Pare tudo por seis minutos e assista a este vídeo

Não há o que acrescentar. Apenas assista ao vídeo e sinta o sofrimento e o orgulho de um povo na voz de uma menina palestina.



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Grupo para assassinar Evo é retirado do Facebook

A rede social Facebook tirou do ar um grupo chamado "Coleta Global para liquidar Evo Morales" que tinha mais de 8.000 membros e procurava reunir dinheiro para contratar um franco-atirador para matar ao presidente de Bolívia.

"Coleta Global para contratar um franco-atirador para matar Evo Morales" foi criado em agosto do ano passado e reunia mais de 8.000 membros. Sua primeira declaração dizia: "Precisamos reunir o dinheiro para convencer alguém a que o faça".

Seu criador, um boliviano de 20 anos de idade, Hony Pierola, negou que tivesse malícia em sua iniciativa". [leia reportagem completa no Rebelion, em espanhol]

Pois é, segundo o engraçadinho, ele queria apenas se divertir um pouco... E a página criminosa ainda ficou no ar durante cinco meses. Aconteceria o mesmo se o grupo fosse chamado "Coleta Global para liquidar George Bush", por exemplo?

Agradecimento: A dica para esta postagem foi da leitora Jaquelina Packs, via e-mail.

PS: Estou providenciando um espaço no próprio blog para que vocês possam dar dicas, sugerir pautas, soltar o verbo. Enquanto isso, façam como a Jaquelina, porque se a informação tiver a ver com o perfil do blog eu passo adiante.

Leia também:

» 'Democracia a palos': Mais um vídeo sobre a situação da Bolívia hoje

» Documentos comprovam envolvimento dos EUA na tentativa de desestabilização da Bolívia

» Assista ‘Guerreros del Arcoiris’: Documentário mostra preparação de golpe de Estado na Bolívia

» Vídeo: Racistas bolivianos agridem covardemente um ‘índio de mierda’

» Golpistas bolivianos plagiam projeto de Estatuto da Catalunha

» Racistas bolivianos agridem camponeses

» Dois anos de governo Evo Morales. O que você nunca leu

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Programa dos demos usa Folha como jornaleco de 5ª


O programa foi ao ar ontem à noite, em rede nacional de TV, e mostra claramente como as manchetes da Folha de hoje produzem o programa eleitoral dos demo-tucanos amanhã.

É um truque muito usado em campanhas políticas. O candidato procura um jornal de aluguel (um jornaleco de 5ª categoria qualquer) e compra umas manchetes a) favoráveis à sua candidatura; b) com acusações aos adversários; ou c) ambas, para serem utilizadas na TV nos programas eleitorais. É que o povão ainda se impressiona com a palavra impressa nos jornais, e disso se aproveitam os candidatos, via marqueteiros.

Pois foi esse o uso que o DEM fez da Folha em seu programa de ontem, tratando-a como a um jornaleco. Reparem no vídeo acima, de 40”, que eu editei, retirado do programa demo de ontem, que mostra o demo Agripino Maia afirmando que a crise está estampada em todos os jornais. No entanto, todas as imagens são de manchetes de um único, a Folha, um jornal cada vez mais de rabo preso com os demo-tucanos.

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Lupi e Obama querem regras para pacote de estímulo

Quando ainda outro dia o ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi disse que empresa que pegasse dinheiro com o governo não deveria demitir trabalhadores foi um deusnosacuda na mídia corporativa. Levou tiro de todos os lados, O Globo chegou a dizer que o presidente Lula “teria ficado furioso com Lupi”.

Para os jornalões, o que vale é a regra ditada pelo megaespeculador George Soros, que, resumidamente quer dizer o seguinte: o governo só deve entrar com o socorro, a grana, depois recolhe o time e deixa que o mercado se autorregule (estamos tendo uma prova de como é furado esse raciocínio agora, com a violenta crise mundial, fruto de papéis podres produzidos pelo deus-mercado).

Mas o que quero dizer é o seguinte: a mídia caiu de pau no Lupi e agora o incensado Obama faz exatamente o mesmo nos EUA, quando enviou ao Congresso o pacote de medidas econômicas com uma cláusula chamada “Compre América”. A cláusula proíbe a compra de ferro e aço estrangeiros por empresas que tenham se beneficiado pelo pacote de estímulo do governo.

Lupi e Obama estão certos. Querem dinheiro do governo, as condições são essas. No caso brasileiro, CEOs, presidentes, diretores, conselheiros, acionistas que aceitem receber menos e mantenham os empregos daqueles que não são responsáveis pela crise. Afinal, qual a culpa do trabalhador da Aracruz, da Sadia, da Votorantin, pela caca que os administradores desses grupos fizeram apostando o fruto de seu trabalho no mercado derivativo?

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Para O Globo,Bolsa Família bom é Bolsa Família morto

O título acima é adaptação de uma frase de um policial aqui do Rio de Janeiro que enchia a boca para dizer que “bandido bom é bandido morto”. Porque é impressionante como as Organizações Globo são contra qualquer ação do governo que beneficie as camadas mais desfavorecidas da população.

Hoje pela manhã, o jornalão da família Marinho criticou a extensão do Bolsa Família a um número maior de brasileiros, fruto da correção que o governo fez do teto do programa, a extensão da merenda a estudantes do ensino médio e o reforço ao transporte escolar.

Mas o que aconteceu foi o seguinte: o Bolsa atendia famílias com renda de até R$ 120 por pessoa. O limite passou para R$ 137 por pessoa. Por quê? Porque o valor foi atualizado pela inflação medida pelo INPC. Não houve aumento, mas correção.

