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Midia corporativa prova do próprio veneno e chora lágrimas de crocodilo


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Flávio Bolsonaro pode acabar com o PIX para bajular Trump?


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Corrupção e mentiras do governo Tarcísio começam a ser reveladas. Rompendo a blindagem


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Como Bolsonaro, Moro mente até quando fala a verdade



A conja de Moro, Rosângela, estava certíssima quando disse que via Bolsonaro e Moro como uma coisa só. E são mesmo. Na mentira, por exemplo, são iguaizinhos.

Moro está sendo atacado pela Polícia Federal de Bolsonaro (assim como o Exército é "meu Exército", como diz o Jair), por ter afirmado que "Hoje não tem ninguém no Brasil sendo investigado e preso por grande corrupção".

É verdade, mas é também mentira, porque quando Moro foi ministro da Justiça, a quem a PF é subordinada, também não havia. Pelo contrário, a única grande ação da PF sob Moro foi pressionar o porteiro do Vivendas da Barra, que havia afirmado e relatado na papeleta do condomínio que quem dera autorização para o motorista entrar para pegar o assassino de Marielle fora Jair Bolsonaro.

Após a visita da PF de Moro, o porteiro, que trabalhava (ainda trabalha?) no condomínio há anos, disse que havia se enganado...

Exatamente como faz Bolsonaro quando afirma que fez a transposição do São Francisco, obra que ele pegou com 96,9% pronta, segundo relatório de seu próprio ministério do Desenvolvimento Regional.

Assim como quando Bolsonaro diz que distribuiu centenas de milhões de doses de vacina. É verdade. Mas também é mentira, porque ele sempre foi contra as vacinas, trabalhou contra elas e apenas fatura em cima.

Assim como no caso do primeiro Auxílio Emergencial, quando Bolsonaro infla a boca para dizer que deu o auxílio de R$600, o que é verdade e é mentira, porque esse valor foi apesar dele, como rebateu o relator do projeto, deputado Marcelo Aro:

Presidente, isso não é verdade. Vamos contar a história real? Fui relator do projeto. Seu governo foi contra o meu relatório desde o primeiro momento. Vocês não admitiam um valor acima de R$ 200,00.

Na linha dos dois mentirosos, a PF emite nota hoje em resposta à frase de Moro, em que afirma:

Com o intuito de preservar a imagem de umas das mais respeitadas e confiáveis instituições brasileiras, a Polícia Federal repudia a afirmação feita pelo pré-candidato Moro de que a corporação não tem autonomia.

O Brasil inteiro sabe que a PF bolsonara trabalha para o governo e não para a população, e os exemplos são muitos, sendo o mais recente o caso da delegada  Silvia Amélia, que solicitou à Interpol a prisão do blogueiro bolsonarista foragido Allan dos Santos e foi punida com o afastamento do cargo.

Além dela, há pelo menos mais 17 que foram remanejados por contrariarem Bolsonaro, como mostra esta reportagem do Metrópoles, que dá nomes e motivos do afastamento de cada um deles.

No governo das fake news, tudo é mentira, até quando é verdade. 

De verdade verdadeira mesmo só a dura realidade dos mais de 640 mil mortos por COVID, do desemprego, dos milhões de famílias passando fome no país do gado e do agronegócio, e dos bancos com lucros bilionários.

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Dr. Drauzio: 'Bolsonaro é um ativista empenhado de corpo e alma em disseminar o novo coronavírus'


Do doutor Drauzio Varella, na Folha:
O que faz um ministro da Saúde se prestar ao papel desprezível de mentir?
 
É injusto considerarmos o presidente apenas um negacionista. Não vamos minimizar seu papel nesta pandemia: ele é um ativista empenhado de corpo e alma em disseminar o novo coronavírus.

Desde o início da epidemia, justiça seja feita, ele faz tudo o que está a seu alcance para que o vírus infecte o maior número possível de brasileiros: condena o uso de máscara, promove aglomerações, recomenda medicamentos sem atividade antiviral e retardou o quanto pôde a aquisição de vacinas.

Finalmente, quando entendeu que o peso da opinião pública ameaçava seu futuro político, autorizou a compra, mas não se vacinou, para servir de exemplo aos seguidores. A pressão para que seus colaboradores fizessem o mesmo deve ter sido tão persuasiva que um de seus ministros, general da reserva, admitiu ter se vacinado às escondidas, “para não criar problemas”.

Havemos de reconhecer o esforço do nosso dirigente máximo para realizar o sonho de atingir a inatingível imunidade coletiva, não importa que ao preço de tantas mortes. Envolveu tirar máscara de criancinha em público, recrutar médicos para defender remédios inúteis, estimular redes sociais para espalhar falsidades, arregimentar parlamentares para repeti-las, desacreditar os profissionais que ousaram defender evidências científicas e, entre outras medidas, nomear e demitir três ministros da Saúde, até chegar ao atual.

