Aviso aos navegantes

Em respeito aos Finados, este blog volta ao ar apenas na próxima segunda, dia 6 de novembro (ou a qualquer momento, em "edição extraordinária"). Até lá, preparo novidades.
Grato pela visita.

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Alckmin: 'O incrível candidato que encolheu'

Muitos analistas e cientistas políticos estão deitando falação sobre a história do incrível candidato que encolheu. Cada um tem uma explicação mais mirabolante para o sumiço de quase dois milhões e meio de votos do candidato tucano, entre um turno e outro.

Este blog também tem a sua: Alckmin não encolheu, simplesmente voltou a seu tamanho original. A exploração midiática do "escândalo do dossiê", especialmente nos últimos dias do primeiro turno, inflou artificialmente os números do tucano. Quando a pizza esfriou, a carruagem virou abóbora e Geraldo "Mike Tyson" Alckmin voltou a ser o Picolé de Chuchu.

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Quase R$ 500 mil complicam eleição do tucano Cássio na Paraíba

Reportagem de O Globo

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A culpa é do Lula

Se amanhã as urnas confirmarem os números divulgados por todas as pesquisas, o candidato tucano terá menos votos do que no primeiro turno. E não é pouca coisa não: alguns milhões de votos de Alckmin sumiram entre um turno e outro.

Dizem que ontem, no debate da Globo, em um dos intervalos, Alckmin teria se aproximado de Lula e feito a pergunta:

- Candidato Lula, onde estão os meus votos?
- O dado concreto é que eles estão comigo.

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Jogaram R$ 325 mil pela janela na Paraíba

Fiscais da Justiça Eleitoral da Paraíba apreenderam no início da noite de ontem uma caixa com 65 pacotes de R$ 5 mil, cada, totalizando R$ 325 mil, juntamente com 40 camisas amarelas e dezenas de contas de água e luz.

O material foi jogado pela janela de um prédio comercial, assim que os fiscais chegaram ao escritório do empresário Olavinho Cruz. Segundo o Correio da Paraíba, o empresário se negou "a abrir a porta para a entrada dos fiscais e tentou livrar-se do material que potencialmente o incriminaria. Para tanto, jogou malas e camisas pela janela, na expectativa de que alguém de sua confiança recolheria e sumiria com as supostas provas".
A apreensão foi feita por volta das 19h, causando grande tumulto na Epitácio. Populares que se aglomeraram na porta do Concorde passaram a gritar palavras de ordem como "Fora Cunha Lima!" e tiveram que ser afastados por agentes da Polícia Federal que chegaram logo após os fiscais do TRE.
Um homem não identificado foi contido ao avançar sobre a máquina fotográfica do jornalista Stanley Talião, repórter do CORREIO da Paraíba. Ele seria um auxiliar de campanha do governador Cássio Cunha Lima (PSDB), mas não conseguiu evitar que o material apreendido fosse fotografado.

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Afrouxem os cintos, o saque sumiu!

Primeiro, sumiu um aeroporto. Depois, o avião que teria decolado dele. Agora, sumiu o depósito que Agnaldo Henrique Lima disse que "teria sido feito" [olha o "teria" aí, gente!] em sua conta e que "teria completado" o valor de R$ 250 mil, que ele "teria entregado" a Hamilton Lacerda para ajudar na compra do dossiê. A Polícia Federal descobriu que é tudo mentira, segundo o Estadão:
"A história é inconsistente e não se mostrou verdadeira", disse o superintendente da Polícia Federal, em Cuiabá, Daniel Lorenz. Agnaldo será indiciado por falsidade ideológica, segundo Lorenz.
Segundo ele, a farsa foi descoberta depois que a PF foi ao banco e constatou que não havia os saques alegados por Agnaldo. Agnaldo Lima agora será indiciado por falso testemunho.

A Reuters acrescenta um detalhe à informação:
Segundo a assessoria de imprensa da PF, em Brasília, Agnaldo foi levado à mídia por Rosely Souza Pantaleão, que se apresentou como jornalista. As investigações do órgão descobriram que ela é servidora pública em Pouso Alegre [MG] e secretária-executiva do PSDB local.

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O que esperar do debate de hoje à noite na Globo?

Nada. Para a Rede Globo, há bastante tempo o foco de qualquer notícia é a própria TV Globo. Não importam, por exemplo, os problemas do Brasil, mas como a TV Globo mostra esses problemas. Um exemplo gritante disso é o ônibus da TV Globo, que ficou conhecido como Priscilão, que ocupava boa parte do Jornal Nacional, com entrevistas corriqueiras e comentários banais, com ares de grande novidade.

O mesmo vai acontecer no debate de hoje à noite. Enquanto os que aconteceram nas outras emissoras privilegiaram o confronto de idéias entre os candidatos, com a possibilidade de perguntas diretas entre eles, na Globo a coisa vai ser bem diferente. Inventaram uma fórmula que tem tudo para transformar o debate num festival de generalidades.

Serão quatro blocos. Nos três primeiros, os candidatos responderão a perguntas feitas por convidados sorteados entre um grupo de 80 eleitores indecisos, selecionados pelo Ibope em todo o país. Apenas no último bloco os candidatos farão perguntas entre si, antes das considerações finais.

É a cara da Globo: montam um cenário fabuloso, cercam o evento de uma produção fantástica, mas matam o que haveria de mais interessante: o último confronto entre os dois candidatos, a dois dias das eleições, para uma grande audiência.

Por que inventar? Por que não deixar que Lula e Alckmin debatam entre si, com temas livres? Porque aí não seria a Rede Globo.

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Comentário sobre o debate entre os candidatos ao governo do Rio


SOCOOORRRRRO!!!


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O Paraná também quer ver as fotos do dinheiro

Este blog estranha que até o momento os "indignados úteis" não tenham se manifestado contra a decisão da Justiça do Paraná, que proibiu a divulgação, pela Polícia Federal, de fotos do dinheiro e do material apreendido em um hotel em Curitiba. Seriam dólares, reais e material contra o candidato Roberto Requião (PMDB).

O pedido de proibição foi feito pelo adversário de Requião, o candidato Osmar Dias (PDT), irmão do "indignado" senador Álvaro Dias (PSDB). A decisão da Justiça é tão radical, que os meios de comunicação estão proibidos de tocar no assunto, sob pena de multa.

Alô, "indignados úteis", cadê o brado a favor da PF, da liberdade de expressão? Cadê as fotos do dinheiro?

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Manifesto anti-racista

Gêmeos, em foto na capa do JB

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Por que voto em Lula de novo

"Goste-se ou não, o liberalismo é a ideologia dominante na nossa época.
(...) Cabe ao Estado assegurar condições propícias ao mercado, tornando estimulante empreender.
(...) Mas ainda não surgiu um candidato que pregue o liberalismo sem meias medidas. Alckmin poderia ter sido esse candidato (não será outro o vetor de seu governo, em caso remoto de vitória), mas que marqueteiro o deixaria correr tamanho risco?"

- trechos de um artigo de Otavio Frias Filho, diretor de Redação da Folha


Os liberais estão inconformados, revoltados mesmo, com a possibilidade de mais quatro anos de um governo que acham "populista", por medidas como o Bolsa Família, o Luz para Todos, o aumento do salário-mínimo, a redução de impostos na cesta básica alimentar e na de material de construção para a casa própria, do crédito facilitado para aposentados, pensionistas e pequenos investidores...

Por isso, voto em Lula. São necessários mais quatro anos de Lula para que se pare com essa conversa fiada de que Bolsa Família é esmola, que o Brasil necessita é de mercado liberado (menos na hora do prejuízo, porque aí a Viúva "auxilia")... O Bolsa Família é um programa com regras - como, por exemplo, a que obriga a criança a comparecer à escola, ao médico, a tomar as vacinas - que contribuirão para um futuro melhor para o país, onde o Bolsa Família - aí sim - se tornará supérfluo. Mas isso não acontece de hoje para amanhã.

E enquanto o médio e o longo prazo não chegam, o que fazer com a legião de miseráveis que cerca as grandes cidades, com os mendigos - adultos e, tragicamente, crianças - alcoólicos, viciados em cola, benzina, thinner, esmalte, crack - muitos deles já completamente irrecuperáveis; o que fazer com os camponeses sem terra atropelados pelo agrobusiness; o que fazer com os que trabalham para os traficantes, para o crime em geral, se não há mercado de trabalho legal para eles; o que fazer com aqueles para quem o futuro já passou, que não se alimentaram a tempo, não estudaram direito, não têm o mínimo preparo para enfrentar esse mundo altamente competitivo do mercado liberado; aproveitarmos nossa imensa fronteira marítima e lançá-los ao mar, sem bote ou salva-vidas?

Se foram necessários oito anos de governo FHC para que o brasileiro se visse livre da dependência da correção monetária, que o fazia viciado em inflação, precisamos agora de mais quatro anos de Lula no governo para que o país entenda de uma vez por todas que se acabou o tempo de planejar o Brasil sem levar em conta os mais pobres. Por isso, sou Lula de novo.

(Leia aqui um manifesto de mais de 500 professores contra a candidatura Alckmin, publicado no Blog Entrelinhas. Leia aqui uma lista de professores que votam em Lula)

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Afrouxem os cintos, o avião sumiu!

Calma, não é postagem repetida.

Em sua coluna, o jornalista Claudio Humberto continua afirmando que o Cessna (que "teria levado" os dólares que "seriam uados" para a compra do dossiê contra Serra) partiu do aeroporto de Nova Iguaçu - aquele que matéria de O Globo diz que está desativado há três anos. Para Humberto, "o Cessna teria [olha o "teria" aí de novo] enganado o controle de vôo, avisando que decolava de Parati e não de Nova Iguaçu (RJ)". Ah bom...

Mais adiante, Claudio Humberto dá uma informação mais trepidante. Só que agora sai o "teria" e entra o "estaria":
O avião Cessna usado pela gangue do dossiê estaria escondido em Maricá (RJ), segundo denúncia recebida ontem pela CPI dos Sanguessugas.

Ontem sumiu a pista. Quem sumiu agora foi o avião!...