Agora à noite, o Jornal Nacional repercutiu o jornalão e entrevistou um economista que afirmou que o Brasil caminha na contramão dos demais países, que aplicam verbas em investimentos para gerar empregos e mover a economia.

Só que ele se esqueceu de dizer que o governo do presidente Lula vem fazendo isso, não só nos discursos, quando incentiva produção, investimento e consumo, como também através das verbas do PAC (que significa, para os esquecidinhos ou desinformados, Programa de Aceleração do Crescimento).

Além do mais, o que esses economistas de escritório pensam que os beneficiários do Bolsa Família vão fazer com o dinheiro, guardar no porquinho (do PIG?)? Eles vão comprar comida, pagar a conta de gás, a de luz, até comprar uma geladeira ou TV, em prestações a perder de vista (para desespero do Ali Kamel). Ou seja, vão movimentar a economia e, portanto, gerar empregos.

Antes que eu me esqueça: o valor que o governo vai liberar a mais para o Bolsa Família por conta dessa medida é de aproximadamente R$ 550 milhões. Dinheiro investido nos pobres, para que eles sobrevivam, estudem e, de quebra, aqueçam a economia.

Para efeito de comparação: só para as montadoras de carros o governo Lula liberou R$ 4 bilhões e o governo Serra outros R$ 4 bi. Isso eles acham positivo. Para os pobres, não.

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Blog do Mello apresenta: Belinha dos Jardins

Belinha dos Jardins

Há algum tempo venho recebendo via e-mail umas pitorescas recriminações de uma leitora que não quer se identificar. Resolvi chamá-la de Belinha dos Jardins, pois é moradora dessa região, onde vive boa parte dos endinheirados da capital paulista. O apelido é uma homenagem à Velhinha de Taubaté, do Veríssimo, aquela que era a última pessoa a acreditar no governo, fosse qual fosse.

Já com a Belinha é o oposto: ela não acredita em nada do que diz o governo Lula. Ao mesmo tempo é a última pessoa que ainda acredita em tudo o que diz a mídia corporativa. Fã do Estadão, da Folha, de O Globo e da Veja.

Uma das reclamações que ouvi de Belinha é a de que estava muito atarefada, pois tinha que “adestrar” (a palavra é dela) sua nova auxiliar, pois a última morreu de overdose de vacina contra a febre amarela. Belinha acreditou na Cantanhêde (cuidado, senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata) e fez a antiga auxiliar vacinar-se duas vezes, para garantir.

A coitada morreu – não por culpa da mídia, segundo Belinha, mas porque tivera uma infância muito pobre “e os pobres não cuidam direito da alimentação nem da saúde de suas crianças. Só querem saber de sexo para procriar, mas, responsabilidade, nada”.

A frase me recorda agora a do presidente de Israel, Shimon Peres, que afirmou que morriam mais crianças palestinas que israelenses na guerra, porque estes cuidavam melhor de seus filhos do que aqueles.

Pedi para que me deixasse incluir seus comentários no blog. Ela negou. Mudou de idéia quando afirmei que criaria uma coluna especialmente pra ela. Impôs apenas algumas condições, a primeira delas:

Você não pode mudar uma vírgula. Aliás, você vai ter que colocar vírgulas, pontos, adequar o texto ao novo acordo ortográfico, porque não tenho tempo para me preocupar com essas futilidades. Além do mais, quem vai digitar o texto é minha auxiliar, porque não posso correr o risco de quebrar minhas unhas no teclado. E, last but not the least, quero que faça uma apresentação de minha coluna, antes da estréia, como um preview.

É o que estou fazendo agora: apresentando a coluna, que só não vai publicada hoje, porque Belinha ainda não a enviou. Assim que chegar, publico.

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Artigo de Fiori mostra ‘A visão sagrada de Israel’

Artigo do economista e cientista político José Luis Fiori, publicado originalmente no Valor Econômico e reproduzido na íntegra no Portal Vermelho, e agora aqui [grifos e intertítulos meus].

Durante vinte um dias de bombardeio contínuo, Israel lançou 2.500 bombas sobre a Faixa de Gaza - um território de 380 km² e 1.500 milhão de habitantes - deixando 1.300 mortos e 5.500 feridos, do lado palestino, e 15 mortos, do lado militar israelita. A infra-estrutura do território foi destruída completamente, junto com milhares de casas e centenas de construções civis.

É provável que Israel tenha utilizado bombas de "fósforo branco" - proibidas pela legislação internacional com conseqüências imprevisíveis , no longo prazo, sobre a população civil, em particular a população infantil.

Quando diz que é provável que Israel tenha utilizado bombas de "fósforo branco", Fiori talvez ainda não tivesse acesso à informação de que fontes militares israelenses confirmaram ao jornal Maariv o uso dessas armas, “cujo uso está proibido em zonas povoadas segundo as convenções internacionais”.

Mas, não é só: Israel utilizou também urânio empobrecido – e, como o fósforo branco, proibido e cancerígeno.

E um novo tipo de arma testado pelos militares estadunidenses, conhecido como Explosivo de Metal Denso Inerte (DIME, pela sigla em inglês), que provoca mutilações terríveis.

