Possível renúncia de Mourão pode ser o estímulo que falta para Lira abrir impeachment de Bolsonaro


Corre em Brasília que o vice-presidente general Hamilton Mourão teria sido aconselhado por amigos a renunciar, diante da mais recente grosseria de Bolsonaro contra ele. Bolsonaro disse que Mourão era o cunhado mala que a gente tem que aturar quando casa.
 
O negócio é que se Mourão renunciar o presidente da Câmara Arthur Lira passa a ser o número um na fila da sucessão presidencial. Portanto, caso Bolsonaro seja impichado, Lira assume a presidência. 
 
Pode ser que desse modo Lira passe a ver com bons olhos algum dos mais de 130 pedidos de impeachment de Bolsonaro e o coloque em votação. Afinal, por que ficar com grande fatia do Orçamento da União se pode comandá-lo todinho? Seria o Centrão direto na presidência e não como apêndice.
 
Para Mourão seria para ficarmos na linguagem olímpica do momento — um ippon, o golpe perfeito em Bolsonaro, quando se utiliza a força do oponente contra ele mesmo. Uma resposta às humilhações constantes que sofre de Bolsonaro.

Problema é Mourão abrir mão do salário e das regalias em nome de sua ética pessoal e do patriotismo, o que anda bem em falta entre os militares que compõem o governo.
 
#RenunciaMourão





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'Se o próprio presidente da República der a ordem do golpe, deve ser preso. Se resistir, deve ser morto'

Do sociólogo Celso Rocha de Barros este artigo em que cobra o papel constitucional das Forças Armadas. Que não está sendo cumprido, muito pelo contrário. 

Forças Armadas abrirão fogo contra o golpe?
 
No governo Bolsonaro, ameaça de golpe é como mil brasileiros mortos por dia por doença que já tem vacina: todo dia tem.

Em geral, as ameaças são seguidas por um desmentido no dia seguinte, depois que os golpistas nos quartéis e delegacias já foram informados que tem gente no topo que os apoiaria. Ninguém nunca é preso.

Na semana passada, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo denunciou que o ministro da Defesa, Braga Netto, disse ao presidente da Câmara que não haverá eleições em 2022 sem voto impresso.

O ministério da Defesa respondeu com uma nota em que não negou ter dito nada. Só negou que tivesse usado intermediários para falar com o presidente da Câmara.

Essa nota não interessa, como, aliás, não interessaria uma nota negando a ameaça golpista.

Não basta que as Forças Armadas não participem do golpe de Bolsonaro. Elas têm que se declarar, desde já, dispostas a abrir fogo contra ele. É dessa nota que precisamos.

Devem abrir fogo mesmo se os golpistas forem militares ou policiais que, por terem alma de desertor, escolham Bolsonaro contra a pátria. Se o próprio presidente da República der a ordem do golpe, deve ser preso. Se resistir, deve ser morto.

Enquanto não houver uma manifestação clara sobre isso, sobrarão incertezas sobre o quanto o Brasil pode confiar em seus militares. E as instituições civis continuarão excessivamente cautelosas na punição dos crimes de Bolsonaro, como têm sido até agora. Essa complacência, em 2020, nos custou centenas de milhares de brasileiros mortos.

Bolsonaro quer dar um golpe para não ser punido por seus inumeráveis crimes. Os senhores oficiais querem ajudar Bolsonaro a fugir da cadeia? Por que o consideram "um dos seus"? Oficiais, me desculpem, mas, se Bolsonaro ainda for um dos seus depois do meio milhão de mortos, o Brasil é que não pode mais contar com os senhores entre os seus.

O exemplo norte-americano é instrutivo. Quando Donald Trump anunciou que daria um golpe se perdesse as eleições, os comandantes das Forças Armadas deixaram claro e público que não aceitariam a palhaçada. Isso são instituições funcionando.

E há entre os senhores gente que precisa reaprender a respeitar a democracia.

Vejam o caso do comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior. Ele é eleitor e admirador declarado da deputada Bia Kicis (PSL-DF). Em qualquer República funcional, Kicis já estaria presa por sua participação nos atos golpistas de 2020 e na disseminação de notícias falsas durante a pandemia. No Brasil de 2021, é presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

Na semana passada, Kicis encontrou-se com Beatrix von Storch, líder do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha e, vejam que beleza, neta do ministro da Fazenda de Hitler.

Brigadeiro Baptista Jr., o momento mais glorioso da força que o senhor comanda foi quando pilotos brasileiros enfrentaram a turma da dona Storch nos céus da Itália.

Naquela época, quando os militares brasileiros viam um fascista, sabiam para que lado atirar.

Nós, os brasileiros democratas, contamos que os senhores honrarão essa tradição sentando o dedo nos bolsonaristas que se meterem a engraçados contra a democracia. Em jogo estará o juramento dos senhores à bandeira.






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Caso Joice Hasselmann lembra o da agressão a Garotinho na cadeia, que ninguém acreditou mas se revelou verdadeira

Esta semana a deputada federal Joice Hasselmann apareceu com o rosto todo machucado, dizendo que estava com cinco fraturas na face, um dente quebrado e também fratura nas costelas. Que não sabe o que aconteceu, sofreu um apagão e acordou assim. O marido estava em casa, mas ela descartou que ele fosse o responsável pelas agressões. 
 
A deputada disse ser vítima de um atentado, após ter mudado de lado, de defensora de Bolsonaro para crítica do presidente, de quem, recentemente, levantou suspeita a respeito do caso da facada em Juiz de Fora. Segundo Joice, 15 dias antes do atentado Bolsonaro havia lhe dito que se tomasse uma facada venceria a eleição.
 
Dada a atuação midiática da deputada, o caso tem sido tratado com desconfiança até por lideranças feministas, que dizem acreditar nas palavras dela, mas com um pé atrás. Já a turma de Bolsonaro nas redes ataca Joice diariamente, chegando a produzir um falso vídeo de uma suposta câmera interna que mostraria que Joice teria se auto-agredido. 

O caso me lembrou outro, de 2017, em que o ex-governador do Rio Anthony Garotinho denunciou ter sofrido agressões quando estava preso no presídio de Benfica por um processo do qual acabou absolvido.

Garotinho disse que um homem invadiu sua cela de madrugada e o agrediu com um porrete no joelho. Suspeitava que o homem tivesse agido a mando de Sergio Cabral e do ex-presidente da Assembleia do Rio Jorge Picciani, que estavam presos na mesma prisão de Benfica por crimes denunciados por Garotinho.