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Ameaçou bater em Lula, levou uma surra nas urnas

O senador tucano Artur Virgílio (AM) sofreu uma derrota acachapante, em sua tentativa de governar o estado do Amazonas. Virgílio, que lá é conhecido como Artur Neto, teve apenas 75900 votos. O vencedor, Eduardo Braga, quase 700 mil. Com sua votação ridícula o senador não se elegeria nem deputado federal por aquele estado.

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Afrouxem os cintos, a pista sumiu!

Ontem, a grande novidade no caso do dossiê era a incrível descoberta de que os dólares flagrados com petistas no Hotel Íbis "teriam vindo" de uma corretora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A grana "teria chegado" a São Paulo voando num Cessna, que "teria partido" do aeroporto de Nova Iguaçu e "teria pousado" no Campo de Marte, em São Paulo.

Hoje, numa nota escondidinha na página 13 de O Globo, lê-se o seguinte:
(...)...o aeroclube de Nova Iguaçu está inativo há três anos. Segundo a relação dos aeroportos oficiais do governo do Rio de Janeiro, não há qualquer outra pista na Baixada.


De "teria" em "teriam", afrouxem os cintos - e riam -, a pista sumiu!

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A grande mídia na campanha anti-Lula

reprodução de O GloboA parcialidade da grande mídia na cobertura desta eleição está tão na cara, que começam a pipocar dentro das redações manifestações de insatisfação quanto a esse comportamento. Hoje, a contrariedade foi manifestada na crítica interna do jornal O Globo, feita pelo jornalista Aloizio Maranhão, e publicada na página 3 do jornal. Diz Maranhão: "Na página 3 de ontem: A inclusão da foto de Lula na coluna 'Mais petistas envolvidos' [reproduzida aqui ao lado] passa a idéia errada de que é certo que o presidente participou do esquema de compra do dossiê. Pelo menos até agora não há provas disso".

Que a campanha do candidato tucano fique procurando encontrar perna em cobra, como na atual tentativa de atingir Lula via Gilberto Carvalho, é do jogo político - jogo baixo, mas do jogo. Mas a mídia comprar a versão dos oposicionistas é o fim da picada. Por causa das ligações de Gilberto Carvalho para Lorenzetti - efetuadas depois da prisão dos petistas no Hotel Íbis - querem associá-lo ao dossiê, para chegar a Lula.

A pergunta que faço é: para quem deveria ligar Gilberto Carvalho, após saber, logo pela manhã, que petistas haviam sido presos pela PF com uma montanha de dinheiro em São Paulo? A resposta óbvia é: para a pessoa encarregada na campanha pela parte de informação e contra-informação - no caso do PT, pelo chamado "núcleo de inteligência". E quem era o responsável por esse núcleo? Jorge Lorenzetti.

O ex-ministro José Dirceu também está sendo artificialmente envolvido no caso, por haver recebido duas ligações - não atendidas - de Lorenzetti, e de ter posteriormente retornado uma ligação, numa conversa que durou três minutos, muito tempo antes das prisões no Hotel Íbis.

Não demora muito para que acusem todos os brasileiros que tomam banho em chuveiros Lorenzetti de serem suspeitos no caso do dossiê.

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Em cartaz, o racismo no Brasil

Racismo. Foto de Thiago Bernardes / Diário de S. Paulo

Três jovens brancos foram presos na madrugada de ontem, em São Paulo, quando colavam cartazes racistas, como este da foto, contra a cota para negros nas universidades. Um deles estava armado com um soco-inglês (também na foto).

Depois ainda há quem diga - como o diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel - que não existe preconceito racial no Brasil. A todos esses recomendo o documentário "Blue Eyes", de Jane Elliot. E não me venham falar que a atitude dos jovens é uma resposta ao sistema de cotas, e que, este, sim, estaria estimulando o racismo no país, como sustenta Kamel. Uma coisa é a pessoa ser contrária ao sistema de cotas. Outra, bem diferente, é ser racista -, como os jovens que colavam os cartazes - é afirmar que não existe racismo no Brasil. O que vocês acham?

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Efeitos do choque de gestão de Alckmin na primeira página da Folha

SP reduz 80% das obras

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A insegurança do Rio na primeira página de O Globo

Ladrão rouba ladrão

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Para quem ligou o delegado Bruno?

Com toda essa onda de quebra de sigilo telefônico, este blog estranha a ausência, até o momento, de um pedido de quebra do sigilo do delegado Edmilson Bruno, e da delegacia da PF em São Paulo - esta, apenas no dia da prisão de Gedimar e Valdebran. Seria interessante descobrir se não partiu de Bruno a informação que levou as equipes de reportagem das campanhas de José Serra e de Geraldo Alckmin a chegarem à sede da PF, antes de qualquer outra. Seria interessante também saber com quem falou o delegado Bruno, no período em que acabou fotografando e distribuindo ilegalmente as fotos do dinheiro apreendido no Hotel Íbis.

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'Lula sim' e 'Lula não' desfilam em paz na Zona Sul do Rio

Passeata na orla. Foto O Globo

Terça-feira passada, critiquei aqui a violência na campanha, incentivada por Jorge "Essa Raça" Bornhausen e pelos gurus dos "indignados úteis", que ficou estampada na foto da publicitária que teve parte do dedo decepada por uma mordida.

Pela foto aqui acima, parece que houve paz no encontro entre partidários do "Lula sim" e os do "Lula não", ontem pela manhã, na orla da Zona Sul do Rio. Não há notícia de violência. Segundo O Globo - que publicou a foto - houve apenas provocações bem-humoradas. Ainda bem.

Após as eleições - qualquer que seja o resultado - segue a vida. Os perdedores têm o direito legítimo de recorrer à Justiça, caso não concordem com o resultado. Apenas isso. E todos nós temos o legítimo direito de defender nossos candidatos, sem que sejamos agredidos por isso.

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Quem está mentindo, a Veja ou o lobista?

Os "indignados úteis" tentaram de tudo. Oraram desesperadamente por santa Veja - alguns chegaram até a usar diariamente na coxa por duas horas um anel com pontas de ferro chamado cilício. Mas a matéria de capa da Veja não lhes trouxe a redenção consagradora. Pelo contrário, parece que mais uma vez teremos que esperar para ver o que há de verdade na reportagem, porque trecho fundamental dela está sendo contestado pela Folha de São Paulo.

A matéria da Veja, que pode ser lida na íntegra no Blog Entrelinhas, afirma em certo trecho o seguinte:
Lulinha e Kalil mantêm-se mergulhados no mutismo sobre a real dimensão dos negócios e interesses que ajudaram em Brasília. Não falam também sobre seus despachos na sala ao lado da do lobista APS, bem como sobre suas andanças por empresas privadas e gabinetes federais. O assessor da dupla, procurado por VEJA, conversou com a revista. Disse que Kalil esteve na mansão do lobista APS, mas que Lulinha jamais colocou os pés lá. APS desmente o assessor de Kalil e Lulinha. Ele confirma que o filho do presidente despachava no escritório cedido por ele.

No entanto, em matéria da Folha, hoje, o lobista desmente a informação de Veja.
O lobista Alexandre Paes dos Santos negou ontem que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, sócio da produtora de filmes Gamecorp e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tenha usado uma das salas de seu escritório em Brasília para atuar em defesa dos interesses da Telemar no governo federal.
APS, como é conhecido, admite, no entanto, que Kalil Bittar, sócio de Fábio Luís na Gamecorp, esteve no local "eventualmente", mas só até o final do ano passado.
(...) "O Fábio Luís nunca esteve no escritório. Só o vi em fotos publicadas pela imprensa. O Kalil eventualmente ia lá, mas ele não tinha nenhum negócio com o escritório. Usou uma sala por conta de um acordo operacional que mantenho com a Arlete [Siaretta]", disse APS.

Como uma afirmação anula a outra, a conclusão óbvia é que um dos dois está mentindo. Será o lobista? Ou será que houve novamente algum problema de capa com a Veja, como daquela vez com o caso Ibsen Pinheiro?

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ConversaAfiada: Boechat contradiz Ali Kamel

Em seu site ConversaAfiada, Paulo Henrique Amorim publica declaração do editor-chefe do Jornal da Band, Ricardo Boechat, em que este contesta afirmação do diretor de Jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, de que não existiam informações seguras sobre o acidente com o Boeing da Gol, até o momento em que o Jornal Nacional saiu do ar, no dia 29 de setembro. Essa afirmação de Ali Kamel foi reiterada no comentário que enviou a este blog (e que está aqui nesta postagem) e também em matéria paga na edição da revista CartaCapital deste final de semana.

A seguir, trecho da postagem, que pode ser lida na íntegra aqui:
Recebi às 18h30 desta sexta-feira, dia 20, um telefonema de Ricardo Boechat, editor-chefe do Jornal da Band. Ele acabara de ler a Carta Capital com a carta de Kamel e a reportagem de Raimundo. Me disse Boechat:
1) O Jornal da Band sai do ar imediatamente antes de o Jornal Nacional começar.
2) A última notícia do Jornal da Band no dia 29 de setembro foi o desastre da Gol.
3) Foi uma notícia que dizia que o avião da Gol tinha caído: não era uma notícia especulativa.
4) O Jornal da Band tinha conseguido confirmar a informação 3 minutos antes de acabar.
5) O primeiro boletim da Band, ao vivo, com mais detalhes do desastre, foi ao ar durante o Jornal Nacional.

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O procurador Avelar e a mídia no 'escândalo do dossiê'

trecho de reportagem de O GloboO procurador da República Mário Lúcio Avelar repete o comportamento padrão da grande mídia, no seu tratamento "isento" e "equilibrado" dos fatos. Reportagem do jornal O Globo informa que Darci Vedoin confirmou, em depoimento à Justiça Federal do Mato Grosso, que "deu dinheiro ao empresário Abel Pereira em troca de liberação de recursos do Ministério da Saúde na gestão do ex-ministro Barjas Negri (PSDB), que também foi secretário-executivo do ministério na gestão de José Serra". O depoimento de Darci confirmou um anterior, feito na quarta-feira, por Ronildo Medeiros, que declarou que "pagava 6,5% a Abel [o empresário Abel Pereira] para cada veículo vendido ao Ministério da Saúde", também na gestão tucana de Barjas Negri.