E , segundo o Bourdoukan, os flechettes, uma arma desenvolvida pelos americanos (sempre eles): “Flechettes são dardos de metal com 4 cm de comprimento e 4 aletas traseiras. As flechettes são condicionadas em bombas de 120mm. São disparadas por tanques. Cada bomba leva em seu bojo de 5 mil a 8 mil flechetes. As bombas explodem no ar e dispersam as flechetes numa área de 300 metros”. Voltando ao artigo do Fiori:

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, se declarou "horrorizado", depois de visitar o território bombardeado, e considerou "escandalosos e inaceitáveis" os ataques israelitas contra escolas e refúgios mantidos em Gaza, pelas Nações Unidas. Richard Falk, relator especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos em Gaza, também declarou que, "depois de 18 meses de bloqueio ilegal de alimentos, remédios e combustível, Israel cometeu crimes de guerra e contra a humanidade, na sua última ofensiva contra os territórios palestinos. Crimes ainda mais graves porque 70% da população de Gaza tem menos de 18 anos."

Dentro de Israel, entretanto - com raras exceções - a população apoiou a operação militar do governo israelita. Mais do que isto, as pesquisas de opinião constataram que o apoio da população foi aumentando, na medida em que avançavam os bombardeios, até chegar à índices de 90%. E no final, na hora do cessar-fogo, metade desta população era favorável à continuação da ofensiva, até a reocupação de Gaza e a destruição do Hamas. (FSP, 24/01/09).

Seja como for, duas coisas chamam a atenção - de forma especial - nesta última guerra: a inclemência de Israel, e sua indiferença com relação às leis e às críticas da comunidade internacional. Duas posições tradicionais da política externa israelita, que têm se radicalizado cada vez mais, e são quase sempre explicadas como "escalada aos extremos" do próprio conflito.

Israel, um Estado religioso

Mas existe um aspecto desta história que quase não se menciona, ou então é colocado num segundo plano, como se as "visões sagradas" do mundo e da história fossem uma característica exclusiva dos países islâmicos.

Desde sua criação, em 1948, Israel se mantém sem uma constituição escrita, mas possui um sistema político com partidos competitivos e eleições periódicas, tem um sistema de governo parlamentarista segundo o modelo britânico e mantém um poder Judiciário autônomo. Mas ao mesmo tempo, paradoxalmente, Israel é um Estado religioso, e grande parte de sua população e dos seus governantes tem uma visão teológica do seu passado e do seu lugar dentro da história da humanidade. Israel não tem uma religião oficial, mas é o único Estado judeu do mundo, e os judeus se consideram um só povo e uma só religião que nasce da revelação divina direta e não depende de uma decisão, ou de uma conversão individual: "Se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis uma propriedade peculiar entre todos os povos. Vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa", Êxodo, 19, 5-6.

Além disto, o judaísmo estabelece normas e regras específicas e inquestionáveis que definem a vida cotidiana e comunitária do seu povo, que deve se manter fiel e seguir de forma incondicional as palavras do seu Deus, mantendo-se puros, isolados e distantes com relação aos demais povos e religiões: "não seguireis os estatutos das nações que eu expulso de diante de vós... eu Javé, vosso Deus, vos separei desses povos. Fareis distinção entre o animal puro e o impuro... não vos torneis vós mesmos imundos como animais, aves e tudo o que rasteja sobre a terra", Levítico, 20, 23-25.

Para os judeus, Israel é a continuação direta da história deste "povo escolhido", e por isto, a sua verdadeira legislação ou constituição são os próprios ensinamentos bíblicos. O Torá conta a história do povo judeu e é a lei divina, por isto não pode haver lei ou norma humana que seja superior ao que está dito e determinado nos textos bíblicos, onde também estão definidos os princípios que devem reger as relações de Israel com seus vizinhos e/ou com seus adversários.

Bíblia, armas atômicas e financiamento mundial

Em Israel não existe casamento civil, só a cerimônia rabínica, e os soldados israelenses prestam juramento com a Bíblia sobre o peito e com a arma na mão: "Javé ferirá todos os povos que combateram contra Jerusalém: ele fará apodrecer sua carne, enquanto estão ainda de pé, os seus olhos apodrecerão em suas órbitas, e a sua língua apodrecerá em sua boca", Zacarias, 14, 12-15.

As idéias religiosas dos povos não são responsáveis nem explicam necessariamente as instituições de um país e as decisões dos seus governantes. Mas neste caso, pelo menos, parece existir um fosso quase intransponível entre os princípios, instituições e objetivos da filosofia política democrática das cidades gregas, e os preceitos da filosofia religiosa monoteísta que nasceu nos desertos da Ásia Menor.

Mas o que talvez seja mais importante do ponto de vista imediato do conflito entre judeus e palestinos, e do próprio sistema mundial, é que Israel - ao contrário dos palestinos - junto com sua visão sagrada de si mesmo, dispõe de armas atômicas, e de acesso quase ilimitado a recursos financeiros e militares externos.

Com estas idéias e condições econômicas e militares, Israel seria considerado - normalmente - um Estado perigoso e desestabilizador do sistema internacional, pela régua liberal-democrática dos países anglo-saxônicos. Mas isto não acontece porque no mundo dos mortais, de fato, Israel foi uma criação e segue sendo um protetorado anglo-saxônico, que opera desde 1948, como instrumento ativo de defesa dos interesses estratégicos anglo-americanos, no Oriente Médio. Enquanto os anglo-americanos operam como a âncora passiva do "autismo internacional" e da "inclemência sagrada" de Israel.