Assim como agora com Joice, Garotinho foi até ridicularizado por muitos, que deram sua história como fantasiosa. Mas, agora, investigações apontam que houve a agressão e até o nome do agressor, um policial militar do Rio de Janeiro, como mostra esta reportagem do SBT, Rio, que publico a seguir. 
 
O mesmo vai acontecer com Joice? Quem não se recorda do caso do porteiro do condomínio de Bolsonaro na Barra, que disse que quem autorizou a entrada do motorista do assassinato de Marielle havia sido o próprio Bolsonaro? E repetiu a informação por duas vezes. Após pressão da PF de Moro, a mando de Bolsonaro, o porteiro, que trabalhava há anos no prédio, disse que se confundiu.

Devemos sempre acreditar nas palavras das vítimas, até que provas mostrem o contrário, se for o caso.

Assista à reportagem sobre a agressão a Garotinho e o resultado da investigação. Na época, o caso ficou nas primeiras páginas por dias. A confirmação da agressão rendeu apenas esta reportagem do SBT.







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O que Bolsonaro, militares e golpistas querem de nós é que tenhamos medo


O mundo político amanheceu com uma reportagem do Estadão que informa que o ministro da Defesa Braga Neto teria dito ao presidente da Câmara Arthur Lira que só haverá eleições no ano que vem caso o voto impresso seja aprovado. Teria o apoio das Forças Armadas nisso.
 
Novas notícias, após a publicação da ameaça golpista, informam que Lira desmentiu a conversa e Braga Neto afirmou que se tratava de "invenção".
 
Fato é que alguém colocou o jabuti na árvore do Estadão com o claro intento de provocar pânico e embaralhar o jogo político.
 
O que ocorre é uma clara ação de contrainformação do governo, que está acuado pela crescente impopularidade de Bolsonaro e, mais ainda, pela CPI da Covid, que está mostrando que, além da incompetência criminosa, outro crime corroeu os bastidores do ministério da Saúde, quase todo ocupado por militares - a corrupção na compra de vacinas, com quantias bilionárias. 
 
Envolvidos, o general Pazuello e coronéis do Exército, com a participação em vários relatos do próprio atual ministro da Defesa Braga Neto.
 
O que eles querem é que tenhamos medo do golpe e que, por isso, a CPI não vá adiante na investigação dos militares corruptos, sejam quais forem eles e seus cargos, e da responsabilidade direta de Jair Bolsonaro na condução da pandemia, que ruma para os 600 mil brasileiros mortos.
 
Bolsonaro, militares e golpistas querem nosso medo. Porque na verdade estão apavorados com o cerco que se fecha sobre eles e o destino que lhes aguarda - a prisão.





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The War on Cuba, documentário sobre Cuba com o povo cubano

The War on Cuba é um documentário dividido em três curtas de aproximadamente 12' cada. 
 
O documentário foi filmado durante a pandemia e lançado em outubro pela Belly of the Beast, um coletivo formado por jornalistas e ativistas cubanos e norte-americanos que busca contar histórias sobre Cuba de uma perspectiva popular e independente. O documentário é o primeiro grande projeto do coletivo, que tem compromisso em moldar seu jornalismo em torno das vozes cubanas e fornecer contexto em um cenário de mídia fortemente influenciado pelos interesses do Estado.
 
Os três vídeos do coletivo The Belly of the Beast são sensacionais. Curtos, com falas do povo, ótimas imagens, entrevistas, edição ágil, excelente ritmo e uma repórter, Liz Oliva Fernández, simplesmente encantadora. Não percam. Legendado.





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Como é viver em Cuba e o que está acontecendo por lá - por Frei Betto

Artigo do escritor e religioso Frei Betto, originalmente publicado na Carta Maior.
Cuba resiste
Poucos ignoram minha solidariedade à Revolução Cubana. Há 40 anos visito com frequência a Ilha, em função de compromissos de trabalho e convites a eventos. Por longo período intermediei a retomada do diálogo entre bispos católicos e o governo de Cuba, conforme descrito em meus livros "Fidel e a religião" (Fontanar/Companhia das Letras) e "Paraíso perdido – viagens ao mundo socialista" (Rocco). Atualmente, contratado pela FAO, assessoro o governo cubano na implementação do Plano de Soberania Alimentar e Educação Nutricional.

Conheço em detalhes o cotidiano cubano, inclusive as dificuldades enfrentadas pela população, os questionamentos à Revolução, as críticas de intelectuais e artistas do país. Visitei cárceres, conversei com opositores da Revolução, convivi com sacerdotes e leigos cubanos avessos ao socialismo.

Quando dizem a mim, um brasileiro, que em Cuba não há democracia, desço da abstração das palavras à realidade. Quantas fotos ou notícias foram ou são vistos sobre cubanos na miséria, mendigos espalhados nas calçadas, crianças abandonadas nas ruas, famílias debaixo de viadutos? Algo semelhante à cracolândia, às milícias, às longas filas de enfermos aguardando anos para serem atendidos num hospital?

Advirto os amigos: se você é rico no Brasil e for viver em Cuba conhecerá o inferno. Ficará impossibilitado de trocar de carro todo ano, comprar roupas de grife, viajar com frequência para férias no exterior. E, sobretudo, não poderá explorar o trabalho alheio, manter seus empregados na ignorância, "orgulhar-se" da Maria, sua cozinheira há 20 anos, e a quem você nega acesso à casa própria, à escolaridade e ao plano de saúde.

Se você é classe média, prepare-se para conhecer o purgatório. Embora Cuba já não seja uma sociedade estatizada, a burocracia perdura, há que ter paciência nas filas dos mercados, muitos produtos disponíveis neste mês podem não ser encontrados no próximo devido às inconstâncias das importações.

Se você, porém, é assalariado, pobre, sem-teto ou sem-terra, prepare-se para conhecer o paraíso. A Revolução assegurará seus três direitos humanos fundamentais: alimentação, saúde e educação, além de moradia e trabalho. Pode ser que você tenha muito apetite por não comer o que gosta, mas jamais terá fome. Sua família terá escolaridade e assistência de saúde, incluindo cirurgias complexas, totalmente gratuitas, como dever do Estado e direito do cidadão.

