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PF conclui que Bolsonaro agiu como criminoso e ele só não vira réu por ter prerrogativa de foro


Mesmo fugindo e não comparecendo ao depoimento que teria que prestar à Polícia Federal, o presidente Bolsonaro é citado num relatório da delegada federal Denise Ribeiro como tendo agido de maneira criminosa ao divulgar trechos de um inquérito sigiloso com dados do TSE. 
 
Mas, como tem prerrogativa de foro, o relatório vai passar pelo PGR Aras, onde deve adormecer ao lado dos inúmeros outros numa gaveta quentinha e macia. 
 
Segundo a delegada, o objetivo do vazamento criminoso era "utilizá-lo como lastro para difusão de informações sabidamente falsas, com repercussões danosas para a administração pública".
 
Esta é a primeira vez que a Polícia Federal atribui um crime a Bolsonaro no âmbito das investigações nas quais Moraes atua como relator. [Fonte: DW]





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'Por tudo que fez e deixou de fazer, [Bolsonaro] causou 
milhares de mortes e milhões de contaminações evitáveis'


Artigo do professor de Direito Constitucional da USP, Conrado Hübner Mendes, na Folha:
No universo normativo de Bolsonaro, não existe o matar à distância; para o direito, existe
 
Jair Bolsonaro fabricou muitas batalhas nessa pandemia: da economia contra a vida; da cloroquina contra a vacina; da liberdade contra as máscaras; do pensamento mágico contra a ciência. No campo dos fatos, perdeu todas. No da fantasia, insiste em todas. Na política, restou-lhe acossar STF e Congresso, culpar estados e municípios, e insinuar intervenção milico-miliciana para livrar-se ileso dos danos 
gerados por sua conduta.

Os danos mensuráveis estão na mesa: 430 mil mortes e 15 milhões de contaminações (sem contar subnotificação); empobrecimento, fome e economia retardatária no processo de recuperação mundial; colapso em saúde e educação, com danos irreversíveis na formação de crianças e jovens (ensino remoto ainda foi pretexto para cortar investimentos, enquanto parte do mundo os ampliava). Os danos incomensuráveis se observam 
em sofrimento e indignidade.

Passaremos décadas discutindo quem deveria pagar pelo quê: as responsabilidades jurídicas, tanto criminais (com cadeia) quanto civis (com reparação do dano); as responsabilidades políticas e morais dos protagonistas e cúmplices, dos colaboradores, omissos e beneficiários. Se formos maduros para conceber responsabilidades para além dos indivíduos, emergirá a 
consciência de culpa coletiva e um movimento “nunca mais”.

O exercício de atribuição de responsabilidades jurídicas tem uma parte difícil e uma fácil. A difícil é que o desastre se produz por uma combinação de falhas de Estado e falhas de governo em todos os níveis da federação, e de culpas individuais, públicas e privadas. A parte fácil é que, entre as culpas individuais, há uma culpa cintilante. Não se encerra com Bolsonaro, mas começa 
com ele e fica ali um bom tempo.

De tudo que Bolsonaro disse nesse período, uma frase se sobressai pelo poder de síntese e riqueza das suposições: “Pode ser que seja placebo, mas pelo menos não matei ninguém”.

A frase contém uma confissão e uma teoria da responsabilidade. A confissão é dispensável, pois há provas torrenciais da sua ação e inação deliberadas; a teoria não tem lastro jurídico, pois “matar” não se limita ao ato físico de puxar o gatilho de fuzil com mira certa, tal como seus desejos de “metralhar” ou “fuzilar” desafetos. No universo normativo de Bolsonaro, não existe o matar à distância, por descumprimento 
de deveres. Para o direito, existe.

Tão óbvio quanto dizer que Bolsonaro não é único responsável pelo morticínio é notar sua responsabilidade primordial. Não menos evidente descobrir que, por tudo que fez e deixou de fazer, causou 
milhares de mortes e milhões de contaminações evitáveis. A causalidade está fora do terreno da dúvida. A intencionalidade transborda em discursos e atos não só contra vacina, 
testagem, isolamento e máscara, mas em favor de charlatanismo por lucros escusos.