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Tarso Genro corrige Merval: Boxeadores pediram para voltar

Três macaquinhos

Em sua coluna de hoje, Merval Pereira abre espaço para o ministro Tarso Genro corrigir informação errada de sua coluna de anteontem, e que eu havia denunciado aqui. Eis o trecho da coluna de Merval com a intervenção do ministro:

Recebi do Ministro da Justiça, Tarso Genro, a seguinte mensagem: "Lendo tua coluna de do dia 27 último, verifico comentário sobre os dois boxeadores cubanos que deixaram a delegação do Pan. Estás correto ao lembrar que um deles finalmente conseguiu viver na Alemanha. Mas equivocado quando afirmas que "entreguei" os dois atletas a Cuba. À época do Pan, ambos deixaram a delegação justamente com a promessa de viver na Alemanha. Ficaram alguns dias em uma pequena praia do Rio, sem que o empresário que os procurara fizesse qualquer contato.

"Desiludidos, pediram a um pescador local que fizesse contato com a polícia, que os levou à Polícia Federal. Lá foram ouvidos por duas vezes, com o acompanhamento de advogado representante da OAB-RJ e de um procurador do Ministério Público do Rio.

"Nos dois depoimentos, afirmaram o desejo de volta a Cuba. Foi-lhes oferecido asilo, que recusaram. Tudo está registrado em documentação da Polícia Federal. Mas quero lembrar outros dois fatos: um treinador de handball (Rafael Capote) e um ciclista (Michel Fernandez Garcia) também deixaram a delegação cubana no Pan. Pediram refúgio no Comitê Nacional para os Refugiados, o que foi concedido.

"Mais recentemente, quatro músicos de um grupo cubano que se apresentava no Brasil também pediram refúgio no Conare. Hoje vivem em Recife. Naturalmente, a Embaixada de Cuba protestou, o que não impediu que mantivéssemos a decisão. E outra informação: há 123 cubanos vivendo no Brasil, sob refúgio político.

"Portanto, não posso concordar com tua afirmação, de que o governo brasileiro adotou ‘uma atitude ignóbil, tão marcada de ideologia que não merece discussão sobre soberania brasileira’.

"Mais recentemente, já no governo Sarkozy, a França negou a extradição para a Itália da ex-brigadista Marina Petrella. Sem clamores por parte de seu país de origem. Finalmente, reitero: o que me levou a conceder refúgio a Cesare Battisti foi reconhecer que havia fundado temor de perseguição política, conforme preceitua a lei brasileira."

Merval podia aproveitar e repassar a informação para seu colega de O Globo Ancelmo Góes, que em sua coluna de hoje repete a mesma baboseira a respeito dos boxeadores cubanos.

É incrível como jornalistas de O Globo (e dos jornalões em geral) teimam em se comportar como os três macaquinhos aí de cima.

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Vídeo: Ex-capitão da Marinha argentina conta como foram os 'voos da morte'

O ex-capitão da Marinha argentina Alfredo Shilingo conta em detalhes como foram os chamados "voos da morte", em que opositores da ditadura militar argentina eram atirados ainda vivos de aviões em alto-mar. O vídeo é parte do documentário "El alma de los verdugos", escrito pelo juiz Baltazar Garzón, e que pode ser visto na íntegra, dividido em 12 partes, no Youtube.



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Papa anula excomunhão de bispo que nega holocausto

O Papa Bento XVI anulou ato de seu antecessor, João Paulo II, que havia excomungado quatro bispos ordenados pelo ultraconservador cardeal Lefebvre. Entre os bispos está o inglês Richard Williamson, que, em entrevista à TV sueca afirma que não acredita na morte de seis milhões de judeus ("talvez duzentos ou trezentos mil")nem que algum tenha sido executado nas câmaras de gás, que para ele nunca existiram.

Assista a trecho da entrevista do bispo à TV sueca, com legendas em espanhol.



Fonte: Blog do Bourdoukan.

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Evo viu a vitória na Bolívia. O PIG não

A Assembléia Constituinte Boliviana promulgou uma nova Constituição para o país. A oposição chiou, esperneou, exigiu que ela fosse aprovada num referendo.

Domingo passado o referendo aconteceu. A Constituição foi aprovada por 60% dos votos.

A oposição golpista (que perdeu no voto) quer agora mexer na Constituição (que foi aprovada por 60% da população).

Manchete dos jornalões brasileiros hoje:

O Globo: Morales descarta negociar Carta boliviana
Folha: Morales rejeita revisão de Carta; regulamentação está indefinida
Estadão: Evo rejeita negociar texto da Carta

Manchete correta: Oposição golpista não aceita resultado das urnas na Bolívia

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Alô, Merval Pereira, não boxeie com os fatos

Como é que a motivação ideológica pode fazer com que um jornalista atropele os fatos como faz Merval Pereira em sua coluna de hoje do Globo, que pode ser lida na íntegra aqui.

Comentando sobre a concessão de refúgio a Cesare Battisti pelo ministro da Justiça Tarso Genro, Merval sai-se com esta:

Como pode o mesmo ministro que entregou para uma das mais cruéis ditaduras do mundo os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que fugiram da concentração durante os jogos do Pan no Rio, alegar que Battisti corre o risco de ser perseguido na democrática Itália?

Tarso Genro, ou o governo brasileiro, não consideram a ditadura cubana de esquerda uma ameaça aos direitos humanos de foragidos, que não eram acusados de nada a não ser querer liberdade, mas acham que a democracia italiana, com um governo de direita no poder no momento, o é para um terrorista condenado por assassinatos?