Nada é mais prostituído do que a linguagem. A celebrada democracia nascida na Grécia tem seus méritos, mas é bom lembrar que, na época, Atenas tinha 20 mil habitantes que viviam do trabalho de 400 mil escravos... O que responderia um desses milhares de servos se indagado sobre as virtudes da democracia?

Não desejo ao futuro de Cuba o presente do Brasil, da Guatemala, de Honduras e ou mesmo de Porto Rico, colônia estadunidense, à qual é negada independência. Nem desejo que Cuba invada os EUA e ocupe uma área litorânea da Califórnia, como ocorre com Guantánamo, transformada em centro de torturas e cárcere ilegal de supostos terroristas.

Democracia, no meu conceito, significa o "Pai nosso" - a autoridade legitimada pela vontade popular -, e o "pão nosso" - a partilha dos frutos da natureza e do trabalho humano. A rotatividade eleitoral não faz, nem assegura uma democracia. O Brasil e a Índia, tidas como democracias, são exemplos gritantes de miséria, pobreza, exclusão, opressão e sofrimento.

Só quem conhece a realidade de Cuba anterior a 1959 sabe por que Fidel contou com tanto apoio popular para levar a Revolução à vitória. O país era conhecido pela alcunha de "prostíbulo do Caribe". A máfia dominava os bancos e o turismo (há vários filmes sobre isso). O principal bairro de Havana, ainda hoje chamado de Vedado, tem esse nome porque, ali, os negros não podiam circular...

Os EUA nunca se conformaram por ter perdido Cuba sujeita às suas ambições. Por isso, logo após a vitória dos guerrilheiros de Sierra Maestra, tentaram invadir a Ilha com tropas mercenárias. Foram derrotados em abril de 1961. No ano seguinte, o presidente Kennedy decretou o bloqueio a Cuba, que perdura até hoje.

Cuba é uma ilha com poucos recursos. É obrigada a importar mais de 60% dos produtos essenciais ao país. Com o arrocho do bloqueio promovido por Trump (243 novas medidas e, até agora, não removidas por Biden), e a pandemia, que zerou uma das principais fontes de recursos do país, o turismo, a situação interna se agravou. Os cubanos tiveram que apertar os cintos. Então, os insatisfeitos com a Revolução, que gravitam na órbita do "sonho americano", promoveram os protestos do domingo, 11 de julho – com a "solidária" ajuda da CIA, cujo chefe acaba de fazer um giro pelo Continente, preocupado com o resultado das eleições no Peru e no Chile.

Quem melhor pode explicar a atual conjuntura de Cuba é seu presidente, Diaz-Canel: "Começou a perseguição financeira, econômica, comercial e energética. Eles (a Casa Branca) querem que se provoque um surto social interno em Cuba para convocar "missões humanitárias" que se traduzem em invasões e interferências militares."

"Temos sido honestos, temos sido transparentes, temos sido claros e, a cada momento, explicamos ao nosso povo as complexidades dos dias atuais. Lembro que há mais de um ano e meio, quando começou o segundo semestre de 2019, tivemos que explicar que estávamos em situação difícil. Os EUA começaram a intensificar uma série de medidas restritivas, endurecimento do bloqueio, perseguições financeiras contra o setor energético, com o objetivo de sufocar nossa economia. Isso provocaria a desejada eclosão social massiva, para poder apelar à intervenção "humanitária", que terminaria em intervenções militares".

"Essa situação continuou, depois vieram as 243 medidas (de Trump, para arrochar o bloqueio) que todos conhecemos e, finalmente, decidiu-se incluir Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo. Todas essas restrições levaram o país a cortar imediatamente várias fontes de receita em divisas, como o turismo, as viagens de cubano-americanos ao nosso país e as remessas de dinheiro. Formou-se um plano para desacreditar as brigadas médicas cubanas e as colaborações solidárias de Cuba, que recebeu uma parte importante de divisas por essa colaboração."

"Toda essa situação gerou uma situação de escassez no país, principalmente de alimentos, medicamentos, matérias-primas e insumos para podermos desenvolver nossos processos econômicos e produtivos que, ao mesmo tempo, contribuam para as exportações. Dois elementos importantes são eliminados: a capacidade de exportar e a capacidade de investir recursos."

"Também temos limitações de combustíveis e peças sobressalentes, e tudo isso tem causado um nível de insatisfação, somado a problemas acumulados que temos sido capazes de resolver e que vieram do Período Especial (1990-1995, quando desabou a União Soviética, com grave reflexo na economia cubana). Juntamente com uma feroz campanha mediática de descrédito, como parte da guerra não convencional, que tenta fraturar a unidade entre o partido, o Estado e o povo; e pretende qualificar o governo como insuficiente e incapaz de proporcionar bem-estar ao povo cubano."

"O exemplo da Revolução Cubana incomodou muito os EUA durante 60 anos. Eles aplicaram um bloqueio injusto, criminoso e cruel, agora intensificado na pandemia. Bloqueio e ações restritivas que nunca realizaram contra nenhum outro país, nem contra aqueles que consideram seus principais inimigos. Portanto, tem sido uma política perversa contra uma pequena ilha que apenas aspira a defender sua independência, sua soberania e construir a sua sociedade com autodeterminação, segundo princípios que mais de 86% da população têm apoiado."

"Em meio a essas condições, surge a pandemia, uma pandemia que afetou não apenas Cuba, mas o mundo inteiro, inclusive os Estados Unidos. Afetou países ricos, e é preciso dizer que diante dessa pandemia nem os Estados Unidos, nem esses países ricos tiveram toda a capacidade de enfrentar seus efeitos. Os pobres foram prejudicados, porque não existem políticas públicas dirigidas ao povo, e há indicadores em relação ao enfrentamento da pandemia com resultados piores que os de Cuba em muitos casos. As taxas de infecção e mortalidade por milhão de habitantes são notavelmente mais altas nos EUA que em Cuba (os EUA registraram 1.724 mortes por milhão, enquanto Cuba está em 47 mortes por milhão). Enquanto os EUA se entrincheiravam no nacionalismo vacinal, a Brigada Henry Reeve, de médicos cubanos, continuou seu trabalho entre os povos mais pobres do mundo (por isso, é claro, merece o Prêmio Nobel da Paz)."

