Mãe implora notícias do filho desaparecido na ditadura, em carta a presidente. 40 anos depois, Bolsonaro responde com coice

Elzita Santa Cruz com foto do filho assassinado


Elzita Santa Cruz morreu aos 105 anos sem saber notícias do filho assassinado


Avó do atual presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, Elzita Santa Cruz enviou uma comovida carta ao presidente Geisel pedindo notícias do filho (pai do presidente da OAB) Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, desaparecido pela ditadura em 1974.
"Por que, senhor presidente, se nega em um país democrata o direito de defesa, o respeito à vida de uma pessoa? Por quê?", escreve. 
Elzita também escreveu, em abril de 1974, uma carta à então primeira-dama, Lucy Geisel. No texto, ela pede, de uma mãe para outra, que Lucy lhe ajude a descobrir onde está Fernando.
"Não preciso dizer que a cada resposta negativa minhas lágrimas correm sem cessar, só conseguindo suavizar meu desespero a grande fé em Deus que tenho." [Folha]
Elzita morreu aos 105 anos no mês passado, sem resposta do presidente Geisel nem de sua mulher.

Mas a carta de dona Elzita recebeu uma resposta do atual presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro, que ironizou o sofrimento da família e mentiu sobre o ocorrido com o filho dela.




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Jornalista da trumpista Fox critica Bolsonaro e defende Glenn Greenwald

Tucker Carlson


¨Tenho acompanhado com bastante preocupação as ameaças do governo brasileiro a Glenn Greenwald"


O jornalista e apresentador da Fox News, TV da direita dos Estados Unidos, Tucker Carlson, um dos mais conhecidos do país, saiu em defesa da liberdade de imprensa e de Glenn Greenwald, do The Intercept, de quem ele diz discordar politicamente mas respeitar como profissional.

Carlson criticou a perseguição política que o governo Bolsonaro move contra Glenn e as ameaças de prisão e expulsão do país contra ele, feitas pelo governo (eleito mediante fraude) Bolsonaro. Confira.





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Chico em evento de apoio a Glenn critica Moro: ''Homem que faz a diferença'... Hoje a gente sabe o tipo de diferença que ele andou fazendo nas sombras'


Chico Buarque na ABI

Chico destacou a importância das revelações do Intercept e da liberdade de imprensa


Em evento ontem à noite na Associação Brasileira de Imprensa, com o auditório lotado e uma multidão nas ruas em volta do prédio, várias pessoas se pronunciaram em favor da liberdade de imprensa e contra as agressões e ameaças do governo Bolsonaro. Entre elas, Chico Buarque:






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Em duro editorial, Folha alerta Bolsonaro: 'Recente espiral de infâmias não poderá se perpetuar sem consequências'

Bolsonaro boca de esgoto

Repulsa a atitudes de Bolsonaro se espalha pelo país


A Folha publica em sua edição de hoje um duro editorial contra as recentes atitudes do presidente (eleito mediante fraude) Bolsonaro.

Vindo de um jornal que manteve uma postura de equidistância nas eleições, quando a ameaça de um governo como o que estamos tendo já era mais do que evidente, o alerta da Folha a Bolsonaro mostra o grau de insatisfação com as atitudes do presidente, que já chegou à repulsa em grande parte da população.
O que a Folha pensa: Espiral de infâmias

Numa escalada sem precedentes de insultos às normas de convívio democrático, aos fatos históricos, às evidências científicas e aos direitos humanos, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) aguçou nos últimos dias as tensões e incertezas em torno de sua administração.

Se no início de mandato declarações e medidas estapafúrdias ainda podiam, com boa vontade, ser vistas como tentativa de satisfazer o eleitorado mais fiel e ideológico, o que se verifica agora é um padrão de atitudes que ofendem o Estado de Direito, reforçam preconceitos e aprofundam as divisões políticas.

Além de expor o despreparo do chefe do Executivo para desempenhar suas funções num quadro de coexistência com as diferenças, a insistência na agressão e na boçalidade revela uma personalidade sombria que parece se reconhecer, com júbilo, nas trevas dos porões da ditadura militar.

As insinuações sórdidas acerca do pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz —morto, segundo as investigações, sob a guarda do poder autoritário—, são um exemplo da pequenez e da leviandade a que pode chegar o presidente.