Merval, não acredito em falta de informação sua sobre o assunto, mas, se for o caso, eis aqui o antídoto. Repito postagem anterior deste blog sobre o tema:

Sobre boxeadores cubanos, outros cubanos e dois americanos

1. No mesmo ano, na mesma época, no mesmo PAN, além dos dois boxeadores, outros dois cubanos abandonaram a delegação de Cuba: um jogador de handebol e um treinador. Os dois pediram refúgio ao Brasil e foram atendidos:

O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) concedeu nesta sexta-feira refúgio a dois atletas cubanos que abandonaram a delegação do país durante os Jogos Pan-Americano do Rio de Janeiro, em julho, informou nesta sexta-feira o Ministério da Justiça.

2. Pouco adiante, três músicos de uma orquestra cubana abandonaram o grupo e pediram para ficar no Brasil. O Brasil concedeu refúgio aos três músicos cubanos:

O Ministério da Justiça aprovou ontem o pedido de refúgio feito por três músicos cubanos que estão no Brasil desde dezembro do ano passado.

3. Os boxeadores cubanos afirmaram a um representante do Ministério Público (órgão independente do governo) que não queriam ficar no Brasil, conforme nota escrita pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ, e que pode ser lida aqui.

Já em Cuba, um dos lutadores deu uma entrevista ao Jornal Nacional:

Guillermo Rigondeaux deu a primeira entrevista sobre a deportação do Brasil. Na casa onde mora, em Havana, disse que agiu de forma indisciplinada ao abandonar a delegação cubana. Contou que deixou a Vila Pan-Americana com empresários estrangeiros. Bebeu, comeu demais e ficou acima do peso exigido para lutar. Rigondeaux afirmou ainda que a volta à Cuba foi uma forma de reparar o erro que cometeu.

Os cubanos que quiseram ficar no Brasil foram acolhidos pelo governo brasileiro. Os que não quiseram, foram despachados de volta. Simples assim. Por que os boxeadores agiram desse modo, por que um deles fugiu posteriormente para a Alemanha, tudo isso é problema deles. Quem quis ficar, ficou.

Só estranho tanta celeuma a respeito desses dois cubanos e nenhuma a respeito dos dois americanos, pilotos do jatinho Legacy, que nossa “grande imprensa” fez intensa campanha para que pudessem voltar para os EUA, onde hoje residem tranquilamente, ainda pilotando, enquanto as famílias de 154 brasileiros choram seus mortos.

Com a coluna do Merval, Prossegue o Tico-tico no fubá da mídia golpista.

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Israel versus Palestina, a guerra em números





Gráficos mostram os números: mortos, feridos, territórios ocupados. Ao fundo, voz da cantora palestina Amal Murkus.


Fiquei esses dias sem acesso à internet, aproveitei e criei esse vídeo.

O Virtua ficou fora do ar. Vamos ver se eles vão descontar os dias parados espontaneamente (hahaha) ou se teremos (o problema afetou vários prédios aqui da Lagoa) de cobrar na justiça. Em fevereiro, quando vier a fatura, conto aqui.

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Assentamentos israelenses são zonas para implantar uma limpeza étnica?

Mais um trecho do documentário "Occupation 101: Vozes da Maioria Silenciada", dirigido por Sufyan Omeish e Abdallah Omeish (que pode ser visto na íntegra aqui), editado por mim, com pouco menos de dois minutos de duração.

O antropólogo Jeff Halper, o professor Richard Falk e a diretora do escritório humanitário das Nações Unidas nos territórios palestinos ocupados Allegra Pacheco comentam o que são e quais os objetivos dos assentamentos israelenses em territórios palestinos.

Veja também “O que é viver sob o terror israelense”.



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Rio lhe dá presente, mas quem fica com ele é O Globo

Imagem da página de promoção de O Globo

O Globo está com uma promoção sensacional. Pra eles. Chama-se “O que o Rio me dá de presente”.

Como informa a imagem aí em cima, retirada da página de inscrição na promoção, para participar você deve produzir uma foto sua, num local qualquer da cidade, segurando um cartaz onde deve informar o que o Rio lhe dá de presente. O objetivo da promoção, segundo o jornal, é homenagear a cidade.

No entanto, cuidado, pois as Regras de Participação e o termo de compromisso são os mesmos do Eu repórter, que analisei aqui ontem, em Aviso Importante: Não alimente o PIG, seja a mídia. Eles não se deram nem o trabalho de trocar o nome de Eu Repórter para o da promoção. E o termo de compromisso é tão invasivo, que, amanhã, você pode ter que pagar para ver a foto que produziu e enviou de graça para eles.

Portanto, ao clicar na caixa que diz “Aceito o Termo de compromisso e cessão de direitos autorais”, preste atenção, porque você está autorizando que sua foto seja utilizada em qualquer mídia (até nas que ainda não foram criadas, diz o contrato), pode ser editada, reeditada, comercializada e utilizada em produtos e campanhas de propaganda e de publicidade do Infoglobo. Tudo no contrato.

Quer saber o quanto vão lhe pagar isso? Para usar uma expressão do PHA, nem um tusta.

As fotos que eles quiserem serão publicadas no site até o dia do aniversário do Rio, 1° de março, quando outras seis, escolhidas pelo jornal, serão publicadas em O Globo.

Pra você, nada. Nem um dinheirinho para comprar um bolo para o Rio, ou uma vela, a chama, nem o sopro, porque a promoção é a seguinte:

Você diz o que o Rio lhe dá de presente, O Globo embrulha e fica com ele, para fazer o que quiser, começando com uma guaribada em sua (de O Globo) imagem institucional, associando-a às comemorações pelo aniversário do Rio.

Mas, atenção ao aviso do zoo: não alimente os animais - no caso, o PIG. Seja a mídia, ou então colabore com aqueles que distribuirão seu material da mesma forma que o receberam: gratuitamente e com o crédito de sua autoria.