"Sem a possibilidade de invadir Cuba com êxito, os EUA persistem com um bloqueio rígido. Após a queda da URSS, que proporcionou à ilha meios de contornar o bloqueio, os EUA tentaram aumentar seu controle sobre o país caribenho. De 1992 em diante, a Assembleia Geral da ONU votou esmagadoramente pelo fim desse bloqueio. O governo cubano informou que entre abril de 2019 e março de 2020 Cuba perdeu 5 bilhões de dólares em comércio potencial devido ao bloqueio; nas últimas quase seis décadas, perdeu o equivalente a 144 bilhões de dólares. Agora, o governo estadunidense aprofundou as sanções contra as companhias de navegação que trazem petróleo para a ilha."

É essa fragilidade que abre um flanco para as manifestações de descontentamento, sem que o governo tenha colocado tanques e tropas nas ruas. A resiliência do povo cubano, nutrida por exemplos como Martí, Che Guevara e Fidel, tem se demonstrado invencível. E a ela devemos, todos nós, que lutamos por um mundo mais justo, prestar solidariedade.





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Diretora da Precisa mentiu à CPI e é fácil provar com o simples uso da língua portuguesa


Você que me lê, faça um pequeno exercício comigo. Suponha que hoje seja terça-feira. Se você fosse me narrar um fato ocorrido ontem, segunda-feira, haveria alguma possibilidade de você me dizer que o fato ocorreu na quinta-feira passada? 
 
Foi exatamente o que fez a diretora da Precisa Emanuele Medrades. No dia 23 de março deste ano, uma terça-feira, em depoimento no Senado sobre vacinas, Emanuela Medrades falou sobre a documentação da Covaxin entregue para análise pelo governo.
"Na quinta-feira passada, nós fizemos o pedido, encaminhamos as 'invoices' [espécie de recibo com informações básicas da compra] e alguns documentos. Temos alguns documentos para serem retransmitidos ao pessoal do Dimp [Divisão de Importação do Ministério da Saúde]. Estão todos supersolícitos, atendendo-nos de uma forma, pensando realmente na urgência que o assunto demanda", disse a diretora na oportunidade.[Fonte: G1]
"Quinta-feira passada" a que se referiu Emanuele naquele dia 23 de março foi dia 18 de março. 
 
Como é que ontem, 14 de julho, em seu depoimento à CPI da COVID ela afirmou que o invoice havia sido entregue no dia 22 de março, ou seja, no dia anterior àquela ida dela ao Senado?

Ou mentiu ontem ou naquele dia. Ou nos dois. Mas, por quê?

Porque é impossível que uma pessoa se refira a algo do dia anterior como tendo acontecido na quinta-feira passada. A não ser que fosse uma sexta (o que não era o caso). E ainda assim seria pra lá de estranho.

Curiosa é a defesa de seus advogados. Segundo eles, "trata-se de uma imprecisão". Em se tratando de uma diretora da Precisa...



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Presidente de Cuba denuncia que país está sob ataque dos EUA: 'Eles têm que passar por cima do nosso cadáver se quiserem derrubar a Revolução'


No ultimo domingo, o presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel Brmúdez fez um pronunciamento à TV Local denunciando que o país está sob ataque dos Estados Unidos. O objetivo é enfraquecer a economia cubana a um ponto, em meio à pandemia, que se clame por uma "intervenção humanitária".
 
Eis reportagem do Granma sobre as palavras do presidente:

Os Estados Unidos têm estado incômodos por 60 anos por causa do exemplo da Revolução Cubana, disse neste domingo o primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, numa intervenção especial do Palácio da Revolução para explicar ao povo a mais recente provocação orquestrada por pequenos grupos contrarrevolucionários.

O chefe de Estado iniciou seu discurso com uma saudação revolucionária a todo o nosso povo e disse: «Infelizmente temos que interromper a rotina dominical, que todas nossas famílias aproveitam para descansar e dividir, para informar-lhes e partilhar com vocês um conjunto de elementos sobre os eventos que estão acontecendo hoje, que dizem respeito a todo um nível de provocação sistemática em escala, que tem promovido a contrarrevolução nestes dias».

«Quais são os antecedentes da situação que vivemos?», perguntou ele.

«Temos sido honestos, temos sido transparentes, temos sido claros e em todos os momentos temos explicado ao nosso povo a complexidade dos momentos atuais».

«Lembro-me que há mais de um ano e meio, quando começou o segundo semestre de 2019, tivemos que explicar que íamos para uma conjuntura difícil, e usamos esse termo, que mais tarde foi tomado como parte do humor popular, porque estamos nessa conjuntura há muito tempo ... com base em todos os sinais que o governo dos Estados Unidos, liderado pelo governo Trump, dava em relação a Cuba».

Ele lembrou que começou a se intensificar todo um conjunto de medidas restritivas do bloqueio; a perseguição financeira, a perseguição energética, com o objetivo de sufocar a economia do nosso país.

Díaz-Canel denunciou o desejo longamente esperado de provocar uma grande revolta social em Cuba, para a qual contribuem para toda aquela propaganda e todas as construções ideológicas que fizeram para convocar as chamadas intervenções humanitárias, que culminam em intervenções e ingerências militares, que esmagam os direitos e a soberania, a independência de todos os povos.

Essa sucessão de ações hostis continuou, disse ele. «Depois vieram as 243 medidas que todos nós conhecemos. E nos últimos dias desse governo se decidiu incluir Cuba na lista dos países patrocinadores do terrorismo».

Reiterou que essa «é uma lista totalmente espúria, uma lista ilegítima e uma lista unilateral, que os Estados Unidos assumem por acreditar que são a potência que domina o mundo, que são os imperadores deste mundo».

Ele ressaltou que, infelizmente, devido à falta de dignidade existente em um grupo de instituições internacionais e também em uma parte importante de alguns países, muitos se submetem de uma vez a todas essas medidas e ações. «É preciso reconhecer que outros não permitem que lhes sejam impostas, mas também são limitados pelo alcance extraterritorial que elas têm».

«E isso aumentou ainda mais todas essas limitações, todas essas restrições, que sobretudo implicaram que o país fosse imediatamente cortado de suas principais fontes de receita em divisas: estou falando do turismo, estou falando das viagens de cubanos e americanos ao nosso país, das remessas que as famílias cubanas tanto esperam de seus parentes nos Estados Unidos».