É aí que entra o comportamento do procurador Mário Lúcio Avelar nessa história. Ele, para quem não se lembra, é o mesmo procurador do caso Lunus, aquele que detonou a candidatura de Roseana Sarney, em 2002, e agora está cuidando do "escândalo do dossiê". Como mostra a imagem aí ao lado, que é uma reprodução de trecho da reportagem de O Globo, ele não quis comentar as declarações de Darci Vedoin, embora tenha acompanhado todo o depoimento. E tratou logo de mudar o foco e informar que vai insistir na quebra do sigilo bancário da mulher de Freud Godoy, que não tinha nada a ver com o que fora dito ali. Por isso, afirmo que ele repete o comportamento padrão da grande mídia, especialmente no tal "escândalo do dossiê": quase não falam do dossiê em si, nem nas graves acusações contra a gestão tucana no ministério da Saúde, e centram o fogo nos "aloprados" e sua ridícula tentativa de comprar o dossiê.

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'Indignados úteis' oram por milagre de 'santa Veja'

Toda semana os alckmistas oram para que santa Veja traga aquela matéria que derrube Lula. Após as últimas pesquisas então... Há "indignados úteis" prometendo passar oito anos comendo chuchu (sem duplo sentido...), caso a Veja consiga finalmente detonar o presidente. Os sem votos pretendem lotar a basílica de Aparecida com ex-votos no formato do fruto do chuchuzeiro.

Tenho recebido e-mails e comentários de que desta semana não passa: a Veja vem com tudo... Mas, sem querer dar uma de estraga-prazeres, gostaria de lembrar aos fiéis da Veja que eles não devem ir com muita sede ao pote. Mesmo que a reportagem de capa de agora seja "demolidora", é bom aguardar ao menos mais uma semana.

Já imaginaram se, mais uma vez, é descoberto um rombo na matéria, quando mais de um milhão de capas já estiverem prontas? A reportagem irá às bancas e aos incautos assinantes mesmo com o erro, e apenas na outra semana surgirão as correções. Há precedente.

Portanto, como vive dizendo nosso presidente, vão com calma, porque cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

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Estratégia da campanha de Alckmin depende da mídia anti-Lula

trecho de reportagem de O GloboEles já nem se preocupam em disfarçar mais. Taí descrita, demonstrada, escancarada a dobradinha dos tucanos com a mídia, como mostra este trecho de reportagem de Gerson Camarotti, publicada na página 12 de O Globo, hoje. A demanda da campanha tucana é por manchetes contra a candidatura do presidente Lula. E a grande imprensa cumpre com seu papel desavergonhadamente.

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Diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel mais obscure que esclarece

A seguir, alguns comentários sobre o artigo do diretor de Jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, publicado no Observatório da Imprensa. O artigo foi a forma que Ali Kamel encontrou para responder à matéria de capa da revista CartaCapital, que pode ser lida na íntegra aqui.

Por que o JN não noticiou desaparecimento do Boeing da Gol

Ali Kamel:
"As primeiras informações sobre o desaparecimento de um avião nos chegaram quando o JN já estava havia muito no ar (o telejornal teve início às 20h). Imediatamente, nossas equipes saíram à cata de informações, que eram escassas e sem confirmação. Seria um avião de passageiros que estava desaparecido ou atrasado? Ele era da Gol ou da Embraer? Ele sumiu em Mato Grosso, indo para Brasília, ou no Pará, indo para Manaus? Em nossas redações, foi aquela correria, mas todos tínhamos uma convicção: só poríamos a informação no ar quando tivéssemos certeza dela."

Bom, não sei como é feita a apuração do JN, mas o site da Gol traz a seguinte informação, que teria sido postada às 20:10:00 daquele dia 29 de setembro:
A Força Aérea Brasileira está tentando localizar um Boeing da GOL que desapareceu do radar depois de um choque com um avião menor, Legacy, disse à rádio o presidente da Infraero, José Carlos Pereira.
"A Força Aérea está no local do choque. Mais uma hora, uma hora e meia e talvez a gente consiga ter alguma coisa (informação)", disse Pereira à CBN.
Segundo a emissora, o Legacy conseguiu pousar na Serra do Cachimbo, no sul do Pará.
Mais cedo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que um avião da Gol com 155 pessoas havia sumido nas imediações de São Felix do Araguaia (MT), na região da Amazônia.(clique aqui para ver foto da página da Gol, com a data e o horário)

A rádio CBN não pertence às Organizações Globo? Rádio e TV não se falam? As informações que Ali Kamel disse que não tinham no JN, enquanto batiam cabeça, estavam todas na entrevista do presidente da Infraero. Não valeriam, ao menos, uma nota?

Por que apenas no Jornal Nacional?

O CD com as fotos foi entregue aos repórteres às 10h30min, no entanto, elas só foram publicadas na internet no início da noite, e divulgadas pela Globo apenas no Jornal Nacional, conforme pediu explicitamente o delegado Bruno, como mostra este trecho da transcrição da conversa do delegado com os repórteres [os destaques são meus]:
Delegado Edmilson Bruno - Não, tem que sair hoje à noite (...) pode ser no jornal da Globo no primeiro horário, não pode ser à tarde...
Repórter - por exemplo (...)
Delegado Edmilson Bruno -Tem que sair no Jornal Nacional e na Ana Paula Padrão. Isso aí vazou ontem, então tem que fazer hoje de manhã. O que não pode é perder (...) tem que entrar no jornal logo no primeiro horário da noite, não pode já sair no Jornal Hoje.

Se tinham o material desde as 10h30min, por que não foi divulgado no Jornal Hoje? Por que o jornalismo da Globo, dirigido por Ali Kamel, subordinou a divulgação da informação às ordens do delegado?

As perguntas que Ali Kamel não respondeu

Em outro trecho de seu artigo, Ali Kamel afirma:
De resto, diante do questionário que Maurício Dias me mandou, tomei a decisão de não responder especificamente a nenhuma das perguntas, porque todas partiam de premissas falsas ou relatavam episódios que simplesmente não existiram.

A seguir, as perguntas que Ali Kamel afirma partirem de premissas falsas, para que o leitor faça seu julgamento:

1. Qual foi o critério adotado para a distribuição de tempo e espaço para os candidatos? Qual o princípio que norteou o critério adotado?
2. O critério adotado para esta eleição presidencial foi o mesmo das eleições anteriores ou, mais precisamente, o mesmo da eleição de 2002?
3. Por que, a partir do estouro do escândalo do dossiê, o Jornal Nacional não citou que 70% das ambulâncias da Planam foram liberadas na gestão do PSDB?
4. O Jornal Nacional, como ocorreu na edição de 23 de setembro, faz referência, com precisão, aos petistas Oswaldo Bargas, Jorge Lorenzetti e Expedito Veloso como "assessores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva", mas, quando se refere, nesse mesmo dia, às relações do senhor Barjas Negri com Luiz Antonio Vedoin, da máfia das ambulâncias, diz que ele é "ex-ministro do governo passado"? Não há, no caso, um tratamento desigual? (Em várias edições essa situação se repete.)
5. Por que, em nenhum momento, o JN não destacou um repórter para a investigação das relações de Barjas Negri e Abel Pereira em Piracicaba?
6. Temos informações seguras, que podem ser confirmadas pela equipe do SP-TV, de que um diretor da Globo vetou perguntas politicamente incômodas para o candidato a governador José Serra.
7. Na cobertura das eleições para o governo de São Paulo, os repórteres receberam a orientação de fazer entrevistas com os candidatos, nas ruas, com perspectivas propositivas. Ao candidato do PT, Aloizio Mercadante, não era dado espaço para falar do PCC e da perda de controle da ação policial no estado. Contrariamente, na campanha presidencial, era dado espaço amplo para críticas (justas ou injustas, não entramos no mérito) ao candidato Lula.
8. Sabe-se que foram produzidas matérias (pelo menos uma) sobre Abel Pereira. A reportagem foi editada, mas não foi ao ar. Qual o critério adotado nesse caso?
9. A Globo tem o áudio da conversa do delegado que entregou as fotos do dinheiro para a imprensa, mas não o divulgou. Além disso, adotou critérios diferentes para divulgar as fotos (obtidas ilegalmente) na véspera da eleição e não divulgar o dossiê de Cuiabá sob a alegação de que o material estava sob suspeita.
10. É fato que até hoje os telespectadores do JN não viram o governador eleito de São Paulo, José Serra, discursar na cerimônia de entrega das ambulâncias, ao lado de deputados sanguessugas. Por quê?

Ali Kamel ou é uma coisa ou outra

Ainda sobre as perguntas de Maurício Dias, Ali Kamel afirma:
Numa delas, por exemplo, indaga-se por que a TV Globo não destacou um repórter para investigar a participação de Abel Pereira na máfia das sanguessugas; em outra pergunta, afirma-se que a TV Globo engavetou uma ou mais reportagens sobre Abel, uma delas já editada e que nunca teria ido ao ar. O repórter não se deu conta de que é ou uma coisa ou outra. Mas se há dúvidas sobre as minhas respostas, reitero aqui: as premissas das perguntas eram sempre falsas.

Aqui, Ali Kamel se refere às perguntas 5 e 8. A 5 quer saber por que a Globo não destacou uma equipe para investigar as relações de Barjas Negri e Abel Pereira em Piracicaba. A 8 afirma que foi produzida e editada uma matéria sobre Abel Pereira, mas não foi levada ao ar. Uma só excluiria a outra se a tal reportagem que foi editada e não foi ao ar fosse sobre as relações de Barjas Negri e Abel Pereira em Piracicaba. E, se for esse o caso, por que não foi ao ar? O diretor da Globo também não respondeu.