Não espanta, aliás, que tenha classificado como “balela” documentos oficiais sobre abusos cometidos pelo regime. Já eram, afinal, conhecidos seus elogios ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, bem como suas simpatias pelas violações praticadas no submundo dos órgãos de repressão.

Enganou-se, infelizmente, quem esperou que a condição de presidente da República levaria o ex-deputado nanico a moderar o discurso e buscar alguma conciliação.

Pelo contrário, são os traços intolerantes e obscurantistas do mandatário que saltam aos olhos nos ataques e afirmações falsas dirigidos aos jornalistas Miriam Leitão e Glenn Greenwald, nas imposturas acerca do desmatamento da Amazônia, nas ameaças de censura ao cinema, no tratamento injurioso aos nordestinos e no desdém pelo massacre de presos no Pará.

Talvez transtornado com as críticas à indicação vexatória de um filho à embaixada em Washington, ou com as investigações que envolvem outro, Bolsonaro aprofunda a estratégia populista e acentua a retórica de confrontação.

Com índices de aprovação aquém dos obtidos por seus antecessores em igual período do mandato, o presidente desperta crescente apreensão quanto a seu desempenho nos anos vindouros.

Para alguns analistas, os destemperos verbais já começam a fornecer munição para um eventual enquadramento em crime de responsabilidade, por procedimentos incompatíveis com a dignidade, a honra e o decoro do cargo.

Não se vê nenhum movimento nesse sentido, e a perspectiva de reforma da Previdência dá fôlego ao governo. Entretanto a recente espiral de infâmias não poderá se perpetuar sem consequências.





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Antigos militantes da AP desmontam mentiras de Bolsonaro em nota


Ação Popular: O companheiro Fernando Santa Cruz foi assassinado pelo regime militar


Para variar, além da fala ignominiosa sobre o assassinato do pai do presidente da OAB, o presidente (eleito mediante fraude) Bolsonaro mentiu. Por isso, já mais de uma vez já o chamei aqui de Jair M. de Mentira Bolsonaro.

A Ação Popular não participou da luta armada nem do assassinato do pai do atual presidente da OAB, como afirmou Jair Mentira. Eis a nota:
Nós abaixo-assinados, antigos militantes de Ação Popular Marxista-Leninista – APML, repudiamos as mentiras proferidas e os atos de terrorismo psicológico cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro ao comentar o sequestro, a prisão, a tortura e o assassinato do nosso companheiro Fernando Santa Cruz, militante de APML, cometidos pelos órgãos de repressão da ditadura militar, em 1974.

A APML visava a transformação socialista do Brasil e priorizava a luta pela derrubada do regime militar e pela conquista das liberdades democráticas.

Buscava conscientizar, mobilizar e organizar estudantes, trabalhadores e demais setores populares e não recorreu à luta armada, muito menos a atos sanguinolentos e terroristas. Estes sim seguidamente cometidos pela ditadura contra seus opositores dos mais distintos matizes ideológicos.

O presidente Bolsonaro, visando atingir o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, num ato de requinte de crueldade, além de mentir sobre a natureza da luta pela qual seu pai, Fernando Santa Cruz deu a vida, acusa a própria APML pelo crime cometido pelo regime militar.
Inconcebíveis sob quaisquer circunstâncias, tais mentiras e atos de violência devem ser repudiados com veemência por todos, mais ainda quando cometidos pelo próprio presidente da República.

Cunca Bocayuva
Doralina (SP)
Fabiana Eboli Santos
João Ricardo Dornelles
Jorge Ricardo Santos
Marcelo Carvalho
Maria Paula Nascimento Araújo
Orlando Guilhon
Raul Milliet Filho
Ricardo Henrique Salles
Roberto Mader
Rodrigo Coelho
Rosa Maria Guilhon
Sandra Schneider
Sebastian Rojas Archer





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Lula sobre Bolsonaro: 'Ao atacar os mais frágeis e os que nem podem mais se defender, esse mau presidente revela seu caráter covarde'

Lula com trecho da carta ao presidente da OAB

Carta de Lula mostra a diferença entre um presidente popular, democrata e um projeto de ditador