O presidente cubano denunciou também que se elaborou um tremendo plano para desacreditar as brigadas médicas cubanas, e por essa colaboração médica, além da colaboração solidária de Cuba, também era ingressada uma parte importante de divisas estrangeiras, e tudo isso foi provocando uma situação de escassez no país: «Escassez de alimentos, escassez de medicamentos, escassez de matérias-primas e insumos para poder desenvolver o nosso processo econômico e produtivo, que ao mesmo tempo paga impostos às exportações e insumos das pessoas; portanto, aqui dois elementos importantes são eliminados: a capacidade de exportar e receber divisas para importar e investir, e a capacidade dos processos de produção para desenvolver todo um conjunto de bens e serviços para nossa população».

Ele sublinhou que o país «teve limitação de combustível, limitação de peças de reposição, e tudo isso gerou um grupo de insatisfações, aumentou os problemas acumulados, que não temos conseguido resolver e que vinham do período especial, e a isso se juntou uma feroz campanha mediática de descrédito como parte da chamada guerra não convencional, que tenta, por um lado, romper a unidade entre o Partido, o Governo, o Estado e o povo, que tenta colocar o Governo como insuficiente, incapaz de proporcionar bem-estar ao povo cubano e que pretende erguer o governo dos Estados Unidos "muito preocupados com esse povo" que injustamente bloqueou, indicando que é através dele que se pode aspirar ao desenvolvimento e ao progresso de um país como o nosso».

«São receitas hipócritas bem conhecidas e discursos de dupla moral, que conhecemos muito bem ao longo da história dos Estados Unidos em relação a Cuba. Sabemos como intervieram em nosso país, como se apropriaram de nossa Ilha, como mantiveram o domínio de nossa Ilha na etapa da pseudorrepública e como esses interesses foram atingidos com o triunfo da Revolução Cubana».

«E há 60 anos que se incomodam muito com o exemplo da Revolução Cubana e aumentam constantemente ..., aplicam um bloqueio injusto, criminoso, cruel, que se intensifica agora, pior em condições de pandemia. Aí está a perversidade manifesta, a maldade de todas essas intenções: bloqueio e ações restritivas, que nunca fizeram contra nenhum outro país, nem contra aqueles que consideram seus principais inimigos».

«Portanto, tem sido uma obra e uma política de maldade contra uma pequena Ilha, que só pretende defender a sua independência, a sua soberania e construir, com autodeterminação, sua sociedade de acordo com os princípios que mais de 86% aprovou, tem apoiado no exercício amplo e democrático que apoiamos para aprovar a atual Constituição da República de Cuba».

«E em meio a essas condições começa a pandemia, uma pandemia que não afetou apenas Cuba, uma pandemia que afetou o mundo inteiro, uma pandemia que afetou também os Estados Unidos, que afetou os países ricos. É preciso dizer que os Estados Unidos e esses países ricos não tiveram toda a capacidade de enfrentar os efeitos desta pandemia em seus primeiros dias».

«E em muitos desses países do primeiro mundo, com muito mais riqueza, os sistemas de saúde entraram em colapso, as salas de cuidados intensivos entraram em colapso. Os pobres ficaram em desvantagem, porque não existem políticas públicas voltadas para o povo, para sua salvação».

Disse que a nação setentrional do Norte e esses países ricos têm indicadores em relação ao enfrentamento da pandemia com resultados piores que os de Cuba em muitos casos.

«E fomos afetados por aquela pandemia e, em meio a todas essas restrições, com as reservas que o país criou, com o pouco que tínhamos no país, com o pouco que conseguimos adquirir neste ano difícil e meio, é que temos sido capazes de enfrentar todos esses desafios e todos esses desafios».

«E o fizemos com coragem, o fizemos sem desistir e, sobretudo, o fizemos partilhando o pouco que temos entre todos, e não o fizemos apenas em Cuba, nós o compartilhamos com o mundo, porque existe o exemplo das brigadas internacionalistas Henry Reeve, que se deslocaram a lugares brutalmente afetados pela pandemia».

«E assim progredimos, controlamos surtos e mais surtos, com uma grande capacidade de sacrifício de nosso povo, de nossos cientistas, nosso pessoal da Saúde, de quase todo o país envolvido nisso».

Díaz-Canel assinalou que foram criadas cinco vacinas candidatas, uma delas reconhecida como vacina, que é a primeira vacina da América Latina contra a COVID-19. Cuba já está vacinando sua população e esse é um processo que leva tempo. É preciso produzir vacinas, mas hoje temos uma das áreas de vacinação mais altas do mundo e em poucas semanas já atingimos mais de 20% do total da população vacinada », disse.

Nos últimos meses, ele alertou, cepas mais agressivas começaram a aparecer, causando mais transmissão da doença, e em meio a essa situação outro grupo de complicações começa a aparecer.

«Em primeiro lugar, os casos ocorrem com uma velocidade e acúmulo que superam as capacidades que temos sido capazes de criar para atender esses casos nas instituições do Estado. Por outro lado, tivemos que ir abrir vagas em outros centros», explicou.

Nesse sentido, defendeu que ao abrir mais locais, aos quais se deve dar prioridade energética – em meio ao acúmulo de problemas na geração de eletricidade, que têm levado a maiores danos –, a quantidade de circuitos que temos que proteger para atender esses pacientes aumentou.

Por ter mais pacientes, continuou ele, as reservas de remédios também estão se esgotando e as formas de adquiri-los são muito difíceis; e no meio disso tudo continuamos com vontade, continuamos pensando em tudo, trabalhando para todos.

«Agora tivemos que recorrer à experiência da internação domiciliar por falta de capacidade de um grupo de províncias, e tivemos que convocar, então, as famílias para que tivessem uma participação mais direta e responsável. A gente não se cansa de admirar essa capacidade de resistência criativa que nosso povo tem».

«Com estes valores, assegurou, se os acompanharmos com responsabilidade, no menor tempo possível, com vacinação, cumprindo as medidas sanitárias necessárias, sairemos mais cedo ou mais tarde deste pico pandêmico, que não é apenas um caso cubano. Cuba conseguiu adiá-lo com tudo o que fizemos e nós também vamos vencê-lo».

«Então, de forma muito covarde, sutil, oportunista, perversa, a partir das situações mais complicadas que tivemos em províncias como Matanzas e Ciego de Ávila, aqueles que sempre apoiaram o bloqueio, os que serviram como mercenários, lacaios do império ianque, começam a surgir com doutrinas de intervenção humanitária, de corredor humanitário, para fortalecer o critério de que o Governo cubano não é capaz de sair desta situação, como se estivessem tão interessados no bem-estar e na saúde de nosso povo», declarou o presidente.