Quem quiser se aprofundar nas causalidades, pode ler, além de estudos brasileiros, numerosas publicações nas grandes revistas científicas do mundo, como Science, Nature e Lancet. Quem preferir buscar intencionalidades, vale começar pelos boletins “Direitos na Pandemia”, produzidos por Cepedisa (USP) e Conectas. Se quiser comparar com experiências jurídicas do mundo, navegue na plataforma “Lex-Atlas: Covid-19” 
(King’s College de Londres).

Ninguém tem poderes jurídicos, verbais e simbólicos comparáveis ao presidente da República para influenciar ou ordenar o comportamento social.

Sua omissão descumpriu deveres constitucionais. Mas não foi só omissão. Consciente das mortes que causaria, agiu para inviabilizar e tumultuar medidas sanitárias de senso comum. Usou do inigualável poder da caneta e da palavra presidencial para semear dúvida, espalhar desinformação e incitar violação da lei. Quantos crimes cabem nessa conduta?

A pergunta não é retórica. Não se responde só pelo fígado ou pela intuição moral. Precisa ser qualificada pela análise jurídica. A montanha de evidências de conduta criminosa não cabe embaixo do tapete. Uma carreira forjada na delinquência e premiada pela impunidade, que já produziu tanto dano material e imaterial, podia pelo menos terminar em sanção. Injusta por ser tão tardia, nem por isso menos correta e urgente.

Ou o país pode optar por outra anistia geral e irrestrita. Os torturadores e seus ministros herdeiros continuarão soltos inventando técnicas de tortura e de sumiço de corpos. Já não estão só brincando de anticomunismo iletrado no clube militar, esse parquinho 
dos órfãos da guerra fria.



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Bolsonaro sai sem máscara, aglomera, pega bebê no colo e facilita trabalho da CPI do Genocídio


No domingo, Bolsonaro chamou o general Pazuello, que já não é ministro mas parece que ainda o é no coração do Jair, e foram de helicóptero a Goianópolis aglomerar.

Fez tudo o que não é recomendado pelo atual ministro da Saúde. Saiu sem máscara, provocou aglomeração e cometeu até o crime de pegar um bebê no colo. 
 
Não adianta a conversa de que Bolsonaro já teve COVID e por isso está imune. Primeiro que não é verdade, há casos de pessoas que tiveram COVID mais de uma vez. Em segundo lugar, estar teoricamente imunizado não faz com que a pessoa não possa transmitir o vírus a alguém - imagine a um bebê.
 
O que Bolsonaro conseguiu com isso foi facilitar ainda mais o trabalho da CPI da Pandemia ou da COVID, mais conhecida como CPI do Genocídio, que vai investigar as ações e a falta delas do governo Bolsonaro no combate à pandemia.
 
O que parece é que Bolsonaro está cantando com Tim Maia "Me deu motivo", facilitando seu processo de impeachment, porque sabe que é completamente incapaz de tocar o país adiante nem no combate à pandemia nem, como ele gosta de dizer, no tocante à Economia.
 
Seu sonho de consumo parece ser impichado para se posar de vítima, dizer que os petistas, os comunistas, os congressistas não o deixaram governar, e voltar a seu ostracismo como deputado ou desfrutando do que acumulou com rachadinhas e outras jogadas ao longo da medíocre e infame carreira política.

Difícil vai ser se livrar da Justiça e de todos os processos que choverão sobre ele, assim que perder o cargo. Pelo menos ele deve ter a companhia dos filhos na Papuda. Não é nada não é nada já é alguma coisa para uma família tão unida.



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3 anos sem Marielle. O crime, os criminosos, os envolvidos e as histórias mal contadas. Falta o mandante


Há três anos, no dia 14 de março de 2018, o motorista Elcio Queiroz para o Cobalt que dirige diante da cancela do condomínio Vivendas da Barra, onde têm residência Jair e Carlos Bolsonaro.
 
Um porteiro, que trabalha há vários anos no condomínio, vem atendê-lo e Elcio informa que está indo para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. O porteiro, em depoimento à polícia, informa que ligou para o deputado Bolsonaro e este autorizou a entrada de Elcio Queiroz no condomínio, onde, além de Jair e Carlos Bolsonaro tem residência o ex-policial e matador do chamado Escritório do Crime, Ronnie Lessa.
 
O Escritório do Crime é um grupo de milicianos especializados em executar desafetos, que tinha como homem proeminente o ex-militar do Bope, Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano ou Gordinho. Mãe e mulher de Adriano eram funcionárias do gabinete de Flávio Bolsonaro, chefiado por Fabrício Queiroz, o ex-PM que sempre foi um faz tudo para a família Bolsonaro, passado de pai para filho.
 