O presidente Lula enviou uma carta em solidariedade ao presidente da OAB Felipe Santa Cruz, após o ataque de Bolsonaro à memória de seu pai e que, repito, não posto aqui para não alimentar o monstro.
Meu caro Felipe Santa Cruz,
Quero me solidarizar com você e sua família pelo cruel desrespeito que os atingiu no dia de ontem. Só quem suportou o sofrimento de perder um ente querido, sem ter sequer o direito de velar seu corpo, poderá avaliar a dor que vocês sentem nesse momento. É como se violentassem o seu pai mais uma vez, e junto com ele todas as vítimas da ditadura.
O Brasil não merece ouvir as palavras de ódio de quem, pelo cargo que ocupa, deveria se referir com respeito aos que sacrificaram a vida pela liberdade em nosso país. Ao atacar os mais frágeis e os que nem podem mais se defender, esse mau presidente revela seu caráter covarde.
Nada poderá reparar o sacrifício de seu pai, meu caro Felipe, nem a ofensa brutal que o vitimou mais uma vez. Mas tenha certeza de que a imensa maioria do povo brasileiro ama a paz e a democracia. Sempre vamos reverenciar nossos verdadeiros heróis, e é isso que os tiranos não conseguem suportar.
Com o reconhecimento de sua corajosa defesa da democracia e da memória de Fernando Santa Cruz,
Luiz Inácio Lula da Silva





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Ossos do ofício de Bolsonaro. Laerte genial

Charge de Laerte, com Bolsonaro soltando ossos pelo chão


Laerte sintetiza repulsa a Bolsonaro


Charge de Laerte é a mais profunda resposta ao vídeo infame de Jair Bolsonaro, ironizando o assassinato do pai do presidente da OAB, que não publiquei nem publicarei aqui porque não concordo em divulgar as canalhices de um homem que deveria ter sido preso no instante em que votou em memória do torturador Brilhante Ustra.





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Moro mentiu pelo menos 3 vezes aos senadores em depoimento

Lula: Não vou morrer antes de provar que Moro é mentiroso

Moro mentiu três vezes no Senado e se desmentiu um mês depois no Twitter


Em sua coluna na Folha hoje, Leandro Colon mostra que o ex-juiz Moro, atual ministro da Justiça de Bolsonaro, mentiu pelo menos três vezes no depoimento que prestou no Senado em 18 de junho.

Nas três, Moro afirmou que seu papel em relação às ações da Polícia Federal era apenas estrutural, que não tomava conhecimento das operações nem as determinava.

Leandro Colon usou como base para denunciar as mentiras de Moro o arquivo completo de áudio e as notas taquigráficas originais e oficiais das oito horas e meia do depoimento de Moro aos senadores.
Disse o ministro às 9h36 sobre o caso dos hackers: “A investigação está sendo realizada com autonomia pela Polícia Federal. Eu já disse mais de uma vez no passado: o meu papel, como ministro da Justiça, é um papel estrutural, apenas para garantir também a autonomia dos órgãos vinculados ao Ministério da Justiça. Então, eu não acompanho, pari passu, cada um desses acontecimentos.”
Ele voltou ao assunto às 11h32. “Relativamente à investigação, são duas questões: a investigação é sigilosa. Então, não se pode informar fatos relativos a essa investigação, sob risco de ineficácia; e, dois, eu, como ministro da Justiça, não tenho o papel de, vamos dizer assim, atuar nessas investigações diretamente. Meu papel é mais estrutural”, afirmou.
Às 16h48, Moro declarou aos senadores: “Eu, de todo modo, estou afastado, vamos dizer assim, da condução concreta desse inquérito. Essa é uma atribuição da Polícia Federal.”
Um mês depois, em sua conta no Twitter, Moro desmentiu Moro:
Às 14h09 do dia 24, Moro postou em sua conta no Twitter: “Parabenizo a Polícia Federal pela investigação do grupo de hackers, assim como o MPF e a Justiça Federal. Pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime.”
Na quinta (25), às 14h04, ele escreveu: “Pelo apurado, ninguém foi hackeado por falta de cautela”. O ministro telefonou para informar autoridades que foram atacadas e anunciar a destruição das mensagens. 
Ele não se afastou da investigação e ainda repassou fatos dela. O Moro do Twitter desmentiu o do Senado.
Que Moro é cínico e frio já sabíamos por todo o seu comportamento anterior em relação ao julgamento de Lula, as falsas "escusas" ao ministro Zavascki no caso do grampo, tudo isso desmentido pelas mensagens divulgadas pelas reportagens do Intercept, a partir de mensagens trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato, divulgadas por uma fonte anônima.