«Se quiserem ter um gesto com Cuba, se quiserem realmente preocupar-se com o povo, se quiserem resolver os problemas de Cuba: tirem o bloqueio e vejamos como vai ser tudo, por que não o fazem? Por que não têm a coragem de tirar o bloqueio, que fundamento legal e moral sustenta que um governo estrangeiro possa aplicar essa política a um país pequeno e em meio a situações tão adversas? Isso não é genocídio? ».

«Levantam», denunciou, «critérios de que somos uma ditadura, «uma ditadura que se preocupa em dar saúde a toda sua população, que busca o bem-estar de todos, que em meio a essa situação é capaz de realizar políticas públicas, que aspira a vacinação com uma vacina cubana, porque sabíamos que ninguém nos a venderia, porque não tínhamos dinheiro para comprá-la», afirmou.

«Que ditadura estranha!», exclamou. Agora gritam que somos assassinos, onde estão os assassinados em Cuba, onde estão os desaparecidos em Cuba, porque os outros países que sofreram esses picos pandêmicos não foram atacados pela imprensa e a intervenção humanitária não foi posta como solução para eles nem foram armadas essas campanhas para desacreditá-los como fazem para nós, enfatizou Díaz-Canel.

«Acredito que a vida, a história, os fatos mostram o que está por trás de tudo isto, que é sufocar-nos e acabar com a Revolução, e para isso procuram desencorajar o nosso povo, confundir o nosso povo. E quando as pessoas estão em condições severas, acontecem eventos como os que vivemos em San Antonio de los Baños». Sobre os eventos nesta área, detalhou:

Quem fez parte desse grupo? Foi formado por pessoas de povo, que têm necessidades, que estão vivenciando parte dessas carências; era formado por revolucionários confundidos ou que não têm todos os argumentos, ou que também estão expressando essas insatisfações, mas o fizeram de uma forma diferente, porque estavam em busca de argumentos, de explicações.

«Mas isto foi encabeçado por um núcleo de manipuladores que se prestam aos desígnios das campanhas SOS Matanzas ou SOS Cuba, ou o chamado panelaço, que preparam há vários dias, de modo que em várias cidades de Cuba houvessem manifestações ou motins sociais deste tipo. Isso é muito criminoso, numa hora em que as pessoas precisam estar em casa, se protegendo».

Os revolucionários de San Antonio de los Baños reconheceu Díaz-Canel, as autoridades da província, um grupo de nós, líderes do país chegamos ali, enfrentamos os contrarrevolucionários e falamos com os revolucionários, ou aqueles que nos perguntavam para obter explicações, para mostrar que a rua é dos revolucionários.

Ele lembrou que sabemos que existe outros grupos de pessoas em certas ruas ou praças, em outras cidades do país, onde se concentraram também por esses motivos tão insalubres. «Dou esta informação, também para ratificar que em Cuba as ruas são dos revolucionários, que o Estado, o Governo revolucionário, guiado pelo Partido, tem toda a vontade política para discutir, argumentar e participar com o povo na resolução dos problemas, mas reconhecendo qual é a verdadeira causa dos nossos problemas, sem nos deixarmos confundir».

Aqueles que estão incentivando as manifestações não querem um bem de saúde para Cuba, enfatizou. Lembrem-se que seu modelo é o neoliberal, é a privatização da saúde, dos serviços médicos, da educação, é que cada um se salve como puder, que quem tiver dinheiro possa ir para cuidar da saúde, alertou.

«Nós não vamos abrir mão da soberania, nem a independência do povo, nem a liberdade desta nação. Somos muitos os revolucionários nesta cidade que estamos dispostos a dar a vida e isso não é por slogan, é por convicção. Eles têm que passar por cima de nossos cadáveres se quiserem derrubar a Revolução, e estamos prontos para tudo e estaremos lutando nas ruas».

Sabemos que incidentes desse tipo estão sendo orquestrados nas ruas de Havana e que há massas de revolucionários enfrentando elementos contrarrevolucionários. Separamos os revolucionários confundidos, separamos os habitantes de Cuba que podem ter certas preocupações, mas não vamos permitir que um contrarrevolucionário, mercenário, provoque a desestabilização de nosso povo.

“Por isso convocamos todos os revolucionários do nosso país, todos os comunistas, a tomarem as ruas em qualquer um dos lugares onde vão acontecer essas provocações hoje, de agora em diante e em todos estes dias», disse.

«Como disse no discurso de encerramento do Congresso do Partido, defendemos a Revolução em primeiro lugar, os revolucionários e, na primeira fila, os comunistas, e com essa convicção já estamos nas ruas, não vamos permitir para ninguém manipular nossa situação, nem que alguém possa defender um plano que não seja cubano, que não seja de bem-estar para os cubanos e que seja anexionista. Para isso chamamos os revolucionários e os comunistas deste país», concluiu.







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Musa da febre amarela quer que Lula abra mão da cabeça de chapa e seja vice

A musa da febre amarela (procure por isso na caixa de pesquisas aqui do blog), Eliane Cantanhêde, não se cansa de passar vergonha. A mais nova está na descoberta "genial" dela, publicada em sua coluna de hoje no Estadão.
 
Cantanhêde expõe o preconceito de classe contra Lula, quase sempre escamoteado pela zelite, ao propor, sem corar, na maior cara de pau, a solução já proposta inúmeras vezes por Ciro: A elite (e Ciro) quer os votos de Lula, sem Lula. 
 
No caso, a solução de Cantanhêde, chamada modestamente por ela de "Golpe de Mestre", seria Lula abrir mão da cabeça da chapa presidencial e sair de vice. Disparado em todas as pesquisas, com provável vitória em primeiro turno, Lula chamaria o povo a votar em...
"... quem seria o cabeça de chapa nessa complexa construção política, mas isso é para o próprio Lula e os líderes que o passado nos lega e o futuro já nos oferece, nos três Poderes, nas organizações, na iniciativa privada. Cabe a eles, e a elas, captarem a gravidade do que nós estamos vivendo e reagirem não por interesses pessoais, eleitorais, partidários ou ideológicos, mas pelo bem maior, o Brasil. [na coluna do Estadão]

O problema desses tais líderes é o mesmo do Ciro: falta de votos para ser presidente. E a eleição ainda é direta. E esses que dizem que "pensam no bem maior, o Brasil" são muitos. Bolsonaro inclusive. O slogan dele diz Brasil acima de tudo. Enquanto põe o Brasil a sete palmos abaixo da terra.
 