Já dentro do Condomínio, Élcio Vieira dirige seu Cobalt à casa de Ronnie Lessa para executarem a missão que lhes fora determinada, a de assassinar a vereadora Marielle Franco. O que fizeram que frieza e presteza.
 
Quando Jair Bolsonaro, já presidente da República (eleito por fraude), soube do depoimento do porteiro, deu ordem a seu ministro da Justiça, o ex-Sergio Moro, para colocar a PF no encalço do porteiro, pois Jair estaria em Brasília naquele momento - o que, no entanto, não o impediria de dar uma ordem por telefone ao porteiro autorizando a entrada.
 
Fato é que após a visita à PF, o porteiro, que trabalhava no prédio há anos e conhecia bem Jair Bolsonaro e sua voz peculiar, mudou o depoimento, disse que se enganara.
 
Teriam se enganado de Bolsonaro? O filho Carlos Bolsonaro, o Carluxo, também é morador do Condomínio. Mas Carlos Bolsonaro alegou que estava na Câmara do Rio, onde não vai quase nunca, na ocasião.
 
Para provar que houve uma armação para incriminar seu pai, Carlos Bolsonaro conseguiu com o síndico do Condomínio acesso às fichas e registros das câmeras de segurança.
 
Só que aí cometeu um erro. Na ficha havia registro de que ele, Carluxo Bolsonaro, estava no Condomínio no horário em que o Cobalt, o motorista e o executor usados no assassinato de Marielle estiveram por lá.
 
Ele havia, segundo seu próprio depoimento, autorizado a entrada do que seria o homem da pizza - não se sabe se o alimento ou a armação do inquérito.
 
A polícia suspeita da presença de um terceiro homem no Cobalt, no momento do crime. Esse terceiro homem é um mistério até hoje. 
 
Como também é um mistério o nome de quem mandou matar a vereadora. Já houve informação de que seria o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, cujos familiares receberam passaporte diplomático do presidente Jair Bolsonaro.
 
O chefe do Escritório do Crime, capitão Adriano, que foi homenageado com medalhas por Flávio Bolsonaro em duas ocasiões (uma delas lhe foi entregue na cadeia), foi morto pela polícia na Bahia em 9 de fevereiro de 2020. Ele havia confessado a amigos e à esposa que era um arquivo vivo e tinha certeza de sua morte, num confronto ou mesmo na cela. Acertou na primeira opção.
 
Em seu poder foram encontrados 13 celulares, cujo conteúdo até hoje é ignorado (com o duplo sentido da palavra).
 
Hoje, três anos após o assassinato cruel e covarde de Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, não se sabe quem foi o mandante.
 
Talvez o caso só venha a ser totalmente esclarecido após a saída de Jair Bolsonaro da presidência. Não que haja suspeita de participação direta da família Bolsonaro no crime, mas por seu envolvimento com os milicianos - responsáveis diretos e provavelmente mandantes do crime.
 “Não tenho nenhum indício, e nem a investigação aponta para isso, sobre a autoria ou envolvimento da família Bolsonaro, eu não posso ser leviano. Agora, que a família Bolsonaro sempre defendeu a legalização das milícias, isso é público”, disse o deputado Marcelo Freixo, responsável pela CPI das Milícias no Rio, em entrevista a um programa do Datena.
Se o objetivo era calar Marielle, parcialmente conseguiram. Privaram familiares, amigos e colegas de sua presença viva. Mas, politicamente, o efeito foi inverso. Multiplicaram suas palavras, sua luta.
 
Quanto mais tempo dura a impunidade do crime bárbaro cometido, mais forte fica a mensagem de Marielle de luta por Justiça.
 
Três anos de luta. 
 
#QuemMandouMatarMarielle



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Bolsonaro pode pegar até 15 anos de cadeia por crime denunciado por ex-Procuradores Gerais a Aras



A lista de crimes cometidos por Bolsonaro na presidência da República se avoluma e cresce a cada dia. Já são mais de 60 os pedidos de impeachment protocolados na Câmara dos Deputados, que dormem sob a abundância de Rodrigo Botafogo Maia.
 