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O que é viver sob o terror israelense

Pequeno trecho de pouco mais de três minutos, retirado por mim do documentário "Occupation 101: Vozes da Maioria Silenciada", dirigido por Sufyan Omeish e Abdallah Omeish (o documentário pode ser visto na íntegra aqui.). Conta o drama de uma família palestina que já teve que mudar de casa duas vezes para dar lugar a assentamentos israelenses.

A matriarca, com um misto de resignação e firmeza, conta como sua família tem conseguido sobreviver, sob ameaça constante das tropas israelenses.

Nesse trecho, você vê o drama maior da guerra refletido no dia-a-dia de uma família, que poderia ser a sua ou a minha. Não deixe de assistir.



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Aviso Importante: Não alimente o PIG, seja a mídia

Seja em suas páginas de papel ou na internet, todo dia a mídia corporativa, a tal “grande imprensa”, os jornalões e vejas da vida lhe pedem alguma coisa: querem que você envie uma foto de um acontecimento que presenciou, que dê sua opinião em enquetes, que escreva, que denuncie. Ou seja, que os ajude na pauta ou na cobertura das notícias. Tudo isso de graça.
No entanto, eles não lhe oferecem nada de graça. Você tem que comprar o jornal ou a revista nas bancas ou assiná-los. Tem que pagar ao provedor para ter acesso ao conteúdo online. Se não for assim, eles só lhe oferecem notícia velha, como pão dormido, que na internet não serve nem para embrulhar peixe.
Então, por que colaborar com eles de graça, se lhe cobram por tudo? Se você gosta de notícias, seja a mídia. Crie seu blog (é de graça e é facílimo) e espalhe pela internet suas fotos, suas reportagens e opiniões sobre o que lhe motiva.
Não alimente o PIG, porque, além de utilizarem seu trabalho de graça (e com isso desvalorizarem o mercado dos jornalistas – perguntem aos fotógrafos profissionais sobre isso), eles ganham dinheiro com ele duas vezes: quando cobram pelo conteúdo que conseguiram de graça de você e quando revendem o material para outras agências nacionais e internacionais, sem lhe repassar uma migalhinha sequer.
Não acredita? Repare no que está escrito no contrato que o portal do Globo, por exemplo, pede que seja assinado pelo candidato ao que eles chamam de “Eu repórter”. Todos os que enviam fotos, vídeos ou matérias têm que assiná-lo.
Confira aqui (você já vai ter que fornecer um e-mail válido, pra começar) e depois leia a íntegra do “termo de compromisso”, que vou resumir a seguir.
Primeiro, definem o projeto:
"Eu-Repórter" é a seção de jornalismo participativo do site O Globo, através da qual os leitores interessados, após avaliação editorial, seguindo os critérios da Infoglobo, poderão ter textos, fotografias, ilustrações, áudios e vídeos, de sua autoria, e desde que tenham conteúdo noticioso, publicados no site e em veículos de imprensa da Infoglobo e/ou das demais empresas que compõem as chamadas Organizações Globo.
Aí vem a parte do leão (a deles), onde lhe informam o tamanho do direito que você está cedendo a eles, repito, de graça (os grifos são meus).
3. - Cessão de Direitos - Pelo presente termo, o colaborador devidamente identificado e cadastrado no endereço eletrônico www.oglobo.com.br transfere à Infoglobo, a título gratuito e por prazo indeterminado, os direitos sobre as obras artísticas, fotográficas, audiovisuais e literárias que tenha encaminhado para o Projeto "Eu-Repórter", autorizando a sua utilização e reprodução, total ou parcial, em qualquer mídia ou meio físico, visual ou sonoro, inclusive eletrônico, cabo, fibra ótica, satélite, ondas e quaisquer outros existentes ou que venham a existir [querem ganhar até sobre o que ainda não existe!], e compreendendo, exemplificativamente, as seguintes atividades: publicação, comunicação, reprodução, divulgação (inclusive em seus produtos e campanhas de propaganda e de publicidade), oferta a terceiros (inclusive pela internet), exposição, edição, reedição, emissão, transmissão, retransmissão, comercialização, distribuição, circulação, tradução para qualquer idioma (com ou sem legendas), realização de versões e derivações, restauração, revisão, atualização, adaptação, inclusão em produção audiovisual, radiodifusão sonora e visual, exibição audiovisual e por processo análogo, inclusão em base de dados, armazenamento em computador, microfilmagem e demais formas de armazenamento do gênero.
3.1. O colaborador cede e transfere à Infoglobo, em caráter exclusivo, definitivo, irrevogável, irretratável e sem qualquer ônus, todo e qualquer direito patrimonial de autor relativo ao material encaminhado ao Projeto "Eu-Repórter", para utilização em território nacional e no exterior, concordando com que a obra cuja titularidade declara deter seja utilizada em associação com outros textos, títulos, documentos, gráficos e demais materiais de propriedade da Infoglobo, sendo possível a alteração do formato de textos, por exemplo, desde que inalterado o conteúdo principal.
3.2. O colaborador concorda e aceita que, em decorrência da cessão de direitos patrimoniais em questão, a Infoglobo transmita a terceiros, do seu grupo econômico ou não, os direitos ora cedidos, por cessão ou concessão, total ou parcialmente, de forma gratuita ou onerosa, mas sempre para as finalidades constantes da cláusula 3 supra.
Agora vem a parte mais incrível do contrato. Repare só:
3.3. A exclusividade de que se investe a Infoglobo será oponível mesmo contra o próprio colaborador, que não poderá reproduzir a obra cedida ao Projeto "Eu-Repórter" por qualquer forma ou a qualquer título, notadamente publicá-las, fornecê-las e comercializá-las a terceiros, a não ser para fins particulares e de caráter não econômico.
Você perde até o direito de publicar aquilo que originalmente era seu, e que deixou de ser, e, portanto, você poderá ter até que pagar para ter acesso a ele.
Queria que advogados esclarecessem: se isso não é roubo, é o quê?
Não vale dizer que não é roubo porque o sujeito concorda com o contrato quando o assina. A maioria das pessoas não o lê, às vezes até por dificuldade de leitura, deficiência de educação escolar, e assina apenas para ter sua foto exibida no jornal ou no portal. Não seria, pelos menos, abuso da boa fé das pessoas?
Portanto, meu caro, use como lema aquele anúncio dos zoos: não alimente os animais, no caso, o PIG. Seja a mídia, ou então colabore com aqueles que distribuirão seu material da mesma forma que o receberam: gratuitamente e com o crédito de sua autoria.


