que está na casa do Anjo [imagem] e que este pretende levar toda a família para lá.

Finalmente, foi lá que Queiroz foi preso pela polícia na manhã de quinta.

Como Queiroz esteve lá por todo esse tempo sem o conhecimento de Wassef?

Por que Queiroz estava lá? Quem autorizou? Quem financiou a estrutura e estadia de Queiroz?

Por que Wassef disse que nem ele nem seus clientes Jair e Flávio sabiam de Queiroz?

Nada disso foi perguntado a Wassef e, se o foi, ele não respondeu, nem consta da matéria.

Fato é que dificilmente o advogado vai escapar de prestar contas à Justiça.







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Refugiado ou refém, qual a verdadeira situação de Queiroz no sítio do advogado de Bolsonaro em Atibaia?

Queiroz no sítio de Atibaia

Ontem o advogado de Fabrício Queiroz, Paulo Emílio Catta Preta, curiosamente o mesmo do miliciano executado na Bahia, Adriano da Nóbrega, disse que seu cliente não era fugitivo nem procurado pela polícia.

Pelo visto, só o povo brasileiro se interessava em saber onde estava o Queiroz.

Se é assim, por que Queiroz estava no sítio do advogado dos Bolsonaro em Atibaia há mais de um ano, "sem sair de casa", conforme afirmou o caseiro do lugar?

Se não era fugitivo nem refugiado, seria Queiroz um refém de pessoas que não queriam que ele aparecesse e pudesse fazer revelações que poderiam incriminá-las?

Quem seriam essas pessoas, se não os Bolsonaro?

Como elas chegaram ao advogado Frederick Weasel e conseguiram dele o generoso empréstimo do sítio, que seria, na verdade, nesse caso, um cativeiro?

Precisa esclarecer: afinal, o sítio era refúgio ou cativeiro?

Queiroz estava abrigado ou preso?






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Derrota iminente de Moro e turma da Lava Jato no STF leva Barroso a propor 'jeitinho'


Barroso e Moro sorridentes conversando

Decisão de que delatado tem que ser ouvido por último já é maioria e vai ser sacramentada na próxima reunião do Plenário



A maioria do Plenário do STF decidiu pela tese de que réu delatado tem o direito de falar depois do delator, exatamente como havia feito a 2ª Turma quando anulou a sentença do ex-presidente do BB e da Petrobras Aldemir Bendine por esse direito não ter sido respeitado.

Com a decisão, em tese, todas as sentenças em que esse pressuposto não tenha sido cumprido devem ser anuladas. Entre elas a de Lula no sítio de Atibaia.

Mas o "ponderado" presidente do STF Dias Toffoli, que já declarou temer os 300 mil soldados das Forças Armadas, suspendeu a sessão, que foi adiada para a próxima reunião do Plenário.

Segundo o Conjur, Toffoli "disse que vai apresentar um voto que conteria regras para delimitar a aplicação da decisão do Plenário".
O ministro Barroso, herói da turma da Lava Jato, especialmente do procurador de deus Deltan Dallagnol, com quem age como um mentor, e foi voto vencido, já corre à procura de um jeitinho que preserve as sentenças da Lava Jato, sem explicar como vai dizer a um condenado que não foi julgado corretamente (segundo decisão do STF de hoje) que ele tem que ficar preso, porque é importante preservar a Lava Jato.

Ora, anular a sentença não significa absolver o condenado. Apenas o julgamento será anulado para a realização de um novo julgamento, dessa vez com o direito de o réu acusado falar por último. Se for culpado, será condenado novamente, com seus direitos preservados.
"O caso tem risco de anular o esforço que se vem fazendo até aqui para enfrentar a corrupção, que não é fruto de pequenas fraquezas humanas, mas de mecanismos profissionais de arrecadação, desvio e distribuição de dinheiro público. Não há como o Brasil se tornar desenvolvido com os padrões de ética pública e privada praticados aqui.
Se a maioria do tribunal se inclinasse por dizer, que daqui para frente que o réu delatado falar depois do réu colaborador realiza mais adequadamente o mandamento constitucional da ampla defesa, eu não tenho dificuldade com isso”, frisou Barroso. [Estadão]
Barroso quer, claramente, colocar, como Moro, as condenações da Lava Jato acima da Justiça, em nome da "ética pública e privada".


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Começa hoje no STF julgamento que pode anular maioria das sentenças de Moro na Lava Jato

Plenário do STF

Plenário do STF decide hoje se vale a Constituição e direito de defesa. Ou não


Outro dia uma Turma do Supremo anulou a sentença de Moro aplicada ao ex-presidente do BB e da Petrobras, Aldemir Bendine.

O STF mandou o processo de volta à primeira instância para ser julgado corretamente, conforme publiquei aqui:
Por 3 a 1, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (27) derrubar uma decisão do ex-juiz federal Sergio Moro que, em março de 2018, condenou o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine a 11 anos de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. É a primeira vez que o Supremo anula uma condenação de Moro.

A pena de Bendine chegou a ser confirmada, e reduzida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, para 7 anos e 9 meses.

Nesta terça-feira, a maioria dos ministros acolheu a argumentação da defesa, que criticou o fato de Bendine ter sido obrigado por Moro a entregar seus memoriais (uma peça de defesa) ao mesmo tempo que delatores da Odebrecht apresentaram acusações contra a sua pessoa.

Para a defesa de Bendine, isso representava um cerceamento de defesa por impedir que o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil rebatesse na etapa final do processo as acusações feitas por delatores na entrega do seu memorial.

O julgamento desta terça-feira marca uma das maiores derrotas impostas pelo STF à Lava Jato e abre brecha para que outros condenados no âmbito da operação acionem o STF para rever suas condenações com base no mesmo argumento.


“O direito de a defesa falar por último decorre do direito normativo. Réus delatores não podem se manifestar por último em razão da carga acusatória que permeia suas acusações. Ferem garantias de defesa instrumentos que impeçam acusado de dar a palavra por último”, disse o ministro Ricardo Lewandowski. [Estadão]


A decisão da Turma agora vai ao Plenário do STF, para os onze membros decidirem se o que valeu para Bendine vale para todos.

Se decidirem que sim, todos os processos julgados com o mesmo problema voltam à primeira instância. O caso do sítio de Atibaia de Lula é um deles.

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