Os que querem a presidência devem enfrentar Lula no voto popular, que, em última instância, é de onde emana o poder.

O que Cantanhêde (e Ciro) propõem, em última instância, é aquilo que Moro fez na última eleição: proibir Lula de ser o candidato do povo brasileiro. Aquele que liderava a disputa de 2018 e com mais folga ainda lidera agora todas as pesquisas.

Vamos deixar o povo decidir e respeitar sua vontade soberana. Sem fake news ou conchavos pré-eleitorais de quem não tem voto.






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'Deixa eu te contar o que é torcer contra o Brasil, Neymar'


Da jornalista Milly Lacombe este texto que resume bem o sentimento de grande parte dos brasileiros como eu:
Deixa eu te contar o que é torcer contra o Brasil, Neymar

Torcer contra o Brasil é se colocar ao lado de um presidente genocida. É posar sorridente com um candidato que disse que algumas mulheres merecem ser estupradas. É apoiar político que compara negro a gado. É aceitar de bom grado jogar uma Copa América em solo nacional durante uma pandemia, sobre 530 mil corpos, sem jamais se manifestar a respeito da falta de um planejamento nacional decente de imunização ou sequer pedir por vacinação rápida. Torcer contra o Brasil é sonegar imposto de renda, é calar diante de acusações de assédio moral e sexual, é ser conivente com políticas públicas que aprofundam desigualdades.

Torcer contra o Brasil é jamais se colocar politicamente, mesmo diante das maiores evidências de que a população brasileira está sendo vítima de um extermínio. É fingir que não está por dentro das acusações de corrupção na compra das vacinas que poderiam ter evitado a morte de quase 400 mil brasileiros e brasileiras e deixar de emitir nota de repúdio a respeito. Torcer contra o Brasil é ignorar o que está acontecendo no seu país, ignorar o sofrimento de toda uma nação, ignorar o genocídio cometido por uma administração autoritária, desumana, miliciana e seguir sua vida de celebridade vibrante sem usar um mínimo da sua influência para ajudar as pessoas que nasceram nesse país que você diz defender com muito orgulho, com muito amor.

Tudo isso aí é torcer contra o Brasil.

Já apoiar a seleção da Argentina, que joga contra um time de calados covardes que usa a camisa amarela símbolo de um vergonhoso golpe contra Dilma Rousseff, não é torcer contra o Brasil. É, pelo contrário, torcer a favor de alguma decência, de alguma moralidade, de alguma dignidade. Torcer contra uma seleção brasileira que em nada representa sua população, uma seleção que jamais se coloca ao lado do povo, que se encastela em berço esplêndido ao calar diante de situações de injustiças e opressões não é torcer contra o Brasil; é torcer a favor.

Então, Neymar, Tite e companhia, coloquem sua viola desafinada no saco porque todos nós que estamos aqui na luta para derrubar esse governo genocida, e que por isso torcemos pela Argentina, somos, sem nenhuma dúvida, mais patriotas do que qualquer um de vocês. Covardes.







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O Globo ataca Bolsonaro com fake news e acaba fazendo o jogo dele


O perfil de O Globo no Twitter publicou uma chamada para uma reportagem com uma informação falsa sobre Bolsonaro, que está bombando na rede [imagem acima].
'Não posso tomar providência de tudo que chega a mim', diz @jairbolsonaro sobre encontro com Luiz Miranda. glo.bo/3AMPF15
A matéria diz que a afirmação de Bolsonaro foi feita numa entrevista à Rádio Gaúcha, hoje pela manhã. A leitura geral é de que Bolsonaro teria confessado crime de prevaricação. A hashtag #confessou passou a ser uma das mais sinalizadas no Twitter.
 
Fui ao Twitter do repórter da rádio e lá encontrei o vídeo a seguir com uma informação crucial, que desmente a manchete de O Globo.
 
No vídeo, que reproduz o áudio da entrevista, Bolsonaro realmente diz que não pode tomar providências sobre tudo. Mas, ao final diz: "Tomei providência nesse caso". 
 
A simples frase anula a suspeita que a manchete lança sobre Bolsonaro e que está bombando na rede, da suposta confissão de Bolsonaro do crime de prevaricação ao não tomar providência sobre a denúncia do deputado Luis [com S, viu, O Globo, e não com Z) Miranda.

Além de sua outra pensa de defeitos muitíssimo mais graves, Bolsonaro é um mentiroso compulsivo. Por isso ele deve sempre ser confrontado com a verdade. Toda a verdade.

Confira o vídeo, em meu Retweet:







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Advogado dos Bolsonaro, Wassef faz ameaças à repórter que revelou áudios da ex-cunhada de Jair sobre rachadinhas. Bateu desespero na família


O excêntrico advogado Frederick Wassef, que ainda outro dia se trancou no banheiro feminino do Senado, enviou uma mensagem pelo WhatsApp à repórter do UOL Juliana Dal Piva, que recentemente revelou em série de reportagens o envolvimento da família toda (e não apenas Flávio Bolsonaro) no esquema das rachadinhas. 
 
Tem de tudo numa série que se transformou em vídeos com os áudios comprometedores, publicados no UOL. Neles, fica claro que Jair Bolsonaro era o chefe do esquema e participava ativamente dele. Há links para os vídeos no Twitter da repórter.

Hoje, Juliana vem a público denunciar ameaça feito por Wassef [imagem acima], em mensagem enviada ao WhatsApp da repórter. Confira a ameaça, que é puro suco de bolsonarismo [com os erros preservados].