Atualização: 21/10. Recebi por e-mail as seguintes informações de Ali Kamel:

. Por que não foi divulgado o acidente com o Boeing da Gol:
O site que o senhor menciona como sendo da Gol não é da Gol linhas aéreas. Aliás, nenhum de nós pode descobrir o que é aquilo. O site da Gol é o seguinte: http://www.voegol.com.br/. Verifique você mesmo. As notícias do site que você menciona são todas piratas. Os horários não condizem com a verdade. Fiz uma extensa pesquisa. Uma nota que eles reproduzem da Agencia Estado, como tendo ido ao ar supostamente às 20h40, foi publicada pela Agência Estado às 22h10 (basta pesquisar no site da agencia).
Da mesma forma, é absolutamente mentirosa a afirmação do site de que postou a notícia da CBN às 20h10. A menos que o site fique num lugar com fuso horário diferente do nosso, não sei. Porque a CBN pôs a primeira informação no ar sobre o desaparecimento do avião às 20h38, mesmo assim com informações muito precárias. Por exemplo, o número do vôo mencionado é errado. A nota falava no vôo 8565, quando todos hoje sabem que o correto é 1907. A CBN só voltou ao caso às 21h10, desta vez, sem dar o número do vôo. A entrevista com o presidente da Infraero entrou somente no ar às 21h15.
Tudo isso é facilmente provado, porque rádios têm, por lei, que manter o registro de tudo o que vai ao ar, numa fita mestra.

. Por que a reportagem não foi ao ar no Jornal Hoje?
Por que não saíram no Jornal Hoje? Porque a Globo não põe nada no ar sem checar autenticidade. Mesmo recebendo de uma fonte credenciada. É zelo. É cuidado.

. Quanto às perguntas de Maurício Dias:
Sobre as perguntas, insisto: partem de premissas falsas ou relatam episódios que não existiram. Digo e repito isso. Partem de premissas falsas ou relatam episódios que não existiram. Esta é a verdade.

O leitor tire suas conclusões.

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Resultado da enquete: Quem será o próximo presidente?

Desconcertado com o resultado final da enquete aqui do blog, que perguntava "Quem será o próximo presidente do Brasil?", procurei empresas absolutamente suspeitas para uma recontagem. Tentei mandar os votos para aquela empresa brasileira que disse que daria o resultado das eleições do Equador no mesmo dia, mas até o momento ainda não o fez. Ela se recusou. Tentei então aquele pessoal que fez a contagem de votos na eleição mexicana. Nada feito. Procurei aquela outra galera, que garantiu a vitória de Bush na Flórida. Sem sucesso. Todos alegaram temer a fúria dos "indignados úteis", que já começaram a mostrar os dentes... Então, muito a contragosto, e para alegria dos alckmistas, informo o resultado final da enquete deste blog. É incrível, mas o Chuchu venceu de goleada. Será que a maioria dos que vêm a este blog são alckmistas?

Alckmin - 2105 votos (67,49%)
Lula - 1014 votos (32,51%)

(Amanhã, comento aqui artigo do diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel, publicado no Observatório da Imprensa)

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O papel da TV Globo na divulgação das fotos do dinheiro

Leio no Blog do Mino que a história do delegado Bruno é mais complicada e eletrizante do que parece. Segundo Mino Carta, o envolvimento da TV Globo no episódio da divulgação das fotos é maior e mais comprometedor. Ao Mino:

Aqui vai outra informação das mais representativas dos comportamentos globais. No dia 28 de setembro, o infatigável delegado entregou as fotos ao repórter da Globo que atende pelo sobrenome de Tralli, o qual, solerte, as entregou aos superiores. Logo a emissora tomou a decisão de evitar ser acusada de repetir a ação golpista perpetrada contra Lula em 1989, na vergonhosa manipulação do debate com Collor. Donde, sugeriu ao Bruno que chamasse os repórteres de outros jornais e emissoras, e que repartisse o tesouro entre eles. Diligente, o delegado atendeu a sugestão no dia seguinte.

Atualização (20/10): Em postagem posterior, Mino Carta disse que sua informação sobre a entrega do CD a Tralli no dia 28 estava errada.

E o diretor de Jornalismo da Globo Ali Kamel ainda afirma que "se tem uma coisa que tem alegrado a nós, jornalistas da TV Globo, é o alto grau de isenção que temos conseguido imprimir na cobertura dessas eleições".

Mas o distinto público está reclamando. Hoje, mais cartas de leitores denunciam a "cobertura isenta" do jornal O Globo. Um deles ironizou a "solução isenta" do jornal, que ilustrou o comício de Lula no centro do Rio com a fotografia de um engarrafamento de ônibus...

(Ainda hoje, o resultado da enquete do blog: "Quem será o próximo presidente do Brasil?")

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O Globo tira pelo menos 30 mil de Lula

Lula no RioEm sua edição de hoje, o jornal O Globo deu mais uma prova de seu "jornalismo de resultado". Conforme mostra reprodução de trecho da capa do Jornal do Brasil, aqui ao lado, a manifestação pró-Lula ontem no Rio contou com a participação de 40 mil (segundo a Polícia Militar) ou 50 mil pessoas (segundo os organizadores). O Globo fez uma conta de diminuir. Pegou os 50 mil dos organizadores e diminuiu pelos 40 mil da PM. Resultado: segundo O Globo, 10 mil pessoas participaram do evento...

(Atenção: Hoje é o último dia da enquete sobre a corrida presidencial aqui do blog, único lugar onde Alckmin está ganhando de Lula.)


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Quanto vale o compromisso da Veja com a verdade

A revista preferida dos éticos alckmistas, onde escrevem dois dos gurus dos "indignados úteis", tem história. Uma delas foi contada pelo jornalista Luiz Costa Pinto, e você pode conhecê-la na íntegra clicando aqui. Vou resumir:

Conta o jornalista que recebeu uma informação bomba contra um político muito famoso na época, o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS). Ele estava em evidência, fora presidente da Câmara dos Deputados, liderara o processo do impeachment de Collor, e muitos o viam como um forte candidato à presidência da República.

A informação que chegou a Luiz Costa Pinto é de que fora descoberto um depósito de um milhão de dólares na conta de Ibsen, o que provaria que ele estava envolvido em corrupção. O jornalista, que trabalhava na sucursal de Brasília, avisou à chefia e escreveu a reportagem, que ganharia a capa da revista no final daquela semana.

Tudo parecia bem, até que Luiz Costa Pinto recebeu uma ligação da chefia de redação da Veja, dizendo que a apuração havia conferido os valores apontados por ele e chegara à conclusão de que o valor certo não era US$ 1 milhão, mas apenas US$ 1 mil. Passo a narrativa para Luiz Costa Pinto:
Liguei para Paulo Moreira, então editor-executivo de Veja.(...) “Paulo, tem jeito?”, perguntei. “Não”, cravou-me ele, friamente. “Já rodamos 1 milhão e 200 mil capas. E jogar fora 1 milhão e 200 mil capas é um prejuízo impagável. Podemos, ainda, mexer no texto dentro da revista – mas isso vai atrasar a remessa para o Rio de Janeiro e para o interior de São Paulo”, advertiu-me ele. “Vê se consegue, em 10 minutos, alguém para sustentar em on essa dolarização de US$ 1 milhão”, sugeriu.

Luiz Costa Pinto conseguiu o depoimento, e a Veja foi para as bancas e endereços de seus assinantes. Com a informação que eles sabiam que estava errada. Sustentaram a mentira para não terem que refazer um milhão e duzentas mil capas. Foi quanto valeu naquela ocasião o compromisso de Veja com a verdade.

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Manchete do Globo liga PT a facção criminosa

Anteontem, O Globo publicou a seguinte manchete, em sua primeira página: "PT usará facção do crime para abafar dossiê".

Somente hoje o jornal publicou cartas de leitores reclamando da manchete capciosa. Numa delas, o leitor critica a manchete, que "deve ter levado leitores menos atenciosos, ou aqueles que apenas lêem as manchetes, a pensar que o PT estaria envolvido com uma facção criminosa". Outro leitor protesta: "O Globo não deveria fazer uso de trocadilhos, ou duplo sentido, em uma disputa tão relevante quanto a pela Presidência da República".

A resposta do jornal: "A manchete do Globo em nenhum momento tentou sugerir ligação do PT com uma facção criminosa. Se alguns leitores fizeram essa leitura, isso se deve a um erro de formulação do jornal."

Ah, bom...

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Datafolha: Lula abre 20 milhões de votos de vantagem

Ontem, com a divulgação do resultado da última pesquisa Datafolha, a eleição acabou para Alckmin. Para que se tenha idéia do tamanho da dificuldade do candidato tucano, até o dia da eleição ele terá que tomar mais de 900 mil votos de Lula por dia, todos os dias, inclusive os dois sábados e o domingo que restam, e Lula não ganhar mais um miseravelzinho voto sequer. Convenhamos, não é provável que isso aconteça, não?

A Alckmin e aos alckmistas resta apenas o caminho do tapetão.

(Hoje é o último dia da enquete sobre a corrida presidencial aqui do blog, único lugar onde Alckmin está ganhando de Lula.)

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A quem interessa a violência na campanha?

Escrevi ontem aqui uma cena carioca que presenciei no domingo. Infelizmente, a seqüência dos fatos - que não acompanhei - acabou na delegacia e no hospital.

Danielle Tristão. Foto O DiaPara quem não quiser ir ao link, resumo: assisti a uma divertida guerra de palavras de ordem entre adeptos do "Lula não" e do "Lula sim". Só que a coisa não acabou bem, como mostra a foto aqui ao lado. A publicitária Danielle Tristão - que está na foto, e é da corrente "Lula sim" - teve parte de seu dedo anular decepada pela jornalista Ana Cristina de Castro - da corrente "Lula não". A mordida foi tão violenta, que a parte do dedo não pôde ser reimplantada, o que levou o cirurgião a dizer que nunca vira nada assim: "Só mesmo com pitbull, já que parte do osso foi retirada".

Era possível prever que a coisa terminaria em selvageria. Que a partir do instante em que os "indignados úteis" começassem a perceber que não conseguiriam impedir no voto a vitória de Lula, partiriam para a violência.

Não é outra a pregação de seu guru, o senador pefelista Jorge "Essa Raça" Bornhausen (PFL-SC), um sem voto que não concorreu a nada, porque sabia que seria derrotado. Ele deu a senha para o grupo dos "indignados úteis", quando afirmou que gostaria de se ver "livre dessa raça pelos próximos 30 anos". "Essa raça" é gente como a Danielle, que teve parte do dedo amputada por uma mordida raivosa.