Por isso, ex-Procuradores gerais da República resolveram agir e foram ao atual PGR, Aras, denunciar Bolsonaro pelo crime de auxiliar na disseminação da pandemia do coronavírus. A pena vai de cinco a 15 anos de cadeia. Como é cometido continuamente e de modo frio e até zombeteiro, provavelmente a condenação será a 15 anos. Só por esse crime, noves fora os outros.
O documento [entregue a Aras] lista dez condutas do presidente que configuram crime por parte de Bolsonaro, na opinião dos procuradores. Entre as condutas, está a posição contrária à vacinação; a má condução da distribuição das vacinas; a imposição de obstáculos para a aquisição de insumos como seringas e agulhas; a ausência de resposta à carta da Pfizer; e as declarações contrárias à CoronaVac.

As outras cinco condutas são o desrespeito à Organização Mundial da Saúde (OMS); a má utilização de recursos públicos na produção de hidroxicloroquina e ivermectina; a apologia ao uso de remédios ineficazes contra a COVID-19; a prescrição de "tratamento precoce" contra a COVID-19; e o veto a trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021 que impedia o contingenciamento de despesas relacionadas ao combate da pandemia. [247]

A reação aos crimes de Bolsonaro está crescendo em onda e já, já ganhará as ruas para levar ao seu impeachment. 




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Bolsonaro manda enfiar cloroquina goela abaixo de pacientes em Manaus para tentar se livrar de crime de improbidade administrativa


Através de seu pau mandado, o general Cloroquina que ocupa o ministério da Saúde, Bolsonaro mandou enfiar goela abaixo cloroquina em todos os pacientes de COVID de Manaus. Embora o mundo inteiro tenha abandonado o medicamento por não ter eficácia alguma contra a COVID e ainda cause efeitos colaterais que podem levar à morte do paciente.
 
Bolsonaro sabe disso. O general Cloroquina também. Mas eles fizeram a burrada (vamos supor que seja só burrice, não tenha nenhum jabá no negócio) de comprar cloroquina numa quantidade tal que dá para abastecer as necessidades do país (a cloroquina serve para a malária, por exemplo, mas não para a COVID) por 18 anos. É crime.

Então o negócio é enfiar cloroquina nos pacientes de COVID para tentar fugir de um processo por improbidade administrativa, que é motivo elencado na Constituição para seu impeachment.
 
O povo que se... Afinal, "todo mundo vai morrer um dia"...
 
Veja a carta do ministério da Saúde à secretaria de Saúde de Manaus com a mentira de que existe comprovação científica para o uso da cloroquina (é o oposto) e dizendo que é "inadmissível" que a secretaria não ministre o medicamento aos pacientes.
 
Criminosos e mentirosos. Com assinatura. Confira.





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'Se restar um mínimo de respeito pelas leis, Bolsonaro será processado para ressarcir o desvio e desperdício de altas verbas' - Janio de Freitas



Em sua coluna aos domingos na Folha, o jornalista Janio de Freitas mais uma vez denuncia os desmandos, as ilegalidades, até aqui impunes, de Jair Bolsonaro.

Mas não apenas ele. Há críticas ao presidente do Senado, Alcolumbre, a Luciano Huck e a Doria. 