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Que tal US$100 mil para blogar no 'melhor emprego do mundo'?

És blogueiro ou blogueira, estás com pouca grana e muita dívida ou ganhando mal? O emprego é ruim, o chefe é chato, os vizinhos são mala e o amanhã parece saído das colunas da Míriam Leitão? Pois vá a este endereço e concorra, porque você pode ter aquele que está sendo chamado "o melhor emprego do mundo".

O local de trabalho é esse, que você vê no vídeo abaixo. E o seu trabalho? Chaaaato. É blogar, escrever sobre as ilhas, as paisagens, o mar, os peixes, a alimentação, os esportes aquáticos, o luxo do local, tudo aquilo de que você vai desfrutar...

Como sou carioca e moro no Rio, passo a dica pra vocês.



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Vídeo: Occupation 101: Vozes da Maioria Silenciada

Recebi a dica da Maria Frô, ontem, via twitter, do documentário Occupation 101: Vozes da Maioria Silenciada. Postei a indicação nas Leituras do Dia aqui ao lado, mas só consegui ver o vídeo completo mais tarde. Agora o coloco aqui para você assistir também. Vale a pena.

É um documentário que aborda o conflito Israelo-Palestino dirigido por Sufyan Omeish e Abdallah Omeish, e narrado por Alison Weir, fundadora do If Americans Knew. O filme discute os eventos a partir do surgimento do movimento Sionista até a segunda Intifada, a limpeza étnica da Palestina, as relações entre Israel e Estados Unidos e as violações dos direitos humanos e abusos cometidos por colonos e soldados israelenses contra os Palestinos. [descrição do Google Vídeos]


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Olha só quem quer enterrar o Brasil

Nada de crescimento. Nada de desenvolvimento. Nada de distribuição de renda ou geração de empregos. O negócio dele é enterrar o Brasil. Pra isso teria montado até uma empresa fora do país. Confira aqui.

[Uma descoberta do espertíssimo Cloaca News.]

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Imagens de Gaza, ao lado da equipe médica

Correspondente da France 24 em Gaza, o repórter Radjaa Abou Dagga juntou-se a um grupo de médicos e saiu na ambulância pelas ruas de Gaza. Hospitais lotados, muitos feridos, tiros, bombas, desespero.



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Israel contrata ‘exército de blogueiros’ para combater sites antissionistas

Não faltava mais nada. Para tentar vencer a guerra da comunicação e combater o que eles chamam de sites antissionistas, Israel resolveu apelar para blogueiros israelenses que falem uma outra língua, de preferência inglês, francês, alemão e espanhol. Mas há vagas para quem domine o russo e o português. Os selecionados serão divididos por idioma e direcionados posteriormente aos sites que Israel considera “problemáticos”.

Os interessados devem enviar seus currículos para media@moia.gov.il.

Será que O Globo está pagando bem à Renata Malkes? Ou eles abrem o olho ou podem perder a correspondente engajada.

Atualização, às 20h52 - No Comentário, a Crica chamou a atenção para uma reportagem de Diógenes Muniz, editor de Informática da Folha Online:

Software israelense manobra opiniões na internet

Nem só de caças F-16 e mísseis teleguiados são feitos os ataques israelenses em Gaza. Uma arma em específico se destacou pela eficiência apresentada desde a escalada do conflito - e continuará sendo usada, mesmo após o cessar-fogo. Ela age nos bastidores da internet, modificando resultados de enquetes on-line, entupindo caixas de e-mails de autoridades e ajudando a protestar contra notícias desfavoráveis à comunidade israelense.

O nome da ferramenta é Megaphone, um software desenvolvido pela companhia Collactive e distribuído pela organização Giyus ("mobilização" em hebraico, mas também sigla para "Give Israel Your United Support" ou "Dê a Israel seu apoio integrado", em tradução livre). O programa serve para mobilizar internautas pelo mundo dispostos a manobrar ("balancear", segundo os usuários) opiniões na rede.

Desenvolvido em 2006, durante a Guerra do Líbano, seu uso atingiu 36.700 "soldados virtuais" com o conflito em Gaza. A meta: 100 mil participantes.

Lobby 2.0

O internauta disposto a fazer parte do arrastão cibernético precisa baixar um programa no site Giyus.org, que se apresenta como uma "coalizão de organizações pró-Israel trabalhando juntas para ajudar a comunidade judaica a fazer suas opiniões serem ouvidas de maneira efetiva".