Imagino que não tenha sido fácil para sua excelência encontrar um substituto tão dócil quanto o general que chefiava o ministério anterior, homem que não se envergonhava de dizer que aceitara o cargo “sem conhecer o funcionamento do SUS” e que seu relacionamento com o chefe “era simples assim: um manda, o outro obedece”.

No entanto, a julgar pela confusão armada pelo ministro atual a respeito da vacinação dos adolescentes, na semana passada, a persistência presidencial foi muito bem sucedida. Levou a vantagem de que o escolhido trouxe para o ministério a credibilidade que nós, médicos, costumamos desfrutar na sociedade.

Numa entrevista coletiva, o ministro levantou suspeitas sobre possíveis efeitos colaterais da vacina da Pfizer em adolescentes, que estariam a exigir avaliações “cuidadosas” do Ministério da Saúde.

Queixou-se de que alguns estados aplicavam vacinas não autorizadas pela Anvisa para uso nessa faixa etária, sem dizer quais. Não contente, deixou no ar que a morte de uma adolescente em São Paulo talvez guardasse relação com a vacina recebida uma semana antes.

Para completar, acrescentou que a vacinação dos adolescentes, programada para ter início dia 15 de setembro, seria suspensa, porque fora abandonada no Reino Unido e contraindicada pela Organização Mundial da Saúde. Duas mentiras deslavadas.

O que teria levado um ministro da Saúde a mentir e a levantar suspeitas infundadas sobre uma vacina testada e aprovada em estudos internacionais, administrada com segurança em adolescentes nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia e na América Latina?

A resposta é simples: um manda, o outro obedece, como ficou claro na live do cordato ministro sentado ao lado do presidente, apresentada no mesmo dia. A justificativa foi a de atender a um “sentimento” do chefe, muito “preocupado com os jovens que são o futuro deste país”.

Na verdade, o senhor ministro se prestou ao papel desprezível de desacreditar uma vacina importante, apenas para esconder a falta dela em quantidade suficiente para imunizar os adolescentes e, ao mesmo tempo, administrar a terceira dose para os mais velhos, vacinados há mais de seis meses com a Coronavac ou a AstraZeneca.

Suas excelências devem ter concluído que pegava mal junto ao eleitorado reconhecer a falta de uma vacina negligenciada pelo governo, quando foi insistentemente oferecida pela Pfizer, no ano passado.

O que faria um ministro honesto diante da situação atual? Viria a público para dizer que a falta de disponibilidade da vacina da Pfizer, para administrá-la aos adolescentes e oferecê-la como reforço aos mais velhos, só nos deixava uma saída: dar preferência aos que correm mais risco de morrer. Todos estaríamos de acordo.

Preferiu, no entanto, lançar dúvidas sobre a segurança de uma vacina aprovada pela Anvisa, apenas para atender a um apelo político de seu chefe. Assim agindo, assegurou fidelidade irrestrita e se perfilou ao lado dele na luta pela disseminação da epidemia.





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Quando Globo, Folha, Estadão dizem ter informação 'de dentro do PT', se não é mentira é wishful thinking


O Globo dá matéria dizendo que Lula e setores do PT estariam pedindo ao candidato do PT à prefeitura de São Paulo Jilmar Tatto que renuncie à disputa.
 
O distinto leitor, a querida leitora que me honram já imaginaram Lula chegando para um repórter do Globo ou da Folha ou Estadão para dar uma informação sigilosa, que compromete a candidatura do Partido?
 
Ou é mentira ou é manifestação do desejo dela de que seja assim, wishful thinking.
 
Nossa mídia comercial é antiPT. E usa de todas as armas para mantê-lo distante do poder. 
 
Prefiro acreditar nas palavras do próprio Lula, que comentou pedido do jornalista Mino Carta de que Tatto renunciasse em favor de Boulos. Olha o que Lula disse:
"Minha relação com Mino Carta é tão forte e verdadeira que Mino pode falar o que quiser, escrever o que quiser. É um desejo dele, mas o que ele tem que aprender é que eu sou partidário. Meu partido teve um processo doloroso, sete candidatos disputando uma prévia e o Jilmar ganhou. Sou muito amigo do Boulos, muito mesmo. Mas o PT tem candidato e meu candidato é o Jilmar. Eu vou tentar trabalhar para que ele tenha mais voto que os outros adversários, é só isso. Se não tiver, paciência. Mas não dá para eu entrar em campo e, por o adversário ter marcado um gol, eu já sair de campo. Eu quero ganhar o jogo", disse Lula.
 
 Portanto, não caiam nessa. Se você é petista e vota em São Paulo, vá de Tatto, 13.



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