A pandemia e os cabeças civis e militares do governo movem-se na mesma direção

Se restar um mínimo de respeito pelas leis e pela chamada coisa pública, Jair Bolsonaro será processado para ressarcir o desvio e desperdício de altas verbas. É a resposta legal às ordens abusivas e conscientes de sua improbidade, para a produção, compra e distribuição injustificáveis, e suspeitas, da substância hidroxicloroquina.
O argumento de que a ineficácia de cloroquina/hidroxicloroquina contra a Covid-19 provinha de pesquisas estrangeiras e duvidosas esvaiu-se, em definitivo. Está divulgada a pesquisa em 55 conceituados hospitais brasileiros com duas confirmações: a da ineficácia e a dos efeitos colaterais indesejáveis daqueles produtos.
Já mais do que consolidada a inutilidade da hidroxicloroquina para os contaminados pela pandemia, por determinação de Bolsonaro os laboratórios do Exército fabricaram ao menos 2,5 milhões desses comprimidos. Somadas outras encomendas, como a de 4 milhões ao Farmaguinhos, o jornalista José Casado chegou a 9,5 milhões de doses produzidas e compradas por decisão de Bolsonaro, além dos 2 milhões de doses doadas pelo excedente dos EUA.
O próprio ​Bolsonaro tornou-se uma contrapropaganda ambulante da droga que apregoa. Logo disse, quando forçado a admitir sua queda na contaminação, estar se medicando com hidroxicloroquina. Mas os 14 dias da persistência do vírus se passaram e Bolsonaro só agora fala em teste negativo.
O montante de gasto perdulário e deliberado de Bolsonaro não está revelado. Dois ex-ministros da Saúde são testemunhas da improbidade insistente para se comprometerem também, ou saírem.
Seja qual for o gasto a que outros cederam, inclusive no Exército, está coberto com dinheiro público. E a legislação prevê que gastos por improbidade, contrários a pareceres autorizados, sejam reconhecidos como crimes e sujeitos a ressarcimento às contas públicas.
Bolsonaro foi mais longe na improbidade. Acompanhado, nessa extensão, por Paulo Guedes, pelo general do Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello, e pelos dois chefes que se sucederam no Tesouro Nacional.
Em paralelo ao gasto previstamente inútil com cloroquina/ hidroxicloroquina, indica o Tribunal de Contas da União que aqueles figurantes retiveram 71% da verba disponível para combate à pandemia e socorro aos vitimados —sobretudo aos carentes, que, mais uma vez, fazem a maioria dos mais atingidos. O dinheiro aplicado não chegou a um terço do existente.
Aproximam-se os 100 mil mortos. O general especialista em organização de abastecimentos faz faltarem até analgésicos, tão vulgares, para os contaminados. Bolsonaro passeia de moto, programa atos reeleitoreiros, faz indecente compra-e-venda de apoio no Congresso, bate papo com a claque. A pandemia e os cabeças civis e militares do governo movem-se na mesma direção, associados.
Mais do que senso de justiça, é um saldo de senso de vergonha que pode impedir a perpetuação dessa impunidade vagabunda. Covarde. Apátrida. Mas o saldo é incerto, para dele dizer pouco.

Pois é, são candidatos

As manobras de Davi Alcolumbre para se manter na presidência do Senado, expirado o seu mandato, viajam para o Supremo. Seria melhor que acabassem no meio da rua. Não há esteio moral para que o presidente da Casa de feitura das leis não se sujeite aos regramentos que a vitalizam. E que devia ser ele a reger.
Aspirante a trocar um auditório chacrinhoso pela Presidência da República —sinal de que não lhe parecem muito diferentes—, Luciano Huck sumiu das páginas e da TV de todos os dias assim que a crise política se acentuou. Nem uma palavra sobre ela, sobre os Bolsonaro e Queiroz, sobre o descaso do governo com a pandemia. De repente se faz lembrar, outra vez em página inteira (Folha, 20.7). Com uma ideia nova: o Brasil pode ser a potência alimentar do mundo. Tema sem lado. E novidade de mais ou menos 500 anos.
João Doria arroga-se pronto para enfrentar os desafios do país. Mas não tem coragem de enfrentar uma reunião com organizações civis, artistas e outros, para conversar sobre o racismo implícito na mortandade de negros pela Polícia Militar de São Paulo. Logo, esse racismo não é só de PMs.




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Crime que Moro confessou ter cometido tem nome e nº no Código Penal: Corrupção passiva, Art 317

Moro na coletiva, com faixa do artigo 317 do CP

Ex-ministro se despede com confissão de crime



O ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro confessou um crime n coletiva de ontem, quando pediu demissão do cargo de ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

Moro disse que a única exigência que fez para aceitar o cargo foi que sua família tivesse direito a uma pensão, caso algo de ruim lhe acontecesse.

O Artigo 317 do Código Penal diz que é crime "Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem".

A pena é reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003) [Fonte: Jus Brasil]

No vídeo a seguir, que peguei do Twitter do Idelber Avelar, a confissão de Moro. Vamos ver qual a atitude do Ministério Público. E se o Jornal Nacional trata do assunto (ironia modo on).






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Aviso a Bolsonaro e generais golpistas:'Traidor da Constituição é traidor da Pátria' 

Ulysses Guimarães e a Constituição

Apoio de Bolsonaro a ato contra Legislativo é crime


A jornalista Vera Magalhães reportou que o presidente Jair Bolsonaro voltou a se utilizar do expediente de alimentar seguidores com mensagens pelo WhatsApp.