Agora, Leandro Colon mostra a minutagem das mentiras aos senadores da República, o que define o caráter do homem que condenou sem provas e por ato indeterminado o maior presidente da história do Brasil, segundo pesquisa popular.





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Concordo com Moro. O importante não é a captação nem a divulgação dos diálogos, mas seu conteúdo

Moro preso na propria teia

No Programa do Bial, Moro defendeu a divulgação de conteúdo de interesse público


Nessa questão eu fecho com o Moro e concordo inteiramente com o que ele disse no Bial. Quando é do interesse público, o que interessa é o conteúdo.

Então vamos parar de discutir hacker, pavão, e vamos focar no que importa: as revelações dos bastidores imundos da Lava Jato, com juiz trabalhando ao lado da acusação, procuradores usando o prestígio da Operação para encher os bolsos de dinheiro etc.

Fala aí, Moro, o que é realmente importante nos diálogos:






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Ministro condenado de Bolsonaro faz propaganda ilegal de automóvel e ofende um dos maiores partidos do Brasil

Tweet de Ricardo Sales

O ministro do Meio Ambiente do presidente (eleito mediante fraude) Bolsonaro Ricardo Salles foi condenado por improbidade administrativa e teve os direitos políticos suspensos por três anos. Salles ocupava então o cargo de secretário estadual do Meio Ambiente do governo de Geraldo Alckmin (PSDB). [UOL]

A condenação deve ser a principal característica que levou Jair Bolsonaro a nomeá-lo ministro.

Condenado, o ministro papagueia seu chefe e gosta de postar gracinhas no Twitter. Comete até uma irregularidade ao fazer propaganda de um automóvel.


No Twitter, ele postou o vídeo, que não repito aqui para não fazer o que ele fez, propaganda do automóvel.

Como foi criticado, Salles, mais uma vez emulando seu chefe, partiu para o ataque, novamente no Twitter [imagem no alto], ao segundo maior partido do Brasil, com a maior bancada da Câmara e uma das maiores do Senado, que governou o país por 14 anos, período de maior crescimento e desenvolvimento humano da história do país - o PT, cujo candidato teve quase 60 milhões de votos.

Em respeito ao Brasil e aos eleitores de outros partidos, que não apoiaram Bolsonaro, e aos quase 70% que não apoiam o governo agora, segundo recentes pesquisas, o ministro deveria se recolher e tentar desfazer a imagem de condenado pela Justiça, em vez de arrumar outra condenação ao usar o cargo para fazer propaganda (foi remunerado?).

O ministro, se não se cuidar, pode acabar passeando no chiqueirinho também, porque numa coisa o Brasil tem sido pródigo: desmascarar os moralistas sem moral.





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A uma semana das eleições, Moro divulgou delação fake de Pallocci. Um mês depois virou Ministro

Print primeira página da Folha

A uma semana da eleição, Moro jogou para ajudar oposição e prejudicar PT

Nova reportagem do Intercept, desta vez em parceria com a Folha, sobre as mensagens dos bastidores da Lava Jato mostra que o ex-juiz (e, breve, ex-ministro) Sergio Moro usou a Lava Jato para prejudicar a campanha do PT, divulgando um depoimento do ex-ministro Palocci, que considerava (e os procuradores da Lava Jato também) fraco.

No depoimento, Palocci acusava Lula, Dilma e o PT de receberem dinheiro por fora da Odebrecht, tudo sem uma única prova, ou, como chegou a dizer o procurador de deus Dallagnol, numa das mensagens reveladas, "Deve ter mta notícia do goolge (sic) lá rs".

Os diálogos, obtidos pelo The Intercept Brasil e analisados pela Folha junto com o site, indicam que Moro tinha dúvidas sobre as provas apresentadas por Palocci.
"Russo comentou que embora seja difícil provar ele é o único que quebrou a omerta petista", disse o procurador Paulo Roberto Galvão a seus colegas num grupo de mensagens do aplicativo Telegram em 25 de setembro, tratando Moro pelo apelido que eles usavam e associando os petistas à Omertà, o código de honra dos mafiosos italianos.
Outros membros do grupo também expressaram ceticismo. "Não só é difícil provar, como é impossível extrair algo da delação dele", afirmou a procuradora Laura Tessler. "O melhor é que [Palocci] fala até daquilo que ele acha que pode ser que talvez seja", acrescentou Antônio Carlos Welter. [Folha]
A influência sobre as eleições foi reforçada por intensa canpanha da mídia corporativa, como também destaca a reportagem.
No dia 1º, o assunto ocupou quase nove minutos do Jornal Nacional, da TV Globo. A reportagem citou duas vezes a ligação do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli com a campanha do então candidato presidencial do PT, Fernando Haddad, que aparecia em segundo lugar na corrida eleitoral, bem atrás do favorito, Jair Bolsonaro (PSL).  
Nos dias seguintes, a delação de Palocci foi noticiada com destaque pela Folha e por outros jornais e ganhou visibilidade na propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Os dois últimos programas da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) mencionaram as acusações do ex-ministro, dizendo que ele havia mostrado por que era preciso impedir a volta do PT ao poder.
Um mês depois do uso político da delação, Moro foi anunciado como novo ministro da Justiça de Bolsonaro, com a primeira vaga no STF prometida, conforme confessou Bolsonaro descaradamente.