Mas Bornhausen é apenas o guru, o "ideólogo-mor" dessa turma, que tem em sua linha de frente Mainardi, Jabor e Reinaldo, que pregam diariamente o preconceito, o ódio, a desmoralização de qualquer pessoa que identifiquem como lulistas, petistas ou mesmo os que não são uma coisa nem outra, apenas votam em Lula. Para a turma do Bornhausen, os que agem assim são ignorantes, corruptos, corrompidos ou agem de má-fé, porque pensam diferentemente deles, que se acham os donos da verdade, os iluminados.

Felizmente, o Brasil é muito maior que nós todos. Após as eleições - qualquer que seja o resultado - segue a vida. Os perdedores têm o direito legítimo de recorrer à Justiça, caso não concordem com o resultado. Apenas isso. E todos nós temos o legítimo direito de defender nossos candidatos, sem que sejamos agredidos por isso.

Disso tudo, resta uma observação que li no Blog do Gadelha:
Curioso, vi muitas camisetas com "Lula Sim" e com "Lula Não". Não vi nenhuma com "Alckmin Sim"...

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O que o diretor da Globo disse, e o que não disse

A revista Carta Capital enviou ao diretor-executivo de Jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, uma série de perguntas sobre a cobertura das eleições feita por eles.

Como resposta, o diretor-executivo afirma que todos na Globo estão muito alegres com a cobertura e cita um elogio do presidente Lula, como prova da imparcialidade da Globo. Às palavras de Ali Kamel [o destaque é meu]:
"Uma das mais recentes manifestações nesse sentido veio do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em carta à TV Globo, justificando a ausência no debate na antevéspera da eleição, escreveu: 'Aproveito para reafirmar o meu respeito à TV Globo e parabenizá-la pelo trabalho isento que vem fazendo na cobertura destas eleições'."

Esquece-se Ali Kamel que a manipulação feita pelo Jornal Nacional quando da apresentação das fotos do dinheiro apreendido com os petistas patetas aconteceu depois do debate. Portanto, o elogio do presidente não se aplica a ela.

Falta ainda responder: Por que os telespectadores não foram informados da existência do diálogo gravado (diálogo que foi publicado pelo repórter da Globo Luiz Carlos Azenha em seu site) entre o delegado Bruno e os repórteres a quem entregou o CD com as fotos? Por que não foram informados que o delegado exigiu que o material fosse exibido no Jornal Nacional? Por que a Globo não divulgou a gravação (com o áudio distorcido para preservar a fonte) da conversa entre Bruno e os repórteres?

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Anúncio do TSE faz propaganda do 45

TSE 45

A denúncia está na página 10 de O Globo, hoje.
Reparem bem. São apenas dois pinos, os dois candidatos. E o número 45 no alto.

Como se lê, o chefe da assessoria de Comunicação do TSE, Renato Parente, afirma que o filme foi passado para vários jornalistas e o fato não foi notado. Traduzido, isso quer dizer: os jornalistas não abriram "seus bicos"...

Ainda segundo o assessor, "o tribunal toma o maior cuidado para que não haja qualquer favorecimento". Imaginem se não tomasse.

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Reportagem da Veja sobre Freud Godoy

A reportagem de capa da Veja deste final de semana criou toda uma celeuma. Nela, há a informação de que Freud Godoy e mais três pessoas teriam ido até a carceragem da PF, no meio da noite, para ter uma conversa clandestina com Gedimar, um dos petistas patetas presos no Hotel Íbis. Segundo a Veja, por causa dessa conversa Gedimar mudou seu depoimento, afirmando que falou no nome de Freud, apenas por sentir-se pressionado pelo delegado Bruno - aquele mesmo que distribuiu as fotos capturadas clandestinamente.

O que me chama a atenção é o seguinte: por que Freud Godoy se daria ao trabalho de ir até a PF, e com mais três pessoas, se poderia simplesmente conversar com o advogado de Gedimar a pedir a ele que passasse a seu cliente tudo o que queria lhe dizer? Por que Freud - um homem da área de segurança - se arriscaria a uma visita clandestina, que poderia muito bem vazar para a imprensa?

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Cena carioca: 'Lula não', 'Lula sim', no Bracarense

Domingo é o dia em que muitos religiosos vão a suas igrejas. Alguns, a mais de uma. Também é o meu caso. Mas, como não sou religioso, faço uma peregrinação por lugares freqüentados por outros devotos.

Não havia notado nenhuma modificação em nenhum desses locais, até que cheguei ao Bracarense, no Leblon. Estava cheio, como de hábito. E, nele, havia algumas pessoas com camisetas pretas, onde era possível ler "Lula não", em letras brancas. Percebi que em várias outras mesas havia outras tantas pessoas com camisetas brancas, onde se lia "Lula sim", em letras vermelhas. Mas todos tomavam seus chopes e comiam seus salgados, tranqüilamente. Até que chegou um novo grupo de camisetas brancas. Foi recebido com uma sonora vaia pelos camisetas pretas.

Começou então uma cena que, acho, só poderia acontecer no Rio, e talvez apenas no Bracarense. Os dois grupos começaram a trocar insultos e palavras de ordem, mas mantendo o bom humor. E, logo, os freqüentadores estavam divididos, mais ou menos como apontam as pesquisas, 57% "Lula sim", 43% "Lula não".

- Uuuuuuuuuu! - vaiaram os camisetas pretas.
- Sanguessuga! Sanguessuga! - responderam os camisetas brancas.
- Bandido! Bandido!
- Ão, ão, ão! A Daslu vai perder para o sertão!
- Ladrão! Ladrão! Lula não!
- Lula sim! Lula sim! Porque não penso só em mim.

Depois, voltaram a seus chopes. E eu a minha peregrinação. Era por volta das cinco da tarde.

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Reportagem da Carta Capital denuncia jogo sujo da mídia

Carta CapitalHá uma matéria imperdível nas bancas. É capa da revista Carta Capital. Escrita pelo jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, a reportagem "Os Fatos Ocultos" conta os bastidores da divulgação das fotos com montanhas de dinheiro dos petistas patetas presos pela PF no Hotel Íbis, em São Paulo. Saem muito mal na história as Organizações Globo e os jornalões Estadão e Folha.

Como sei que a Carta Capital não chega a todos os locais do país, tomei a liberdade de postar aqui no blog a maior parte da reportagem. Não deixe de lê-la. Depois deixe seu comentário aqui.

Clique aqui para ler a reportagem.

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TV Globo, Folha, Estadão, Jovem Pan omitiram informações e mentiram

Desde o dia 2 de outubro, está no site do jornalista da TV Globo Luiz Carlos Azenha a informação de como se deu a entrega do CD com as fotos do dinheiro apreendido com os petistas patetas no Hotel Íbis. O título da reportagem não deixa dúvidas sobre como tudo aconteceu. Leia, a seguir, trechos retirados do site:
'Delegado combinou com jornalistas versão sobre o vazamento de fotos'
O delegado Edmilson Bruno, da Polícia Federal, foi enfático ao ser confrontado por repórteres diante do prédio da Polícia Federal: era inocente da acusação de ter vazado as fotos do dinheiro apreendido com petistas.
Algumas horas antes, ele havia se encontrado sigilosamente com quatro repórteres para dar um CD que continha as imagens.
Pediu que cópias fossem feitas e distribuídas.
Pelo menos dois dos repórteres que se encontraram com o delegado deixaram o gravador ligado durante a conversa.
Tive [Azenha] acesso ao conteúdo da gravação. O som é nítido.
O delegado explica que, no dia anterior, tinha participado da perícia do dinheiro apreendido:
- Os peritos tiraram fotos e eu também tirei - [delegado Edmilson Bruno].
Edmilson contou aos jornalistas como pretendia explicar ao chefe a aparição das fotos na mídia:
- Alguém que roubou e deu para vocês, disse ele.
Os repórteres pouco falaram. Ninguém protestou contra a versão ensaiada pelo delegado:
- O que vai parecer? Que alguém roubou e vazou na imprensa.
O delegado disse aos repórteres que o superintendente da PF em São Paulo e o delegado encarregado do caso não sabiam da existência das fotos.
É difícil descrever o ambiente a partir da gravação de algumas vozes, embora as palavras fossem nítidas.
Ficou claro que o delegado tinha pressa, que queria espalhar as fotos e que contava com a ajuda dos quatro jornalistas para fazer isso.
(...)
Não havia repórter da TV Globo entre os jornalistas que se reuniram informalmente com o delegado, numa calçada.
Edmilson Bruno parecia preocupado com o momento certo para divulgar as fotos.
Em uma coisa foi enfático:
- Tem que sair hoje à noite na TV. Tem que sair no Jornal Nacional.

Leia a íntegra aqui no site do Azenha.

O repórter teve acesso à gravação. O Estadão, a Folha, a TV Globo, a rádio Jovem Pan também. Por que omitiram a informação de seus telespectadores/leitores/ouvintes? Pior: por que mentiram, divulgando informações do delegado Bruno, sobre um suposto roubo do CD com as fotos, que sabiam falsas?

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Lula versus Alckmin: O que está em jogo

A coligação A Força do Povo (PT-PRB-PCdoB), que apóia a reeleição do presidente Lula, deu um tiro no pé ao pedir ao TSE para retirar do ar um comentário de Arnaldo Jabor na rádio CBN. O pior é que o TSE atendeu...

O que a campanha de Lula ganha com isso? Em primeiro lugar, mais antipatia da mídia, que vê o caso como uma forma de censura - o que efetivamente é. Em segundo lugar, a proibição repercutiu o comentário do Jabor, aumentando exponencialmente sua audiência.

Porque, afinal, quem lê o Jabor? A turma de sempre, os "indignados úteis", que vêem Jabor, Mainardi e Reinaldo como a Santíssima Trindade antiLula. Quando o estoque de veneno contra o presidente e o PT está na reserva, eles correm aos textos de um dos três, como os carros vão aos postos de gasolina para o reabastecimento - só não me perguntem onde lhes é enfiada a mangueira...

No tal comentário, Jabor destila seu preconceito, quando divide assim o país: "De um lado, São Paulo e a complexa experiência de Estado industrializado, rico e privatista. De outro, a voz dos grotões, onde o estado ainda é o provedor dos vassalos famintos".