Instalada a plataforma, aparecem no computador alertas em tempo real sobre notícias, enquetes, artigos, vídeos ou blogs que estejam com visões "a favor ou contra" a comunidade. Lembram os avisos de novas mensagens do comunicador instantâneo MSN. O internauta é convidado, a partir daí, a "agir por Israel" --enchendo os alvos de críticas, elogios ou votos.

Com poucos cliques (e sem dominar o idioma da página em questão), é possível influenciar uma pesquisa no site do Yahoo! ou mandar uma notícia sobre mísseis palestinos para a ONU, entre outros. O programa oferece no próprio navegador um formulário completo de "ação" já preenchido, com endereços dos destinatários e conteúdo padrão a ser enviado: o internauta sequer precisa abrir sua conta de e-mail ou clicar em "enviar".

Redes sociais e sites colaborativos, como Facebook e YouTube, também estão na mira do software. Esse tipo de estratégia, que recebeu o apoio do Ministério das Relações Exteriores de Israel, já forçou o site da BBC a tirar uma enquete do ar.

Desde o início da invasão a Gaza, dezenas de comunidades e sites foram "pichados", invadidos ou derrubados, tanto por piratas virtuais palestinos quanto israelenses. O que se destaca neste caso, no entanto, é o modo de atuação do programa, que institucionaliza a manipulação de informação de forma coordenada e colaborativa.

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Israel propõe cessar-fogo ou ‘cala a boca’?

Só não digo que esse cessar-fogo unilateral proposto por Israel é uma piada, porque piada é para divertir, e tem que ser inteligente, tudo o que a proposta de Israel não é. Porque esse cessar-fogo tem chance zero de levar à paz. E Israel sabe disso. Afinal, o exército israelense invadiu e ocupou a faixa de Gaza, matou milhares de pessoas, incluindo quatro centenas de crianças, e ainda mulheres e idosos, destruiu escolas, hospitais, postos de saúde, navios e caminhões com mantimentos, prédios da ONU, da Cruz Vermelha, e agora diz apenas que vai continuar ocupando Gaza, sem dar um tiro, desde que os palestinos fiquem quietinhos.

É história da carochinha, enquanto o Obama não vem. Porque aí Israel aceita tirar o bode da sala (as tropas de Gaza) e empurra com a barriga a devolução das terras palestinas aos palestinos.

A paz só virá no dia em que Israel abandonar Gaza, chamar de volta seus colonos que ocupam irregularmente terras palestinas para dentro das fronteiras de Israel reconhecidas pela ONU. Só com o reconhecimento por ambas as partes da existência dos dois Estados a paz será possível.

No dia em que Israel fizer o que tem que fazer - obedecer à resolução da ONU de mais de 20 anos que estabelece as fronteiras dos dois países - poderá dizer que é um Estado que busca a paz.

Por enquanto, com esse cessar-fogo, Israel age como aquele valentão que, após surrar bastante o adversário mais fraco, pisa sobre seu corpo caído no chão e diz que não vai mais bater nele, desde que fique caladinho, com o rabinho entre as pernas e aceite sem um pio a humilhação de ter seu corpo (suas terras) invadido, agredido, degradado.

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Médico palestino chora a morte das filhas na TV israelense


Telejornal israelense é interrompido por um homem ao telefone. É o médico palestino Izaldin Abu Al Yesh, conhecido dos israelenses por aparecer muitas vezes nos noticiários de TV, comentando acontecimentos da Faixa de Gaza, com uma postura de quem sempre apostou no diálogo e na convivência entre palestinos e israelenses.

Dessa vez Izaldin Abu Al Yesh estava desesperado, chorando, porque um ataque israelense matou três de suas filhas. Ao vivo, ele mostrou sua dor aos israelenses, que você pode testemunhar um pouco no vídeo acima (com legendas em espanhol) ou num outro, mais completo (com legendas em inglês), que você pode assistir aqui.

Segundo o Clarin, o entrevistador do telejornal, Shlomi Eldar, é muito amigo do médico e nota-se claramente seu constrangimento diante do desespero do amigo. Seu apelo na TV foi atendido e ambulâncias foram enviadas ao prédio, onde estava a família de Izaldin Abu Al Yesh. Mortos e feridos da família foram levados para hospitais de Israel.

O médico ainda se mostrou indignado com a versão da força israelense de que apenas respondeu a tiros que vinham do prédio. Essa é a desculpa de sempre de Israel, cuja estratégia de ataque foi defendida pelo ainda (até quando?) Prêmio Nobel da Paz e presidente de Israel, Shimon Peres.

Abu Al Yesh aseguró que "no había ningún hombre armado en mi casa". El periodista Eldar, al escuchar la versión militar, cortó las palabras del conductor y aseguró: "Yo lo puedo asegurar: no se disparó desde la casa de Abu Al Yesh. Puedo pensar que fue desde una casa vecina pero no de la suya". Abu Al Yesh no podía entender: "Yo estaba fuera de la casa y cuando vi que disparaban contra nuestro edificio, llamé a todos mis conocidos en los medios israelíes pero siguieron disparando adonde estaban las hijas de mi hermano y las mías."

"Qué hicimos ?", se preguntaba ayer desconsolado. "Espero que mis hijos sean los últimos. Si (el ministro de Defensa Ehud) Barak conoce la historia de mis hijas, esto lo perseguirá de por vida". Ran Iaron, de la ONG israelí Médicos por los Derechos Humanos, que conoce personalmente al médico palestino, dijo anoche a Clarín: "Si hay Dios, ahora está llorando".

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