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Dallagnol, o procurador de deus só pensa naquilo: dinheiro

Dallagnol e dona Bela Ele só pensa naquilo

Não foi só para uma empresa denunciada na Lava Jato que o procurador de deus Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lava Jato, deu palestra recebendo um bom dinheiro - R$ 33 mil.

As palestras foram muitas, e uma das reportagens do Intercept mostrou Dallagnol confessando ter recebido R$ 400 mil só em 2018.

Não se sabe se foi tudo declarado ao Leão, assim como ele continua afirmando que não nega nem afirma o conteúdo das matérias, como o gato de Schrödinger, que está morto e vivo ao mesmo tempo.

Dallagnol também deu uma palestra para a XP Investimentos no ano passado para falar com grandes banqueiros convidados da empresa, sobre a Lava Jato e as eleições.

Nova reportagem do Intercept denunciou a jogada. Dallagnol falou com outros procuradores sobre o assunto, e disse que pelo dinheiro "valia o risco". O encontro foi secreto.

Mas há uma imagem do encontro, que mostra que Dallagnol não era apenas palestrante, mas garoto propaganda da XP.

Ou seja, usava o prestígio adquirido na Lava Jato para faturar, além do que recebia em extraordinários com a Operação.

Como já há pedido de investigações sobre Dallagnol, vamos ver se pelo menos a declaração de renda dele bate com as palestras ou se em mais esse aspecto ele é apenas mais um moralista sem moral.





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Domingo com Música. Tangerine Dream. Apresentação: Wilson Nunes

Tangerine Dream Rubycon

Todo domingo, o Blog do Mello publica dicas musicais do meu amigo desde adolescência e parceiro, além de pianista, maestro, compositor (breve currículo ao final) Wilson Nunes. Sem mais, vamos à de hoje.
Tangerine Dream. Lembra deles? Sonoridade mágica! Ouve isso: o primeiro vídeo, sintetizadores "a lenha", 1974. Usavam um sequenciador analógico, inventado na Alemanha, nessa época. Todos os controles em tempo real, na hora, nada aqui é pré-programado. Os caras eram muito bons! O segundo é de 1975.



Wilson Nunes é maestro. Pianista, tecladista, arranjador, produtor, regente, professor, cantor e compositor. Estudou piano com Sônia Maria Vieira e Adhemar Saide, arranjo e regência com Alceu Bochinno, Koellreuter e Leandro Braga. Como diretor musical, músico ou arranjador, tem trabalhado com grandes nomes de nossa música, como Maria Bethânia, Beth Carvalho, Zizi Possi, Ivan Lins, Gilberto Gil, Bibi Ferreira, Selma Reis, Joanna, César Camargo Mariano, Tânia Alves, Eduardo Dussek, Geraldo Azevedo, Dalto, Marcos Valle, Sivuca, Amelinha, Jorge Vercillo, Emílio Santiago, Simone, Pery Ribeiro e Leila Pinheiro, para quem fez o arranjo da premiada música ‘Verde’, no 'Festival dos Festivais' da TV Globo, assim como fez os arranjos do primeiro LP de Leila, 'Olho Nu'. Contato: wjnunes@hotmail.com




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Bolsonaro morde e sopra Moro: 1.'Não cabe a ele destruir mensagens'. 2.'Tenho total confiança nele'

Bolsonaro e Moro


Neste sábado, o presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro, bem a seu estilo, mordeu e soprou o ainda ministro da Justiça Sergio Moro.