Esquece-se Jabor, que esse São Paulo que ele elogia foi construído às custas da outra parte do país. Os sucessivos governos, anteriores a Lula, promoveram com subsídios e incentivos a industrialização de São Paulo, enquanto os "grotões" serviam apenas de criadouro para mão-de-obra barata. As verbas para os "grotões" iam direto para o bolso dos coronéis da região, como compensação para as quantias infinitamente maiores que eram deslocadas para São Paulo.

Querem uma prova de como São Paulo foi sempre privilegiado? A Constituição de 1988 determinou que todos os produtos tenham a cobrança do ICMS efetuada na origem, com exceção do petróleo e da energia elétrica. Agora, respondam-me: se a Bacia de Campos fosse em SP, o ICMS seria cobrado na origem ou no destino?...

E essa é - a meu ver - a grande burrice desse pedido de retirada do ar do comentário de Jabor. Deveria não só ficar ali, mas ser repercutido por toda a campanha do presidente Lula, mostrando o que há por trás da campanha de Alckmin: uma luta da grande indústria paulista (mas não só dela) pela volta dos privilégios, às custas de cortes em programas sociais como o Bolsa Família, por exemplo, que leva um pouco de dignidade e esperança aos tais "grotões".

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'Núcleo de inteligência' da campanha de Lula continua ativo

É incrível a capacidade que o "núcleo de inteligência" da campanha do presidente Lula tem para consultar a Ofélia (aquela que só abre a boca quando tem certeza...), antes de agir ou emitir opiniões sobre os mais diversos assuntos. Ontem, foi a vez do coordenador geral da campanha do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, opinar sobre cortes de gastos públicos num possível segundo governo Lula. Reparem as manchetes que suas declarações originaram:

- Folha: PT vai dar reajuste menor a servidor se vencer eleição
- Estadão: PT admite que novo governo Lula terá de cortar gastos
- Globo: Coordenador contradiz Lula e prevê corte de gastos públicos
- Correio: Aumento menor para servidores

É certo que os jornalões pinçaram frases das declarações de Garcia, que foram retiradas do contexto, para produzir o efeito desejável pelo "jornalismo de resultado" que praticam. Mas o coordenador queria o quê? Esse é o jogo que a grande mídia vem jogando. Andam com um rádio desse tamanho, com o Tim Maia a todo volume cantando "Me dê motivo"... Deram...

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O desastre do Boeing da Gol: perguntas para confundir versus perguntas para esclarecer

A contra-informação já está comendo solta. Antevendo o tamanho do prejuízo com indenizações que terão de pagar aos parentes das vítimas do Boeing da Gol, o "lado de lá" começa a espalhar fumaça para tentar encobrir o que todas as investigações até o momento estão apontando: a culpa dos pilotos do Legacy pelo acidente.

Ontem, o jornal O Globo publicou reportagem e entrevista com o major-brigadeiro Renato Costa Pereira, ex-secretário da Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci) e ex-presidente da Comissão Latino-Americana de Aviação Civil. Segundo ele, não se pode afirmar que tenha havido colisão. Acha muito improvável, mas levanta outra hipótese, a meu ver mais improvável ainda:"Se tivesse alguma coisa caindo do Boeing, talvez pudesse ter causado aquele estrago no Legacy"...

O brigadeiro também chama atenção para um outro detalhe, para ele de suma importância:
O Boeing, que estava numa altitude de 37 mil pés, levou de seis a dez minutos para chegar ao chão. Nesse tempo, dá para fazer muita coisa. Tem que checar se houve o mayday (pedido de socorro). Se não houve, por que não houve?

Brigadeiro, existem muitas perguntas que ainda não foram respondidas, especialmente pelos pilotos americanos: por que o transponder parou de funcionar em Brasília e voltou a funcionar, providencialmente, logo após o acidente? Por que o rádio de comunicação do Legacy funcionou normalmente até Brasília, depois ficou subitamente no volume mínimo (fato registrado na caixa-preta), e só voltou a funcionar normalmente após a colisão? E, fundamentalmente, a pergunta que tem que ser respondida por eles:
Por que não seguiram o plano de vôo e estavam a 37 mil pés, quando deveriam estar a 38 mil?


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São Paulo deixa filho de presa sem leite materno

Reportagem na Folha, hoje:
Presas em cadeias públicas e carceragens de distritos policiais em São Paulo, que ainda esperam julgamento, são separadas de seus filhos logo após o parto e impedidas de amamentar, apesar de o centro hospitalar criado pelo governo para essa finalidade ter, oficialmente, sobra de vagas.
(...)
A Constituição Federal e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) asseguram às presas o direito de amamentar seus filhos recém-nascidos. Também determinam ao poder público o dever de criar condições para isso.

Ainda segundo a reportagem, algumas mães estariam sendo induzidas a tomarem injeções para interromper a lactação.

Governador Lembo, despenteie suas sobrancelhas nessas delegacias e bote a lei para funcionar, porque - filhas de presas ou não - as crianças querem e precisam mamar!

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Datafolha, Vox Populi, Ibope apontam liderança folgada de Lula

Pesquisas segundo turno 2006

Todas as pesquisas apontam uma liderança folgada do presidente Lula. A pouco mais de duas semanas da eleição, as chances de Alckmin virar o jogo são praticamente nulas. Só não afirmo que são nulas porque nunca se sabe o que o "núcleo de inteligência" da campanha de Lula pode aprontar...

(Estive fora do ar, por causa da finalização de um trabalho. Aos que postaram comentários, minhas desculpas pela demora em publicá-los.)

(Só agora percebi no painel do Blogger que esta é a postagem número 1002 deste blog.)

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Ainda sobre o debate da Band entre Lula e Alckmin

Pelos comentários que recebi de leitores, fiquei com a impressão de que fui o único eleitor de Lula que achou que Alckmin venceu o debate de domingo. Mas uma notícia da Agência Estado mostra que outro eleitor de Lula pensa como eu: o próprio Lula. Inclusive usando os mesmos argumentos:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu a assessores que estava despreparado para a avalanche de críticas e acusações do candidato tucano e que se saiu muito mal nos dois primeiros blocos do debate na TV Bandeirantes.
Ele concluiu que precisa trabalhar melhor o próximo debate. A surpresa, no entanto, não foi só de Lula. O comando de sua campanha também esperava um Geraldo Alckmin menos agressivo, mais tucano. Enfim, mais parecido com o Alckmin do primeiro turno.
Uma reunião de emergência feita pela coordenação da campanha de Lula pôs a culpa do "despreparo" do candidato petista nas costas das assessorias do governo, que teriam repassado a ele números brutos, sem preparação.

Taí, assumido pelo governo, o que declarei ontem: os "gênios" que prepararam o presidente para o debate se surpreenderam com a atitude de Alckmin. Mas, qual atitude? Isso é outra conversa mole. Peguem todas as declarações de Alckmin dos últimos tempos, e ele diz rigorosamente as mesmas coisas que disse no debate, com as mesmas palavras e o mesmo tom. Se chegou a passar do ponto, a partir de determinado momento, mostrando-se arrogante, foi exatamente porque se empolgou tanto com o efeito que suas platitudes provocaram em Lula, que exagerou.

A avaliação interna do debate foi tão desfavorável à performance do presidente que a expectativa é de que aconteça um "efeito Roriz":
Foi lembrado até um episódio que envolveu o próprio PT, na eleição para governador de Brasília, em 1998. No último debate, o então governador Cristovam Buarque (PT) humilhou seu adversário Joaquim Roriz (PMDB). Abertas as urnas, Roriz venceu a eleição.

Pois é, compararam a performance do presidente à de um Roriz humilhado... E ainda contam para a imprensa...Sinal de que o "núcleo de inteligência" continua em ação...

Embora tenha reconhecido que não foi bem, o presidente mostrou-se disposto a participar de todos os debates. Mas, agora, preparado:
"Já entendi. A única coisa que eles querem é isso (falar de corrupção). Então vou me preparar para isso", disse Lula, ainda no avião, logo depois do debate, de acordo com relato do governador eleito da Bahia, Jaques Wagner.

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O debate entre Lula e Alckmin na Band

Antes do debate de ontem à noite entre Lula e Alckmin, andei lendo que debate não se ganha, debate se perde. Bobagem. Quem pensava assim, certamente teve de rever seus conceitos, porque Alckmin ganhou o debate de ontem.

O presidente Lula bem que tentou ser o Lulinha paz e amor da campanha passada, mas Alckmin o marcou em cima e, especialmente nos dois primeiros rounds, quer dizer, blocos, não deixou o presidente jogar. O que se viu foi um Lula atônito, na defensiva, que só conseguiu equilibrar um pouco o debate a partir do terceiro bloco.

Os "gênios" que participaram da preparação do presidente para o debate devem ser do tal setor de inteligência, que se julgava desativado. Afinal, o que eles esperavam? Alckmin, segundo as pesquisas, está atrás de Lula, e tão perigosamente atrás, que não basta ao tucano conquistar votos entre indecisos e eleitores de outros candidatos, mas, fundamentalmente, tirar votos do presidente. Então, que alternativa lhe restava a não ser a de marcar em cima e atacar, tentando contaminar o governo com o caso do dossiê? O que é incrível é que o presidente deixou-se surpreender por um Alckmin que repetiu exatamente os mantras que recita todo dia. Inclusive do mesmo modo.

Os que lêem este blog sabem que declarei meu voto a Lula. Mas penso com minha cabeça, e o que vi ontem foi uma vitória clara de Alckmin. O que isso vai representar na campanha, não sei. Muito se comenta que debates não influenciam o momento do voto. Mas também se dizia que debates não se ganham, debates se perdem. Alckmin mostrou que não é bem assim. Vamos aguardar as próximas pesquisas. Se elas refletirem as manchetes dos principais jornais do país, o presidente Lula pode respirar aliviado. Elas estão - surpreendentemente a meu ver - neutras. Falam que os candidatos trocaram acusações, mas não apontam um vencedor. Que, para mim, houve.