Mas desta vez deu um passo além e convidou seu grupo de WhatsApp à manifestação de 15 de março, que é um ataque aos presidentes da Câmara e do Senado e, ao mesmo tempo, uma convocatória aos militares para um golpe de Estado.

O jornalista José Trajano publicou em seu perfil no Instagram a resposta mais contundente às pretensões de Bolsonaro, nas palavras do deputado Ulysses Guimarães, no dia da promulgação da Constituição Brasileira em 1988.

"Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo".



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Bolsonaro confessa crime para tentar evitar prisão de filho

Bolsonaro

Bolsonaro cria clima para tornar problema nacional uma provável prisão de seu filho


Embora muitos discordem de minha opinião, Bolsonaro pode ser tudo (machista, homofóbico, autoritário, corrupto através da prática da rachadinha), mas não é burro.

Por isso, temos que procurar a lógica que existe por trás de ele confessar o crime de obstrução da justiça à imprensa, como o fez ontem, quando, numa conversa informal com jornalistas, disse que havia se apossado dos arquivos do condomínio Vivendas da Barra, onde ele, seu filho Carlos e o acusado pelo assassinato de Marielle e Anderson moram.

A importância dos arquivos do condomínio é que eles podem esclarecer a participação ou não da família Bolsonaro no processo da morte de Marielle e Anderson.
"Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano. A voz não é a minha", declarou Bolsonaro. [G1]
Quando ele diz "nós pegamos" está claramente se referindo a outra ou a outras pessoas, porque ele estava em Brasília e não poderia ter feito isso.

Quem mostrou os arquivos ao público foi seu filho Carlos Bolsonaro no Twitter, quando usou imagens e sons dos arquivos da portaria do condomínio na tentativa de inocentar o pai.

Logo, o "nós pegamos" significa o Carlos Bolsonaro pegou, foi ele quem cometeu o crime.

Por isso, Bolsonaro ataca o governador do Rio, Wilson Witzel, pois sabe que seu filho, conhecido por Carluxo, pode ir preso pelo crime. A investigação sobre o crime está sob o Ministério Público e a Polícia do Rio de Janeiro de Witzel.

Isso também explicaria a ira forjada (como mostrei aqui) de Bolsonaro contra a reportagem do Jornal Nacional, quando disse no meio do discurso uma frase que nada tinha a ver com o contexto, mas que já revelava sua real preocupação: "Vocês querem ver um de meus filhos presos".


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Reportagem de O Globo pode ter decretado a morte de menor de 15 anos

Foto de corpo inteiro do menor de costas, com a legenda

O que pretendia o jornal O Globo quando publicou reportagem reproduzindo declarações de um delegado de que um menor de 15 anos entregou todos os nomes e o esquema de assaltos feito por mototaxistas, e ainda publicou esta foto do menor reproduzida aqui – onde ele é facilmente reconhecível - e com a legenda “O menor apreendido ontem, que entregou os cúmplices: olheiro do bando”?

Repare que a legenda não diz que o jovem confessou, mas que ele “entregou os cúmplices”.

Quem entrega alguém é cagüete, dedo-duro, X-9. E sabemos o castigo que lhes é reservado no mundo do crime.

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Sexo, crimes e Vaticano (Sex crimes and the Vatican): um documentário da BBC

Não deixe de ver este documentário de quase 40 minutos exibido pela BBC em 1° de outubro de 2006. É devastador. Conta histórias de padres pedófilos (inclusive um brasileiro) e do acobertamento dos crimes feito pela Igreja Católica Apostólica Romana, com um documento – chamado Crimen Sollicitationis - assinado pelo então cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, ameaçando com excomunhão quem denunciasse os padres criminosos.

A BBC já retirou o vídeo do Youtube. A qualquer momento pode fazer o mesmo com este link do Google postado aqui. Na página da BBC que comenta o vídeo, há um link para ele, mas não estava funcionando, nas vezes em que tentei assisti-lo.

Portanto, se este link do Google cair também, por favor, avise-me pelo e-mail aí ao lado, para que eu possa providenciar um caminho alternativo – que, preventivamente, deixei de stand by.




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Pergunta para os que querem baixar a maioridade penal

Como é que fica o caso do menor de 12 anos encontrado pela PM arrastando o corpo da avó, Hilza Pereira da Silva, que ele matou a facadas em Japeri, no Rio de Janeiro?
A lei deve baixar para a partir de doze anos?