"Queria te entrevistar. Voce e socialista ?? Comunista ???? Soldada da esquerda brava ??? E daquelas comunistas gauchas guerreira ??? Voce acredita mesmo que este sistema politico e bom para a sociedade e as pessoas ???? Por que voce nao vai realizar seu sonho comunista em Cuba, Venezuela , Argentina ou Coreia do Norte ??? Por que nao se muda para a grande China comunista e va tentar exercer sua profissao por la ???? Faca la o que voce faz aqui no seu trabalho, para ver o que o maravilhoso sistema politico que voce tanto ama faria com voce . La na China voce desapareceria e nao iriam nem encontrar o seu corpo. O mesmo ocorre na Venezuela , Cuba e outros paraisos comunistas. Entao pergunto a voce, por que faz o que faz com quem tenta livrar o Brasil da maldita esquerda ??? Voce teve este mesmo empenho e obsessao com aqueles da esquerda que desviaram BILHOES DE DOLARES atravez de mil esquemas fraudulentos ??? A parte de seu amor pelo comunismo, voce vai continuar atendendo os pedidos de sua parceira/chefa para me atacar sem parar . Ela te paga ??? Ou e so muito amor por ela ??? Voces estao namorando ???? Se eu financiar todos os custos de viagem para Caracas na Venezuela , voce iria para la fazer umas materias sobre o que esta acontecendo la ??? Se eu te comprar um belo imovel por la, voce moraria la para realizar seu sonho comunista ???? Por que nao experimenta primeiro na sua pele o que e a esquerda, para depois lutar tanto para atingir o Presidente de seu Pais e trazer o comunismo para o meu amado Brasil. Voce e inimiga da patria e do Brasil. Voce sabia que apos o fim da 2 guerra mundial o mundo foi dividido em 2 blocos??? Esquerda e direita ?? Capitalismo e Comunismo ??? Luz e trevas ???? Voce sabia que a maldita esquerda falhou em metade do planeta terra ??? Em todos oa paises e culturas em que se instalou ??? E que ao contrario do comunismo, o capitalismo deu certo em todos os paises e siatemas ??? Entao por que voce luta fanaticamente com suas materias direcionadas e distorcidas da verdade para induzir em erro o publico ??? A esquerda te paga ??? Voce esta feliz e realizada por atacar e tentar destruir o Presidente do Brasil, sua familia e seu advogado ?????"
A ameaça de Wassef mostra a temperatura do desespero da famiglia, às voltas com acusações de corrupção das rachadinhas e das negociações superfaturadas para a compra de vacinas, além da de prevaricação, por não ter comunicado à PF a denúncia do deputado Luis Miranda sobre irregularidades no contrato da vacina chinesa Covaxin.

A isso soma-se o boato, quase certeza, de que o deputado Luis Marinho tem em seu poder uma gravação que teria feito da conversa com Bolsonaro, que confirmaria o "isso é coisa do [líder do governo, deputado] Ricardo Barros". E, pior: na gravação, de cerca de 50 minutos, estariam envolvidos os nomes de outros dois parlamentares, o senador e líder do Centrão Ciro Nogueira e ninguém menos que o presidente da Câmara, Arthur Lira, que está sentado sobre mais de 130 pedidos de impeachment de Bolsonaro. Continuará assim, se a tal gravação existir e vier à tona?




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Grupo Prerrogativas divulga nota contra ameaça das Forças Armadas à CPI: 'As Forças Armadas não são imunes a críticas. Ao contrário'

O grupo Prerrogativas, formado por juízes, advogados, professores de Direito, antigos membros do Ministério Público, divulgou uma nota condenando a que foi divulgada ontem pelo Ministro da Defesa e comandantes militares das Forças Armadas. Leia a integra:

"O grupo Prerrogativas, que reúne juristas, professores de direito e profissionais da área jurídica, movidos permanentemente pelo resguardo da Constituição da República, vem denunciar o caráter institucionalmente anômalo e ameaçador da nota oficial publicada ontem (7/7/2021) pelo Ministério da Defesa, subscrita pelo respectivo ministro de Estado e pelos comandantes das Forças Armadas.

O nítido propósito da nota consiste na intimidação ao livre exercício das atividades do Senado Federal, na medida em que promove recriminação a um pronunciamento do senador Omar Aziz, presidente da CPI que investiga desvios governamentais no combate à pandemia da Covid-19.

Trata-se, portanto, de ato de intromissão no funcionamento de um dos poderes da República —o Legislativo— que ora desempenha a sua incumbência de controle das ações do Executivo, conforme previsto no texto constitucional e atendendo a determinação do poder Judiciário.

Ao fazê-lo, o Ministério da Defesa reincide em viciadas práticas recentes, notadamente quando, em 2018, o general Villas Boas, então comandante do Exército, acossou o STF com um tuíte divulgado pouco antes do julgamento de um habeas corpus impetrado pelo ex-presidente Lula.

As Forças Armadas não são imunes a críticas. Ao contrário. Mantiveram uma ditadura por mais de duas décadas e até hoje parece que não conseguem conviver com os imperativos da democracia.

O envolvimento de alguns de seus membros, da ativa e da reserva, em graves irregularidades administrativas merece a rigorosa investigação, empreendida pela CPI do Senado. O ataque ao parlamentar que comanda as investigações e que expressa de forma legítima sua perplexidade ante à corrosão moral de alguns oficiais militares não deveria gerar essa reação corporativa e autoritária por parte das cúpulas castrenses.

Na verdade, a manifestação do Senador Omar Aziz, Presidente da CPI, cumpre o relevante papel de revelar os motivos e os autores do fracasso governamental no enfrentamento da pandemia.

É inaceitável que as Forças Armadas continuem a se arvorar como reserva moral da nação e guardião da ordem. Tal propósito não encontra guarida em nossa Constituição. Mais inaceitável ainda é um ministro de Estado, ocupante da pasta da Defesa, produzir mensagem intimidatória ao exercício de um dos poderes da República.

Otto Maria Carpeaux, que em 1940 escapou por um triz do Nazismo na Europa, cunhou a célebre frase “na democracia, se baterem à porta de sua casa de madrugada, é o leiteiro”. Todas as democracias do mundo dormem tranquilas. Em nenhum país civilizado e democrático a democracia deve sofrer ameaças de forças militares.

Lamentavelmente, no Brasil, passa dia, passa mês, passam anos e lá vêm de novo as Forças Armadas ameaçando as instituições democráticas. Sequestraram o leiteiro, para que nunca saibamos que, quando alguém bate na porta, é ele mesmo —o leiteiro— ou algum pretendente a ditador.

O Brasil caminha para 600 mil mortos causadas pela pandemia em cujo descontrole um dos ministros da Saúde era exatamente um militar da ativa. A CPI instalada no Senado busca apurar as responsabilidades, havendo confiáveis pesquisas mostrando que a omissão governamental causou, no mínimo, 150 mil mortos a mais.

É disso que precisamos: apurar as responsabilidades por esse genocídio. E não de ameaças à democracia."






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