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Debate entre Lula e Alckmin hoje na Band

Debate Lula e Alckmin

Na apresentação que faz em seu site do debate de hoje à noite, a Band afirma que "as regras do debate são uma depuração de todas as experiências anteriores da Band". E são mesmo. O debate privilegia o confronto aberto entre os candidatos: cada um poderá fazer cinco perguntas ao adversário.

O debate começa às oito da noite, terá cinco blocos, duração prevista de 2 horas e 10 minutos e será mediado pelo jornalista Ricardo Boechat. Veja como será, bloco a bloco:

No primeiro bloco, os dois candidatos respondem, por ordem de sorteio, a uma pergunta única do mediador.
Pergunta do mediador: 45 segundos
Resposta: 2 minutos
Na sequência, ainda no primeiro bloco, Lula e Alckmin terão direito a fazer uma pergunta ao adversário.
Pergunta: 45 segundos
Resposta: 2 minutos
Réplica: 1 minuto
Tréplica: 1 minuto

O confronto de idéias se intensifica no segundo e terceiro blocos, quando candidato pergunta para candidato. No segundo bloco Lula e Alckmin poderão fazer três perguntas cada. No terceiro bloco, cada candidato pergunta duas vezes.
Pergunta: 45 segundos
Resposta: 2 minutos
Réplica: 1 minuto
Tréplica: 1 minuto

No quarto bloco quatro jornalistas da Band, Franklin Martins, Joelmir Beting, Fernando Vieira de Mello e José Paulo de Andrade fazem perguntas aos candidatos. Cada jornalista pergunta uma vez . Cada resposta é comentada pelo outro candidato e o que respondeu tem direito à tréplica. Serão duas perguntas para cada candidato.
Pergunta: 45 segundos
Resposta: 2 minutos
Comentário ( réplica): 1 minuto
Tréplica: 1 minuto

No quinto bloco, cada candidato poderá fazer mais uma pergunta ao adversário e na sequência terá 3 minutos para as considerações finais.

O evento que acontece na sede da Band no Morumbi, em São Paulo, será transmitido em rede nacional pela Band, Bandnews (canal por assinatura), Rádio Bandeirantes e Bandnews FM. Acompanha o debate no estúdio da Band uma platéia de 200 pessoas formada por convidados da emissora, dos partidos e jornalistas.

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Os pilotos americanos e o acidente com o Boeing da Gol

A pressão de alguns congressistas, jornais e até associação de pilotos dos Estados Unidos não podem fazer o governo brasileiro liberar os pilotos americanos do jato que colidiu com o Boeing da Gol e matou 155 pessoas.

Tudo o que foi investigado até o momento leva a crer que os dois - sabe-se lá por quê - simplesmente desligaram o transponder, um aparelho que informaria onde estavam, a que altitude etc. Por que fizeram isso, eles têm que ficar aqui para explicar - se é que têm explicação para um gesto que só pode ser classificado como arrogância (de estar num país subdesenvolvido, no meio da selva) ou estupidez mesmo.

O fato é que a alegação deles de que o transponder não funcionou, não cola. Por vários motivos. O primeiro, e mais importante, é que o transponder voltou "milagrosamente" a funcionar, logo após o acidente, quando eles necessitavam de socorro para pousar o jato danificado. O segundo é que, pelas regras da aviação, com transponder ou sem transponder, se não há possibilidade de comunicação, deve-se seguir o plano de vôo previamente estabelecido - e este dizia que o jatinho não deveria estar onde estava.

Os pilotos precisam ficar aqui para responder pelo que fizeram. Nada a ver com anti-americanismo. Por acaso, eles são americanos. Mas poderiam ser russos, dinamarqueses, cubanos ou iraquianos. Têm que ficar até que o caso seja esclarecido, já que tudo indica que foram os (ir)responsáveis pela tragédia. O que vocês acham?

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Mistérios no caso do dossiê

Os tucanos e a mídia em geral querem saber a origem do dinheiro que foi flagrado com dois petistas patetas no Hotel Íbis.

Os petistas e lulistas querem saber como e por que os petistas patetas entraram nessa.

Eu me satisfaço com uma única informação: por que a equipe de TV de Alckmin foi a primeira a chegar à sede da PF em São Paulo, antes das grandes emissoras de TV, dos jornais, rádios, revistas e portais de notícias da internet?

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FHC e o Brasil dividido

Em uma entrevista ao jornal argentino La Nación, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso assume com todas as letras que um dos principais motivos que levaram à existência de um segundo turno foi o jogo pesado da mídia: "Temos que admitir que nos últimos dias os meios de comunicação foram bastante duros com Lula". Os outros motivos que ele aponta são: o caso do dossiê e a ausência (sic) de Lula ao debate, atitude que qualifica como "um pouco arrogante" (logo ele, que não foi a nenhum...). Curiosamente, não aponta qualquer possível qualidade do "Geraldo" nessa lista...

Mais adiante, FHC afirma:
[Lula venceu] no Brasil onde o desenvolvimento econômico é mais débil e o Estado é mais forte. Onde os "favores" políticos são maiores. O Brasil ficou dividido, mas não entre ricos e pobres. Ficou dividido entre modernos e atrasados.

Curiosos os tucanos: os que votam neles são modernos, cultos, desenvolvidos, éticos; os que não o fazem são atrasados, ignorantes, vivem de favores, corrompidos. Mais curioso ainda é que FHC faz essa divisão dos brasileiros, sem levar em conta que esteve no comando do país durante dez anos (dois como ministro da Fazenda de Itamar e oito como presidente da República), tempo em que poderia ter diminuído bastante essa diferença que ele aponta.

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Indignados úteis: Moralistas, desinformados, hipócritas

Trechos do artigo "Toma, que o filho é teu", de Claudio Weber Abramo, publicado na Folha, e que merece ser lido na íntegra no blog do autor. Abramo traça um perfil irretocável daqueles que costumo chamar aqui de "indignados úteis":
O fato de a maioria do eleitorado acreditar (certa ou erradamente, não importa) que o presidente Lula tenha tido conhecimento prévio dos malfeitos praticados por altos dirigentes de seu partido e, mesmo assim, ter-lhe dedicado quase 50% dos votos é visto por determinados observadores como o fim dos tempos.
(...)
Trata-se, tudo isso, de moralismo temperado de desinformação, não sem grandes doses de hipocrisia. Querem esses comentaristas impingir a noção de que julgamentos de natureza moral teriam precedência sobre quaisquer outras circunstâncias nas decisões materiais, como é a do voto. Mas o que entra em jogo nas decisões materiais são sobretudo considerações de natureza material.
Para os 70% de eleitores de Pernambuco ou da Bahia que votaram em Lula, o que conta é que os R$ 60 (em média) do Bolsa Família fazem diferença concreta em suas vidas. Os números mostram isso objetivamente. O nível de consumo subiu nessas populações.
(...)
O trágico é que esses Torquemadas chorosos não têm noção do fato de que a vida desses miseráveis muda, sim, radicalmente por causa de miseráveis R$ 60 por mês.
Nunca foi tão verdadeira a máxima de que a pior colonização se dá na cabeça. No caso, é uma colonização de classe social. Para eles, a miserabilidade brasileira é uma abstração, reduzida a índices que lêem aqui ou ali.
Comportam-se como freqüentadores de shopping center, convictos de que no Brasil só é pobre quem quer.
São também hipócritas, pois, sem sombra de dúvida, em suas trajetórias profissionais terá havido ocasião de terem relegado a segundo plano algum julgamento moral que formaram a respeito de subordinados, superiores hierárquicos ou patrões.(...)

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As dificuldades de Alckmin, segundo César Maia

Do ex-blog do ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia:
1. As pesquisas são apresentadas durante a campanha incluindo os "não-voto". No dia da eleição surgem na TV os votos válidos, o que confunde o eleitor que pensa que os desvios foram maiores do que eventualmente foram. Dessa forma esse Ex-Blog vai usar os números incluindo o não-voto na base e arredondando os valores, abandonando as vírgulas (a soma pode não dar 100%).
2. Lula venceu com 44% dos votos. Alckmin 37%. Os Demais 8%,( basicamente HH e Cristovam -CB). E não-voto 10%. Supondo que a razão de marcar branco e nulo se repita. Logo a diferença entre os dois é praticamente igual aos demais. Ou seja: raciocinando horizontalmente Alckmin teria que conseguir transferir 100% dos votos de HH/CB para ele. Tarefa improvável.
3. No entanto a experiência de outras eleições mostra que dos que marcaram seus votos nos que foram para o segundo turno, 10% são voláteis. Os votos consolidados seriam: Lula 40% e Alckmin 33%, com 8% de eleitores que flutuariam. Sendo assim o universo de eleitores disponíveis para Alckmin, seriam o dobro da diferença: 8% + 8%,(HH+CB). Para vencer Alckmin teria que conquistar 75% dos votos disponiveis. Tarefa outra vez improvável.
4. Portanto só há uma maneira de Alckmin vencer que é ir além dos voláteis e avançar nos eleitores de Lula. Ou seja: realizar uma campanha agressiva para desconstituir Lula e capturar seus eleitores -de antes- firmes, e transferi-los.
5. Para comparar com as pesquisas que começam, distribuamos o resultado da eleição de 1/10, por região, apenas excluindo o não-voto. Norte: Lula 51%, Alckmin 33%. Demais 7%. / Centro-Oeste: Lula 34%. Alckmin 46%. Demais 9%./ Nordeste: Lula 60%. Alckmin 23%. Demais 6%. / Sudeste Lula 39%. Alckmin 40%. Demais 10%./ E Sul, Lula 31%, Alckmin 50% e Demais 9%.
6. Supondo que os eleitores de HH/CB sejam críticos e céticos, a decisão final destes exigirá que Alckmin vá além de uma posição de centro. Sua comunicação teria que fazer concessões à esquerda.
7. Trocando em miúdos, Alckmin -numa hipótese realista- poderia dividir com Lula estes eleitores. Mas teria que transferir todos os eleitores voláteis de Lula para si.
8. Aguarda-se a entrada da TV dia 12 e a temperatura com que o programa de Alckmin será oferecido ao eleitor para avaliar.