Perguntado por repórteres sobre a declaração de Moro de que iria destruir os diálogos em poder do hacker, Bolsonaro tripudiou sobre o ex-justiceiro de Curitiba:
"A decisão de possível destruição não é dele. Cada um de nós pode pensar e até torcer por alguma coisa. O Moro não fala nada que a lei não permita fazer”, disse Bolsonaro.
Para não parecer que já estava jogando Moro às feras, Bolsonaro assoprou em seguida:
Tenho total confiança nele. Parabéns ao Sergio Moro, mostrou as entranhas da corrupção no Brasil. Aquele cara que está preso em Brasília alguém acha que não sabia o que estava acontecendo? Delatores já devolveram mais de R$ 1 bilhão. A Petrobras foi à lona, fundo de pensão também." [Folha]
Pra variar, Jair M. (de Mentira) Bolsonaro terminou com uma mentira. Petrobras não foi à lona (está indo em seu governo) e os fundos de pensão foram prejudicados por gente como seu ministro posto Ipiranga: Por ordem de Guedes, Fundo da Caixa pagou R$ 55 mi por empresa que valia R$ 4,8 mi. Como? O posto Ipiranga ainda não explicou.

De modo nada disfarçado, Bolsonaro está "se sentindo". Curte a desgraça de Moro e só o mantém ao lado, enquanto os bolsomínions ainda estiverem com ele.

Bolsonaro sabe que agora o super Moro é um cão sem dentes, que abana o rabinho e lambe as botas do presidente para não ser demitido e ficar na mão do primeiro juiz que resolver engaiolá-lo, pois sem o cargo de ministro perde o foro privilegiado.




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Glenn denuncia terrorismo de portaria de Moro publicada hoje com ameaça de deportação de estrangeiros

Print do DO com tweet de Glenn

A ameaça de expulsão de estrangeiros publicada agora é puro terrorismo

O ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro continua usando seus métodos de intimidação para tentar parar a série de reportagens do Intercept que têm mostrado seu comportamento nos bastidores da Lava Jato.

No dia de hoje, sexta, 26, o Diário Oficial publicou portaria baixada ontem pelo ministro dispondo sobre a possibilidade da repatriação de estrangeiros. Muita coincidência, não?

Glenn, que é cidadão dos Estados Unidos, comentou em seu perfil do Twitter agora pela manhã;


A personalidade autoritária de Moro parece que não vê limites. A íntegra da portaria pode ser conferida aqui.



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Vazamento de conversas no Telegram derruba governador de Porto Rico. Já no Brasil, Moro se autoinvestiga

Moro e o gonerador de Porto Rico, Montagem

Mensagens vazadas do Telegram levaram 500 mil às ruas por demissão do governador

O governador de Porto Rico Ricardo Rosselló não resistiu à pressão popular e renunciou ao cargo na quarta-feira.

Mensagens vazadas pelo Centro de Jornalismo Investigativo de Porto Rico, com diálogos comprometedores entre o governador e sua equipe, mais denúncias de corrupção tornaram a renúncia inevitável.
Nas raras ocasiões em que Rosselló falou à população desde a eclosão do caso Telegram, ele pediu perdão pela linguagem articulada em um chat que usava para "desestressar". Nas quase 900 páginas vazadas apareciam diálogos em que insultavam políticos, opositores, jornalistas e artistas como Ricky Martin. Sobre o cantor escreveram: "É tão machista que trepa com homens porque as mulheres não dão conta". Outra vítima frequente dos diálogos era a prefeita de San Juan, Carmen Yulín Cruz, a quem se referiam como "HP [filha da puta, nas iniciais em espanhol]". Sobre esta última, Christian Sobrino, ex-chefe de Finanças e representante perante a Junta de Supervisão Fiscal, escreveu: "Estou salivando para lhe meter uns tiros". O governador respondeu que lhe fariam "um grande favor". [El País]
Enquanto isso, no Brasil, Moro e seus aliados tentam desviar para os hackers o foco do conteúdo das mensagens vazadas dos grupos do Telegram da Lava Jato. O ministro comanda a investigação em que é um dos envolvidos, afirma que vai apagar as mensagens - embora não seja mais juiz e não tenha competência para isso - e se sustenta no cargo enquanto pode, pois é o que lhe resta. O cargo no Supremo já era e a possível pretensão presidencial depende de Bolsonaro, que deve estar rindo das aflições do antigo justiceiro de Curitiba.


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