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Fraude: Em Pernambuco, santinhos mostravam Lula com número de Alckmin

santinho fraudado
santinho fraudado
É muita cara de pau! Em Pernambuco, terra do vice de Alckmin e de seu coordenador de campanha, santinhos como estes reproduzidos aqui, com o presidente Lula com o número de Alckmin, foram distribuídos no sertão e nas áreas mais carentes do estado. A denúncia está no jornal O Dia, do Rio.


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Alckmin recebe dicas da governadora Rosinha

Dicas da governadora do Rio, Rosinha Garotinho, sobre como Alckmin deve se comportar para não contrariar o eleitorado evangélico:

1. Retirar a fita do Senhor do Bonfim que carrega no pulso direito.
2. Nunca aceitar o banho de pipoca, comum nos rituais baianos.
3. Nunca permitir que uma cigana leia sua mão.
4. Ser contra o aborto.
5. Ser contra o casamento de homossexuais.

Segundo a reportagem da Folha, de onde foram pinçados esses conselhos, "Alckmin disse que já se manifestara contra o aborto e explicou que não defendera o casamento de homossexuais, mas a possibilidade de um contrato entre eles".

Ué, mas, noves fora a cerimônia religiosa, que pode ser realizada ou não - afinal, ateus também se casam -, o que é o casamento senão um contrato celebrado entre as duas partes?

Fico imaginando o que a Opus Dei pensa disso...

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A nova onda do 'jornalismo de resultados'

Depois do "futebol de resultados", com o resultado que vimos na Copa do Mundo, agora é a vez do "jornalismo de resultados". Para seus defensores, este tipo de jornalismo é o jornalismo habitual, mas sem as frescuras. É irmão do "futebol de resultados", porque para ambos não interessa jogar limpo, respeitar as regras e os adversários - o importante é o resultado.

Por exemplo: se alguém é acusado de um crime e ele nos parece realmente culpado, por que chamá-lo de acusado, se podemos chamá-lo de criminoso? Por que devemos ouvir a versão dele, se sabemos que ele irá mentir, porque assim agem os de seu partido, religião, classe social?

Portanto, onde o jornalismo escreveria que o deputado Fulano de Tal, acusado de desviar verbas da educação em benefício próprio, alegou X e disse que apresentaria as provas Y, o "jornalismo de resultados" diria simplesmente o deputado Fulano de Tal desviou verbas da educação em benefício próprio.

Se duas pessoas têm visões opostas sobre um mesmo assunto, para que ouvir as duas partes? Para o "jornalismo de resultados" deve-se escolher apenas a versão do "lado certo" e ignorar solenemente a outra. Esse "lado certo", é claro, é o do veículo, jornalista ou blogueiro.

Para os praticantes desse "jornalismo" só existe um pecado mortal no veículo, jornalista ou blogueiro: a falta de posicionamento. Se você, por exemplo, acha que o presidente Lula é uma besta, isso deve ficar claro em todas as reportagens ou postagens. Como nessa história:
O Papa vem ao Brasil para visitar os fiéis e resolve ir a Manaus conhecer o Rio Amazonas. Lula vai com ele, junto com toda a comitiva, mais aquele monte de gente da imprensa. Chegando lá, resolvem passear de barco pelo rio, mas, num solavanco das águas, o Papa cai e começa a se afogar.
Pânico. Ninguém sabe o que fazer, pois as águas estão agitadas demais. O papa se distancia cada vez mais do barco. Lula, então, pula no rio, mas em vez de afundar começa a... andar sobre as águas!!! Ele caminha sobre o rio até chegar junto ao Papa, estende-lhe a mão e o leva com segurança para o barco.
Manchete do "jornalismo de resultados":
"Lula não sabe nadar!"

(publicado originalmente em 23 de julho)

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Por que a Agência Estado publicou uma mentira?

Às 14h11min de sexta-feira, dia 29, as fotos com o dinheiro flagrado com os petistas patetas no Hotel Íbis eram publicadas no Blog do Noblat, que está hospedado no Portal do Estadão, onde também foram postadas.

Hoje, isso é história, já se sabe que o delegado Bruno foi quem entregou as fotos a alguns repórteres - entre eles o do Estadão. Portanto, a cúpula do Estadão sabia como as fotos haviam sido conseguidas e quem as havia distribuído. Ou o repórter não contou como as conseguira?

No entanto, às 18h26min daquele mesmo dia (quase quatro horas após a publicação das fotos no Noblat) a Agência Estado publica uma reportagem com o delegado dizendo que as fotos haviam sumido e que ele não tinha nada a ver com isso. O que era uma mentira deslavada, e o Estadão sabia. Por que publicou a mentira? É uma resposta que os leitores merecem.

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O Globo: 'Apoio de Rosinha e Garotinho a Alckmin abre crise no Rio'

O Globo

Clique na imagem para ampliá-la e ler o texto.

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Delegado das fotos queima o próprio filme

O delegado da PF Edmilson Bruno, que confessou ter distribuído o CD com as fotos da grana do dossiê a alguns repórteres, declarou ontem que agiu assim porque ficou com medo de uma armação contra ele, porque "o CD com as fotos havia sido roubado".

Ele não explicou por que mentiu aos peritos dizendo que havia voltado ao caso, nem por que tirou as fotos, e ainda caiu em contradição com o que disse aos repórteres, quando entregou o CD a eles. Pelo menos é o que informa hoje o jornal O Globo na página 20B. Segundo O Globo, Bruno disse que "iria reportar a sua chefia que o CD entregue aos jornalistas havia sido furtado":
- Isso aqui (o CD) alguém roubou e deu para vocês. O que vai parecer? Que alguém roubou e vazou na imprensa.
Mais à frente, diz, de forma ambígua, aos jornalistas:
- Isso aí vazou ontem, me furtaram ontem e isso aí espalhou hoje de manhã.

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O tamanho do problema de Alckmin (2)

Para que se tenha uma idéia do tamanho das dificuldades que Alckmin terá que superar: Vamos supor que o inferno astral de Lula tenha prosseguido e ele tenha perdido mais um milhão de votos depois da eleição; que esse milhão tenha migrado integralmente para Alckmin; que todos os votos de Cristovam também; os de Ana Maria, Eymael e Bivar, idem; que a pesquisa do Datafolha se confirme e 53% dos eleitores de Heloísa Helena migrem para Alckmin e apenas 29% para Lula; ainda assim Lula vence. Ou mais: se 28% dos que votaram em Heloísa Helena migrarem para Alckmin e nenhum para Lula, ainda assim o presidente se reelege.

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O estrago que o escândalo do dossiê fez em São Paulo

Só para dar uma idéia do tamanho do estrago que o "núcleo de inteligência" da campanha (a foto ao lado mostra um dos agentes em ação explícita) causou ao presidente Lula. No dia 15 de setembro - quando começou o escândalo do dossiê - o Ibope divulgava uma pesquisa com a preferência dos paulistas na eleição presidencial. Alckmin tinha 46% dos votos válidos, e Lula, 42%. Uma diferença de apenas 4%. No dia da votação, Alckmin obteve 54,2% dos votos válidos em SP, e Lula, 36,7%. A diferença pulou de 4% para 17,5%. Se ficasse em 10%, Lula teria vencido no primeiro turno.

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O tamanho do problema de Alckmin

Segundo pesquisa Datafolha, realizada na véspera da eleição, a maioria dos eleitores de Heloísa Helena, Cristovam Buarque, Ana Maria, Eymael e Bivar votaria em Alckmin no segundo turno. A informação está na Folha, hoje.
Ao todo, Alckmin tenderia a receber cerca de 4,9 milhões de votos, enquanto Lula obteria 2,7 milhões. Caso não houvesse nenhuma mudança nas demais intenções de voto que o presidente e o ex-governador de São Paulo conseguiram no primeiro turno, a diferença entre Lula e Alckmin diminuiria, mas o petista venceria a eleição. Lula, que obteve 46,7 milhões de votos no primeiro turno, terminaria com cerca de 49,4 milhões de votos, enquanto Alckmin, que alcançou quase 40 milhões, ficaria com 44,9 milhões.
Resta ainda um contingente substancial de votos: aqueles que votaram em branco - ao todo, 2.866.205 (ou 2,73%) - ou anularam o voto - 5.957.207 (ou 5,6%) - na eleição presidencial. Nesse grupo, a pesquisa Datafolha constatou que, num eventual segundo turno, 25% tenderiam a votar em Alckmin, e 17% em Lula.
A diferença favorável ao presidenciável tucano, neste caso, se resumiria a um saldo de 331 mil votos - insuficiente para mudar o resultado da eleição.

A diferença a favor de Lula: mais de quatro milhões de votos, ou um Cristovam e meio.

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Quem vai vencer, Lula ou Alckmin?

O que os alckmistas e muitos dos tais formadores de opinião tanto queriam, conseguiram. Taí o segundo turno, onde "serão discutidos os grandes temas nacionais" (alguém acredita nisso? ou só teremos mais baixarias?), onde será feito o quem é quem, quem fez o quê, onde finalmente teremos debates com a presença de Lula (presença que os leitores deste blog sabem que sempre defendi).

O efeito dos últimos 15 dias sobre a campanha de Lula foi devastador. Mas, segundo turno, como se diz, é outra eleição. O que é mais ou menos verdade; portanto, mais ou menos mentira. Lula, Alckmin, Heloísa Helena e Cristovam Buarque (e seus eleitores) não deixam de ser quem são, apenas porque teremos segundo turno. Portanto, o presidente Lula segue como favorito para vencer a eleição. Teve quase sete milhões de votos a mais que Alckmin. Para efeito de comparação, se todos os eleitores de Heloísa Helena (a terceira colocada) votassem em Alckmin, Lula ainda venceria.

E é aí que eu quero chegar. HH e Cristovam sempre estiveram ligados à esquerda. Ambos já pertenceram ao PT. Seus eleitores têm mais afinidade com as propostas de Lula do que com as de Alckmin. Mas, se, ainda assim, ficarem literalmente divididos, 50% pró Lula e os outros 50% pró Alckmin, Lula vence. Este é o tamanho do problema da candidatura do tucano.

Abaixo, os números finais dos quatro mais votados, segundo o TSE:

TSE: resultado final do primeiro turno

E agora, quem vai vencer? Para saber sua opinião, criei uma enquete, que está à direita. Lula ou Alckmin?

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